ALIEN VS PREDADOR

Por Felipe M.Guerra

Os seres mais perigosos do universo em "telecatch" razoável.

E não é que o tão comentado ALIEN VERSUS PREDADOR, que vem sendo discutido e prometido há 14 anos, finalmente saiu do papel? Nesta época em que o cinema americano passa por uma fase de idéias pouco criativas, a nova modinha é colocar personagens famosos e queridos do público no mesmo filme. Começou com FREDDY VERSUS JASON no ano passado, um surpreendente (e nem um pouco merecido) sucesso de público. E continua neste ano (2004) com o badalado encontro entre as duas raças alienígenas mais perigosas do Universo. O que virá em 2005? Será o FREDDY VERSUS JASON VERSUS ASH (da série EVIL DEAD), que andam prometendo? Ou algo ainda mais apelativo, do calibre de um MICHAEL MYERS VERSUS PINHEAD (o que também, infelizmente, já foi cogitado, apesar dos protestos dos fãs!)?



Confrontos entre monstros clássicos não são uma novidade, como podem pensar os espectadores mais jovens. Já na primeira metade do século 20, por exemplo, eram feitos filmes como FRANKENSTEIN CONTRA O LOBISOMEM ou DRÁCULA CONTRA FRANKENSTEIN, a maioria uma grande bobagem, realizada com o único objetivo de atrair aos cinemas fãs de um dos dois monstros, enchendo os cofres dos produtores. Os japoneses também adoravam brigas, tanto que colocaram seu lagartão radioativo Godzilla para lutar contra uma infinidade de monstros, inclusive o famoso King Kong! E no México o herói Santo (um popular lutador de telecatch que usava máscara prateada) fez dezenas de filmes nos anos 60, lutando contra alienígenas, múmias e até contra o Homem-Aranha!
Por isso, ALIEN VERSUS PREDADOR não é nenhuma novidade. E, apesar de lidar com dois mortais seres alienígenas, cada um deles com sua própria mitologia e grau de periculosidade, este novo filme é um tanto decepcionante. A exemplo de FREDDY VERSUS JASON, não passa de um grande telecatch, uma luta livre entre os dois personagens principais, mas que não ocupa 20% do filme. O restante é preenchido com uma tentativa infantil de criar um roteiro que mantenha o espectador entretido, o que nem este filme e nem FREDDY VERSUS JASON conseguem fazer a contento. Nos dois casos, o melhor seria ter deixado os monstros lutando por mais tempo, e não colocar tantos personagens secundários e enrolações desnecessárias.
Para quem não conhece nem Alien nem Predador (acontece, sabe como são estas novas gerações...), uma rápida explicação.



O Alien surgiu no filme homônimo, ALIEN, O OITAVO PASSAGEIRO, dirigido por Ridley Scott em 1979. Este primeiro filme é uma produção respeitadíssima, uma das primeiras a dosar de forma perfeita terror e ficção científica, com incríveis efeitos e excelente elenco (Sigourney Weaver, Tom Skerritt, John Hurt e outros). O Alien nasce de um ovo nojento, de onde sai uma espécie de aranha. Ela pula e gruda na face das suas vítimas humanas, que servem de hospedeiras. Qualquer tentativa de separar a "aranha" do rosto da vítima é mal-sucedida, pois o hospedeiro acaba morto do mesmo jeito. Depois de algum tempo, a incubadora morre e o ser humano atacado volta ao "normal". Na verdade, ele está chocando, sem saber, um filhotinho de Alien dentro do seu estômago, e este vai crescendo até "nascer", arrebentando o peito e conseqüentemente matando seu hospedeiro. Já crescido, o Alien se dedica a matar com a cauda ou as garras (mas também com a enorme bocarra, de onde sai uma segunda mandíbula, menor, semelhante a uma cobra). Trata-se de um bicho tinhoso de matar, e que ainda por cima tem ácido no sangue! Seu design arrepiante é do artista H. R. Giger.



