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José, filho de uma dançarina e um toureiro, aos 12 anos trocou uma bicicleta por uma câmera 8 mm. Então começou a filmar. Filmou, filmou e filmou. Com os amigos. Com as namoradas. Com seus parentes. Nunca com dinheiro, sempre com paixão.
Mas o amor de José pelo cinema lhe seria ingrato por muito e muito tempo. Já estava com 27 anos, vários filmes na bagagem, entretanto sua obra ainda era ignorada tanto pela crítica como pelo público. Foi quando José teve um sonho, ou melhor, um pesadelo. Nele, era perseguido e arrastado, por um homem de capa preta e cartola, em direção a um túmulo onde estava gravado o seu nome e a data de sua morte. Acordou apavorado e com uma idéia na cabeça. E do inconsciente de José nascia o personagem que seria imortalizado como o maior vilão do cinema brasileiro: o agente funerário Zé do Caixão.
O ano era 1963, então José Mojica Marins e seus seguidores (na verdade alunos de sua escola de atores), emprestaram móveis, quadros e objetos de amigos, construíram túmulos de papelões, semearam uma floresta com arbustos surrupiados de uma praça do centro de São Paulo (mais exatamente no Largo do Arouche). |
Juntaram tudo num estúdio de 20 m², onde filmariam a maioria das cenas do maior clássico do cinema fantástico nacional: “À Meia-Noite Levarei Sua Alma”.
O que é a vida?
É o princípio da morte.
O que é a morte?
É o fim da vida.
O que é a existência?
É a continuidade do sangue.
O que é o sangue?
É a razão da existência.
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Estas palavras definem a filosofia que conduz o comportamento do personagem
Zé do Caixão nos 90 minutos de filme. E para os não-iniciados, é bom esclarecer,
Zé do Caixão não é um fantasma ou um ser sobrenatural, como muitos pensam. Zé, em “
À Meia-Noite Levarei Sua Alma” é apenas um descrente obsessivo, um personagem humano, que não crê em Deus ou no diabo.
“
À Meia-Noite Levarei Sua Alma” é o primeiro capítulo da trilogia que narra a saga do personagem, seguido por “
Esta Noite encarnarei no Teu Cadáver” (1966) e o recém finalizado
“A Encarnação do Demônio” (2007). Curiosamente estas são as únicas produções em que Zé aparece como um ser
“real” e não uma alucinação ou uma entidade.
A trajetória do cineasta José Mojica Marins sempre foi muito conturbada. Quando realizou, em 1963, o filme de estréia de seu personagem
Zé do Caixão, já tinha em seu currículo diversos curtas e médias metragens, além de dois longas, o bangue-bangue
“Sina de Aventureiro” (1958) e o drama
“Meu Destino em Tuas Mãos” (1962). Possuía também uma escola para atores de onde saía o sempre pronto e dedicado elenco de seus filmes, localizada no tradicional bairro paulistano do Brás. Além das limitações financeiras, Mojica teve ainda problemas no lançamento de “
À Meia-Noite Levarei Sua Alma”. Graças às seqüências em que Zé do Caixão devora um enorme pedaço de carneiro numa Sexta-Feira Santa, o diretor atraiu a fúria dos grupos católicos brasileiros, que tentaram de toda forma impedir que o filme fosse lançado em circuito comercial. Felizmente “
À Meia-Noite Levarei Sua Alma” conseguiu estrear, ainda que num número reduzido de cinemas. Após o choque inicial, tanto o público quanto a crítica pareciam estar divididos, uns reconheciam a genialidade do diretor, outros a loucura. Ambos estavam certos. Além do prêmio pela originalidade recebido pela revista francesa
L'Ecran Fantastique, o longa foi vencedor da
Premiação Especial no Festival de Cinema Fantástico e de Terror de Sitges.
Mais sobre o Zé
O cruel e sádico agente funerário
Zé do Caixão é temido e odiado pelos habitantes da cidadezinha onde mora. Numa ação de afronta aos religiosos, faz questão de comer carne numa Sexta-feira Santa e passear pelo cemitério durante a noite dos Mortos. Zé é ainda obcecado em conseguir gerar o filho perfeito que possa dar continuidade ao seu sangue. Mas sua mulher não pode engravidar e o coveiro vê na noiva de seu único amigo a mulher ideal que tanto procura. Sem poupar esforços,
Zé do Caixão então espalha a morte, a covardia e a desgraça por onde passa, sempre em busca da perpetuação de sua linhagem.
Futuramente, José Mojica Marins definiria melhor a origem de seu personagem:
Segundo o seu criador, o verdadeiro nome do coveiro Zé do Caixão seria Josefel Zanatas (anagrama da palavra Satanaz). Josefel viria de uma família rica, dona de uma grande rede de funerárias. Sofreu muito quando criança, pois quase não tinha amigos devido à mórbida profissão dos pais. Ótimo aluno, tinha nos livros seus únicos companheiros na escola. Entretanto, foi lá que acabou conhecendo Sara, de quem se tornou grande amigo. Cresceram juntos e a amizade tornou-se amor. Já adultos, ficaram noivos e planejaram casar fora do país. Mas uma grande tragédia acabou adiando o casamento: um acidente aéreo que resultou na morte dos pais de Josefel e de Sara, que viajavam juntos ao exterior onde antecipariam preparativos para o casamento.




