Um submarino nuclear russo está sendo resgatado por cientistas em uma estação petrolífera. Ao mesmo tempo, uma pesquisadora dos povos pré-colombianos tenta decifrar uma placa de pedra contendo inscrições em uma língua morta escrita por habitantes do misterioso continente de Atlântida. Também ao mesmo tempo, dois mercenários, amigos e veteranos do Vietnã, invadem a casa de um traficante com a missão de levá-lo até um misterioso general que nunca mostra o rosto. E ainda ao mesmo tempo, punks que parecem ter saído do inferno chacinam os habitantes de uma cidade litorânea dos Estados Unidos!!! Sentiu o drama? Pois esta mistura sem pé nem cabeça de gêneros, estilos, tramas e subtramas tem nome: trata-se da preciosidade do cinema trash italiano OS CAÇADORES DE ATLÂNTIDA, suposta mistura de ação, ficção científica e horror realizada por Ruggero Deodato quatro anos depois de seu clássico e polêmico CANNIBAL HOLOCAUST.
Trata-se do primeiro filme feito pelo diretor após um período muito complicado da sua carreira: em 1979 ele sofreu processos judiciais por causa de CANNIBAL HOLOCAUST, e no ano seguinte (1980) teve muitos problemas com a censura devido à ultraviolência do seu HOUSE ON THE EDGE OF THE PARK (cópia italiana de LAST HOUSE ON THE LEFT, inclusive estrelada pelo mesmo David Hess do filme de Wes Craven). Por isso, ficou três anos sem filmar, até 1983, quando concebeu esta pérola sobre punks de Atlântida que querem dominar o mundo! Trata-se de um verdadeiro PLAN 9 FROM OUTER SPACE macarrônico, ou seja, aquele filme que de tão ruim e "fora da casinha" fica bom, para quem entrar no clima da brincadeira, logicamente - diferente de filmes como HOUSE OF THE DEAD, que são apenas ruins.

OS CAÇADORES DE ATLÂNTIDA simplesmente não é para qualquer tipo de público. Você precisa gostar muito de horror, ação, tiroteios inacreditáveis, cenas de ação absurdas (onde só os heróis acertam os tiros), filmes italianos em geral e furos de roteiro. Se gostar, vai se sentir em casa. Agora, certamente, é difícil para mim recomendar esse filme. Eu assumo gostar muito dele, mas realmente não é destinado a 90% da humanidade. Isso porque, analisando friamente, ele é muito ruim. Interpretações que não convencem, efeitos fracos, uma história que não se justifica e um massacre que começa com 15 minutos de filme andando e não acaba mais até o final. A contagem de cadáveres chega a 80 figurantes! Pouco ou nada faz sentido e as armas dos mocinhos nunca ficam sem munição.
Mesmo assim, esta tralha provoca um estranho fascínio em fãs do chamado
"cinema esquisito". Eu nunca entendi de onde veio minha adoração doentia por essa porcaria. O diferencial, talvez, é que ele seja surpreendentemente divertido, mesmo com todas as suas limitações. Depois de uma rápida explicação no início sobre quem são os personagens e o que eles fazem, a história parte diretamente para o confronto dos heróis com os vilões, que vai ficando progressivamente mais violento até o final, sem lero-lero, sem crítica social, sem mensagem antropológica... Infelizmente, esta obra-prima trash que passava sempre no SBT (nos bons tempos da Sessão das Dez) hoje anda meio sumida da telinha. Nas locadoras foi lançada pela extinta Videocast e hoje é uma raridade que eu, exímio arqueólogo de locadoras e sebos, nunca encontrei. E sabe qual a probabilidade de alguma distribuidora resolver relançar este filme em vídeo ou DVD no Brasil? A mesma de um dia fazerem uma continuação dele!
1983, o ano de
OS CAÇADORES DE ATLÂNTIDA, foi um ano em que a maioria dos produtores italianos investiram em cópias baratas de filmes pós-apocalípticos, envolvendo fim do mundo, deserto e punks assassinos (baseados no sucesso de
MAD MAX 2, lançado em 1981). Foi neste ano que saíram preciosidades do tipo
GUERREIROS DO FUTURO (Warriors of the Wasteland), de Enzo G. Castellari;
O GUERREIRO DO MUNDO PERDIDO (Warrior of the Lost World), de David Worth.