Já o PREDADOR surgiu depois, em 1987, no filme homônimo dirigido por John McTiernan, também com um elenco interessante (Arnold Schwarzenegger, Jesse Ventura, Carl Weathers e outros). Trata-se de uma raça extraterrestre que visita diferentes planetas do sistema solar para caçar. Isso mesmo: os Predadores são uma raça de criaturas honradas, uma espécie de "samurais" alienígenas, que combatem outras criaturas que eles acreditam ter condições de enfrentar. Por isso, não atacam pessoas desarmadas ou doentes, a não ser que eles ataquem primeiro. Os Predadores têm visão infravermelha, podendo rastrear suas vítimas pelo calor, e usam roupa de caçador com camuflagem, tornando-se invisíveis para atacar sorrateiramente, e têm um vasto arsenal, com garras, dardos, discos com lâminas, armas laser e até uma bomba atômica portátil, que explodem quando estão mortalmente feridos ou quando são vencidos pela sua presa. Mas isso raras vezes acontece, e os Predadores têm o hábito de esfolar suas vítimas e arrancar o crânio, que guardam em uma bizarra sala de troféus.
Ao contrário dos Aliens, que atacam apenas no espaço, os Predadores visitam a Terra com freqüência, acreditando que os seres humanos, por sua agressividade e burrice, são excelentes adversários (tipo, se você fosse a um safári, iria querer caçar um leão, não é verdade?). Acredita-se que os Predadores tenham "caçado" na Terra desde a Antigüidade. No filme PREDADOR 2, por exemplo, eles têm até uma nave espacial enterrada bem no coração de Los Angeles, e ainda guardam armas humanas do século 19 como recordação!
A idéia de unir as duas criaturas em um filme surgiu em 1987, com o sucesso do primeiro filme do PREDADOR. Um ano antes, em 1986, James Cameron tinha lançado ALIENS, O RESGATE (seqüência do clássico ALIEN), que ajudou a criar a fama de que os Aliens eram os extraterrestres mais mortais da galáxia. Mas então surgiram os fãs do Predador dizendo que ele sim era uma criatura mortífera e inteligente, e que os Aliens não teriam chance em um combate corpo a corpo com eles (sabe aquelas discussões típicas dos nerds, tipo "quem venceria uma luta, Superman ou Incrível Hulk?").
Por muito tempo, nerds e fãs do mundo inteiro brigaram para ver quem era melhor, o Alien ou o Predador. E então, em 1989, a editora americana Dark Horse Comics resolveu conceber um duelo entre ambos, enxergando o potencial financeiro do quebra-pau. Foi assim que surgiu a história em quadrinhos ALIENS VERSUS PREDADOR, que mostrava as duas criaturas brigando em um planeta distante, onde vivia também uma pequena colônia de humanos - que, claro, também eram vitimados em meio à guerra. O gibi foi um sucesso e os fãs pediram mais, então a Dark Horse foi lançando, periodicamente, novas versões para o confronto.
Uma das mais recentes releituras do confronto em quadrinhos foi feita em 1998 e chegou a ser lançada no Brasil, também com o título ALIENS VERSUS PREDADOR, pela Editora Mythos. A história se passa na Terra do século 21, onde o japonês Lee Yet Sen mantém-se vivo há 700 anos com uma fórmula extraída do sangue dos Predadores. Para isso, contrata mercenários que incumbe de exterminar os alienígenas, para que ele possa conseguir seu soro da imortalidade. O problema é que um dia Lee encontra ovos de Alien dentro de uma nave dos Predadores e resolve chocá-los para ver o que sai dali... Neste caso, o confronto entre Aliens, Predadores e humanos acontece nos esgotos de Tóquio!
Em meio aos anos 90, Aliens e Predadores ficaram tão famosos que extrapolaram as fronteiras cinematográficas. Jogos de videogames com o tema "Alien Versus Predador" surgiram, para computador e consoles domésticos. Novas seqüências foram feitas para seus respectivos filmes ( PREDADOR 2 saiu em 1990, ALIEN 3 em 1992 e ALIEN, A RESSURREIÇÃO em 1997), mas os fãs continuavam querendo mais e mais. Assim, as duas criaturas começaram a aparecer com mais freqüência nas histórias em quadrinhos, mas não só lutando entre si, mas contra famosos super-heróis da Marvel e da DC. Só aqui na minha coleção eu tenho SUPERMAN VERSUS ALIENS, LANTERNA VERDE VERSUS ALIENS, BATMAN VERSUS ALIENS (o confronto teve duas versões), LIGA DA JUSTIÇA VERSUS ALIENS, PREDADOR VERSUS JUIZ DREED, SUPERMAN VERSUS PREDADOR, BATMAN VERSUS PREDADOR (o confronto teve TRÊS versões!), PREDADOR VERSUS WITCHBLADE VERSUS DARKNESS VERSUS ALIENS e até ALIENS VERSUS PREDADOR VERSUS EXTERMINADOR DO FUTURO, mostrando que não há limites para a criatividade dos roteiristas de quadrinhos!
Com o passar dos anos, também, cresciam as fofocas a respeito de uma versão cinematográfica para o duelo entre as duas criaturas. A idéia ficou ainda mais forte quando estreou o filme PREDADOR 2, pois uma rápida cena na sala de troféus do Predador mostrava, entre os vários crânios de suas vítimas, um que era bem parecido com um crânio de Alien - o que significava que ambos já tinham lutado antes. Em 1992 eram divulgados os planos de fazer uma versão cinematográfica de ALIEN VERSUS PREDADOR, com roteiros sendo escritos e recusados pelo estúdio detentor dos direitos dos dois personagens (20th Century Fox Films). Ainda neste ano, o inglês Peter Briggs (roteirista do recente HELLBOY) escreveu um roteiro para o confronto, mas ele não foi aprovado pelo estúdio.
E então chegamos ao século 21 e finalmente o projeto teve um aval positivo. Mas não sem que muitas informações erradas fossem divulgadas. Por muito tempo, por exemplo, divulgou-se que Ridley Scott e John McTiernan estariam envolvidos com o filme ALIEN VERSUS PREDADOR, o que revelou-se uma grande mentira. Em uma entrevista, ao ser questionada se faria parte do filme, a atriz Sigourney Weaver (que enfrentou os Aliens nos quatro filmes da série, interpretando a Tenente Ripley) disse que achava a idéia de juntar as duas criaturas "uma grande bobagem".
Foi quando o estúdio finalmente divulgou que ALIEN VERSUS PREDADOR recebeu sinal verde para o início das filmagens. O diretor inglês Paul W. S. Anderson foi contratado para transformar a tão aguardada peleja em realidade. E resolveu escrever também o roteiro, aproveitando idéias para o confronto concebidas por Dan O'Bannon e Ronald Shusett (roteiristas do ALIEN original de 79). Para envolver-se com o filme, Anderson desistiu de trabalhar em dois outros projetos que estava envolvido: RESIDENT EVIL: APOCALYPSE, continuação do filme que fez em 2002, e MORTAL KOMBAT DOMINATION, outra seqüência de um de seus filmes, MORTAL KOMBAT, feito em 1995.
A história de ALIEN VERSUS PREDADOR é um tanto maluca: satélites fotografam uma emissão de calor vinda de uma suposta pirâmide enterrada no gelo, bem no meio da Antártida. A notícia chega à poderosa companhia americana Weyland Yutani, que resolve organizar uma expedição o mais rápido possível para chegar ao local. O presidente da empresa é Charles Bishop Weyland (Lance Henriksen, muito envelhecido), que está com uma doença terminal e resolve participar pessoalmente da expedição para ver "in loco" a descoberta, acreditando que não tem mais muito tempo de vida. Ele contrata os melhores arqueólogos, guias, técnicos e soldados para a operação, e em pouco tempo o grupo todo está indo à Antártida.



