MANOS: THE HANDS OF FATE

por Gabriel Paixão

"O pior dos piores filmes de todos os tempos"

Acompanhem esta história: era uma vez um humilde vendedor de fertilizante da pequena cidade de El Passo no estado estadunidense do Texas que, após aparecer de figurante num seriado de TV, resolveu fazer uma aposta com um amigo do ramo cinematográfico tomando um café. Este vendedor não acreditava que apenas Hollywood poderia fazer filmes famosos e queria provar que ele próprio - mesmo sem experiência ou conhecimento técnico - poderia criar um filme de terror revolucionário, pois em seus pensamentos, "se eles podem, eu também posso!" e começou o esboço do roteiro ali mesmo, escrevendo em um guardanapo.

Os habitantes ficaram animados com iniciativa e deram todo o apoio que este homem precisou, mesmo morando num município humilde e não podendo dar todos os recursos de uma produção de Hollywood. Mas os 19 mil dólares e a câmera velha para ele já eram o suficiente.
Persistente do jeito que era, o agora diretor de cinema não deixou se abater pelas dificuldades financeiras e técnicas que apareciam em seu caminho e com muito custo completou a produção. Estava feito! Estava vivo!! MANOS - THE HAND OF FATE era uma realidade!

Pode parecer coisa de mockumentario, porém isso aconteceu e me arrisco a dizer que se o diretor, roteirista, produtor e ator em questão, Harold P. Warren, fosse mais prolífico, tivesse em sua disposição um astro decadente do cinema B ou feito mais filmes, ele superaria em larga escala o detentor do título de "pior diretor de todos os tempos" que hoje sustenta Edward Davis Wood Jr. (sinto muito Uwe Boll... Ed ainda é o cara), pois a aposta entre Warren e Stirling Silliphant (roteirista de A ALDEIA DOS AMALDIÇOADOS e futuro vencedor do Oscar por NO CALOR DA NOITE) rendeu a obra mais incompetente que alguém já ousou gravar em celulóide.



Originalmente chamado de "The Lodge of Sins" (algo como "O Pavilhão dos Pecados"), Warren chamou uma réstia de elenco do teatro local cuja experiência no cinema era nula. Dois meses e meio de filmagens e conforme foi concluída, o diretor alterou o nome para MANOS - THE HAND OF FATE. Como sabemos, "Manos" é espanhol para "mãos" e se traduzido em sua totalidade para o português, o título do filme ficaria algo como "Mãos: As Mãos do Destino", hahahahaha!! E o que eu fico mais impressionado como crítico é que não tem perdão, você pode salvar películas ruins por serem afetadas pelo baixo orçamento, má distribuição ou uma escolha infeliz da produção e dizer: "pelo menos ele tentou" ou "essa pessoa tem futuro", contudo aqui é pura e simples falta de capacidade, talento e um desperdício completo de rolos de fita. E não há um ponto (mínimo que seja) para livrar a película de ser imolada em praça pública, a não ser o puro e simples gosto duvidoso que segue todos os amantes do cinema trash como este humilde articulista e muitos outros ao redor do globo - para estes é um prato transbordante de cheio. Porém este assunto abordaremos mais tarde, vamos saber um pouco mais sobre o que se trata o "roteiro".

Michael (Warren) é um marido estranho e um pai irresponsável, porém resolve levar sua família, composta pela esposa Margareth (Diane Mahree), a filha pequena Debbie (Jackey Neyman) e um poodle, para tirar umas férias viajando em seu carro. Michael está perdido e embora não admita, ele passa um bom bocado de tempo procurando pelo bendito local. E quando eu falo um bocado de tempo, é literalmente mesmo: estou falando de um take gigantesco (mais de 5 minutos) apenas da família andando a esmo pelas estradas de El Passo, mostrando a rodovia e as paisagens... Diz o diretor Warren que a idéia era inserir neste "rolé" os créditos iniciais, porém não se sabe por que raios eles não foram colocados e, além disso, a música escolhida parece ter sido retirada de uma vitrola, pois ela fica "pulando" constantemente como se fizesse parte de um disco riscado.



