TOBE HOOPER
Cinegrafia Comentada


por João Pires Neto

Ele nunca foi cultuado por nenhuma legião de fãs ou adorado pela crítica especializada. Sua filmografia oscila entre filmes medíocres e filmes quase medíocres. Entretanto, o cineasta texano Tobe Hooper merece alguns créditos por duas grandes façanhas: iniciar a carreira comercial dirigindo um dos filmes mais importantes da história do cinema de horror e manter-se fiel ao gênero durante mais de 25 anos.

Willard Tobe Hooper tinha 31 anos em 1974, quando concebeu o perturbador e controverso “O Massacre da Serra Elétrica”. Já havia dirigido em 1969 o drama “EggShells”, produção independente escrita em parceria com o amigo Kim Henkel (futuro cúmplice de Hooper na composição de “O Massacre da Serra Elétrica”). Nesta época, Hooper já lecionava cinema na Faculdade de Austin (onde se formara alguns anos antes) e com a ajuda de alunos exercitava o futuro ofício que lhe traria projeção internacional. Mas seu primeiro contato com o cinema ocorreu ainda na infância, de forma semelhante à maioria dos cineastas de sua geração, quando descobriu a câmera 8 mm de seu pai.

Hooper e a Serra Elétrica

Rodado em 16 mm e baseado no caso real do assassino em série Ed Gein (que já havia inspirado o autor Robert Bloch a escrever o livro “Psicose”, levado aos cinemas por Alfred Hitchcock em 1960), “O Massacre da Serra Elétrica” é considerado a estréia comercial de Hooper no meio cinematográfico. A fama de polêmico e ousado espalhou-se no meio underground, tornando-o rapidamente conhecido em todo o mundo, mesmo sendo proibida a sua exibição na maioria dos países durante muito tempo. O primeiro e inspirado trabalho de Hooper apresentava seqüências grotescas de violência explícita, canibalismo, marretadas, enfim, uma carnificina inédita no cinema até então.

Produção independente com um custo de míseros U$ 140 mil, o longa de Hooper acabou rendendo quase U$ 40 milhões no circuito alternativo de cinemas, um valor quase trezentas vezes o investido. Ainda situações como a sua proibição e as restrições impostas pela censura norte-americana só colaboraram para a elevação imediata de “O Massacre da Serra Elétrica” ao status de cult-movie. O êxito comercial e a exposição internacional resultaram em inevitáveis seqüências, cópias e refilmagens. Em 1986 o próprio Tobe Hooper dirigiu "O Massacre da Serra Elétrica 2". Infelizmente Hooper não conseguiu repetir a atmosfera alucinada de seu primeiro filme, realizando um longa pouco satisfatório, praticamente anulando qualquer possibilidade de sucesso da franquia. Em 1990, seria realizado "Leatherface: O Massacre da Serra Elétrica 3" (dirigido por Jeff Burr) e em 1994, o roteirista Kim Henkel assumiu a direção do que seria a terceira continuação, chamada "O Retorno do Massacre da Serra Elétrica". Em 2003, o produtor Michael Bay (de “Armaggedom”), financiou uma refilmagem dirigida pelo especialista em videoclipes Marcus Nispel. Contrariando todas as expectativas, o filme saiu-se bem nas bilheterias, agradou parte dos fãs e ainda recolocou o nome de Hooper na mídia. O êxito do remake ainda proporcionou uma prequel, denominada “O Massacre da Serra Elétrica – O Início”.



Mas apesar da violência escancarada, o mais cruel em "O Massacre da Serra Elétrica" (o original) não é exatamente o excesso de sangue ou a violência, e sim o desprezo com que as personagens são descartadas no roteiro do próprio Hooper, que acompanhava a tendência amargurada das incômodas produções americanas dos anos 70 (basta lembrarmos de “A Vingança de Jennifer” dirigido por Meir Zarchi, “Aniversário Macabro” e “Quadrilha de Sádicos” ambos de Wes Craven ou “Sob o Domínio do Medo” de Sam Peckimpah).

