ESTA NOITE ENCARNAREI NO TEU CADÁVER

por João Pires Neto

"Quem sou eu? Não interessa! Como também não interessa quem é você, ou melhor, não interessa quem somos. Na realidade o que importa é saber o que somos. Não se dê ao trabalho de pensar porque a conclusão seria a loucura. O final de tudo, para o início de nada".

O agente funerário Zé do Caixão insiste na busca obsessiva pela mulher ideal, que possa gerar um filho perfeito que dê continuidade ao seu sangue. Segunda parte da saga do Zé do Caixão, “Esta Noite Encarnarei No Teu Cadáver” começa exatamente onde termina “À Meia-Noite Levarei Sua Alma”. O filósofo e coveiro Josefel Zanatas (vulgo Zé do Caixão), retorna mais sádico e maquiavélico, após sobreviver a “procissão de almas penadas” do primeiro filme. De volta à sua cidadezinha, com a ajuda de seu fiel (e deformado) ajudante Bruno, Zé seqüestra seis belas jovens e as submetem as mais perversas torturas, esperando que uma delas se mostre a mulher superior, merecedora de parir um filho seu. Mas Zé do Caixão comete um erro grave, um crime imperdoável até mesmo para a sua questionável doutrina. Ele assassina uma mulher grávida, e passa então a ser atormentado pela culpa de ter ceifado a vida de uma criança inocente. Perdido em meio aos seus pesadelos, Zé terá ainda que enfrentar a ira da população local, que desta vez está unida e preparada para colocar um ponto final em sua maldade.

Três anos após o sucesso de “À Meia-Noite Levarei Sua Alma”, o diretor José Mojica Marins materializava novamente o seu mais profundo pesadelo. Com um orçamento um pouco maior e um roteiro mais elaborado, “Esta Noite Encarnarei No Teu Cadáver” deixava de lado a sutileza do primeiro filme e apostava na crueldade excessiva do personagem. Zé do Caixão já era amplamente conhecido pelo público, e Mojica optou então por conduzir um filme com apelo mais popular.
O diretor acrescentou além da violência, a ação, e, para alegria dos marmanjos de plantão, mulheres e mais mulheres. O resultado foi o reconhecimento imediato da crítica e do público, ainda que o cineasta recebesse os rótulos, merecidos, diga-se de passagem, de subversivo e polêmico.

“É a vida o tudo
e a morte o nada?
Ou é a vida o nada
e a morte o tudo?”


Assim como em “À Meia-Noite Levarei Sua Alma”, “Esta Noite Encarnarei No Teu Cadáver” tem início com o personagem Zé do Caixão justificando suas ações. Desta vez Zé questiona a importância do inevitável destino de todos os seres vivos, a morte. E é a morte uma ferramenta necessária e infalível, da qual Zé do Caixão usa indiscriminadamente, quando quer chegar aos seus objetivos. O agente funerário continua pregando sua crença no “nada”, que o torna superior diante os supersticiosos. O mal que resulta do ceticismo exagerado do personagem é elevado ao extremo e Zé do Caixão, que parecia um inconformado diante das grandes verdades e mentiras da vida no primeiro filme, assemelha-se agora aos monstros clássicos do cinema. Seu próprio ideal de gerar o filho perfeito é engrandecido, pois tal criança é citada como a salvação da humanidade em diversos momentos. Sem temer a Deus ou ao diabo, sem sentimento algum, Josefel Zanatas continua seqüestrando, matando, torturando e corrompendo, sem nenhum remorso.

Apesar de crescer em crueldade nesta continuação, o personagem Zé do Caixão acaba atraindo alguns seguidores. Quando Josefel retorna da clínica na qual tratou-se das seqüelas do embate “sobrenatural” ocorrido no desfecho do filme anterior, traz consigo o deformado Bruno, que logo se mostra um comparsa fiel em suas ações criminosas. A introdução do ajudante e cúmplice Bruno é de certo modo desnecessária, já que fica clara, desde o filme anterior, a independência e a força do personagem Zé do Caixão, que cometeria todas as suas atrocidades com sucesso sem o auxílio de ninguém. A figura do personagem Bruno é uma referência clara, proposital ou não, ao ajudante do cientista Henry Frankenstein. Uma outra seqüência que remete ao clássico produzido pelos estúdios da Universal é aquela onde a população, armada com espingardas e tochas, persegue e encurrala o agente funerário Zé do Caixão, de forma similar a concebida pelo diretor James Whale, em “Frankenstein” (Frankenstein, 1931, EUA).