A expedição é liderada por Weyland e formada pela guia Alexa Woods (Sanaa Lathan), que está preocupada com o pouco tempo para treinamento do grupo; pelo arqueólogo Sebastian da Rosa (Raoul Bova); pelo técnico Graeme Miller (Ewen Bremner, o Spud de TRAINSPOTTING); pelo mercenário Maxwell Stafford (Colin Salmon, que também trabalhou com o diretor Anderson em RESIDENT EVIL), e outros tantos cujo nome você nem precisa saber porque eles só estão lá para servirem de vítimas.
Sebastian descobre que a pirâmide é formada por elementos de diversas culturas (maia, asteca, egípcia), e que provavelmente foi construída milhares de anos antes de Antártida congelar, feita pelas mãos dos primeiros seres humanos do planeta. Ao chegar no local onde a construção está enterrada, o grupo se surpreende ao ver que um enorme túnel foi cavado, ligando a superfície diretamente ao subterrâneo, da noite para o dia, em 24 horas, o que seria impossível para qualquer equipe de perfuração. Mesmo assim, parte do grupo resolve descer pelo túnel para ver a descoberta, enquanto outros ficam na superfície.
Estes que ficam em terra são as primeiras vítimas dos Predadores, que chegam sorrateiramente em sua nave camuflada. Foram eles, também, que cavaram o túnel para a pirâmide (lógico!). Mas a expedição não sabe disso. Eles estão entrando na construção quando um deles dispara, acidentalmente, uma velha armadilha, descongelando, no último nível da pirâmide, uma autêntica Rainha Alien, aprisionada sabe-se lá há quantos séculos! No momento em que ela retorna à vida, começa a produzir ovos e mais ovos de alienígenas. Ao mesmo tempo, o grupo chega a uma velha câmara de sacrifícios, onde são encontrados esqueletos com o tórax arrebentado, como se algo tivesse saído de dentro do peito deles (todos nós sabemos o que é, mas Anderson quis fazer suspense para a nova geração, que não está familiarizada com Aliens e Predadores).
Enquanto isso tudo acontece, o arqueólogo Sebastian consegue milagrosamente decifrar hieróglifos existentes na pirâmide, que dizem: "Somente os escolhidos podem entrar", e depois ainda encontra uma forma absurda de abrir um velho cofre, que contém armas futuristas usadas pelos Predadores. Todos ficam fascinados com aquela incrível descoberta, principalmente Weyland, que pede que seus homens recolham os artefatos para estudos. Quando as armas são retiradas do sarcófago, entretanto, a pirâmide "cria vida", as portas de pedra são fechadas automaticamente e os ovos de Alien chocam, agarrando-se a alguns hospedeiros humanos, gerando monstruosos Aliens novinhos para exterminar o restante da expedição. Não estivesse suficientemente encrencada, virando presa fácil dos Aliens, a equipe humana ainda enfrenta os terríveis Predadores, que também chegaram ao interior da pirâmide e lutam ora com os humanos, ora com os Aliens.



A explicação para essa zorra total vem lá pela metade do filme: aquela pirâmide é a sede de um ritual de iniciação pelo qual os jovens Predadores devem passar para se transformarem em respeitados caçadores no seu planeta. Há milhares de anos, os Predadores chegaram na Terra primitiva e dominaram os primeiros povos, obrigando-os a construírem aquela pirâmide, onde a Rainha Alien foi aprisionada. De tempos em tempos, novos Predadores pousavam naquele local, alguns humanos eram escolhidos para serem hospedeiros dos Aliens e, então, as portas do templo eram fechadas automaticamente para que Aliens e Predadores pudessem se enfrentar nos corredores da pirâmide. Se passasem pelo ritual de iniciação (ou seja, se matassem todos os Aliens), os jovens caçadores marcavam o elmo e a pele e voltavam respeitados ao seu planeta. Se perdessem, teriam que detonar uma de suas bombas nucleares para apagar qualquer vestígio das duas raças.
Tudo bem, a história é meio bobalhona mesmo, e no fim ALIEN VERSUS PREDADOR acaba se tornando um filme tão sem propósito quanto seu antecessor, FREDDY VERSUS JASON. Não há nenhum atrativo no filme além da briga entre as duas criaturas, e mesmo os personagens humanos podiam ser deletados do roteiro sem que fizessem qualquer falta (a maioria deles tem meia dúzia de frases antes de serem mortos por Aliens ou Predadores). Anderson cometeu o mesmo erro de FREDDY VERSUS JASON: ao invés de estender a luta entre suas criaturas, ele prefere enfocar o drama e as ações dos humanos que estão bem no meio do confronto (o mesmo aconteceu no duelo entre o sr. Krueger e o sr. Voorhees). Assim, o espectador até se sente meio enganado, pois Aliens e Predadores só vão lutar mesmo é no final, e mesmo assim o confronto entre as criaturas não chega a durar 20 minutos (algo incompreensível em um filme de uma hora e meia chamado ALIEN VERSUS PREDADOR!!!).
O roteiro medíocre não consegue fazer com que o espectador se importe com o destino dos personagens, mesmo que algumas das vítimas mostrem fotos dos seus filhinhos pequenos momentos antes de serem arrebentadas por uma das raças alienígenas no interior da pirâmide. Também há poucas sacadas criativas, como aquela em que uma vítima está presa num casulo e um ovo de Alien choca à sua frente. Ela consegue pegar uma pistola e matar o alienígena antes que ele pule e se agarre ao seu rosto. O espectador até respira aliviado, achando que o pior já passou. Mas, no momento seguinte, outras dezenas de ovos ao seu redor chocam, e o pobre coitado percebe que não tem balas suficientes para todos eles!
Mesmo os heróis são tão mal construídos que ninguém fica preocupado com sua segurança ou sua chance de sobrevivência. O único personagem interessante na trama é desperdiçado. Trata-se do Charles Bishop Weyland, interpretado por Henriksen, e que é uma citação direta à série ALIEN. Isso porque a sua companhia, a Weyland Yutani, é a mesma empresa responsável pelas expedições espaciais de ALIEN, O OITAVO PASSAGEIRO, ALIENS e ALIEN, A RESSURREIÇÃO. Ao mesmo tempo, o próprio diretor da empresa provavelmente servirá de modelo para a criação do andróide Bishop, que aparece em ALIENS e ALIEN 3 (onde também é interpretado por Henriksen). Isso fica evidente numa cena em que a câmera dá um close na capa de uma revista, com a foto de Weyland, mostrando que sua companhia conseguiu incríveis avanços na área da robótica. E em outra cena, Charles até brinca com uma caneta ao redor dos seus dedos, como o andróide Bishop faz com uma faca em ALIENS. Infelizmente, o personagem não é aproveitado de forma interessante em ALIEN VERSUS PREDADOR e tem um destino pouco heróico. Uma curiosidade é que foi planejada também a aparição do sócio de Weyland, o tal de sobrenome Yutani, que seria interpretado por Peter Weller (o ROBOCOP) - mas a idéia foi abandonada.