Em meio a este momento "Globo Rural", somos introduzidos a uma recorrente cena aleatória que se tornou uma das marcas deste filme: um casal de namorados (Bernie Rosenblum e Joyce Molleur) está dando uns pegas dentro do carro e, entre os amassos, tomam goles de uísque (nem me pergunte como deveria estar o bafo destes cidadãos), até que chega o xerife e os aborda falando mais ou menos assim: "Parem de vadiar por aqui e voltem para casa", mas eles nunca obedecem e a cada quinze minutos estão parados em outro lugar para serem tocados pelo xerife. O problema maior é que não faz o menor sentido para que esta "história" paralela exista, pois está totalmente fora do contexto principal, servindo apenas para preencher o tempo morto. Sobre elas, ao menos o diretor tem uma explicação, Molleur quebrou a perna durante os primeiros dias de filmagens e por não poder andar, o roteiro precisou ser alterado para que ela participasse e esta foi a melhor forma que Warren encontrou. Fora da vista da câmera, em todas estas cenas a atriz está com a perna imobilizada.



Voltamos para o carro da família por mais algum tempo! Quando o espectador já cansava de ver Warren dirigindo, eis que finalmente o patriarca reconhece que está perdido no meio do nada (Ufa!). E então, o que vocês acham que ele encontra? Mutantes nas colinas? Um velho matadouro com um grandalhão deformado dentro? Nada disso, meus caros, eles chegam a um simpático rancho e encontram o impagável Torgo (John Reynolds).

Torgo é uma figuraça, cheio de tiques, tremedeiras, totalmente descoordenado e anda tão cambaleante que parece que está permanentemente bêbado (na verdade dopado de LSD) e a família pede uma direção para aonde estavam indo. Torgo os informa que não conhece dizendo que não há saída para aquele rancho, então Michael numa atitude responsável de bom pai que é, diz que vai passar a noite na pequena casa do lugar e discute com o estranho, que vê problemas, pois seu Mestre pode não gostar. Após muitos minutos de pensamentos e silêncio, Torgo aceita a entrada da família.



Michael parece que está vendo a debilidade do sujeito e resolve abusar do coitado durante o filme, sempre o fazendo levar as malas do carro para a casa e da casa para o carro constantemente. Já dentro da residência, na sala há uma pintura de um homem de bigode e um doberman... Nada de mais. Todavia a família fica apavorada com aquele "sinistro" ser da tela, falando dele por minutos sem fim, enquanto a garotinha despreocupada brinca com o poodle.

Um uivo na escuridão e o poodle sai da casa, Michael vai averiguar e encontra o cachorro morto, provavelmente por uma mordida do doberman "sinistro" do Mestre. Eles resolvem partir, contudo o carro não pega e Torgo dá em cima de Margareth dentro da casa, contrariando a suposta vontade de seu mestre que seria de torná-la sua esposa.



Muito engraçado quando Diane Mahree e John Reynolds estão contracenando aqui, pois Margareth grita por socorro (sabe-se lá o motivo, já que o coitado nem a está ameaçando), seu marido lá fora mexendo no carro não ouve e Torgo pede desculpas... IMEDIATAMENTE aceitas por Margareth! Que não apenas esquece do ocorrido como nem cogita contar para Michael... hahaha!

O veículo não funciona de jeito nenhum, a família resolve ficar na casa novamente (e Torgo volta de novo com as malas...), aí acontece o cúmulo da incompetência paterna, Debbie sai por uma porta e seus pais ficam procurando um tempão nos únicos dois cômodos da residência até que chegam a brilhante conclusão de que ela deve estar do lado de fora da casa (Hahahaha!). Lá, eles a encontram com o cachorrão da pintura.



Depois de a menina explicar onde achou o animal, eles entram em um galpão (o tal pavilhão dos pecados) com mulheres decorando as colunas e um homem deitado dormindo em um altar. É o lugar em que o Mestre descansa. A família "amedrontada" sai do aposento e Torgo entra discutindo com o adormecido, porque ele tem várias esposas e ainda quer Margareth para ele.