Em “Esta Noite Encarnarei No Teu Cadáver”, o agente funerário tem ainda a cumplicidade de duas mulheres, que compartilham seus ideais e se oferecem como futuras progenitoras de seu tão esperado filho. Uma delas é a belíssima Marcia, que mesmo depois de seqüestrada e exposta a uma dezena de aranhas, demonstra sentimentos em relação a Zé do Caixão. Mas para o coveiro o amor é um sentimento lamentável, que enfraquece e corrompe a mente, e que torna Marcia indigna de ser mãe de seu filho.

Apesar de reviver alguns momentos do primeiro filme, como a partida de pôquer no bar e o uso de cobras e aranhas, o roteiro é muito mais desenvolvido, inserindo mais personagens, entre eles alguns inimigos, como o Coronel e seu jagunço Truncador (um careca enorme, com os olhos um de cada cor). Escrito em quatro mãos por Mojica e Aldenora De Sá Porto, a trama não deixa lacunas e reserva ainda algumas surpresas e reviravoltas.



Enquanto em “À Meia-Noite Levarei Sua Alma” o elenco era praticamente amador, desta vez Mojica contava com atores profissionais, alguns que tornariam-se parceiros constantes do diretor em suas futuras produções. Destaque para os dotes “artísticos” de Nadia Freitas, que “belissimamente” interpreta Marcia.

É visível a evolução do cineasta José Mojica Marins, tanto na direção quanto na interpretação, quando comparados “À Meia-Noite Levarei Tua Alma” e “Esta Noite Encarnarei No Teu Cadáver”. É óbvio que grande parte da diferença na qualidade técnica entre os filmes é devido à quantidade de recursos disponíveis, já que em “À Meia-Noite Levarei Tua Alma” o cineasta contava apenas com a ajuda de amigos e de alunos. Não que a continuação supere o primeiro filme, ambos são indiscutivelmente geniais, mas foram construídos em situações distintas.



Contagem de Corpos (pode conter SPOILERS)

Pouco tempo depois de retornar a sua pequena cidade, Zé do Caixão dá seqüência a sua busca pela mulher superior, deixando a população apavorada, quando seqüestra numa única noite 6 jovens. As garotas, que foram escolhidas por não acreditarem em Deus ou serem materialistas, são submetidas a alguns testes, a fim de mostrarem-se merecedoras de seu destino. Da primeira prova destaca-se Marcia, que é a única que não demonstra medo quando coberta por aranhas caranguejeiras. As 5 reprovadas são condenadas à morte. Curiosamente, a primeira a morrer não é assassinada por Zé do Caixão, mas, sim, por Bruno, que a recebe de presente. Mas acaba exagerando nas “brincadeiras” e quebrando o pescoço da garota. As outras 4 jovens são trancafiadas num calabouço, onde são soltas dezenas de serpentes. Marcia, por ter demonstrado coragem, mesmo não sendo escolhida, ganha a liberdade e torna-se então cúmplice das maldades do coveiro.



A próxima vítima é Cláudio, o filho do Coronel, que numa tentativa de separar o coveiro de sua irmã (sim, outra mulher se interessa pelo enigmático Zé do Caixão!), acaba prisioneiro do Zé do Caixão. Cláudio é imobilizado e tem uma enorme rocha suspensa por uma corda acima de sua cabeça. Com uma tocha, Zé coloca fogo na corda, que aos poucos vai cedendo. O agente funerário, num misto de cinismo e afronta avisa: “Deixo-te na mão de Deus. Se ele apagar o fogo da corda, estará salvo”. Ele ainda lança outro desafio: “Se passar pelo céu, mande lembrança aos anjos. Mas se o teu fim for o inferno, dá meu endereço ao diabo!”. A corda arrebenta e a cabeça de Cláudio é esmagada pela rocha.