Anderson encheu o filme com diversas outras referências às duas séries, principalmente à série ALIEN. Nos hieróglifos dentro da pirâmide, é possível reconhecer um desenho do Alien idêntico ao cartaz do cinema de ALIEN 3, por exemplo. E o diretor/roteirista também acrescentou cultura pop à mistura, batizando o navio que leva a expedição até a Antártida de "Piper Maru" (nome de um barco que apareceu na terceira temporada de ARQUIVO X). Tente "pegar" outras citações.
O melhor do filme acaba sendo, claro, o confronto entre o Alien e o Predador. Infelizmente, a luta não é tão sangrenta e escatológica como deveria ser (ou como a de FREDDY VERSUS JASON, por exemplo), o que é uma pena, ainda mais considerando que ali estão as duas criaturas mais ferozes e mortais do universo. No geral, o filme inteiro é de uma total nulidade no quesito violência. Embora tenha bastante nojeira (nos closes dos ovos de Alien sendo produzidos e chocando), a violência e as mortes são quase todas "off-screen", mesmo os estômagos dos hospedeiros humanos explodindo para a saída dos Aliens, o que não faz justiça às duas séries. Ora, tanto os quatro ALIEN quanto os dois PREDADOR são filmes violentíssimos, extremamente sangrentos, e nem podia ser diferente. Entretanto, é óbvio que o estúdio queria que ALIEN VERSUS PREDADOR atingisse principalmente os adolescentes, por isso a suavização da violência para obter uma classificação etária menor nos cinemas (PG-13 nos Estados Unidos, ao invés de Rated, como todos os outros filmes da série). Talvez para os adolescentes o filme até cumpra seu papel, com bastante efeitos especiais e ação, mas é simplesmente decepcionante para os fãs das duas cinesséries, e certamente não é "aquele" confronto esperado há 14 anos pelos adoradores de Aliens e Predadores.
O que afunda completamente a proposta do confronto é escolher um dos lados e transformá-lo em "herói", para que o público torça por ele. A mesma cagada foi feita em FREDDY VERSUS JASON, onde Jason era visivelmente o "bonzinho" da história, enganado por Freddy para que este pudesse voltar do Inferno, de forma que o espectador acabava torcendo para que Jason fosse o vencedor da luta e acabasse com o homem das garras de navalha. Em ALIEN VERSUS PREDADOR, Anderson optou por transformar os Predadores em "heróis", quando os sobreviventes do time dos humanos resolvem unir forças aos caçadores extraterrestres para destruir os Aliens de uma vez por todas - algo que eu não consegui engolir de jeito nenhum, e soou completamente apelativo, para não dizer medíocre! Melhor seria mostrar os humanos tendo que enfrentar o sobrevivente do duelo, e não unindo forças a este.



