KERUAK - O EXTERMINADOR DE AÇO

por Felipe M.Guerra

Filme italiano de cyborgs hoje é divertida comédia involuntária!


Quando eu era mais novo (não que hoje seja velho, é claro), KERUAK - O EXTERMINADOR DE AÇO era uma espécie de "clássico de pirralho", que eu adorava ver e rever toda vez que o SBT reprisava na Sessão das Dez ou no Cinema em Casa. Todo mundo tem esses clássicos só seus, às vezes filmes horrorosos, mas que para nós têm certo charme especial. Eu gostava tanto deste que me ressentia de não ter um espaço para escrever uma crítica sobre ele, que todo mundo pudesse ler - entendam, faz tempo e ninguém imaginava que um dia teríamos a Internet para poder expressar as idéias ao mundo inteiro... De tão viciado na fita, comecei a usar o pseudônimo do diretor italiano Sergio Martino, que assina como "Martin Dolman", como meu próprio pseudônimo para escrever contos e postar em
fóruns e chats. Até hoje tenho contas de e-mail com este nome, e até hoje continuo fã declarado da tralha trash. Tanto que, ao resenhar a obra no impecável site Erotikill, meu amigo Osvaldo Neto acabou fazendo uma homenagem ao me chamar de "o maior fã da produção". hahahaha. Resta saber se foi um elogio...



Como eu, muita gente viu o filme nas intermináveis reprises proporcionadas pelo SBT. E, como eu, muitos viraram fã desta aventura pobre e divertida. É claro que, revendo hoje em dia, todos temos um olhar mais crítico, e algumas coisas não são mais tão legais quanto eram na infância (quando até cenas de queda-de-braço eram o máximo!). Mas, surpreendentemente, KERUAK - O EXTERMINADOR DE AÇO continua uma ótima diversão, na linha "é ruim, mas é bom". Com um excelente elenco de figurinhas carimbadas das produções italianas da época, uma participação de John Saxon como malvadão e muita ação e tiros, além dos tradicionais exageros do cinema italiano, trata-se de um "guilty pleasure" (aqueles filmes ruins que adoramos), e um programa obrigatório para quem gosta desse estilo peculiar de cinema. O roteiro, escrito a dez mãos (!!!) por Martino/Dolman, Elisa Briganti, Lewis E. Ciannelli, Ernesto Gastaldi e Dardano Sacchetti, é praticamente uma mistura no liquificador de tudo que se fazia no cinema americano da época (anos 80).



Lançado em 1986, o filme se chama MANI DI PIETRA ("Mãos de Pedra") na Itália e HANDS OF STEEL ("Mãos de Aço") nos EUA. Ou seja: muda o país, muda o material das mãos do cara! No Brasil, o título envolvendo a palavra "Exterminador" é uma mera referência ao sucesso de O EXTERMINADOR DO FUTURO (The Terminator), com Schwarzenegger, feito em 1984 pelo americano James Cameron. Entretanto, se fosse seguir a lógica de materiais duros (pedra, aço...) usados nos títulos italiano e americano, KERUAK deveria ser rebatizado como "Mãos de Diamante", "Mãos de Granito" ou "Mãos de Adamantium" por aqui... Depois, nos sucessivos lançamentos e relançamentos ao redor do mundo, a obra foi ganhando outros nomes bem nada a ver, como "Vendetta dal Futuro" (Vingança do Futuro), "Atomic Cyborg" (O Cyborg... pfffff! Atômico!!!) e até "Return of the Terminator", para forçar mesmo uma relação com THE TERMINATOR!!! Mas vamos à trama.



O forçudo Paco Queruak (e não "Keruak", como foi utilizado no título nacional) é um cyborg que um dia foi humano, mas sofreu um acidente e teve que ser reconstruído ciberneticamente. Lhe restou apenas 30% de humanidade no corpo; os outros 70% foram reconstruídos mecanicamente. Paco é "interpretado" pelo americano Daniel Greene, numa imitação do exterminador feito por Arnold Schwarzenegger em THE TERMINATOR. A trama se passa num futuro não muito distante e nunca identificado, onde a natureza e o meio ambiente estão arruinados pela poluição. Condicionado para ser um "exterminador" (desculpe o trocadilho), Paco foi contratado por uma ambiciosa organização, chefiada pelo maléfico Francis Turner (John Saxon, em pequena participação onde quase sempre aparece ao telefone, e só no final bota a mão na massa). A missão: eliminar (ou "exterminar") o líder de um grupo de ecologistas, o reverendo Arthur Mosely (Franco Fantasia).