Inconformado com a morte de seu filho Claudio e com a filha que se une ao funerário, o Coronel ordena a seu capanga Truncador que contrate os mais terríveis pistoleiros da região. O grupo de jagunços, formados por Truncador, Cadavérico, Tatuado e Omulu partem na captura do Zé do Caixão. Sem muitas dificuldades a quadrilha prende Zé, que acaba inconsciente após apanhar muito dos bandidos. Os jagunços zombam do coveiro, comemorando a facilidade da caçada. Mas alguns segundos de distração são suficientes para que Zé retome sua consciência e saque duas pequenas lâminas com as quais rasga o pescoço do gigante Cadavérico. Ele foge para o meio da mata e é perseguido pelos furiosos jagunços. O coveiro encontra então o seu bote ancorado num pequeno riacho. Com um machado em mãos, Zé parte ao meio a cabeça de um dos bandidos. O coveiro engana ainda o resto da quadrilha, que na perseguição acabam engolidos por uma espécie de areia pantanosa, onde morrem afogados.



O Inferno Gelado em Cores Vivas

Um dos melhores momentos de “Esta Noite Encarnarei Em Teu Cadáver” é o antológico delírio de Zé do Caixão, no qual é arrastado as profundezas do inferno. Numa seqüência polêmica, filmada em cores (o resto do filme é em preto e branco), Zé conhece os corredores congelados (isto mesmo, o inferno concebido por José Mojica Marins não é em chamas, mas sim gelado) do purgatório, onde pessoas são torturadas e violentadas. A seqüência sofreu diversos cortes na época de seu lançamento, devido ao excesso de violência e de nudez. Somente em 2002, na ocasião do lançamento do filme em versão digital, é que o público pôde apreciar na totalidade os 14 minutos de “loucura” do cineasta.

Desfecho Censurado

O cineasta José Mojica Marins sofreu muito com a censura durante o período da ditadura militar. O governo via na figura do Zé do Caixão um personagem subversivo, representante da quebra dos valores morais e religiosos da família brasileira. Em “Esta Noite Encarnarei No Teu Cadáver”, os censores se enfureceram com a seqüência final, onde o personagem, após levar uma dezena de tiros, se afoga no mesmo local onde jogava os corpos de suas vítimas. Um padre implora ao agente funerário que se arrependa e peça perdão por seus pecados. Mas Zé dispara suas últimas palavras, fiéis ao seu discurso enquanto vivo: “Eu não creio! Eu não creio!”, enquanto afunda lentamente em direção à morte. Augusto da Costa, agente da censura e ex-zagueiro do Vasco da Gama (capitão da Seleção Brasileira na Copa de 1950), exigiu que o cineasta alterasse o final. José Mojica Marins foi obrigado a refazer a dublagem da cena, ainda que isto “desvirtuasse” o personagem. Zé do Caixão viu-se forçado a render-se às leis da ditadura: "Deus, Deus... Sim, Deus é a verdade! Eu creio em tua força! Salvai-me! A cruz, a cruz, padre! A cruz, o símbolo do filho..."



Zé do Caixão Nazista???

Como se não bastasse a oposição da Igreja e os cortes da censura, um suposto movimento organizou-se contra o lançamento de “Esta Noite Encarnarei No Teu Cadáver”. Cartazes enormes dizendo “Zé do Caixão é nazista” foram espalhados pelo Rio de Janeiro e em São Paulo. Mais trabalho para Mojica, que teve que realizar algumas palestras ressaltando as diferenças entre a ideologia do Zé do Caixão e a de Adolf Hitler. Enquanto o líder alemão buscava uma raça ariana e perfeita, Zé do Caixão procurava um ser humano superior através da inteligência, independente da cor de sua pele, raça ou origem.



Mojica, Um Cineasta Maldito.

Não apenas pela filmografia dedicada ao horror e ao fantástico (fora alguns filmes de sexo explícito rodados em tempos “difíceis”), o rótulo maldito é justificado por acontecimentos sinistros e mortes ligadas à algumas de suas produções. “Esta Noite Encarnarei Em Teu Cadáver” foi totalmente filmada numa sinagoga abandonada transformada pelo cineasta Mojica em estúdio. Em determinado momento (coincidentemente numa Semana Santa), uma pessoa da equipe técnica perguntou em tom de brincadeira ao diretor quem morreria desta vez. Mojica respondeu também brincando: “Você!”. E adivinhem, poucas horas depois de rodarem as cenas do inferno, o técnico passou mal e faleceu de problemas cardíacos antes de chegar ao hospital. Acontecimento que impressionou até mesmo o cineasta, que se defende afirmando que a fama de maldito é exagero, já que uma filmografia tão extensa aumenta as chances de tal coincidência.