Era agosto de 1943 e em decorrência da Segunda Guerra Mundial criava-se a FEB (Força Expedicionária Brasileira). Josefel então se alistou, e decidiu que o casamento se realizaria logo que retornasse do campo de batalha. Em 30 de junho Josefel partia para a Itália. Durante o período que passou na guerra, sofreu muito com saudades de Sara, principalmente quando deixou de receber suas cartas.




No Brasil, a jovem cuidava da agência funerária e continuava escrevendo para Josefel, mas já não recebia respostas. Depois de muito tempo acabou concluindo que Josefel deveria estar morto. Com dificuldades financeiras e sem opções, ela vê como única saída aceitar um pedido de casamento feito pelo prefeito da cidade.




No dia 18 de julho de 1945, Josefel retorna à sua cidade natal, mas encontra as ruas desertas e sua casa trancada. Um bêbado lhe conta que estão todos na residência do prefeito, onde estaria sendo comemorado o retorno dos expedicionários ao Brasil. Quando chega à festa, Josefel vê Sara sentada no colo do prefeito. Antes de qualquer explicação, ele saca o revólver e mata os dois. Josefel não é condenado, pois é considerado traumatizado de guerra. Entretanto, o homem que até ali era bondoso torna-se uma pessoa amargurada e sem sentimentos, apelidado de
Zé do Caixão pela população local.




Quanto à concepção visual do
Zé do Caixão, fica evidente a inspiração do personagem clássico
Drácula (interpretado pelo
“imortal” Bella Lugosi na versão da década de 30, dos estúdios
Universal). Entretanto, Mojica acrescentou aos trajes negros e elegantes do personagem características psicológicas profundas e enraizadas nas tradições brasileiras.
Mas foi somente na década de 90, após o lançamento da obra do cineasta nos Estados Unidos (por uma distribuidora especializada em filmes trash chamada
“Something Weird”), que a criação (apelidada de
Coffin Joe na terra do hamburguer) traria o merecido reconhecimento ao seu criador.
O Filme e sua Construção
Embora possa ser considerado até sutil para os padrões atuais, “
À Meia-Noite...” foi polêmico não apenas em desafiar os dogmas cristãos. A violência explícita e a falta de caráter do anti-herói protagonista eram características inéditas no cinema nacional, até então.


“
À Meia-Noite Levarei Sua Alma” começa de um modo incomum, com uma pequena introdução, que pode ser dividida em duas partes. Antes mesmo dos créditos iniciais, somos apresentados a um sujeito muito sinistro, usando roupas pretas, capa e cartola. Este é
Zé do Caixão, que com o estilo e a voz imponente, responde as questões metafísicas que atormentam todo o ser humano: o que é a vida, a morte e a existência? Logo após o término dos créditos, o expectador ainda recebe um aviso. A bruxa (interpretada pela única atriz profissional do elenco) alerta os que não crêem em fantasmas:
“a alma roubada no final da sessão pode ser sua!”. Aconselha então os mais espertos a deixarem a sala de exibição.
A construção deste prólogo é similar estratégia de introdução à narrativa utilizada nos quadrinhos clássicos de horror, como nos
“Contos da Cripta” (Tales from the Crypt), da
EC Comics (vale lembrar que Mojica
“perdia” horas lendo gibis quando criança). Este mesmo recurso é também utilizado no clássico da Universal “
Drácula” (1931), onde o ator Bela Lugosi prepara os expectadores mais desavisados para o impacto que o filme causaria.