Por amor à Margareth, Torgo nocauteia Michael e finalmente (sem ligação aparente) o Mestre (Tom Neyman, o pai de verdade de Debbie que lembra uma mistura de Borat e Frank Zappa) acorda invocando o tal demônio 'Manos' com uma reza impagável e também acorda suas esposas.

Péssima idéia... Sabe o que acontece quando você acorda meia dúzia de mulheres adormecidas por um bom tempo? Elas fazem uma roda e começam a debater (ou fofocar e palpitar sem parar) sobre o que será feito com a família, principalmente a menina. Sem chegar num acordo, o Mestre decide matá-la, para a ira de uma das esposas que não apóia esta decisão e começa uma looooonga briga violenta entre as mulheres, onde ao final a rebelde é amarrada pelas outras.



ATENÇÃO: O PARÁGRAFO ABAIXO APESAR DE NÃO ENTREGAR O FINAL CONTÉM ALGUNS SPOILERS, O QUE PODE FAZER ALGUNS DE VOCÊS NÃO QUEREREM MAIS ASSISTIR MANOS, PORTANTO FIQUEM A VONTADE PARA LER SEM MEDO...

O Mestre está puto de raiva com Torgo e vai tirar satisfações, culminando com Torgo sendo "massageado até a morte". Michael acorda e só não consegue fugir com a família do rancho porque vê uma cobra (cena roubada de um documentário da Disney) e acha que voltar para a casa é a coisa mais segura a se fazer (!!!). Desnecessário dizer que acaba capturado e levado para o esconderijo do Mestre a fim de servir de sacrifício para Manos. E então o final reserva mais andanças de carro e uma reviravolta surpresa a lá Shyamalan (hahaha!!!)

Pois é, esse roteiro é uma coisa tão alucinada e repleto de improvisos que chego a duvidar que tenha sido escrito um. A impressão é que o rascunho escrito no guardanapo da lanchonete nem foi passado a limpo. Isso se reflete em uma das características mais marcantes de MANOS, o diálogo absolutamente redundante e repetitivo, com coisas do tipo: "Não há saída daqui, vai escurecer logo, não há saída daqui", ou "Morto? Não madame, não morto da maneira que você conhece, ele está conosco sempre. Não morto da maneira que você conhece, ele está conosco sempre", ou ainda, "Não há nada a temer, madame. O Mestre gosta de você, nada vai acontecer com você, Ele gosta de você". E obviamente não podemos esquecer da linha de diálogo mais recorrente do filme: "Eu sou Torgo. Eu tomo conta do lugar enquanto o Mestre está fora".



E o que falar da direção? Primeiramente, a velha câmera Bell & Howell de 16mm só gravava 32 segundos de cada vez, o que já limitaria bastante se Warren fosse Carpenter - e certamente ele não é - portanto erros de edição à perder de vista são recorrentes, culpa também da falta de conhecimento técnico do diretor e do orçamento, que o permitia gravar no máximo dois takes de cada cena. E segundo, a câmera de Warren frequentemente corta partes do corpo dos atores por deixá-los fora do enquadramento e passa um tempo infindável se atendo em coisas pequenas, como os quase cinco minutos que os protagonistas passam olhando para o quadro, nitidamente filmadas para encher lingüiça. Assim, para muitos são 74 minutos que valem por 10 anos. Não é a toa que um crítico gringo escreveu que "com o dinheiro que paguei neste filme dava pra comprar uma lata de tinta e ter mais emoção assistindo ela secar na parede por 90 minutos!".

Com a utilização desta câmera antiga que não tinha condições de gravar áudio, o som precisou ser totalmente redublado e o mais esquisito é que o fizeram com apenas três pessoas, incluindo o próprio Warren. O resultado é tão porco e amador que a própria garotinha que interpreta Debbie chorou quando ouviu sua voz dublada. Falando nisso também podemos destacar a trilha sonora, ou melhor, "a música de Torgo", uma melodia em flauta e piano bem grudenta que parece saída de um pornô softcore.