ENDGAME, de Joe D´Amato;
AFTER THE FALL OF NEW YORK, de Sergio Martino, entre muitos outros. Estavam na moda as histórias sobre o fim do mundo, de preferência com motoqueiros punks como vilões!
Bem,
OS CAÇADORES DE ATLÂNTIDA, originalmente, se chamava
I PREDATORI DI ATLANTIDE, mas ganhou muitos outros títulos com o tempo, como
ATLANTIS INFERNO,
THE ATLANTIS INTERCEPTORS e
THE RAIDERS OF ATLANTIS (uma óbvia referência a outro filme da mesma época,
RAIDERS OF THE LAST ARK, ou
OS CAÇADORES DA ARCA PERDIDA). O filme começa com cenas aéreas de Miami feitas por helicóptero, ao som de uma tenebrosa música
"disco" onde o
"cantor" apenas repete:
"Falling, falling... black inferno! Rolling, rolling... black inferno!", Argh!!!! E uma legenda nos informa que estamos no ano de 1994. Ou seja, como o filme foi feito em 1983, teoricamente se passa no futuro - hoje passado, mas não importa. E a data não faz qualquer diferença dentro do contexto da
"história".


A primeira cena também não tem nenhuma relação com o restante do enredo, e basicamente apenas nos apresenta os
"heróis" Mike (Christopher Connelly, de 1990 -
OS GUERREIROS DO BRONX, já falecido) e Washington (Tony King, de
THE LAST HUNTER), um branco e um negro recentemente convertido ao islamismo, que quer ser chamado pelo novo nome,
"Mohammed" (mas todos continuam chamando-o de Washington durante o filme inteiro). Além de velhos parceiros no Vietnã, Mike e Wash também são mercenários profissionais. Tanto que são apresentados entrando na super-vigiada mansão de um traficante, dando cabo de todos os seus capangas e levando-o embora amarrado dentro de um saco. Com a bolada de dinheiro que recebem do misterioso contratante do
"serviço", a dupla resolve passar umas férias no Caribe.
Ao mesmo tempo em que Mike e Washington, ou melhor, Mohammed, passeiam de iate pelo mar caribenho acompanhados pelo amigo Manuel (nenhuma gatinha junto? pô, os caras estão milionários, num iate, no mar do Caribe, passeando em três machos???), um grupo de cientistas que faz pesquisas em uma estação petrolífera se prepara para resgatar um submarino nuclear russo naufragado (lembram? eu disse isso no começo do texto). O professor Peter Saunders (George Hilton, astro de inúmeros spaghetti westerns) encontra, nas proximidades do local do naufrágio, uma misteriosa e antiga placa com inscrições. Assim, resolve chamar a bela dra. Cathy Rollins ("Marie Fields", pseudônimo da morenaça Gioia Scola) para decifrar a placa, que, descobre-se, tem 12 mil anos de idade.
Corta misteriosamente para um edifício de escritórios, em Miami. Ali, quase prevendo o que irá acontecer em breve, um tipo executivo abre uma passagem secreta na parede e tira de lá uma tenebrosa máscara de cristal em forma de caveira. O que isso tem a ver com o restante da trama? Bem, mais tarde vai aparecer um vilão enorme que usa a tal máscara no rosto. Qual sua relação com Atlântida ou com todo o resto? Ah, aí vocês querem saber demais!
Enquanto a dra. Rollins descobre que a placa de pedra pertence à antiga (e lendária) civilização de Atlântida - um continente que teria afundado no mar ainda nos tempos da Grécia Antiga, para quem não sabe -, o resgate do submarino começa. Mas algo dá errado. A plataforma começa a ser inundada por ondas gigantescas que se formam no mar revolto, na maquete mais vergonhosa que eu lembro de ter visto em algum filme. Os sobreviventes conseguem fugir lançando-se ao mar e, no horizonte, podem ver uma enorme abóboda luminosa emergindo do fundo do oceano (outra miniatura péssima), com uma ilha no seu interior. Isso mesmo: é o retorno de Atlântida!