Além de infantilóide, o roteiro do filme ainda tem todo tipo de absurdos e furos do tamanho da Antártida, como situar a pirâmide logo no continente gelado (que congelou centenas de anos antes dos primeiros seres humanos aparecerem, tornando impossível que alguma civilização realmente tenha se desenvolvido ali). Outra bobagem é a forma como o arqueólogo Sebastian abre o velho sarcófago no interior do templo, simplesmente mexendo os discos de um calendário milenar e colocando a data do dia em que se passa o filme (outubro de 2004), como se o calendário de um povo milhares de anos anterior a Cristo usasse o calendário gregoriano, que só surgiu centenas de anos depois de Cristo!!! Há ainda o fato inacreditável da pirâmide enterrada no solo em plena Antártida não ter a mínima presença de gelo no seu interior!
Fechando um olho para tudo isso, até que ALIEN VERSUS PREDADORD cumpre seu propósito de divertir. Não é a bomba que alguns críticos disseram. Embora esteja longe de ser um bom filme, pelo menos é uma aventura razoável. O rápido quebra-pau entre Aliens e Predadores realmente vale o preço do ingresso, ainda que o filme seja escuro demais e a violência inexistente. Comparando com a apelação de FREDDY VERSUS JASON, pelo menos aqui temos uma aventura interessante, movimentada e repleta de confrontos entre humanos contra Aliens, humanos contra Predadores e Aliens contra Predadores. Podia ser muito melhor, mas os 90 minutos dentro da sala de cinema não são totalmente perdidos, como no caso do recente ANACONDA 2, esse sim uma bomba monumental! E o roteiro de Anderson ainda tem o mérito de ser realmente fiel às duas séries, sem inventar nada, como fizeram em FREDDY VERSUS JASON (onde de uma hora para a outra Freddy passou a ter medo de fogo e Jason de água!).
É uma pena, porém, que os dois filmes mais esperados reunindo monstros clássicos (FREDDY VERSUS JASON e ALIEN VERSUS PREDADOR) sejam projetos "meia-boca", mais voltados a adolescentes, com poucas inovações, que não conseguem fazer justiça aos filmes originais em que se inspiraram. E isso dá o maior medo do que vem pela frente a partir de agora: qual será (e principalmente como será) o próximo confronto cinematográfico? Bem que os produtores, diretores e roteiristas poderiam esquecer um pouco esta idéia fracassada (e imbecil) e realmente unirem esforços para fazerem histórias originais, ou continuações decentes, como o PREDADOR 3 que Robert Rodriguez escreveu há quase 10 anos, ou um novo Alien com a presença da querida Tenente Ripley. Qualquer coisa, menos um ALIEN VERSUS PREDADOR 2 !!!



13 COISAS QUE VOCÊ PRECISA SABER SOBRE A SÉRIE "PREDADOR":

1-) O filme original, PREDADOR 1 (de 1987), foi rodado com o título inicial HUNTER (Caçador). Ele somente foi rebatizado PREDADOR quando a produção estava concluída.

2-) Ao contrário do que se divulga, o belga Jean-Claude Van Damme foi o dublê do Predador no filme original em uma única cena. Ele se demitiu após dois dias de filmagem, sendo substituído por Kevin Peter Hall (toda a roupa da criatura teve que ser adaptada para o ator, que tinha o tamanho diferente). O dublê Hall aparece pessoalmente, sem maquiagem, no fim do filme, como o piloto negro no helicóptero.

3-) A mandíbula da criatura foi uma sugestão de James Cameron.

4-) A arma usada por Blain (Jesse Ventura) em PREDADOR se chama "minigun". É uma metralhadora normalmente acoplada em helicópteros, que não é usada por soldados por ser muito pesada e impossível de carregar. Ela teve que sofrer várias modificações para aparecer no filme. Ventura teve que usar colete à prova de balas (apesar dos projéteis serem de festim, os cartuchos vazios saíam tão rápido da arma que podiam machucar o ator). Se usasse munição real e sem modificações, o peso total da arma seria de 110 quilos.

5-) Shane Black, que interpreta o soldado Hawkins em PREDADOR, é mais conhecido como roteirista (escreveu a série MÁQUINA MORTÍFERA, por exemplo). Foi contratado pelo estúdio não só para atuar, mas também para ficar de olho no diretor John McTiernan, pois era seu primeiro filme para um grande estúdio.

6-) O herói Dutch, interpretado por Arnold Schwarzenegger no primeiro filme, deveria aparecer como personagem secundário na continuação, PREDADOR 2. Entretanto, Schwarzenegger não gostou da idéia de situar o roteiro na cidade grande e recusou-se a participar do projeto. O roteiro foi reescrito e o papel de Dutch transformou-se num vilão, Peter Keyes, interpretado por Gary Busey.

7-) O ator Bill Paxton pode se orgulhar de ter sido morto pelas duas criaturas mais perigosas do universo: foi vítima dos Aliens no filme ALIENS, O RESGATE (1986) e do Predador em PREDADOR 2.

8-) A sala de troféus da criatura, em PREDADOR 2, apresenta um crânio muito parecido com o do Alien, mostrando que os dois monstros já tinham se enfrentado antes. Foi quando começaram a surgir os boatos sobre um possível "Alien Versus Predador".

9-) Rubén Blades interpreta um investigador chamado Danny Archuleta em PREDADOR 2. O assistente de direção em PREDADOR e PREDADOR 2 chama-se J. Tom Archuleta. Além disso, no filme ERA UMA VEZ NO MÉXICO (2003), de Robert Rodriguez, o mesmo Rubén Blades interpreta um agente do FBI cujo colega, que foi morto, se chamava Archuleta!

10-) Por sinal, Robert Rodriguez escreveu um roteiro para PREDADOR 3 e quase dirigiu o filme após o sucesso comercial de seu A BALADA DO PISTOLEIRO, mas acabou se envolvendo com um outro projeto, A MÁSCARA DO ZORRO, e desistiu. Ironicamente, foi afastado também do filme do ZORRO. O roteiro de Rodriguez se passaria no planeta dos Predadores, reunindo os personagens interpretados por Schwarzenegger e Danny Glover nos dois filmes da série.

11-) John McTiernan chegou a ser sondado para dirigir PREDADOR 2, mas recusou-se para poder filmar CAÇADA AO OUTUBRO VERMELHO, com Sean Connery.

12-) O diretor italiano Bruno Mattei lançou, em 1988, uma cópia xerox de PREDADOR 1, chamada ROBOWAR. A picaretagem mostra soldados enfrentando um robô indestrutível no meio da selva, ao invés de um Predador. Mas tem personagens, frases e cenas totalmente plagiadas de PREDADOR.