Tobe Hooper estreava então com o pé direito, era sondado pelos grandes estúdios e o seu futuro parecia promissor. Entretanto o futuro de Tobe Hooper seria um pouco mais negro que o esperado. Infelizmente “O Massacre da Serra Elétrica” se tornaria apenas uma das anomalias em sua inconsistente filmografia.

O começo do fim, já.

Dois anos depois, em 1976, Hooper se reuniria, já em Hollywood, com a mesma equipe de “O Massacre da Serra Elétrica”. Juntos realizariam novamente um filme violento e insano. Era “Eaten Alive”, um slasher onde um maníaco dono de um motel esquartejava seus hóspedes para alimentar seu crocodilo de estimação. O elenco apresentava Robert Englund (o futuro Fredy Krueger, de “A Hora do Pesadelo”) e Marylin Burns (repeteco da musa de “O Massacre...”, que havia atuado um ano antes na ótima biografia do assassino Charles Manson feito para a TV, “Helter Skelter”). Hooper não errou a mão ao realizar “Eaten Alive”, mas também não supriu as expectativas dos fãs ou dos “pseudos-críticos” de plantão. Infelizmente, “Eaten Alive” nunca foi exibido nos cinemas ou mesmo lançado no mercado brasileiro de vídeo.

Em 1979 Hooper vive sua primeira situação constrangedora, ao ser substituído após diversos problemas de produção, da direção de “The Dark”, um filme de terror sobre aliens assassinos. O pouco conhecido John ‘Bud’ Cardos assumiu a direção e o resultado foi um verdadeiro fiasco, atirando tanto o filme quanto o diretor ao limbo cinematográfico. Melhor para Hooper que aceitou dirigir uma adaptação do livro “A Hora do Vampiro” (1975), de Stephen King, para a televisão. A mini-série sobre um velho vampiro que se vinga de uma cidadezinha do interior do Maine, foi chamada “Salem’s Lot” e tinha 210 minutos de duração, trazendo no elenco o veterano James Mason (de “Os Meninos do Brasil”, de Franklin J. Schaffner). O trabalho foi razoavelmente recebido, tanto pelos fãs quanto pela crítica. Uma versão reduzida (de 112 minutos) foi lançada posteriormente em vídeo, inclusive no Brasil.
Em 1988 foi produzida ainda uma continuação chamada “O Retorno a Salem’s Lot” (A Return to Salem’s Lot), dirigida por Larry Cohen. Em 2004 a TV americana exibiu uma nova mini-série baseada no mesmo livro de King, lançada em DVD no Brasil com o título de “A Mansão Marsten”.

O próximo trabalho de Hooper foi o limitado “Pague Para Entrar, Reze Para Sair” (The Funhouse, 1981). A trama sobre um grupo de jovens perseguidos por uma aberração num parque de diversões não agradou muito nem conseguiu bons resultados de bilheteria. O filme não é exatamente ruim e não chega a comprometer a carreira de Hooper. É apenas um slasher convencional, daqueles que surgiram aos baldes no começo da década de 80. Ainda no mesmo ano, Tobe Hooper seria dispensado da produção de “Venom”, um horror sobre cobras (Hooper contribuiria pro gênero animais assassinos futuramente com a bomba “Crocodilo”). O talento de Hooper começava então a ser questionado, depois de “O Massacre da Serra Elétrica”, nenhum de seus filmes impressionava ou mesmo fazia sucesso nas bilheterias. Foi exatamente neste momento que algo inesperado aconteceu: Tobe Hooper dirigiu “Poltergeist – O Fenômeno”.