Paralelamente, um casal em Miami percebe que uma tempestade vem chegando no horizonte. E, junto com ela, um batalhão de punks em motocicletas e carros com design futurista, usando maquiagens, camuflagens, piercings, enfim, uns tipos
MAD MAX 2, que carregam machados, espadas, arco-e-flechas, metralhadoras, pistolas, espingardas, granadas... Liderados, obviamente, pelo tal cara com a máscara de cristal anteriormente visto (vamos chamá-lo de
"Crystal Skull", embora sua máscara seja obviamente de plástico vagabundo), o grupo trucida o casal e deixa todo mundo se perguntando quem, afinal, são aqueles tipos esquisitos... Aparentemente, eles são cidadãos de Atlântida. Mas eu nunca pensei que o continente perdido tivesse motoqueiros e punks. Bah... Aparentemente, os tais guerreiros de Atlântida voltaram à superfície para exterminar toda e qualquer forma de vida, sabe-se lá porquê. E começam a explorar a tal cidade litorânea.


É ali que vai parar o barco de Mike e Wash, que também está levando os sobreviventes da estação petrolífera destruída pela fúria do oceano. Quando eles desembarcam, porém, descobrem que os guerreiros de Atlântida devastaram o local, matando todo mundo e incendiando as casas (isso em menos de 12 horas!). Por sinal, a chegada na ilha destruída é uma amostra do bom cinema de Ruggero Deodato: carros incendiados, prédios em chamas e cadáveres para todos os lados. Uma boa cena é aquela onde os heróis são atraídos para um casa onde um disco riscado insiste em tocar sempre o mesmo trecho de uma música. Quando Mike entra, descobre um cadáver coberto de sangue, enforcado, que fica sacudindo ao vento e batendo com os pés em uma vitrola automática, reproduzindo incessantemente a música. Uma boa sacada.
O grupo de sobreviventes continua encontrando apenas cadáveres pela frente até darem de cara com os vilões, que estão em superioridade numérica e levando armas pesadas. Eles descobrem que os tais punks se auto-proclamam
"Interceptadores", e têm motos, carros, helicópteros e muitas, muitas armas de grosso calibre - além de quilos de maquiagem punk! Quando Crystal Skull se aproxima, discursa para os heróis explicando seus motivos:
"Nós voltamos para o mundo que sempre foi nosso! Vocês não têm lugar neste mundo! Nossa civilização não aceita intrusos, e é inútil tentarem se defender! Nós voltamos para reestabelecer nossa presença neste mundo! Vocês violaram o nosso mundo, e por isso devem ser punidos! Todos vocês serão executados!", e por aí vai...
A partir daí,
OS CAÇADORES DE ATLÂNTIDA vira um corre-corre: os heróis fugindo dos vilões e detonando-os com pistolas, espingardas, metralhadoras e coquetéis molotov. À medida que vão passando pelos cenários devastados, no intervalo entre um confronto e outro, vão encontrando mais sobreviventes (bem, sobreviventes em termos, porque a maioria acaba morrendo pouco tempo depois). Além dos dois mercenários interpretados por Connelly e King, aparecem outros
"durões", tipo o piloto de helicóptero Bill Cook (interpretado pelo boa-pinta Ivan Rassimov, que fez
O ÚLTIMO MUNDO CANIBAL, também com direção de Deodato) e o presidiário alemão Karl Nemnez (Mike Miller). No elenco, há ainda o futuro diretor
Michele Soavi, interpretando um pamonha chamado James, que é aprisionado pelos guerreiros de Atlântida e sofre lavagem cerebral, voltando para matar os amigos!
OS CAÇADORES DE ATLÂNTIDA tem muita semelhança com os velhos faroestes americanos, onde os cowboys eram cercados por índios e precisavam responder a tiros, abatendo centenas de
"peles-vermelhas" por minuto. A situação é a mesma, trocando cowboys por mercenários em fuga e os índios pelos tais punks de Atlântida. Sempre em desvantagem numérica, os heróis precisam usar de muita esperteza para conseguir sobreviver. Em um momento, por exemplo, Mike estica um fino fio de arame no meio de uma rua, decepando a cabeça de um
"motoqueiro de Atlântida" que o persegue em alta velocidade (uma cena bem violenta). E, surpreendentemente, os heróis sempre encontram tudo que precisam dando sopa: metralhadoras de grosso calibre (em uma delegacia de polícia!!!), dezenas de garrafas de vidro, gasolina e pavios para fazer uns 40 coquetéis molotov, helicópteros, tudo de mão beijada!