13-) PREDADOR 1 custou 18 milhões de dólares e faturou 60 milhões só nos cinemas. PREDADOR 2 faturou 30 milhões, mas seu orçamento não foi divulgado.

25 COISAS QUE VOCÊ PRECISA SABER SOBRE A SÉRIE "ALIEN":

1-) Walter Hill (WARRIORS, 48 HORAS) foi o primeiro nome cogitado para dirigir ALIEN, O OITAVO PASSAGEIRO (1979), mas desistiu, sendo substituído por Ridley Scott (este é seu segundo filme). Antes de Scott, outros cinco nomes foram cogitados: Walter Hill, Robert Aldridge, Peter Yates, Dan O'Bannon e Jack Clayton.

2-) Veronica Cartwright, que interpreta um papel secundário em ALIEN, O OITAVO PASSAGEIRO, foi a primeira escolha para o papel de Ripley, mas os produtores preferiram a então desconhecida Sigourney Weaver. Ironicamente, nos primeiros tratamentos do roteiro, Ripley deveria ser homem!

3-) Ridley Scott queria um final infeliz para o filme original: o alienígena arrancaria a cabeça de Ripley na cápsula de emergência e então enviaria uma mensagem para a Terra falando com a voz da vítima! O estúdio pressionou o diretor para um final menos pessimista.

4-) Duas homenagens ao escritor Joseph Conrad foram feitas em ALIEN: o nome da nave (Nostromo) e da cápsula onde Ripley escapa (Narcisus) são referências a livros de Conrad.

5-) O roteiro de ALIEN previa uma cena de sexo entre Ripley e Dallas (Tom Skerritt), que não foi filmada.

6-) A "Companhia" que está por trás da expedição em busca dos Aliens não tem seu nome citado em ALIEN, mas é batizada "Weyland Yutani" em ALIENS, O RESGATE e todos os filmes da série daí para a frente.

7-) Nenhum grande estúdio quis produzir ALIEN pelo fato do roteiro original ser muito sangrento. O produtor de filmes baratos Roger Corman quase se apossou do script, que foi adquirido pela 20th Century Fox quando o diretor Walter Hill (em alta naquela época) interessou-se no projeto.

8-) Grande fã do filme original, James Cameron escreveu o roteiro de uma continuação, chamada ALIEN 2, ainda em 1983, logo depois de dirigir o trash PIRANHA 2: ASSASSINAS VOADORAS (1981) e pouco antes de fazer o clássico O EXTERMINADOR DO FUTURO (1984). O roteiro sofreu várias modificações até virar a continuação oficial, e teve o nome mudado para ALIENS depois que foi feita uma cópia do original na Itália com o nome picareta de ALIEN 2 (dirigida por Ciro Ippolito em 1980).

9-) O ator James Remar (WARRIORS, HELLRAISER: INFERNO) foi contratado para interpretar Hicks em ALIENS, O RESGATE, mas demitiu-se após alguns dias de filmagem, alegando dificuldades para trabalhar com o diretor Cameron. Foi substituído por Michael Biehn, que tinha aparecido no filme anterior de Cameron, O EXTERMINADOR DO FUTURO.

10-) Todos os atores que interpretam soldados no filme foram treinados durante duas semanas por verdadeiros militares (menos Michael Biehn, que entrou depois, com a saída de James Remar). Também foram obrigados a ler o livro STARSHIP TROOPERS, de Robert Heinlein, que mais de 10 anos depois se transformaria no filme TROPAS ESTELARES.

11-) Um dos sets de filmagem de ALIENS, O RESGATE foi mantido intacto e usado posteriormente como sede da Axis Chemicals no filme BATMAN, de Tim Burton, feito em 1989.

12-) No lançamento de ALIENS no cinema, o estúdio exigiu diversos cortes, baixando o tempo total de filme para 137 minutos. O diretor James Cameron nunca gostou desta versão, conseguindo lançar, na metade dos anos 90, sua "director's cut", com quase 20 minutos a mais (a duração total é de 154 minutos).

13-) O diretor David Fincher (SEVEN, CLUBE DA LUTA) estreou no cinema dirigindo ALIEN 3, em 1992. Entretanto, ele renega o filme, citando a pressão do estúdio e sua interferência no projeto. Tanto que abandonou a produção antes mesmo da edição começar, deixando que o estúdio fizesse a montagem da forma que preferisse. Muito do material filmado por Fincher foi editado ou cortado. Existe uma versão em DVD (que não é "director´s cut" porque Fincher recusou-se a fazer sua própria montagem do filme) contendo meia hora a mais.

14-) O roteiro de ALIEN 3 teve a colaboração do diretor Walter Hill, um dos nomes cogitados para dirigir o ALIEN original de 1979. Hill quase dirigiu também ALIEN 3, assim como Renny Harlin, que recusou para poder fazer DURO DE MATAR 2. Fincher, que era mais conhecido como diretor de videoclips naquela época, entrou em seguida.

15-) O diretor neo-zelandês Vincent Ward (O MAPA DO CORAÇÃO, AMOR ALÉM DA VIDA) colaborou na primeira versão do roteiro de ALIEN 3, onde a história se passaria em um planeta-monastério, e não num planeta-prisão. Nesta versão, Ripley encontraria uma seita de monges que esperavam pelo apocalipse e culpariam a heroína pelo ataque do Alien. Além disso, Ripley teria relações sexuais com um híbrido de alien e humano, e haveria misturas do tipo "Alien-cavalo" e "Alien-ovelha". Quando o estúdio exigiu mudanças de um monastério para uma prisão, Ward desligou-se do projeto e a maioria dos detalhes do seu roteiro foram eliminados.