Após uma seqüência de créditos com imagens de fábricas despejando fumaça tóxica no ambiente e mendigos dormindo na rua, o filme parte direto para o que interessa: Queruak entra no prédio onde Mosely está e prepara-se para matá-lo. Neste momento, uma cena estilosa: quando o cyborg verifica o horário, o diretor Martino nos brinda com uma cena de seu fantástico "relógio-futurista" - que, na verdade, é uma daquelas tralhas de camelô que vem com calculadora junto! Quando está para concretizar sua missão, algo no cérebro do robô assassino (lembranças de quando era humano, talvez?) faz com que ele não atinja o seu alvo mortalmente, apenas apunhale-o no peito com a própria mão (ele é um cyborg com mãos de pedra/aço, esqueceu?). Depois, Paco escapa do edifício cheio de seguranças e policiais, passando por um túnel de alta tensão até chegar a um também estiloso "carro futurista", que é um calhambeque com um cano prateado colado em cima. Usando este possante carrão, o cyborg foge enfrentando até uma tempestade de chuva ácida (!!!), que corrói o veículo.



A polícia e o FBI imediatamente iniciam a perseguição ao assassino, mas não estarão sozinhos na jornada. Acontece que a organização que programou o cyborg sabe que se ele cair nas mãos da lei, pode acabar revelando alguma coisa sobre os podres de Turner. Por isso, o maléfico Turner envia alguns de seus homens em busca de Queruak. Eles primeiro vão até o computador central da empresa (um teclado luminoso) para checar os dados sobre o cyborg. Depois, os assassinos partem para interrogar seu criador, o professor Olster (uma participação pequena e ingrata do excelente Donald O'Brien, de ZOMBIE HOLOCAUST, que tinha sofrido um acidente e não conseguia se movimentar direito nesta época, por isso aparece com uma bengala). O cenário do "laboratório" de Olster é de uma pobreza franciscana, com uns tubos dourados e luzinhas piscando. Na opinião do cientista, alguma "lembrança da infância" do cyborg fez com que ele voltasse ao lugar onde nasceu. Ou seja, a pequena cidadezinha de Page, no desértico Arizona.



Neste momento, Queruak já é mostrado caminhando pelas planícies arenosas do Arizona, um cenário que de cara lembra os antigos western feitos nos EUA e Itália - e talvez fosse essa mesmo a intenção, pois o diretor Martino recheia o filme com vários clichês do gênero. Por exemplo: o cyborg vai parar em um bar/motel de beira de estrada chefiado por Linda (a gatinha Janet Agren, de PAVOR NA CIDADE DOS ZUMBIS). Ele decide ficar por lá trabalhando para Linda e protegendo-a dos valentões que aparecem, mais ou menos como uma versão anabolizada do Shane, o pistoleiro do clássico OS BRUTOS TAMBÉM AMAM. E olha que valentões não faltam! O pior deles é o caminhoneiro Raul Morales, interpretado pelo "Antropophagous" em pessoa, George Eastman, dublado com um ridículo sotaque mexicano de dar dó.



O grandalhão Morales se enfurece com a presença de Queruak desde o começo. Bêbado, insiste para que o herói repita a frase "Raul Morales is the strongest", ou "Raul Morales é o mais forte" (e não tem como não rolar de rir com a dublagem desta cena). Com seu olhar intimidador de cyborg (aliás, o único olhar que demonstra o filme inteiro), Paco responde: "You're a looser!" ("Você é um perdedor!"). Pronto, cutucou a onça com vara curta! O bar de Linda promove competições de queda de braço (no que eu até pensei que fosse uma referência a FALCÃO - O CAMPEÃO DOS CAMPEÕES, aquela bomba estrelada por Stallone, mas este foi feito no ano posterior, em 1987). Raul se acha o mais fortão da região e desafia Paco para uma queda-de-braço. Mas, claro, acaba perdendo uma fortuna quando o cyborg torce seu braço. E aí o cara fica puto, reúne um grupinho de amigos caminhoneiros e todos tentam baixar o sarrafo no herói. Em menos de trinta segundos todos tomam uma "tunda de laço", como se diz aqui no Sul, e logo se acomodam, enquanto Linda começa a se apaixonar pelo fortão.