A iluminação também era precária, pois o diretor não queria filmar de dia e, então, "simulou" a noite, talvez por causa do emprego “real” dos atores. Um bom exemplo disso é outra infame cena em que dois policiais param o carro próximo ao rancho para investigar os acontecimentos, dão literalmente dois passos para frente segurando lanternas, dando a impressão que estão fazendo alguma coisa, e dão meia volta sem fazer nada!

Esta barbárie teve sua premiere no Capri Theater, em El Passo, no dia 15 de novembro de 1966. Warren arrumou um holofote para colocar na porta do cinema, distribuiu ingressos para a imprensa e providenciou até uma limusine para levar o elenco para o evento, porém o diretor conseguiu locar apenas UM carro, o que forçou o motorista do veículo a fazer várias voltas no quarteirão do cinema para trazer cada pessoa individualmente, mas o "clima" de evento cinematográfico falou mais alto e até autoridades como o prefeito e o xerife compareceram.



Rapidamente após os primeiros minutos de projeção, a audiência passou a gargalhar histericamente por causa da baixa qualidade e pelos já citados redundantes diálogos. Os envolvidos com a produção saíram de fininho, humilhados, e o diretor ainda levou uma bolsada de uma senhora por causa de uma conotação pedófila no final do filme, mas apesar de tudo, ganhou alguns aplausos pelo esforço.

Após a fatídica estréia, Warren entregou as pontas e admitiu que este poderia ser o pior filme que já havia sido feito, apesar de se orgulhar dele. A produção ficou por mais algum tempo no Capri Theater e foi distribuída para alguns drive-ins no oeste do Texas.

Como o dinheiro era pouco, não pagou salário para o elenco e trocou o trabalho duro deles pela promessa de uma participação nos lucros do filme (que já seriam repartidos também entre os financiadores que deram os 19 mil dólares) e, como podem adivinhar, o dinheiro não veio, os atores continuaram duros e ainda passaram vergonha.



Os únicos que ganharam alguma coisa foram a pequena Jackey Neyman e o doberman - uma bicicleta vermelha e um saco de ração -, respectivamente. Coincidência ou não, seis meses depois John Reynolds morreu vitima de uma overdose de LSD, provavelmente cometendo suicídio (embora alguns rumores falem sobre um ferimento a bala). Dizem os boatos que isto aconteceu por causa do aparato amarrado nas pernas do ator durante as filmagens para que ele andasse daquele jeito "mulambento" e explica o tamanho dos joelhos do ator, o que causou um dano permanente em seu físico, que, juntamente com o chocante resultado do filme, o fez cair em depressão, culminando na tragédia. Se for verdade, Reynolds deve ser o primeiro caso de suicídio pelo nível de bagaceira de um filme... Se a moda pega...

A história de MANOS se tornar cult é tão curiosa quanto a própria criação do filme: Apesar de ser feito em 1966, por motivos óbvios, não conseguiu ser visto por muita gente - sem Internet, ou mesmo um lançamento em vídeo decente -, tudo o que se conhecia era a fama de filme maldito. Até que um bocado de tempo depois, mais especificamente no dia 30 de janeiro de 1993, o clássico seriado de TV "Mystery Science Theater 3000" (inédito no Brasil) onde eram exibidos produções tosquíssimas de baixo orçamento com intervenções hilárias dos apresentadores, exibiu para o grande público MANOS e foi um sucesso imediato. E aí a notoriedade nunca vista antes chegou e rapidamente o nome de Harold P. Warren ficou conhecido, tendo os admiradores do cinema trash ganhado mais uma gema para coleção. A partir daí não se poderia falar em MST3K (acrônimo pelo qual é conhecida a série) sem citar MANOS: THE HANDS OF FATE.