16-) Um boneco imitando o ator Michael Biehn (que interpretou Hicks em ALIENS, O RESGATE) foi construído e apareceria no início de ALIEN 3. Quando o ator ficou sabendo, acionou judicialmente os produtores dizendo que sua imagem estava sendo usada sem permissão. Por isso, a idéia foi abandonada. Mesmo assim, Biehn recebeu dinheiro para permitir que uma foto sua fosse usada no começo de ALIEN 3, numa imagem de computador, para explicar o que aconteceu ao seu personagem.

17-) Reza a lenda que o diretor francês Jean-Pierre Jeunet foi aos Estados Unidos para dirigir ALIEN, A RESSURREIÇÃO, em 1997, sem falar ou entender uma única palavra em inglês. As instruções eram passadas aos atores em francês e depois traduzidas por intérpretes, e vice-versa. Assim, Jeunet nem ao menos sabia o que os atores diziam, sendo que todos os diálogos são em inglês! Ele só descobriu sobre o que tratava o roteiro quando o filme estreou na França, com legendas em francês!!!

18-) O roteiro de ALIEN, A RESSURREIÇÃO foi escrito por Joss Whedon, mais conhecido como roteirista e diretor das séries televisivas BUFFY e ANGEL. Ele escreveu cinco diferentes versões para o final. As quatro não-aproveitadas se passavam na Terra. Whedon também queria que o ator Chow Yun-Fat interpretasse um dos papéis no filme, mas ele não quis participar.

19-) O computador de ALIEN, A RESSURREIÇÃO chama-se Pai (Father). No ALIEN original, o computador da nave Nostromo chamava-se Mãe (Mother).

20-) Para resgatar a personagem de Ripley em ALIEN, A RESSURREIÇÃO, uma das idéias era que a heroína acordasse de repente descobrindo que todos os acontecimentos da parte 3 (inclusive sua morte) tinham sido um pesadelo. Entretanto, o roteirista Joss Whedon achou que seria uma imensa sacanagem com os fãs do terceiro filme e resolveu "clonar" Ripley.

21-) O diretor Jeunet queria filmar uma cena onde um mosquito picasse Ripley, desmanchando-se no ar pelo fato do clone da heroína ter sangue de ácido, como os Aliens. Mas o efeito para esta cena custaria muito caro, então ele teve que desistir de filmá-la.

22-) O cachê de Sigouney Weaver para o quarto filme da série foi maior do que o orçamento do ALIEN original de 1979.

23-) O personagem "dr. Wren" foi originalmente escrito para ser interpretado por Bill Murray em ALIEN, A RESSURREIÇÃO. Seria uma forma de reunir Murray e Sigourney, que contracenaram juntos em OS CAÇA-FANTASMAS 1 e 2.

24-) Danny Boyle, o diretor de TRAINSPOTTING, chegou a manifestar interesse em dirigir o quarto filme da série. Seu nome foi divulgado na imprensa especializada, mas ele logo recusou o projeto para envolver-se na comédia POR UMA VIDA MENOS ORDINÁRIA (um de seus filmes menos lembrados).

25-) Os nomes dos andróides nos quatro filmes da série seguem um padrão: Ash em ALIEN, Bishop em ALIENS e ALIEN 3 e Call em ALIEN, A RESSURREIÇÃO. Logo: A-B-C.
10 ENCONTROS INACREDITÁVEIS QUE O CINEMA JÁ MOSTROU:

FREDDY VERSUS JASON (2003, EUA). Direção: Ronny Yu
No mais famoso encontro dos últimos tempos, os psicopatas Freddy Krueger e Jason Voorhees primeiro são parceiros, que se juntam para matar adolescentes em um plano diabólico orquestrado por Freddy. Entretanto, Jason logo percebe que está sendo controlado pelo vilão de garras de aço e resolve revidar. A cena da luta entre os dois monstros é o ponto alto desse filme sem graça, mostrando os Freddy e Jason se picotando com muito sangue e humor negro.


JESSE JAMES CONTRA A FILHA DE FRANKENSTEIN (1966, EUA). Direção: William Beaudine
Um inacreditável faroeste trash onde o pistoleiro Jesse James, perseguido por um implacável xerife, encontra uma moça mexicana que está sendo perseguida por descendentes do dr. Frankenstein. Eles querem retomar a experiência do cientista e ressuscitar a famosa criatura. O mais incrível de tudo é que essa história sem pé nem cabeça é levada a sério! Uma preciosidade, que saiu em vídeo no Brasil, mas hoje já é raridade.

DOLLMAN CONTRA OS BRINQUEDOS DIABÓLICOS (1993, EUA). Direção: Charles Band
Nesta divertida produção, Band junta os personagens de três outros filmes da sua produtora, a Full Moon: o minúsculo policial Brick Bardo vem do filme DOLLMAN, os brinquedos assassinos do filme BRINQUEDOS DIABÓLICOS, e a enfermeira Ginger, namorada de Bardo, saiu de O ALIEN DO MAL. O encontro dos três é realizado com diversas cenas de arquivo das três produções, e mostra Bardo unindo forças com a policial Judith Grey (que apareceu em BRINQUEDOS DIABÓLICOS) contra os terríveis brinquedinhos do Mal.