O verdadeiro desenrolar da trama tem início em uma das poucas tomadas externas do filme. Rodada num cemitério real, a seqüência em si não tem muita importância, mas já revela algumas características do personagem
Zé do Caixão: o deboche e o cinismo. Nela,
Zé do Caixão presta
“sinceras” condolências à família de um morto recém enterrado.
As ações se desenvolvem praticamente em 3 cenários, um bar (onde Zé aterroriza os habitantes), a casa do Zé (uma residência simples com uma decoração um tanto quanto sinistra) e um cemitério (onde Zé desafia os mortos e acaba encontrando o seu
“destino”). Estes três cenários foram montados pela equipe de Mojica num pequeno estúdio alugado no centro de São Paulo. Eram rodadas em seqüência todas as cenas que utilizavam certo cenário, logo depois ele era desmontado e montado outro no mesmo lugar.


Já o roteiro era modificado e desenvolvido por Mojica durante o desenrolar das filmagens (Experimental? Cinema novo?). Incrivelmente, apesar de toda a improvisação, o resultado é uma trama sem furos, que apesar de simples apresenta um personagem complexo e contestador.
O elenco era formado praticamente atores amadores provenientes da escola de cinema de Mojica, que por diversas vezes erravam o texto. Mas a cena não era refilmada como acontece em qualquer produção, pois a quantidade de filme disponível era limitada. Estas falhas eram corrigidas durante a dublagem (nesta época não se usava ainda
“som direto”). Aliás, algumas falas eram inteiramente modificadas durante este processo.

No final, todo este empenho apaixonado, improvisação e dedicação, renderam ao cineasta
José Mojica Marins o rótulo de
“primitivo” (não no sentido pejorativo, mas no sentido condicional). E na verdade este é o verdadeiro paradoxo resultante da genialidade de Mojica, o seu cinema é primitivo na construção, mas torna-se arrojado e audacioso no seu resultado.
Melhores Momentos (pode conter SPOILERS)
O niilista
Zé do Caixão não se conforma com a infertilidade de sua mulher. E como a continuidade de seu sangue é a única motivação da sua vida (e de seus crimes), é a esposa a sua primeira vítima. Em seguida seu melhor e único amigo. Assim como os assassinos em série
“clássicos” do cinema, Zé usa a criatividade e costuma não repetir o
“método” com qual tira a vida de suas vítimas. São afogadas, torturadas, queimadas, violentadas ou expostas a aracnídeos venenosos.


O bar da cidade é onde Zé demonstra todo o seu poder e sua crueldade para a população. Numa das situações, o coveiro ganha todo o dinheiro de um pobre coitado num jogo de pôquer. O homem implora e se nega a pagar, alegando que tem família e que aquele seria o seu único dinheiro. Com sangue nos olhos (literalmente, como o
Drácula, de
Christopher Lee, nos clássicos da
Hammer),
Zé do Caixão quebra uma garrafa de cachaça e decepa o dedo de seu adversário. Em seguida pede para que o velho dono do bar chame um médico, e avisa ainda que pagará pelas despesas.


Outro momento genial é quando
Zé do Caixão assassina Antônio, seu melhor amigo. Enquanto Zé prega o ceticismo, Antônio se opõe respondendo que tem orgulho de ser temente a Deus e de sua fé. Após de violentamente tirar a vida do amigo, Zé zomba:
“E agora, de que adiantou sua crença Nele?”.
Logo após, sem nenhum ressentimento, Zé vai até a casa de Teresinha (a noiva de seu amigo). A moça, após ser violentada por Zé, o amaldiçoa, dizendo que se mataria e voltaria para buscar sua alma (daí o título do filme).