E o filme todo é um show de matança: como eu disse anteriormente, mais de 80 pessoas morrem do início ao fim, com tiros, decepações, flechas atravessadas na boca e por aí vai. Tudo no maior clima trash, com péssimos efeitos especiais e quase nenhuma lógica - e ninguém leva a coisa muito a sério, o que torna o espetáculo ainda mais divertido. Por exemplo, numa cena, Crystal Skull diz que vai matar todos os heróis, menos um. Rassimov olha para Connelly e dá um sorriso:
"Ele está falando de mim! Nós nos demos bem desde o início!". Que tipo de criatura soltaria uma piadinha sem graça dessas encarando a morte de frente? Pois é, só num filme bagaceiro italiano para vermos isso.


Além disso, o filme padece de total falta de lógica. Por exemplo, no final, o grupo ruma para a ilha de Atlântida. Acontece que eles descobriram que precisam desativar os mísseis do submarino nuclear russo (lembra dele?) para que a ilha volte a submergir - mas não me pergunte o porquê. Então estão no meio da selva, na tal ilha, e são perseguidos pelos guerreiros de Atlântida. Um destes inimigos, caminhando pela floresta, cai numa armadilha e é empalado por estacas de madeira. A tal armadilha foi feita por Mike e Karl, aparentemente em menos de cinco minutos. Pior: eles adivinharam que o mané ia colocar o pé ali, em toda a enorme extensão da maldita floresta!!! Dá pra levar a sério? E é na floresta, também, que o diretor Deodato está em seu habitat natural. Seus melhores filmes se passam na selva (
O ÚLTIMO MUNDO DOS CANIBAIS,
CANNIBAL HOLOCAUST e
CUT AND RUN), e em
OS CAÇADORES DE ATLÂNTIDA não é diferente: os vilões aparecem do nada, saídos de dentro de rios, de cima de árvores, de trás de pedras, como se fossem zumbis ou canibais! A situação é tão drástica que a maioria dos heróis morre ali...
Uma curiosidade é que Bruce Baron, o intérprete do chefão
"Crystal Skull", apesar de americano, participou de vários filmes de kung-fu de baixíssimo orçamento feitos na Ásia. Por isso, o final de
OS CAÇADORES DE ATLÂNTIDA reserva até uma luta interessante entre ele, armado com uma espada, e Mike, armado com uma enorme metralhadora sem munição. Claro, Deodato se revela completamente perdido dirigindo uma cena de luta sem tiros ou facadas, mas é interessante ver como se tentava fazer cenas de ação antigamente - já que hoje em dia predominam os efeitos
MATRIX de lutadores voando pendurados por cabos de aço... E o visual do vilão, com sua máscara de cristal em forma de caveira, também é muito legal, tornando-o um clássico das tralhas do período.
Em 98 minutos de duração, nunca fica claro o que, na verdade, são os vilões. São guerreiros vindo diretamente de Atlântida? São membros de uma seita que esperou pacientemente durante séculos até que Atlântida ressurgisse para, de repente, enlouquecerem, vestirem-se como punks e saírem matando pelas ruas? Ou são pessoas normais que foram possuídas pelos espíritos dos antigos guerreiros de Atlântida, ficando lelés e iniciando sua cruzada de destruição? Faça sua escolha. Se bem que esta última explicação lembra bastante o posterior
FANTASMAS DE MARTE, de
John Carpenter, outra baboseira divertidíssima, onde operários em Marte são possuídos pelos espíritos de antigos guerreiros marcianos e se transformam em guerreiros punk à la Marilyn Manson. Será que Carpenter quis refilmar
OS CAÇADORES DE ATLÂNTIDA???
E por falar em Carpenter, uma cena de
OS CAÇADORES DE ATLÂNTIDA - quando os heróis estão iliados em um velho depósito combatendo os vilões que teimam em tentar entrar pelas portas e janelas - lembra muito
ASSALTO À 13ª DP, filme feito por
John Carpenter em 1976. E a lembrança fica ainda mais evidente ao descobrirmos que Deodato usou o MESMO cenário onde Carpenter filmou
ASSALTO À 13ª DP. Ou seja, uma citação/homenagem explícita ao mestre americano!