Esta Noite Encarnarei No Teu Cadáver” foi o longa-metragem que consolidou a carreira do cineasta José Mojica Marins, tornando-se o maior clássico do cinema fantástico nacional, sendo aclamado pelo público e pela crítica. O jovem (na época) diretor norte-americano Steven Spielberg teceu grandes elogios ao cineasta brasileiro, numa crítica escrita para a revista Times em 1970 onde afirmou que “se Mojica tivesse nascido do outro lado do oceano, sua história seria bem diferente”. Mojica demorou muito tempo para ter seu talento reconhecido no Brasil, mesmo enquanto já era idolatrado fora do país, onde a grande maioria de seus filmes era lançada em VHS, DVD, exibidos em mostras especializadas e festivais onde o diretor era freqüentemente premiado. O box lançado pela Cinemagia, em comemoração aos 50 anos de cinema do diretor, contendo “À Meia-Noite Levarei Tua Alma”, “O Estranho Mundo Do Zé do Caixão”, “Ritual de Sádicos (O Despertar Da Besta)”, “Finis Hominis”, “Delírios De Um Anormal” e “Esta Noite Encarnarei No Teu Cadáver”, vem para corrigir esta injustiça histórica.

Além da restauração da imagem e do som, todos os discos trazem horas e horas de material extra, com uma apresentação inédita do Zé do Caixão no início de cada filme e trilha de áudio comentada por Mojica e convidados. Só para se ter idéia da quantidade de extras, apenas o disco de “Esta Noite Encarnarei No Teu Cadáver” traz um documentário com 26 minutos dirigido por Ivan “terrir” Cardoso em 1978 chamado “O Universo de Mojica Marins”, entrevistas com Rogério Brandão, Otávio Muller, Paulo Sacramento, Mário Lima e Rubens Francisco Lucchetti, uma visita ao Museu do Zé do Caixão (localizado no Playcenter, em São Paulo), clipe com a galeria de troféus e prêmios do cineasta, making of do comercial do cd do extinto e cultuado programa Cine Trash, making of da maquiagem de "Bruno, o fiel ajudante do Zé", teste de grito das guardiãs, diversos spots e trailers originais de filmes do Mojica, coleção de mini-entrevistas com transeuntes (Quem tem medo do Zé?), comentários do editor do site Carcasse.com, conto de horror do programa Noise da 89 FM, áudio da música tema do Cine Trash (interpretada por Zé do Caixão e Nightmare Team), galeria com cartazes, lobby cards e fotos inéditas, história em quadrinhos "A Casa do Demônio" (de 1969), roteiro original do filme, argumentos originais inéditos: “A Encarnação do Demônio” e “Encarnações de Lúcifer”, artigos, sinopse, biografias, filmografia selecionada e diversos links de sites indicados por Mojica. Outros atrativos, comum a todos os discos é a abertura dos dvds realizada em animação stop-motion por Victor Hugo Borges e as capas-duplas com ilustrações criadas por uma novíssima geração de artistas plásticos brasileiros especialmente para esta coleção e os cartazes originais totalmente restaurados. Coleção obrigatória, essencial para os cinéfilos da nova geração apreciarem a controversa e genial obra de José Mojica Marins.



João Pires Neto

ESTA NOITE ENCARNAREI NO TEU CADÁVER (Esta Noite Encarnarei No Teu Cadáver , Brasil, 1967).
Direção: José Mojica Marins.
Roteiro: José Mojica Marins.
Produção: Augusto Pereira de Cervantes
Fotografia: Giorgio Attili.
Diálogos: Aldenoura de Sá Porto.
Edição: Luís Elias.
Elenco: José Mojica Marins (Zé do Caixão), Roque Rodrigues, Nádia Tell, William Morgan, Tina Wohlers, Nivaldo de Lima, Tânia Mendonça, Osvaldo de Souza, Arlete Brazolin, Mina Monte e Laercio Laurelli (dublador da voz de José Mojica Marins).