Paralelamente, o malvado Turner, que continua comandando tudo de trás da sua mesa, contrata um assassino profissional europeu, Peter Hallo (Claudio Cassinelli, que aparece em praticamente todos os filmes de Martino, como A MONTANHA DOS CANIBAIS, A ILHA DOS HOMENS-PEIXE e O MISTÉRIO ETRUSCO), para comandar a operação "exterminar Paco Queruak". Investigando as pistas deixadas pelo robô no caminho, ele e os assassinos de Turner logo chegam até o motel onde o alvo está escondido. A cena em os bandidões usam um hilariante "detector de calor" (com gráficos de videogame Atari!) para identificar a presença do cyborg é mais uma das partes inesquecíveis do filme. Espertinho, Hallo prefere não sujar as mãos, enviando dois "agentes" em seu lugar: um motoqueiro (Andrea Coppola, de FUGA DO BRONX, também em rápida participação) e uma loirinha gostosa. Eles atacam Linda, forçando Queruak a aparecer. Enquanto o rapaz é rapidamente eliminado, a loirinha se revela uma cyborg histérica e furiosa (mais ou menos como a Pris, de BLADE RUNNER), que sai na porrada com Queruak em trajes curtinhos, naquela que definitivamente é a melhor cena do filme.



A partir de então, KERUAK - O EXTERMINADOR DE AÇO se desenvolve com ação incessante, deixando pouco tempo para o espectador respirar. Há perseguições de carro, de caminhão, de helicóptero, muitos tiroteios, lutas e mortes. O final é um duelo como convém a um filme do gênero, numa fábrica abandonada, onde Queruak é cercado por diversos homens de Turner, todos eles vestidos de preto e usando capacetes de motoqueiro (lembrando os "Desinfetadores" do também clássico FUGA DO BRONX, de Enzo G. Castellari). O cyborg vai dando cabo dos soldadinhos violentamente, em cenas que mostram os ótimos efeitos especiais do especialista Sergio Stivaletti, assessorado por Nick Plantico. Numa delas, Queruak desfere um soco em câmera lenta que arrebenta o visor do capacete e o rosto de um dos homens; em outra, agarra a cabeça de um soldado com as duas mãos e esmigalha capacete e cabeça. Lembrando o velho ditado "Se quer uma coisa bem feita, faça você mesmo", o próprio Turner aparece para o confronto final com seu cyborg de estimação, armado com um ridículo canhão laser - que não passa de um rolo de papelão ou plástico cuja mira é um flash fotográfico!!!!



KERUAK - O EXTERMINADOR DE AÇO é um filme muito divertido e engraçado. Daniel Greene é um péssimo ator (o que ajuda na sua interpretação de cyborg), que parece ter sido escolhido apenas por ser uma montanha de músculos, igual a Schwarzenegger. E a mão do cara é enorme, o que ajuda o espectador a acreditar no fato de que o cyborg tem mesmo mãos de aço (por isso é tão fortão). Até hoje lembro de cor da frase na capinha da fita lançada no Brasil, pela América Vídeo: "Sou o resultado do projeto HOS 1. 70% do meu corpo foi reconstruído. Nível de eficiência: máximo. Características negativas: nenhuma. Poder: MÃOS DE AÇO". E o desenho da capa mostra o musculoso Paco com uma espécie de "Raio-X" de seus braços, mostrando que são cibernéticos - algo que nunca é mostrado no filme, talvez devido ao baixíssimo orçamento.