Mas o verdadeiro ápice de “
À Meia-Noite Levarei sua Alma” é realmente o seu desfecho, onde
Zé do Caixão enfrenta o seu destino. Num final que pode até ser considerado moralista, Zé é punido por suas blasfêmias e seus crimes. Num cemitério, é atacado por uma verdadeira procissão de mortos. O duelo final entre a razão e a lógica contra a superstição e o sobrenatural.
O DVD
Em comemoração aos 50 anos de atividade do cineasta
José Mojica Marins, a distribuidora
Cinemagia lançou uma caixa contendo seis de seus mais expressivos filmes em versão digital: “
À Meia-Noite Levarei Sua Alma” (1964), “
Esta Noite Encarnarei no teu Cadáver” (1967), “
O Estranho Mundo de Zé do Caixão” (1968), “
Ritual dos Sádicos” (aka
O Despertar da Besta, 1970), “
Finis Hominis” (aka
O Fim do Homem, 1971) e “
Delírios de um Anormal” (1978).

Magnífica reunião da obra essencial e restaurada do Mojica, que além dos filmes, traz uma tonelada de material extra. Só pra se ter idéia, apenas no disco de “
À Meia-Noite Levarei Sua Alma” temos o seguinte conteúdo adicionado: além da trilha de comentários em áudio (por Mojica, Carlos Primati e Paulo Duarte) temos: cena inédita filmada em 2002 pelo próprio Mojica na ocasião do lançamento do box (na verdade uma refilmagem da seqüência onde a personagem Terezinha é estuprada por
Zé do Caixão), o curta-metragem em preto-e-branco
“Reino Sangrento”, de 1952, com comentário em áudio (é o mais antigo registro de um trabalho do Mojica), trechos dos seus primeiros longas:
“A Sina do Aventureiro” e
“Meu Destino em Suas Mãos”, entrevista inédita com o próprio
José Mojica Marins, entrevistas com o cineasta Carlos Reichenbach, com o músico Branco Mello, com Fernando Costa Netto, com o cineasta Ivan Cardoso (criador do gênero terrir), com R.F. Lucchetti, as filmagens inéditas de uma cirurgia nos olhos de Mojica, diversos trailers originais de seus filmes, especial com pequenas entrevistas de
“transeuntes” chamado
“Quem tem medo do Zé?”, comentários com o editor do site
Carcasse.com (Cid Vale), um conto de terror do programa
Noise da extinta 89 FM (a Rádio Rock), marcha de carnaval de 1969
"Em Cima da Hora" (cantada por Mojica), galeria com cartazes, lobby cards e fotos inéditas, história em quadrinhos
"Noite Negra" (de 1969), roteiro original do filme e ainda, artigo, sinopse, biografias, filmografia selecionada e links para sites de horror (senti falta de um link pro
Boca do Inferno, aqui).