O Fênomeno

Poltergeist” foi realmente um fenômeno, arrecadou muito em bilheteria, agradou aos fãs e a crítica, recebeu três indicações ao Oscar (Melhores Efeitos Sonoros, Melhores Efeitos Especiais e Melhor Trilha Sonora). A trama que mostra uma família de classe-média americana atormentada por “espíritos brincalhões” (poltergeists) ainda rendeu três continuações: “Poltergeist II - O Outro Lado” (1986) e “Poltergeist III - O Capítulo Final” (1988). Entretanto há algo mais misterioso por trás de “Poltergeist – O Fenômeno”. O filme é uma parceria entre Hooper e o fabricante de blockbusters Steven Spielberg. O diretor de “Tubarão” e “O Parque dos Dinossauros” assina a produção e o roteiro baseado num argumento de sua autoria, entretanto, reza a lenda, dizem as más línguas, que apesar dos créditos oficiais indicarem Tobe Hooper como diretor, na verdade ele teria apenas se encarregado do trabalho “braçal”, enquanto todas as decisões criativas seriam de responsabilidade de Spielberg. E realmente o filme apresenta todas as marcas hollywoodianas do diretor, como a união da família posto em prova, os efeitos especiais, os excessos e a ausência de sangue. Apesar de tantos boatos, “Poltergeist – O Fenômeno” foi o maior sucesso comercial de Hooper, renovando as expectativas do diretor e dos fãs pelas obras que viriam.



A fase Cannon

Ao mesmo tempo em que “Poltergeist” foi um marco de sucesso na carreira de Hooper, foi também um marco como último filme realmente importante em sua obra. Três anos depois, em 1985, ele dirigiria a mistura de horror e Sci-fi “Força Sinistra”. O filme, roteirizado pelos especialistas Dan O'Bannon (“Alien – O Oitavo Passageiro”) e Dan Jakoby (“Vampiros de John Carpenter”), foi um verdadeiro fiasco, tanto de crítica quanto comercial, rendendo apenas metade do dinheiro investido pelos produtores (U$ 11,6 milhões dos U$ 25 milhões gastos).

No ano seguinte uma nova bomba, Hooper apostou na refilmagem de um clássico Sci-fi dos anos 50: “Invasores de Marte”. Era a segunda parceria entre Tobe Hooper e a produtora Cannon que resultava num desastre. A Cannon ainda financiaria o que seria a última tacada de Hooper, uma continuação de seu mais importante filme: “O Massacre da Serra Elétrica”. Como se não bastasse a seqüência de fiascos, Hooper agora ia deturpar a imagem de sua obra-prima. Mas Hooper insistiu e dirigiu o cômico e esculachado “O Massacre da Serra Elétrica 2”. Apesar de a produtora Cannon falir algum tempo depois, a continuação do clássico foi razoavelmente bem nas bilheterias, rendendo mais de U$ 8 milhões apenas nos Estados Unidos, pagando os U$ 5 milhões investidos. Porém toda a ousadia e o espírito underground do primeiro filme é deixado de lado. O resultado: “O Massacre da Serra Elétrica 2”, apesar das cenas de violência, está muito mais para a comédia que para o terror.

Entre as séries de TV e o Cinema

Nos próximos anos, Tobe Hooper procuraria refúgio na televisão. Em 1987 dirigiu o episódio “Miss Stardust”, da ótima série produzida por Spielberg, “Histórias Maravilhosas”. Dirigiu também, na mesma época, um capítulo da violenta série policial produzida pela rede CBS chamada “The Equalizer”. No ano seguinte, dirigiu um episódio da série apresentada pelo vilão criado por Wes Craven, “Freddy's Nightmares”, exibida no Brasil pelo SBT como “A Hora do Pesadelo - O Terror de Freddy Krueger”.

A volta de Tobe Hooper para o cinema ocorreu em 1990, com “Combustão Espontânea” (lançado na época do extinto VHS como “Conspiração Atômica”). Adaptado de um roteiro de própria autoria, a trama de “Combustão Espontânea” mostra o drama (ou melhor, terror) do jovem Sam Kramer (Brad Dourif, de “Brinquedo Assassino”), filho de um casal cobaia de um experimento governamental, que acaba descobrindo ser capaz de incendiar as coisas ao redor. Nova bomba. Embora tenha um visual caprichado a princípio tudo descamba na segunda metade do filme.

Uma túnica Azteca que dá poderes malignos àqueles que a usam é a premissa de “A Morte Veste Vermelho” (I’m Dangerous Tonight), também de 1990. Fraquíssima produção para a televisão, apesar de contar com Anthony Perkins no elenco (o eterno Norman Bates de “Psicose”, em um dos seus últimos papéis).