E com a mesma fervorosidade que os fãs o acolheram, muitos foram guiados pela curiosidade sobre a história e o destino da equipe e elenco após este filme. Desta forma um grupo de estudantes foi investigar por conta própria, pois nenhum dos envolvidos teve qualquer contato posterior com a indústria do cinema. O resultado pode ser visto no documentário de 27 minutos "Hotel Torgo" de 2004 com a participação de Bernie Rosenblum, que jogou por terra os rumores de que a maioria do elenco, assim como John Reynolds, havia se matado depois do desastre.

Cheias de humor duas adaptações atuais para o teatro foram feitas. A primeira em Portland, estado do Oregon no início de 2006 e um musical intitulado "Manos: Rock Opera of Fate" pela companhia de teatro New Millennium Theatre em Chicago no mês de outubro de 2007, isto para não citar as diversas referências da cultura pop em seriados, música e quadrinhos. Outra curiosidade: dizem que o diretor Quentin Tarantino possui a única cópia em 35mm do filme em seu acervo pessoal, o qual se refere como sendo sua "comédia favorita". Eu ainda me encho de esperança que um dia esta cópia será transferida para DVD junto com "Hotel Torgo" em uma edição especial... Só não sei se alguém além de mim compraria, hehehe...



Admiro a coragem de Harold P. Warren em sair na rua depois de todo esse desfavor ao gênero e não obstante ainda tentou realizar um segundo filme que seria chamado "Wild Desert Bikers", todavia ninguém se aventurou em financiar o projeto e marcar outro vexame. Após isto, houve uma tentativa de transformar o script em livro (que se chamaria "Satan Rides a Bike") também não surtiu efeito.

Então Warren voltou ao seu antigo ofício de vender bosta em forma de esterco, não em celulóide. Warren faleceu pobre e desconhecido em 26 de Dezembro de 1985 por complicações por causa de um câncer e problemas cardíacos. Sua viúva se mudou para outro estado.



Para fechar, quero dizer que apesar de todo este artigo, por mais apuradamente que eu possa descrever tão repetidamente quanto às falas de Torgo sobre este filme nenhum conjunto de palavras pode fazer justiça à podreira que é MANOS: THE HANDS OF FATE. Apenas garanto que ele não está na lista dos piores filmes do site IMDb por acidente e que se seus olhos não sangrarem com seu cérebro querendo fugir do crânio, nenhuma outra produção o fará. É uma relação violenta de amor ou ódio que precisa se ver para acreditar e como sei que nada que eu possa dizer pode afastá-los de colocar suas "Manos" (há! Que trocadilho) nesta produção, assistam, mas ao menos considerem-se avisados.

CURIOSIDADES

- As "esposas do mestre" foram interpretadas por um grupo de modelos de uma agência de El Passo;



- O rancho onde a ação ocorre era de propriedade do juiz de El Passo, Colbert Coldwell;

- Tom Neyman, que interpreta o Mestre, também é o autor do quadro onde são retratados o Mestre e seu cachorro. E a esposa de Tom foi a responsável pelas roupas do Mestre e suas mulheres, além do doberman da familia Neyman;



- Harold uma vez declarou que deixou o destino de Torgo no filme vago, pois se a produção fosse um sucesso pretendia fazer uma continuação com o retorno do personagem;



- A casa aonde Manos foi filmado pegou fogo em 22 de Junho de 2005.



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MANOS: THE HANDS OF FATE (Manos: The Hands of Fate, EUA, 1966). Duração: 74 minutos
Direção: Harold P. Warren
Roteiro: Harold P. Warren
Produção: Harold P. Warren
Fotografia: Robert Guidry
Música: Russ Huddleston; Robert Smith Jr.
Maquiagem: Jacqueline
Edição: Ernie Smith; James A. Sullivan
Elenco: Tom Neyman (O Mestre); John Reynolds (Torgo); Diane Mahree (Margaret); Harold P. Warren (Michael); Jackey Neyman (Debbie); Bernie Rosenblum (Homem no Carro); Joyce Molleur (Mulher no Carro); William Bryan Jennings (Policial); George Cavender (Policial)


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