FILMOGRAFIA COMPLETA

José Mojica Marins como ator

2005 – A Marca do Terrir
2004 - Fim (curta-metragem)
2004 - Um Show de Verão
2002 - Samba Canção
2002 - A Lasanha Assassina
2001 - Dr. Bartolomeu e a Clínica do Sexo
2001 - Maldito - O Estranho Mundo de José Mojica Marins
2000 - Tortura Selvagem - A Grade
1997 - Contos de Horror
1997 - Ed Mort
1997 - Homens Sem Terra
1994 - Demônios e Maravilhas
1990 - O Gato de Botas Extra-Terrestre
1989 - Dama de Paus
1988 - Olho por Olho (novela)
1987 - Demons and Wonders
1987 - Quarenta e Oito Horas de Sexo Alucinante
1986 - As Belas da Billings
1986 - A Hora do Medo
1984 - A Quinta Dimensão do Sexo
1984 - Padre Pedro e a Revolta das Crianças
1983 - Horas Fatais - Cabeças Trocadas
1981 - O Segredo da Múmia
1981 - Chapeuzinho Vermelho do Sexo
1981 - A Encarnação do Demônio
1978 - Mundo-mercado do Sexo
1978 – Perversão
1978 - O Abismo
1978 - A Deusa de Mármore
1977 - Inferno Carnal
1977 - Estranha Hospedaria dos Prazeres
1977 - Delírios de um Anormal
1977 - O Vampiro da Cinemateca
1976 - Mulheres do Sexo Violento
1974 - Exorcismo Negro
1972 - Sexo e Sangue na Trilha do Tesouro
1971 - Quando os Deuses Adormecem
1971 - Finis Hominis
1970 - Audácia - A Fúria dos Desejos
1970 - Fracasso de um Homem em Duas Noites de Núpcias
1970 - Ritual de Sádicos
1969 - O Profeta da Fome
1969 - O Cangaceiro Sem Deus
1968 - Por Exemplo Butantã
1967 - O Estranho Mundo de Zé do Caixão
1966 - Esta Noite Encarnarei no Teu Cadáver
1965 - O Diabo de Vila Velha
1963 - À Meia-Noite Levarei Sua Alma
1962 - Meu Destino em Tuas Mãos
1958 - Éramos Irmãos
1958 - Sina de Aventureiro
1955 - Sentença de Deus (inacabado)
1948 - A Voz do Coveiro
1947 - Sonhos de Vagabundo
1946 - Beijos à Granel
1945 - A Mágica do Mágico

José Mojica Marins como diretor

2004 - Fim (curta-metragem)
1996 - Adolescência Em Transe
1994 - Demônios e Maravilhas
1987 - Quarenta e Oito Horas de Sexo Alucinante
1986 - Dr. Frank na Clínica das Taras
1983 - Horas Fatais - Cabeças Trocadas
1981 - A Encarnação do Demônio
1980 - A Praga
1978 - Mundo-mercado do Sexo
1978 - Perversão
1977 - A Mulher Que Põe a Pomba no Ar
1977 - Inferno Carnal
1977 - Estranha Hospedaria dos Prazeres
1977 - Delírios de um Anormal
1976 - Como Consolar Viúvas
1976 - Mulheres do Sexo Violento
1974 - Exorcismo Negro
1974 - A Virgem e o Machão
1972 - Quando os Deuses Adormecem
1972 - Dgajão Mata para Vingar
1972 - Sexo e Sangue na Trilha do Tesouro
1971 - Finis Hominis
1970 - Ritual de Sádicos
1968 - Trilogia do Terror
1967 - O Estranho Mundo de Zé do Caixão
1966 - Esta Noite Encarnarei no Teu Cadáver
1965 - O Diabo de Vila Velha
1963 - À Meia-Noite Levarei Sua Alma
1962 - Meu Destino em Tuas Mãos
1958 - Sina de Aventureiro
1955 - Sentença de Deus (inacabado)
1948 - A Voz do Coveiro
1947 - Sonhos de Vagabundo
1946 - Beijos à Granel
1945 - A Mágica do Mágico










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