No ano seguinte, Hooper acerta a mão dirigindo o pouco conhecido no Brasil “Haunted Lives: True Ghost Stories”. Realizado pelo canal de TV americano CBS e apresentado pelo ator Leonard Nimoy (o Sr. Spock, da série “Jornada nas Estrelas”), o documentário recriava diversos casos de fantasmas supostamente reais. Neste mesmo ano, com um pouco de inspiração Hooper ainda dirige o episódio “Dead Wait”, da ótima série de televisão “Contos da Cripta” (1989-1996).

Depois de dois anos de férias, em 1993, Hooper retorna com o confuso “Noites de Terror” (Night Terrors). O diretor se supera neste trabalho, realizando sem dúvida o seu pior filme. Segunda parceria entre Hooper e Englund, que interpreta aqui o Marquês de Sade. Neste mesmo ano, Hooper foi convidado pelo amigo e também diretor John Carpenter (criador de “Halloween”), para dirigir um dos episódios da antologia “Trilogia do Horror” (Body Bags). Hooper dirige o segmento “O Olho”, que mostra uma trama sobrenatural envolvendo as visões de um jogador de baseball após um transplante de olho em que recebe o órgão de um assassino. O destaque vai para a interpretação de Mark Hamill (o Luke Skywallker, da série "Guerra nas Estrelas").

Em 1995 o diretor investe numa segunda adaptação do mestre do horror Stephen King. O alvo é o conto "A Máquina de Passar Roupa", do livro "Sombras da Noite". “Mangler – O Grito de Horror” foi a segunda parceria com Robert Englund em que obteve um resultado fraquíssimo (tão ruim quanto “Noites do Terror”). Ainda entre 95 e 97, Hooper dirigiu episódios de três séries praticamente desconhecidas por aqui: "Nowhere Man" (2 episódios: “Turnabout” e “Absolute Zero”), o suspense sci-fi “Dark Skies” (episódio “The Awakening”) e “Perversões da Ciência” (episódio “Panic”).

Em 2000 Hooper lançou “Apartamento 17” (The Apartment Complex), uma trama neurótica sobre um complexo suburbano de apartamentos, dirigido para a televisão. Dirigiu também o episódio “Souls on Board”, da série de TV lançada no Brasil como "Sensitivos” (“The Others”, que teve vida curta, apenas uma temporada).

Crocodilo gigante que ataca alguns banhistas desavisados. A próxima empreitada de Hooper, ainda em 2000, reprisada exaustivamente na TV, é o já clássico “Crocodilo”. Se mantém entre os seus três piores trabalhos.

Em 2001 a Fox produziu a ótima série televisiva "Night Visions” (exibida há alguns anos com muito descaso pelo SBT). A série, aos moldes do cultuado “Além da Imaginação”, exibiu ótimas histórias de ficção científica e horror apresentadas por Henry Rollins (magnata vocalista do grupo de rock “Rollins Band”, que participou do misterioso “A Estrada Perdida”, de David Linch). A série foi cancelada antes do final da primeira temporada, devido aos ataques terroristas de 11 de Setembro. Hooper dirigiu dois episódios, “A Carga” (Cargo) e "O Labirinto" (The Maze). No ano seguinte, quatro episódios inéditos foram lançados em formato de um longa-metragem, pelo Sci-Fi Channel. Um dos segmentos de "Shadow Realm" (título recebido pela coletânea de episódios) foi “O Labirinto”. Desta vez Hooper não faz feio e mantém o ótimo nível da série.

Ainda em 2002, o amigo Spielberg convida Hooper para dirigir episódios da mini-série “Taken”, que estava produzindo. A série sobre abduzidos e aliens fez muito sucesso na TV, mas obviamente (e merecidamente) quem levou os créditos foi Spielberg.

Em 2003, Tobe Hooper dirige pela primeira vez uma refilmagem. “Noites do Terror” (Toolbox Murders) é o remake do inédito giallo “The Toolbox Murders”, de 1978. Bom trabalho de Hooper que recebeu boas críticas e foi bem recebido pelos fãs. Bem superior as bombas gigantescas dirigidas na década de 90.

