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Sinceramente, não sei o que me deu para ir ao cinema ver um filme chamado ANACONDA 2... Confesso que o cartaz até é chamativo, com uma mão humana desesperada saindo do meio de diversas Anacondas enroladas... Mas ao entrar no cinema, eu não esperava nada do filme. E mesmo assim, ele conseguiu ficar abaixo das minhas piores expectativas. Talvez em tenha ido ao cinema apenas para sofrer, por um prazer masoquista de ver filmes ruins só para comentá-los depois (mesmo prazer masoquista que me fez ver OCTOPUS 2 e HOUSE OF THE DEAD). Ou talvez tenha sido por causa dos apelos da minha namorada, a Carol, que queria porque queria ver o filme depois que se emocionou com o trailer exibido na TV. |
Só sei que de repente eu me vi sentado numa sala de cinema repleta de jovens e até crianças (uma delas, sentada ao meu lado, não parou de falar nenhum minuto, sempre cutucando a mãe para dizer o que ela pensava que ia acontecer em seguida ou quem ela achava que ia morrer). Só então me dei conta que estava ali sentado para ver uma continuação das mais improváveis, uma seqüência de um filme muito ruim - ANACONDA, feito em 1997 pelo peruano Luis Llosa, com um elenco respeitável, praticamente desconhecido na época, mas hoje famoso. O original, apesar de péssimo, foi um incrível sucesso no mundo todo, custando a mixaria de 35 milhões de dólares e rendendo 65 milhões só nos cinemas americanos, mais 68 milhões nos cinemas ao redor do mundo e outros 27 milhões em aluguel de fitas e DVDs. Calculou o lucro da brincadeira? Um daqueles milagres que acontecem a cada 2 mil anos...
Eu odiei o ANACONDA original, embora o filme tivesse certo charme trash (atores hoje famosos pagando mico, mortes grotescas, efeitos de CGI péssimos, um castelhando interpretando um brasileiro, erros de montagem e continuidade, entre outras abobrinhas). Por isso, odiei ANACONDA 2 desde o começo, desde antes de ver o filme. Antes do filme finalmente começar, toda hora uma pergunta ficava martelando na minha cabeça: qual o objetivo de fazer uma continuação de um filme meia-boca SETE anos depois do original. Se isso não é caça-níqueis, não sei o que é.


Para piorar, de
ANACONDA para cá, outros filmes classe Z estrelando cobras gigantes já foram feitos, inclusive o medíocre
KING COBRA (que chegou a ser lançado em vídeo nos Estados Unidos com o título
ANACONDA 2, vejam só...). Assim, a única forma desta continuação "oficial" agradar ou oferecer algo de diferente seria ou levar tudo na acavalhação, tipo
A NOIVA DE CHUCKY, ou pelo menos tentar ser "engraçada de tão ruim", como o original. Que nada! Desde o começo até o fim,
ANACONDA 2 é levado como se fosse um filme sério, uma aventura fantástica, uma grande obra... Mas perto da ruindade desta seqüência, o
ANACONDA 1 é um verdadeiro
CIDADÃO KANE!
A arte de fazer cinema já tem mais de 100 anos, desde que foi inventado pelos Irmãos Lumiére no fim do século 19. Por isso, é inadmissível que continuem fazendo filmes com tantos clichês, de forma que o espectador já sabe desde o começo tudo o que vai acontecer. Entre os clichês existentes em
ANACONDA 2, temos o empresário ganancioso que faz tudo por dinheiro, sem se importar com o bem-estar de seus companheiros; o mané engraçadinho que não pára de fazer piadinhas, mesmo estando face a face com a morte; os sustos falsos, quando macacos pulam de armários e os mais ingênuos se apavoram, pensando que é a Anaconda; o mocinho que é um cafajeste de bom coração, aquele que primeiro tenta explorar os heróis, depois começa a se importar com eles; a cena em que o mocinho luta contra um crocodilo e o mata a facadas (algo que não é mais novidade desde os velhos filmes do Tarzan feitos nos anos 30), e por aí vai...
