ARACHNID
(Arachnid)
Quando uma expedição médica parte para uma pequena ilha do Pacífico, em busca do mal que está dizimando os habitantes de um pequeno vilarejo, ela nem imagina o perigo que a aguarda. À medida que adentra a floresta, cada membro do grupo é atacado e morto por estranhas criaturas. Mas um predador mais mortal e sanguinário, chamado pelos nativos de Arachnid, está à espera deles.
Segundo o povo da ilha, este invasor, no qual eles acreditam ser um alienígena, tem mais de três metros de altura e um instinto assassino. Conseguirão eles vencer este perigoso ser e saírem vivos?
IMAGENS

CRÍTICAS
Basta uma espiadela na seção de filmes de terror e suspense de sua locadora, para que você as encontre, sempre exibindo um visual que atraia a atenção através de frases de efeitos, nomes de atores conhecidos ou o rosto de uma vítima, gritando de dor e desespero. Todos os anos as locadoras do país são abastecidas com produções envolvendo aranhas, aquelas criaturas peludas, cheio de olhos e patas, que, de vez em quando, cruzam o nosso caminho, em móveis e livros velhos. Há filmes em que elas são vistas como as responsáveis pela alteração física do protagonista - como "Homem-Aranha" e "A Maldição da Aranha" -; mas há também aqueles que trabalham com o ataque de inúmeros aracnídeos, trazendo medo e morte em cidades pequenas - como "Aracnofobia", "Spiders", "Spiders 2", "Malditas Aranhas", entre outros. Agora, quantas produções você já viu alienígenas e aranhas dividindo o mesmo espaço? Se fosse uma produção da década de ouro dos insetos gigantes, até entenderíamos a sinopse, já que no perído pós-guerra esse encontro era até comum, mas não é o que acontece com o terrível "Arachnid", produção espanhola realizada em 2001.
Dirigido pelo competente Jack Sholder ("A Hora do Pesadelos 2" e "Mestre dos Desejos 1 e 2"), "Arachnid" parte do esquisito para o lugar nenhum: um piloto está testando um avião invisível (aqueles aviões que não são reconhecidos pelo radar) quando cruza com uma nave também invisível - só que ao olho humano - sugando todos os organismos vivos do mar. Estranhando o fato (não é só ele), o piloto decide perseguir o estranho objeto voador não identificado - numa atitude comum naqueles vídeos que juram estar mostrando disco voadores, mas que muitos são truques de câmera. A nave alienígena pára no céu e o piloto que a perseguia é obrigado a ejetar do pequeno avião poucos segundos antes que ocorra a colisão. Por sorte e ajuda do roteiro, o piloto cai numa ilha (onde estava a ilha?) são e salvo. Lá, ele encontra a nave invisível aos pedaços e presencia o momento exato em que um extra-terreste tenta se comunicar e é atacado por uma aranha oriunda de seu próprio transporte. A criatura finaliza o serviço e salta sob às àrvores, deixando piloto e espectador boquiabertos. Para azar do primeiro, uma teia surge do alto e carrega a única testemunha do absurdo para a morte off-screen.
Algum tempo depois, uma equipe é enviada até a ilha para investigar as mortes de todas as pessoas de uma aldeia da região, transformando a produção numa versão aracnídea de "Jurassic Park" - sem esquecer as centenas de outros longas que abordam "equipe que sai em busca de sobreviventes, planta milagrosa, etc". O avião que conduzia a equipe cai na ilha (alguém viu "Jurassic Park 3") e os tripulantes se vêem obrigados a enfrentar constantemente os ataques de aranhas poderosas de todos os tamanhos e formas. Com um pouquinho de paciência, o telespectador irá descobrir que Mercer (Alex Reid), uma das tripulantes, está nessa missão com o intuito apenas de encontrar seu irmão desaparecido, o tal piloto da nave fantasma - sempre tem alguém com algum motivo íntimo. Entre os tripulantes também há o típico especialistas em aranhas (Ravil Issyanov), várias futuras vítimas - aqueles personagens sem graça, com muitas piadinhas e sem destaque - e um homem simpático e bem humorado (Chris Potter). Enfim, só faltou a presença de uma criança e um doido malvado para que você perceba que já viu esse filme com outro nome e outros atores. Quer dizer, você já viu esse filme de qualquer jeito.
Em contrapartida à teia de clichês e ao enredo bizarro, há os efeitos especiais. A cena inicial e os ataques de teia das aranhas não são incríveis, contudo também não deixam a desejar. E para os amantes de cenas asquerosas, o filme é quase uma mosca na teia, mas sem o excesso de gore necessário que justifique uma boa conferida. Sem muito destaques nas locadoras e sites de horror da internet, "Arachnid" tem tudo para ser esquecido rapidamente, com exceção do público espanhol que prestigiou a obra como se fosse um "King Kong" moderno. Se quer diversão e aranhas, deixo a sugestão: que tal uma faxina naquele cômodo abandonado de sua casa?
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GORE: 
EFEITOS: 
DIVERSÃO:
Marcelo Milici