Assim como Argento, o brasileiro
José Mojica Marins tem o cinema fantástico em seu sangue, e a única forma de perpetuá-lo é a materialização de seus pesadelos em seus filmes. Enfim, “
À Meia-Noite Levarei Sua Alma” é a obra fundamental para se entender o genial e subversivo cinema de
José Mojica Marins.
João Pires Neto
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À MEIA-NOITE LEVAREI SUA ALMA (À Meia-Noite Levarei Tua Alma , Brasil, 1964). Duração: 78 minutos.
Direção: José Mojica Marins.
Roteiro: José Mojica Marins, Magda Mei e Waldomiro França, baseado em argumento de Rubens F. Luchetti.
Produção: Geraldo Martins, Ilídio Martins e Arildo Iruam.
Fotografia: Giorgio Attili.
Música: Hermínio Gimenez.
Edição: Luiz Elias.
Elenco: José Mojica Marins (Zé do Caixão), Magda Mei (Terezinha), Nivaldo de Lima (Antônio), Ilídio Martins (Dr. Rodolfo), Valéria Vasquez, Arildo Lima, Vânia Rangel, Graveto, Robinson Aielo, Avelino Marins, Laércio Laurelli, Mário Lima, Antônio Martins, Arildo Iruam, Geraldo Bueno, Genésio Carvalho, Eucharis Morais e Oscar Morais.
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FILMOGRAFIA COMPLETA
José Mojica Marins como ator
2005 – A Marca do Terrir
2004 - Fim (curta-metragem)
2004 - Um Show de Verão
2002 - Samba Canção
2002 - A Lasanha Assassina
2001 - Dr. Bartolomeu e a Clínica do Sexo
2001 - Maldito - O Estranho Mundo de José Mojica Marins
2000 - Tortura Selvagem - A Grade
1997 - Contos de Horror
1997 - Ed Mort
1997 - Homens Sem Terra
1994 - Demônios e Maravilhas
1990 - O Gato de Botas Extra-Terrestre
1989 - Dama de Paus
1988 - Olho por Olho (novela)
1987 - Demons and Wonders
1987 - Quarenta e Oito Horas de Sexo Alucinante
1986 - As Belas da Billings
1986 - A Hora do Medo
1984 - A Quinta Dimensão do Sexo
1984 - Padre Pedro e a Revolta das Crianças
1983 - Horas Fatais - Cabeças Trocadas
1981 - O Segredo da Múmia
1981 - Chapeuzinho Vermelho do Sexo
1981 - A Encarnação do Demônio
1978 - Mundo-mercado do Sexo
1978 – Perversão
1978 - O Abismo
1978 - A Deusa de Mármore
1977 - Inferno Carnal
1977 - Estranha Hospedaria dos Prazeres
1977 - Delírios de um Anormal
1977 - O Vampiro da Cinemateca
1976 - Mulheres do Sexo Violento
1974 - Exorcismo Negro
1972 - Sexo e Sangue na Trilha do Tesouro
1971 - Quando os Deuses Adormecem
1971 - Finis Hominis
1970 - Audácia - A Fúria dos Desejos
1970 - Fracasso de um Homem em Duas Noites de Núpcias
1970 - Ritual de Sádicos
1969 - O Profeta da Fome
1969 - O Cangaceiro Sem Deus
1968 - Por Exemplo Butantã
1967 - O Estranho Mundo de Zé do Caixão
1966 - Esta Noite Encarnarei no Teu Cadáver
1965 - O Diabo de Vila Velha
1963 - À Meia-Noite Levarei Sua Alma
1962 - Meu Destino em Tuas Mãos
1958 - Éramos Irmãos
1958 - Sina de Aventureiro
1955 - Sentença de Deus (inacabado)
1948 - A Voz do Coveiro
1947 - Sonhos de Vagabundo
1946 - Beijos à Granel
1945 - A Mágica do Mágico
José Mojica Marins como diretor
2004 - Fim (curta-metragem)
1996 - Adolescência Em Transe
1994 - Demônios e Maravilhas
1987 - Quarenta e Oito Horas de Sexo Alucinante
1986 - Dr. Frank na Clínica das Taras
1983 - Horas Fatais - Cabeças Trocadas
1981 - A Encarnação do Demônio
1980 - A Praga
1978 - Mundo-mercado do Sexo
1978 - Perversão
1977 - A Mulher Que Põe a Pomba no Ar
1977 - Inferno Carnal
1977 - Estranha Hospedaria dos Prazeres
1977 - Delírios de um Anormal
1976 - Como Consolar Viúvas
1976 - Mulheres do Sexo Violento
1974 - Exorcismo Negro
1974 - A Virgem e o Machão
1972 - Quando os Deuses Adormecem
1972 - Dgajão Mata para Vingar
1972 - Sexo e Sangue na Trilha do Tesouro
1971 - Finis Hominis
1970 - Ritual de Sádicos
1968 - Trilogia do Terror
1967 - O Estranho Mundo de Zé do Caixão
1966 - Esta Noite Encarnarei no Teu Cadáver
1965 - O Diabo de Vila Velha
1963 - À Meia-Noite Levarei Sua Alma
1962 - Meu Destino em Tuas Mãos
1958 - Sina de Aventureiro
1955 - Sentença de Deus (inacabado)
1948 - A Voz do Coveiro
1947 - Sonhos de Vagabundo
1946 - Beijos à Granel
1945 - A Mágica do Mágico | | | | | | | | | | | | | | 






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