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ANACONDA 2 começa com um índio sendo devorado por uma Anaconda e corta imediatamente para a sala de reuniões de uma grande indústria farmacêutica americana, onde dois executivos, Jack Byron (Matthew Marsden) e Gordon Mitchell (Morris Chestnut), convencem os diretores da empresa a financiarem uma expedição até o Bornéu (uma ilha da Malásia, na Oceania; mas as filmagens foram em Fiji). Ali eles pretendem procurar pela lendária "Orquídea Sangrenta". Segundo testes feitos pela dupla, a orquídea teria poderes para aumentar a vida das células, ou seja, aumentar a longevidade do ser humano, podendo transformar-se na mais importante fórmula química do milênio. O problema é que ela só floresce a cada sete anos, exigindo que a expedição seja realizada o mais rapidamente possível - ou então sete anos depois. Quanta criatividade... |
Em cinco minutos, os personagens já estão no Bornéu (o que lembra os velhos filmes italianos sobre canibalismo, onde os roteiristas apenas inventavam uma rápida desculpa para jogar seus personagens na selva e cortavam direto para o meio do mato). O problema é que eles não conseguem nenhum barco para subir o rio, devido à época de fortes chuvas - apesar de ser uma importante indústria farmacêutica, ela não tem seus próprios barcos ou helicópteros! Resta ao grupo ir até um bar e procurar pelo marinheiro Bill Johnson (Johnny Messner), que aceita, sob a condição de receber muito dinheiro, levar a expedição até seu destino.
Logo, o grupo sobe a bordo do barco Bloody Mary. Além de Jack, Gordon e Bill, os outros candidatos a vítimas são a doce Sam Rogers (Kadee Strickland, uma clone de Sarah Michelle Gellar, que interpretou um fantasma em
O SEXTO SENTIDO), o médico Ben Douglas (Nicholas Gonzalez), o insuportável Cole Burris (Eugene Byrd), o navegador de Bill, Tran (Karl Yune), e a chata Gail Stern (Salli Richardson-Whitfield). Ah sim, há também o macaquinho Kong, animal de estimação de Bill, que só está no barco por dois motivos: primeiro, para garantir diversos "sustos falsos", quando aparece de repente por trás ou saltando sobre os outros personagens; segundo, porque o diretor Little achou que seria engraçado ficar dando closes na cara de assustado do macaco, o que repete umas 20 vezes do início ao fim do filme, de forma inexplicável!
Quando você pensa que a coisa não pode piorar, tem que agüentar quase 50 minutos de lero-lero. É, você não leu errado: descontando o índio morto na primeira cena do filme, ninguém mais é comido por uma Anaconda por pelo menos 50 minutos!!! Claro, acontecem outras coisas: as cantadas do dr. Ben na loirinha Sam, que por sua vez parece apaixonada por Bill; o ataque de Gail por um crocodilo, quando somos brindados com a tal cena à la Tarzan (Bill atira-se no rio e luta com o réptil, matando-o a facadas); uma das cobras gigantes perseguindo o macaquinho (o pior é que todo cinema estava com pena do animal quando vi o filme, mas ninguém teve o mesmo sentimento pela maior parte das vidas humanas!!!); e, finalmente, o acidente de barco que deixa a expedição a pé bem no meio da selva (a única cena bem feita do filme).


Assim que o grupo fica a pé e se obriga a atravessar a selva, a turma se divide. O ganancioso Jack quer porque quer continuar em busca da orquídea, alegando que se não aproveitarem a chance, terão que voltar em seis anos, quando toda a selva pode nem existir mais. O restante do grupo só quer chegar à civilização, sendo liderados por Bill. Claro que boa parte do percurso será por pântanos ou por dentro de rios, onde o diretor tentará criar suspense com o possível ataque de Anacondas.