O roteiro ainda brinda o espectador com diálogos brilhantes, tipo quando Mike vê a dra. Cathy estudando a velha placa de Atlântida e pede o que é. A cientista responde que ele não iria entender.
"Ah, então você acha que todos os marinheiros são como o Popeye? Que só sabem comer espinafre?", responde ele. Cathy dá corda:
"Mas eu também gosto de espinafre". Mike completa:
"Tudo bem. Então, quando voltarmos, eu te levo para um jantar de espinafre!". hahahaha. Em outra, Mike e Wash entram numa sala num templo de Atlântida e, de repente, param, como se estivessem congelados. Com a maior calma do mundo, Wash diz para Mike:
"Não podemos nos mover! Estamos imobilizados!", mas fala virando a cabeça para o lado, ou seja, está se movendo, sim, nem um pouco imobilizado! hahahahahaha. E o que dizer da pergunta de Mike quando eles procuram pela ilha de Atlântida:
"Ei Wash, se você fosse uma ilha, onde estaria?". Pois é... Sem comentários!


Curiosamente, este é um dos poucos filmes que Ruggero Deodato não assina com seu nome verdadeiro, mas sim com pseudônimo (Roger Franklin). Talvez até ele tenha percebido como o filme ficou ruim! Deodato faz uma ponta como um dos trabalhadores da estação petrolífera, que observa o helicóptero pilotado por Bill Cook pousar, logo no começo. Como toda produção classe C (pois é, de tão barata, não é nem "classe B"), o filme alterna bons efeitos especiais (a cabeça decepada do motoqueiro, por exemplo) com outros péssimos (como a óbvia cabeça de plástico que leva uma flechada, tão mal-feita que dá dor de barriga de tanto rir!). Os efeitos são de Paolo Ricci e Gino de Rossi - não confundir com Gianetto de Rossi; "este" Gino na verdade se chama Luigino de Rossi, e trabalhou em filmes como
LET THE SLEEPING CORPSES LIE, de Aldo Grau, e na maioria dos filmes de Fulci, ao lado de Gianetto.
Como você pode ver,
OS CAÇADORES DE ATLÂNTIDA não pode, nem deve, ser levado a sério. É um liquidificador de referências a filmes (
MAD MAX,
FUGA DE NOVA YORK,
INDIANA JONES,
STAR WARS, ...) e bobagens diversas, com muita ação. Os primeiros 15 minutos são de blablabla, mas quando os guerreiros de Atlântida começam a atacar, e os heróis começam a se defender, temos ação sem freios até o fim - o roteiro é de um especialista no gênero, Tito Carpi, que roteirizou várias aventuras de Antonio Margheritti e Enzo G. Castellari. Ou seja, não tem como ficar chateado. E ainda dá para dar muuuuuuuitas risadas! Logo, é entretenimento de primeira para os iniciados em tralhas italianas e trash movies em geral.
Mas continua sendo um filme ruim. Então, se você não curte
"bons filmes ruins", vá ver o novo filme do M. Night Shyamalan e esqueça que essa coisa existe!

Felipe M.Guerra
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OS CAÇADORES DE ATLÂNTIDA (The Raiders of Atlantis, Itália, 1983. 98 minutos)
Direção: Ruggero Deodato
Roteiro: Tito Carpi; Vincenzo Mannino
Produção: Maurizio Amati
Fotografia: Sergio D'Offizi; Roberto D'Ettorre Piazzoli
Música: Guido De Angelis; Maurizio De Angelis Edição: Vincenzo Tomassi Efeitos Especiais: Gino De Rossi; Paolo Ricci
Elenco: Christopher Connelly (Mike Ross); Tony King (Mohammed/Washington); Gioia Scola (Dr. Cathy Rollins); George Hilton (Professor Peter Saunders); Ivan Rassimov (Bill Cook); Mike Miller (Klaus Nemnez, Ex-Con); Bruce Baron (Crystal Skull); Giancarlo Prati (Frank); Michele Soavi (James); Maurizio Fardo (ry Stoddard)
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