DRÁCULA VERSUS FRANKENSTEIN (1971, EUA). Direção: Al Adamson
Adamson, um dos piores cineastas de todos os tempos, relata o incrível encontro entre os dois monstros clássicos: Drácula está interessado em reviver o monstro de Frankenstein, que encontrou enterrado em um cemitério das redondezas. Para isso, utiliza-se de um cientista louco, o dr. Durray, que estava fazendo experiências com reanimação de cadáveres. Quando Frankenstein volta à vida, não é difícil imaginar o que vai acontecer.

GODZILLA VERSUS MECHAGODZILLA (1993, Japão). Direção: Takao Okawara
Neste filme mais recente do Godzilla, feito nos anos 90, já com efeitos digitais, o gigantesco lagarto radioativo enfrenta um imenso robô construído à sua imagem e semelhança, o Mechagodzilla, projetado para destruir Godzilla de uma vez por todas e salvar Tóquio de ser destruída novamente. Um verdadeiro duelo de titãs. Godzilla participou de dezenas de duelos em sua carreira cinematográfica iniciada nos anos 60, enfrentando monstros como King Ghidorah, Mothra, Megaguirus, Gigan e até...

KING KONG VERSUS GODZILLA (1962, Japão). Direção: Ishirô Honda
Em uma picaretagem digna dos cineastas italianos dos anos 80, os japas colocaram o macacão King Kong para sair na porrada com o lagartão Godzilla. O roteiro é um primor de genialidade trash: o dono de uma companhia farmacêutica, em busca de ervas medicinais na lendária Farou Island, topa com King Kong em pessoa, e resolve levá-lo ao Japão. Enquanto isso, um submarino colide com um iceberg e liberta Godzilla, que ali estava aprisionado. Ele também vai para Tóquio e lá os dois monstrões saem na porrada.


FRANKENSTEIN MEETS THE WOLFMAN (1943, EUA). Direção: Roy William Neill
Quando violadores de túmulos abrem a sepultura onde o lobisomem estava enterrado, ele volta à vida e começa uma onda de assassinatos nas noites de Lua Cheia. A criatura acaba indo parar no castelo do dr. Frankestein, onde encontra o monstro e sai na porrada com ele. Mais um filme da interminável série de confrontos entre os monstros clássicos da Universal, feitos na década de 40. Frankenstein é interpretado por Bela Lugosi e o lobisomem por Lon Chaney Jr. Uma cena do filme é mostrada no início de ALIEN VERSUS PREDADOR, como homenagem.


CAPITÃO AMÉRICA E SANTO VERSUS SPIDERMAN (1973, Turquia). Direção: T. Fikret Uçak
Uma das produções mais inacreditáveis do século 20, feita na Turquia (!!!) reunindo ícones do cinema americano e mexicano. No roteiro (?), o Homem-Aranha é um vilão psicopata que está aterrorizando Istambul. Para combatê-lo, a polícia chama o Capitão América e o lutador mexicano de luta livre Santo. Os três saem na porrada o filme inteiro. Um daqueles filmes infelizmente impossíveis de se conseguir. Como curiosidade, o lutador de telecatch Santo, que usava uma máscara prateada, era um ídolo na época, aparecendo em diversos filmes onde lutava contra monstros clássicos, como em...

SANTO Y BLUE DEMON CONTRA EL DOCTOR FRANKENSTEIN (1974, México). Direção: Miguel M. Delgado
Os lutadores de telecatch Santo e Blue Demon são chamados pela polícia para investigar diversos crimes, que estão ligados ao maléfico Dr. Frankenstein. Ele está fazendo experiências de transplante de cérebro e pretende criar zumbis controlados por rádio para cometer crimes sob seu comando. Lá pelas tantas, Santo é obrigado a enfrentar um enorme zumbi negro criado pelo cientista, chamado Golem. Produção bizarra como todas as do Santo, infelizmente inéditas e desconhecidas no Brasil.


PUPPET MASTER VERSUS DEMONIC TOYS (só Deus sabe!, EUA). Direção: J. R. Bookwalter
O projeto deste filme foi divulgado, mas até hoje não saiu do papel - e com o fim da produtora Full Moon, deverá ficar engavetado por mais algum tempo. No roteiro, os bonequinhos da série PUPPET MASTER (O Mestre dos Brinquedos) enfrentam os brinquedos assassinos da série BRINQUEDOS DIABÓLICOS. A novidade era que os bonecos de Toulon recebiam um "upgrade" à la JASON X, ganhando partes biônicas. Uma doideira trash que merecia ser produzida - ainda mais porque teria a direção de J. R. Bookwalter, do filme THE DEAD NEXT DOOR.

Felipe M.Guerra


ALIEN VS PREDADOR (Alien Vs Predador, EUA, 2004. 101 minutos)
Direção: Paul W.S. Anderson
Roteiro: Paul W.S. Anderson (roteiro) Dan O'Bannon; Ronald Shusett (história)
Produção: Gordon Carroll; John Davis; David Giler; Walter Hill
Produção Executiva: Wyck Godfrey; Thomas M. Hammel; Mike Richardson
Música: James Seymour Brett; Harald Kloser; Thomas Schobel; Thomas Wanker
Fotografia: David Johnson
Edição: Alexander Berner
Direção de Arte: Jindrich Kocí; Milena Koubkova; Adam O'Neil; Justin Warburton-Brown
Desenho de Produção: Richard Bridgland
Elenco: Sanaa Lathan (Alexa Woods); Raoul Bova (Sebastian de Rosa); Lance Henriksen (Charles Bishop Weyland); Ewen Bremner (Graeme Miller); Colin Salmon (Maxwell Stafford); Tommy Flanagan (Mark Verheiden); Joseph Rye (Joe Connors); Agathe De La Boulaye (Adele Rousseau); Carsten Norgaard (Rusten Quinn); Sam Troughton (Thomas Parks)



Artigos