Com roteiro inspirado em H.P. Lovecraft, Hooper dirige em 2005 o ameno “Mortuária” (Mortuary). Apenas mais um slasher, ainda indigno de um criador de “O Massacre da Serra Elétrica”.

Entre 2005 e 2006, Tobe Hooper participou das duas primeiras temporadas da série “Mestres do Terror”. Na primeira, dirigiu “Dança dos Mortos”. O episódio mostra um futuro apocalíptico, onde seres deformados por uma suposta guerra nuclear são atrações numa boate. Apesar do roteiro do veterano Richard Matheson (“Iam a Legend”), e a presença do parceiro Robert Englund, o episódio não empolga e acaba se tornando aborrecedor depois de alguns minutos. Na temporada de 2006, Hooper exagerou no gore em “The Damned Thing”, mas mesmo usando deste artifício não conseguiu realizar um episódio memorável.

Willard Tobe Hooper, nascido em 25 de Janeiro de 1943 na cidade de Austin, Texas, EUA.

Apesar da filmografia irregular, do início brilhante que mais parece uma exceção do que um exemplo de capacidade e talento, Tobe Hooper manteve e mantém o seu nome em destaque dentro do gênero a que sempre foi fiel, amargurando a eterna referência de seu nome ao seu filme de estréia. Sua obra pode ser rotulada como o verdadeiro caos cinematográfico, alternado obras que refletem um diretor horas dono de um talento inconstante, outras medíocre, porém sempre persistente.

Filmografia Completa

Longametragens:

1. “Eggshells” (1969)
2.O Massacre da Serra Elétrica” (The Texas Chain Saw Massacre,1974)
3.Eaten Alive” (1977)
4.Salem's Lot” (Salem’s Lot, 1979)
5.Pague Para Entrar, Reze para Sair” (The Funhouse, 1981)
6.Poltergeist” (Poltergeist,1982)
7.Força Sinistra” (Lifeforce, 1985)
8.Invasores de Marte” (Invaders from Mars, 1986)
9.O Massacre da Serra Elétrica 2” (The Texas Chainsaw Massacre 2, 1986)
10.Combustão Espontânea/Conspiração Atômica” (Spontaneous Combustion, 1990)
11.A Morte Veste Vermelho” (I'm Dangerous Tonight, 1990)
12. “Haunted Lives: True Ghost Stories” (1991)
13.Noites de Terror” (Night Terrors, 1993)
14.Trilogia do Horror” (Body Bags, 1993)
15.Mangler – O Grito de Horror” (The Mangler, 1995)
16.Apartamento 17” (The Apartment Complex, 1999)
17.Crocodilo” (Crocodile, 2000)
18. "Shadow Realm" (2002)
19.Noites do Terror” (Toolbox Murders, 2005)
20.Mortuária” (Mortuary, 2006)

Séries de TV:

1. “Histórias Maravilhosas” (Amazing Stories, episódio “Miss Stardust”, 1987)
2.A Hora do Pesadelo - O Terror de Freddy Krueger” (Freddy's Nightmares, episódio “No More Mr. Nice Guy”, 1988)
3. “The Equalizer” (episódio “No Place Like Home”, 1988)
4. “Contos da Cripta” (Tales from the Crypta, episódio “Dead Wait”, 1991)
5. “Nowhere Man” (episódios “Turnabout” e “Absolute Zero”, 1995)
6. “Dark Skies” (episódio “The Awakening”, 1996)
7. “Perversões da Ciência” (episódio “Panic”, 1997)
8. “Os Sensitivos” (The Others, episódio “Souls on Board”, 2000)
9.Night Visions” (Night Visions, episódios “A Carga” e "O Labirinto", 2001)
10. “Taken” (Taken, 2002)
11.Mestres do Horror” (Masters of Horror, episódio “Dança da Morte”, 2005)
12.Mestres do Horror” (Masters of Horror, episódio “The Damned Thing”, 2006)

João Pires Neto



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