O dr. Ben é a primeira vítima, quando, durante a travessia de um pântano, cantarola a música-tema de
TUBARÃO para assustar Gail. O ataque da pavorosa cobra em CGI chega a provocar risadas, de tão mal-feito. E o espectador percebe que alguma coisa está errada quando tudo é mostrado bem de relance, off-scren, de forma que nem dá para ver a Anaconda direito. Então os sobreviventes fogem desesperados e, ao longo do percurso, novamente brigam diversas vezes, enquanto as Anacondas vão aparecendo aos poucos para diminuir mais e mais o grupo.
ANACONDA 2 avança da forma mais precária possível, sem conseguir fazer com que o espectador se importe com os personagens ou com o que está acontecendo. Pior: só consegue deixar o espectador com raiva da burrice dos heróis. Confesso que torci o filme inteiro para que Cole fosse devorado logo - com aquela pinta de rapper, sempre reclamando, gritando ou fazendo piadinhas, o personagem é mais insuportável que o Jar-Jar Binks em
STAR WARS EPISÓDIO 1. Mas nem dá para culpar só ele, pois todos os atores estão insuportáveis: Messner, fazendo pose de galã fortão, está um clichê só; a loirinha Kadee está péssima como cientista com cara de adolescente; mas o pior de tudo é transformar Jack, com aquela cara de bebezão, em vilão da história, quando ele deixa para trás o resto do grupo para partir sozinho atrás da sua cobiçada orquídea sangrenta.
O título original ainda é a maior enganação de todos os tempos: em um filme chamado
ANACONDAS, no mínimo você pensa que os heróis serão cercados por diversas Anacondas. Que nada! Elas atacam uma por vez, aparecem pouco e rapidamente, todas as mortes são off-screen e nem ao menos assustam. Até a cobrona mal-feita do filme original era melhor! A única vez em que o filme mostra mais de uma Anaconda ao mesmo tempo é no final, quando se supera ao apresentar uma orgia de Anacondas gigantes dentro de um poço (algo que só vendo para acreditar). Mas eu confesso que nesse ponto não estava mais vendo as coisas com clareza; a bem da verdade, o filme é tão chato e repetitivo que peguei no sono a partir de então, acordando quando tudo estava bem (e nem pude ver que destino teve o "vilão" Jack).
ANACONDA 2 é um festival de celebração ao clichê e ao ridículo, que até poderia ser divertido se ao menos puxasse para o lado da gozação e do trash, como o original, de certa forma, fazia - convenhamos,
ANACONDA era tão ruim que pelo menos era engraçado, principalmente quando Jon Voight era vomitado pela cobrona e ainda dava uma piscadinha para a câmera! Nesta seqüência não: todo mundo está levando a coisa a sério, como se o filme fosse "a grande produção de suspense e terror" de 2004 (bahhh...).


O pior de tudo é saber que uma bomba como essa, que não tem absolutamente nada de novo, foi escrita por QUATRO roteiristas. Anote seus nomes e boicote o próximo filme de qualquer um deles, pois se em oito mãos eles não conseguiram fazer um roteiro decente, imagine quando escreverem por conta própria: John Clafin, Daniel Zelman, Michael Miner e Edward Neumeier. E olha que este último (Neumeier) nem é de hoje: ele escreveu os roteiros de
ROBOCOP e de
TROPAS ESTELARES 1 e
2 (será que ele bateu a cabeça e desaprendeu a fazer filmes de uma hora para a outra?). Neumeier ainda está contratado como roteirista no novo filme de James Cameron, previsto para 2005. Que medo!