Martino é um bom diretor de filmes de aventura (quem viu A MONTANHA DOS CANIBAIS, MISTÉRIO NO BAIRRO CHINÊS e A ILHA DOS HOMENS-PEIXE sabe disso). Mas um filme como KERUAK precisaria de um cineasta como Enzo G. Castellari no comando para ficar ainda mais divertido. Embora Martino até encene alguns momentos em slow motion, à la Castellari, ele fica completamente perdido ao filmar as cenas de luta. Com uma coreografia pobre (Daniel Greene às vezes erra alguns dos socos cenográficos, talvez porque ele e o outro ator não tenham ensaiado o suficiente), e a câmera muito próxima dos atores, às vezes é até difícil entender o que está se passando nos momentos de pauleira. Pelo menos, o diretor recheia o filme com interessantes citação e homenagens aos clichês do faroeste spaghetti, como na cena em que Paco é arrastado preso a um caminhão - lembra nos filmes de bangue-bangue quando o cowboy era arrastado amarrado a cavalos? Também há uma engraçada cena onde o cyborg disputa uma queda-de-braço com um forçudão chamado Blanco (o falecido Darwyn Swalve), num estilo "roleta-russa", onde o competidor que perder terá sua mão presa à jaula de uma cobra cascavel!!!



Além disso, KERUAK - O EXTERMINADOR DE AÇO se beneficia da belíssima trilha sonora do músico nascido brasileiro Claudio Simonetti (aquele mesmo da banda Goblin, que fez as trilhas de DAWN OF THE DEAD, SUSPIRIA e outros tantos clássicos). A trilha sublinha perfeitamente os momentos de ação e suspense, embora seja usada em exagero (toca quase o tempo inteiro). Já a investigação do paradeiro do cyborg, comandada por um policial (Robert Ben) e por uma técnica forense chamada dra. Peckinpah (Amy Werba), é completamente dispensável e apenas deixa o filme em ponto-morto, atrasando as cenas de ação. Também rende um momento simplesmente ridículo, onde o ferimento no peito do reverendo Mosely é "escaneado" por computador e a máquina revela as possíveis armas utilizadas na agressão: "escultura" (!!!), "barra de ferro", "peso de papel" (!!!) e "MÃO"!!!!!! hahahahahaha



Mas também há um detalhe mórbido relacionado ao filme. Em meio às gravações, um dos helicópteros usados em cena sofreu um acidente, chocando-se contra uma ponte e explodindo ao atingir o chão. Acontece que o ator Claudio Cassinelli, amigão do diretor Sergio Martino, estava de carona na aeronave e morreu na tragédia junto com o piloto. Claudio tinha 47 anos. A maior parte de suas cenas, interpretando o matador Peter Hallo, já tinham sido filmadas, mas não a última aparição do personagem - que originalmente, no roteiro, era morto por Queruak. Martino viu-se obrigado a mudar o roteiro para tirar o personagem de cena. Assim, na versão final do filme, Turner aparece de helicóptero acusando Hallo de ser fraco por ter falhado em sua missão de matar Queruak. "Me disseram que você era infalível", diz Turner, enquanto manda outro de seus capangas atirar num vulto que se aproxima - e que, obviamente, não é Cassinelli. Ouvem-se alguns tiros e um grito "off-screen", fazendo-nos acreditar que o vilão foi traído e baleado. Sabendo como são picaretas os produtores italianos, é um milagre que o desastre de helicóptero não tenha sido filmado e incluído na montagem para dar "veracidade" à produção. Mas o acidente marcou para sempre Martino, que, na faixa de comentário no DVD importado do filme A MONTANHA DOS CANIBAIS, comenta o caso: "Um crítico da época escreveu que o filme [KERUAK] era tão ruim que não valia a vida de Claudio. Ora, nenhum filme vale a vida de um ator!", queixou-se.

No fim, em meio à toda a ação, o roteiro de KERUAK - O EXTERMINADOR DE AÇO acaba não desenvolvendo sua melhor idéia: quem é Paco Queruak? É uma pessoa reconstituída mecanicamente ou apenas um cyborg 100% mecânico que foi criado para pensar que é humano? Durante todo o filme, o espectador é levado a acreditar que apenas os membros do cyborg são biônicos, mas o restante é humano e tem "alma". Só que o final é mais frio e pessimista (e bem interessante, também), embora a história encerre sem explicar o que acontece com o personagem - apenas entra um letreiro chumbrega dizendo: "Em algum lugar do nosso futuro próximo, a era do cyborg começará". Bleargh!!!