E o que fazem estes quatro roteiristas? Simplesmente nos entregam a maior sucessão de imbecilidades do ano. Como quando o macaquinho Kong volta para o barco, após ser perseguido pela Anaconda, e Sam fala:
"Olha só a cara dele, parece que viu um fantasma", como se você pudesse olhar para a cara de um gato ou cachorro e perceber que ele está apavorado. Ou então quando um dos personagens é picado por uma aranha que paralisa a sua vítima. Sam, ao encontrá-lo, imediatamente descobre que ele foi picado, ao ver uma minúscula (microscópica, até) marca de picada em seu braço, ao invés de considerar outra hipótese (que ele está tendo um infarto, ataque de nervos ou qualquer outra coisa). E o que dizer da cena em que Gail se salva de ser devorada por um crocodilo e responde, quando lhe pedem se está bem:
"Perdi meu celular"! Quatro roteiristas para escrever isso...
Claro, todos estes problemas poderiam ser compensados se
ANACONDA 2 realmente fosse assustador ou tivesse cenas sangrentas. Mas, como eu disse, o filme é mais previsível que teatrinho escolar sobre a história da Chapeuzinho Vermelho. E todas as mortes são off-screen, de forma que não vemos qualquer gotícula de sangue (nem mesmo no tal ataque do crocodilo). Algo impensável para um filme de terror classe B chamado
ANACONDA 2...
E o que dizer do pomposo título original,
ANACONDAS: THE HUNT FOR THE BLOOD ORCHID? Num filme sobre cobras gigantes, uma seqüência ainda por cima, nada poderia ser mais dispensável. Seria o mesmo que
SEXTA FEIRA 13 PARTE 11: RETORNO A CRYSTAL LAKE, ou
OCTOPUS 3: CAÇADA AO DEMÔNIO DOS MARES, e por aí vai. Até porque a tal "caçada à orquídea sangrenta" nem é o principal do filme (pelo menos eu não fiquei nem um pouco preocupado se os heróis iriam chegar à flor ou não), parecendo mais uma desculpa para levar a cambada para o meio da selva. Neste aspecto, pelo menos o primeiro
ANACONDA é mais ciente das suas limitações: simplesmente mostra os personagens como cinegrafistas que estão fazendo um documentário na Amazônia, sem enrolação. E é curioso notar que o rapper chato de
ANACONDA 2 cita os acontecimentos do primeiro filme, ao dizer que "ouviu falar" sobre um grupo de cinegrafistas que foi devorado por uma Anaconda na Amazônia, ao que outro personagem diz:
"Isso não passa de uma lenda urbana!".
Comparando com
ANACONDA, ainda, esta seqüência esdrúxula perde pontos por não ter qualquer nome conhecido no elenco. O primeiro filme, apesar de péssimo, tinha a gostosíssima Jennifer Lopez (em um de seus primeiros papéis), o veterano Jon Voight, o conhecido Eric Stoltz, um então iniciante Owen Wilson e até o rapper Ice Cube. Isso pelo menos tornava divertido o filme, pois sempre é curioso ver estes atores conhecidos, mesmo antes da fama, pagando mico em um filme assumidamente trash (principalmente Voight, que está exagerado e péssimo como um "caçador de Anacondas"). Mesmo que os nomes de Christopher Walken e Shannon Elizabeth tenham sido anunciados na fase de pré-produção,
ANACONDA 2 não tem nenhum nome famoso; pior: tem apenas manés, com cara de elenco do seriado
MALHAÇÃO, que ainda por cima interpretam como se estivessem num grande épico!


Por tudo isso, é simplesmente inacreditável que uma baboseira como
ANACONDA 2 seja lançada com tanto estardalhaço nos cinemas, ao invés de ir direto para vídeo, como se fosse a salvação da lavoura, quando não passa de um filme convencional, ridículo, pobre, medíocre, feio e chato. Enquanto isso, produções melhorzinhas e mais conceituadas lá fora, tipo
SHAUN OF THE DEAD e
CABIN FEVER, são lançadas no Brasil diretamente em VHS e DVD, sem qualquer divulgação. Algo está muito errado no mercado de cinema brasileiro.
Um consolo é que esta seqüência não foi um estouro como o primeiro filme. Custou 25 milhões e nos cinemas ianques arrecadou apenas 27 milhões de dólares (ou seja, um fiasco). Pode se salvar nos cinemas internacionais, e infelizmente está tendo um grande público no Brasil (não merecia...). Isso quer dizer que ainda há chances de encararmos um
ANACONDA 3! Dá pena de saber que o diretor é o veterano Dwight H. Little, o mesmo que nos entregou o excelente
HALLOWEEN 4 (esse sim uma seqüência decente)... Aparentemente, ele desaprendeu tudo que sabia sobre suspense e horror de lá para cá.
É triste, mas um filme como
ANACONDA 2 só tem duas opções: ou ser trash, ou ser chato pra caramba. Infelizmente, foi por este segundo caminho. Tentando ser sério e "assustador", virou uma patuscada daquelas que a gente faz força para esquecer. Tanto que quando eu e a Carol saíamos do cinema, ela me disse que tinha gostado do filme. Fiquei tão revoltado que, apesar do sono, voltamos para casa e forcei-a a assistir um bom filme de terror, no caso,
ROTA DA MORTE (Dead End). Nada como um interessante e assustador filme independente para servir de antídoto para porcarias do calibre de
ANACONDA 2...
PS: Desde minha análise construtivista sobre
HOUSE OF THE DEAD (outra maravilha ao estilo
ANACONDA 2), eu tinha prometido ao grande grupo de três leitores que jamais escreveria um artigo sobre um filme ruim novamente. Infelizmente,
ANACONDA 2 é tão ruim, mas tão ruim, que só mesmo escrevendo um artigo para desestimular outras pessoas a assisti-lo. Mas este é, sim, o último artigo sobre um filme ruim. A partir da próxima semana, voltaremos aos artigos sobre filmes razoáveis.
O ATAQUE DAS COBRAS ASSASSINAS
Se você tem medo de cobras, aqui vai uma pequena seleção de filmes com os famigerados répteis, em tamanho natural ou gigantes. Todos variam do razoável ao muito ruim, repletos de péssimos efeitos em CGI, interpretações caricatas e muito "Sssssssssss". Divirta-se:
 | KING COBRA (idem, 1999, EUA). Direção: David e Scott Hillenbrand
Eu achava que ANACONDA tinha sido ruim, mas esta cópia feita dois anos depois é tenebrosa de tão podre. A "King Cobra" é uma enorme serpente gigante criada em laboratório, onde cientistas testavam drogas para aumentar a agressividade de animais e humanos. Quando o laboratório explode, a cobra mutante de 30 metros, que é uma mistura de diferentes raças do réptil, escapa e começa a dizimar uma pequena cidade. O filme é tão mal-feito que chega a doer na alma saber que você está perdendo precioso tempo de vida assistindo... Tem até uma participação do Pat "Karate Kid" Morita, como um velho oriental especialista em cobras, que é picado pela monstruosidade e tem alucinações antes de morrer. Uma daquelas bobagens que só se torna divertida se vista em um grupo de amigos. Nos EUA foi lançada com o enganoso título de ANACONDA 2 (e é tão ruim quanto a continuação oficial!). O pior é saber que são dois diretores para fazer esta bomba! |
 | PYTHON (idem, 2000, EUA). Direção: Richard Clabaugh
A estréia como diretor do cara que foi câmera de filmes como ANJOS REBELDES, FANTASMAS e COLHEITA MALDITA 666 não podia ser mesmo um CIDADÃO KANE... Este filme trash veio logo depois de ANACONDA e KING COBRA, ou seja, não tem mais nenhuma novidade, mostrando uma cobra gigante de 57 metros, criada pelo Exército como arma de guerra. Após um desastre de avião, a cobra foge e sai matando em uma cidadezinha, sendo enfrentada por um campeão de mountain-bike (!!!). As atrações são: uma cobra que mata com ácido, o CGI de quinta categoria e o elenco de astros/caras conhecidas, de forma que o espectador até se diverte vendo tanta gente popular sendo morta pela Python. Entre eles, Robert Englund (o Freddy em pessoa), Casper Von Dien (TROPAS ESTELARES), Marc McClure (o Jimmy Olsen da série SUPERMAN), Jenny McCarthy (PÂNICO 3 e TODO MUNDO EM PÂNICO 3), Wil Wheaton (da série STAR TREK: A NOVA GERAÇÃO), o veterano Ed Lauter e outros. |
Uma bela amostra do que
ANACONDA 2 poderia ter sido se tivesse se levado um pouco menos a sério... Deste pacote, o melhor filme, com louvor.