E uma última curiosidade: repare na cena em que Paco está sentado à mesa dando uma conferida nos mecanismos cibernéticos do seu braço. Aparece um take do ator olhando para baixo e então entra um outro take em close de um braço parcialmente aberto com um bisturi, exibindo a estrutura mecânica que movimenta a mão e os dedos. Acredite se quiser, mas esta cena não foi filmada pelos italianos! Acontece que os produtores do filme simplesmente compraram alguns takes filmados por James Cameron para O EXTERMINADOR DO FUTURO e que não foram aproveitados na edição final. De olho numa graninha fácil, a detentora dos direitos do filme americano (a Orion Pictures), vendeu esta meia-dúzia de takes, que pertencem à cena em que Schwarzenegger se "auto-conserta" no banheiro de um motel vagabundo, no filme de Cameron. O pior é que estes takes foram tão bem encaixados na montagem da tralha italiana que muita gente nem percebe e até acaba elogiando a italianada pelos bons efeitos especiais!!!



Entre mortos e feridos, o único que se deu bem em KERUAK - O EXTERMINADOR DE AÇO foi o próprio Paco Queruak, Daniel Greene. Depois de mostrar talento zero em outros filmes dirigido por Martino (inclusive PUNHOS DE EXTERMINADOR, um plágio vergonhoso da série ROCKY), Greene acabou virando parceirão dos irmãos Peter e Bobby Farrelly, aqueles dementes que dirigiram DEBI & LÓIDE, e a partir de então faz pequenas participações em todos os filmes deles - a de maior destaque foi como o mafioso que persegue Jim Carrey em EU, EU MESMO E IRENE. Sempre péssimo ator, mas canastrão na medida certa para atuar em comédias. Todo o resto do cast de KERUAK se deu mal. Além do próprio Cassinelli, Donald O'Brien também já foi tocar harpa no céu (morreu em 2003, de ataque cardíaco). John Saxon continua vivo, mas sua carreira morreu faz tempo e ninguém lhe avisou; George Eastman vive zanzando pela Itália e falando dos tempos em que era o vilão preferidos dos filmes B italianos, enquanto Janet Agren desapareceu do mapa no começo dos anos 90. E Martino... Bem, acabou dirigindo produções para a TV e até arriscou uma seqüência para seu famoso A ILHA DOS HOMENS-PEIXE, chamada A RAINHA DOS HOMENS-PEIXE, filmada em 1995, mas nunca lançada comercialmente.

Só sei que foram lá uns 15 anos desde o dia em que vi KERUAK - O EXTERMINADOR DE AÇO pela primeira vez, e o filme continua como um dos meus "guilty pleasures" preferidos, daqueles que podem ser vistos infinitas vezes sem cansar. E quando quero fazer meu irmão Rodrigo rir, e vice-versa, uso a frase "Raul Morales is the strongest", imitando a dublagem de George Eastman no filme! É tiro e queda!!!

Felipe M.Guerra

KERUAK - O EXTERMINADOR DE AÇO
(Vendetta dal futuro, Itália, 1986). 94 minutos
Direção: Sergio Martino
Roteiro: Sergio Martino; Dardano Sacchetti; Ernesto Gastaldi; Lewis E. Ciannelli; Elisa Briganti
Produção: Luciano Martino
Música: Claudio Simonetti
Fotografia: Giancarlo Ferrando
Edição: Eugenio Alabiso
Desenho de Produção: Massimo Antonello Geleng
Figurino: Valentina Di Palma
Maquiagem: Giuseppe Ferranti
Efeitos Especiais: Nick Plantico; Sergio Stivaletti; Elio Terribili
Elenco: Daniel Greene (Paco Queruak); Janet Agren (Linda); Claudio Cassinelli (Peter Hallo); George Eastman (Raoul Morales); John Saxon (Francis Turner); Amy Werba (Dr. Peckinpah); Robert Ben; Pat Monti; Andrea Coppola; Donald O'Brien (Professor Olster); Darwyn Swalve (Anatola Blanco); Franco Fantasia; Dean Ricca (Ronny)



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