 | PYTHON 2 (idem, 2002, EUA). Direção: L.A. McConnell
Com o relativo sucesso de locações do primeiro, logo surgiu essa porcaria feita diretamente para a TV e filmada em plena Rússia, com atores russos!!! Novamente, uma enorme cobra Python foi criada como arma de guerra por americanos, mas o avião que transporta a criatura é abatido por rebeldes chechenos. Levada a uma base militar na Rússia, a serpente de 85 metros e 12 toneladas, feita com péssimo CGI, escapa do cativeiro e começa a aniquilar o elenco humano - formado por soldados russos e americanos. Basicamente, uma refilmagem do primeiro, mais pobre e sem o elenco de caras conhecidas. Aqui são vários atores russos, mais Dana Ashbrook (que nos bons tempos aparecia na telessérie TWIN PEAKS) e William Zabka, que sobreviveu no primeiro filme e aqui volta a enfrentar outra temida cobra gigante. Será que ele volta em PYTHON 3??? |
 | RASTRO DE PAVOR (Rattled, 1996, EUA). Direção: Tony Randel
Outro filminho feito para a TV, um pouco melhor que a média devido à direção do especialista em terror Tony Randel (HELLRAISER 2, AMITYVILLE 1992), que consegue criar algumas boas situações de suspense. Mas o roteiro é o feijão-com-arroz de sempre: em uma pequena cidade americana no deserto, explosões realizadas em uma montanha abrem um ninho de furiosas serpentes venenosas (cascavéis), que saem do seu ninho e começam a fazer vítimas entre os moradores do local. É o tipo de justiça poética: "Vocês nos expulsaram da nossa casa, nós vamos expulsá-los da casa de vocês!". Como é produção feita para a TV, não tem muito exagero nas cenas de violência ou nojeira, mas quem tem medo de cobras vai surtar ao ver os heróis cercados por dezenas de mortais cascavéis! |
No elenco, William Katt (
A CASA DO ESPANTO), Ian Abercrombie (
PUPPET MASTER 3), Ed Lauter (
DESEJO DE MATAR 3), Clint Howard (
NATAL SANGRENTO 4) e muitos outros canastrões.
 | PREDADORES (Silent Predators, 1999, EUA). Direção: Noel Nosseck
O chefe dos bombeiros de uma pequena cidade no meio do deserto californiano começa a investigar mortes ocorridas por picadas de cobra. Descobre que a picada mata instantaneamente, e que as culpadas são serpentes nascidas do cruzamento entre as mais venenosas cobras do planeta. Pior: as casas da cidadezinha estão construídas sobre o ninho de milhares destas cobras, e as explosões provocadas por um grande empresário acabam por libertar os monstros. Acredite se quiser, mas o roteiro desta bobagem feita para a TV é de John Carpenter (você não leu errado, aquele John Carpenter que fez HALLOWEEN, O ENIGMA DO OUTRO MUNDO e outros clássicos!!!). Com canastrões do calibre de Harry Hamlin e Jack Scalia no elenco, o filme não esconde o que é: uma produção pobre feita para a TV americana, praticamente idêntica a RASTRO DE PAVOR. E são essas porcarias que as distribuidoras gostam de lançar no Brasil, ao invés dos clássicos do cinema de horror!!! |
 | COBRAS (Snake Island, 2002, EUA). Direção: Wayne Crawford
O diretor deste filme é o mesmo que fez uma obscura produção com barracudas assassinas nos anos 70, e por aí você percebe que não vai vir nada de bom pela frente. É sobre turistas que vão fazer um safári na África e acabam visitando uma tal "Ilha das Cobras" (este é o título original do filme, se tivessem traduzido corretamente). Ali, óbvio, um acidente deixa o grupo aprisionado em um velho hotel, onde tentam resistir ao ataque de centenas de cobras venenosas que vivem no local (você acha que a ilha tem este nome por quê?). Mais um filme pobre com cobras, desta vez sem mutações ou híbridos entre serpentes, apenas cobras normais, mas nem por isso menos venenosas. Quase uma outra refilmagem de RASTRO DE PAVOR, só que numa ilha! Por coincidência, os dois filmes têm a participação de William Katt! |
 | BOA VERSUS PYTHON (idem, 2004, EUA). Direção: David Flores
Este filme ainda está inédito no Brasil, mas como as distribuidoras nacionais adoram lançar essas porcarias com animais venenosos e/ou gigantes (principalmente a Alpha Filmes), não duvide que logo logo ele está na sua locadora. Trata-se de uma produção feita para a TV (claro!), com CGI vagabundo (claro!) e uma espécie de crossover à la ALIEN VERSUS PREDADOR. É sobre uma cobra Python de 80 metros que foge de um laboratório de pesquisas para o esgoto de uma grande cidade. O FBI decide procurar um pesquisador especializado em cobras, que envia em busca da Python uma outra cobra, uma Boa (cobra vermelha venenosa) chamada Betty, também com seus 80 metros e câmeras instaladas no cérebro, para que os humanos possam ver o que a cobra vê!!! Enquanto as duas serpentes se caçam nos esgotos para o quebra-pau, a "vilã" Python vai dizimando todo o grupo do FBI que também está tentando caçá-la nos esgotos. Com referências a ALIENS e ALLIGATOR, o filme pelo menos tem aquela cara de produção trash e pode até valer uma olhada. Como eu disse, logo deve estar disponível por aqui (talvez antes mesmo que o remake de O MASSACRE DA SERRA ELÉTRICA), para que possamos conferir este importantíssimo filme de horror... |
Segundo alguns sites na Internet, o filme tinha uma cena que rivalizaria, em grosseria, com
REANIMATOR, onde a Python usaria sua "lingüinha" para lamber os seios de uma garota. Infelizmente, o momento romântico foi cortado! Para completar a bizarria, BOA VERSUS PYTHON foi filmado na Bulgária (!!!) e tem no elenco David Hewlett, que, nos bons tempos, fazia filmes-cabeça tipo
CUBO e
SCANNERS 2.
Felipe M.Guerra
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ANACONDA 2: A CAÇADA PELA ORQUÍDEA SANGRENTA (Anacondas: The Hunt for the Blood Orchid / Anaconda 2: The Black Orchid, Estados Unidos, 2004). Columbia / Screen Gems, 96 minutos
Direção: Dwight Little
Roteiro: John Claflin, Daniel Zelman, Michael Miner e Ed Neumeier, baseados em história de Hans Bauer, Jim Cash e Jack Epps Jr
Produção: Verna Harrah
Produção Executiva: Jacob Rose
Fotografia: Stephen F. Windon
Música: Nerida Tyson-Chew Edição: Marcus D´Arcy
Desenho de Produção: Bryce Perrin
Direção de Arte: Brian Edmonds
Elenco: Johnny Messner (Bill Johnson), KaDee Strickland (Samantha Rogers), Matthew Marsden (Dr. Jack Byron), Nicholas Gonzalez (Dr. Ben Douglas), Eugene Byrd (Cole Burris), Karl Yune (Tran), Salli Richardson-Whitfield (Gail Stern), Morris Chestnut (Gordon Mitchell).
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