NIGHTMARE MAN

por Felipe M.Guerra

Luciano Szafir toma banho de sangue falso em terror B made in USA

Quando se fala em atores brasileiros da nova geração tentando construir uma carreira em Hollywood, os dois exemplos mais comuns e primeiramente citados são Rodrigo Santoro (que fez o afetado vilão Xerxes em 300, apareceu no seriado LOST e recentemente até na superprodução CHE) e Alice Braga (que contracenou com Will Smith em EU SOU A LENDA e com Julianne Moore em ENSAIO SOBRE A CEGUEIRA). Agora, dificilmente alguém vai citar o nome de Luciano Szafir, mais conhecido por aqui como o pai da filha da Xuxa, e que em 2006 tentou entrar no mercado hollywoodiano fazendo o caminho inverso dos seus colegas tupiniquins de profissão. Ou seja, pela porta de trás: ao invés de começar por cima, com convites para atuar em blockbusters, como seus colegas Santoro e Alice, ao pobre Szafir restou uma participação num obscuro terror classe B chamado NIGHTMARE MAN, que foi rodado em 2006.
Pode até parecer pouca coisa falando assim, mas a façanha inscreve o nome de Szafir ao lado de outros atores e atrizes brasileiras que foram para o exterior e acabaram se sujando de sangue falso no set de produções baratas de horror, como Norma Bengell (que apareceu em O PLANETA DOS VAMPIROS, do Mario Bava), Florinda Bolkan (que foi dirigida por Lucio Fulci em A LIZARD IN A WOMAN'S SKIN e DON'T TORTURE A DUCKLING) e Esmeralda Barros (vista em vários terrores baratos europeus, como O CASTELO DOS VAMPIROS, de Luigi Batzella).



O mais engraçado da história é que, em 2006, a imprensa brasileira deu corda para o debut cinematográfico do ator, publicando fotografias dele ensangüentado no set do filme dirigido por um tal de Rolfe Kanefsky, e informando que o brasileiro teria sido comparado, pela crítica norte-americana, ao espanhol Antonio Banderas (!!!). Falou-se tanto do filme que, por algum tempo, até cogitaram lançar NIGHTMARE MAN nos cinemas brasileiros, com o título “O Homem do Pesadelo”. A previsão era dezembro de 2006. Mas no fim o filme acabou nunca estreando no país. Pior: foi esquecido. A mesma imprensa que tanto alardeou a participação de Szafir num terror classe B de repente silenciou, e NIGHTMARE MAN nem ao menos chegou às nossas locadoras - por enquanto. Seria um reflexo da ruindade da obra?

Na verdade, confesso, até eu esqueci de NIGHTMARE MAN desde que li aquelas mal-traçadas linhas das notícias de 2006. Até porque muito do que os jornais diziam parecia mais fofoca espalhada pelo próprio Szafir (como a informação de que o diretor Kanefsky estaria sendo considerado "o novo Alfred Hitchcock"!!!!) do que fatos concretos. Fui lembrar do filme só em 2008, sabe-se lá como, e então percebi que ele foi simplesmente varrido para baixo do tapete, e nem o próprio Luciano Szafir fazia muita questão de falar sobre a obra. Bateu a curiosidade. Resolvi procurar e conferir, até pela curiosidade de ver um ator brasileiro metido numa produção que, pelas fotos divulgadas, tinha todo potencial para ser uma podreira das brabas, com direito a muito sangue e tripas.



O mais incrível é que me surpreendi positivamente! Os primeiros 20 minutos do filme de Kanefsky realmente dão a idéia de que será doloroso acompanhar até o fim. Mas uma criativa mudança no teor da narrativa transforma NIGHTMARE MAN num terror exagerado e, acredite se quiser, bastante divertido, com fortes influências do cinema italiano e do horror norte-americano dos anos 80, exagerados e sangrentos efeitos especiais e um clima engraçado de “terror trash”, com citações diretas e bastante inspiradas a filmes como EVIL DEAD e NIGHT OF THE DEMONS. E eu, que só esperava dar umas boas risadas da cara do Szafir, acabei espantado: não é que o sujeito até se parece, assim meio de longe, com o Bruce Campbell, da série EVIL DEAD? Quem diria, o pai da filha da Xuxa poderia se tornar o nosso Ash brasileiro!!!

Analisando friamente, NIGHTMARE MAN é um fiasco total. E talvez o segredo para curti-lo seja fazer como eu fiz: ver o filme com a menor das expectativas. Porque, se levado a sério, ele realmente é bastante ridículo, com inúmeras bobagens impossíveis de engolir (tipo uma adolescente peituda que possui, e ainda sabe usar, um rifle de mira telescópica!) e uma reviravolta final que afunda qualquer pretensão de seriedade da película. Já para quem não espera nada, NIGHTMARE MAN acaba se transformando num divertido coquetel de slasher movie com filmes de possessão demoníaca. E, pelos próximos parágrafos, permita-me tentar convencê-lo de que um coquetel aparentemente tão indigesto quanto este pode, sim, ser saboroso.



A história começa numa casa qualquer e numa noite escura, onde encontramos um casal em crise interpretado por Bill (Szafir, sempre fazendo a mesma cara!) e Ellen (a bonita Blythe Metz). A moça recebe, pelo correio, uma misteriosa “máscara africana de fertilidade” (!!!), que vem a ser uma terrível carranca com feições demoníacas. Assustada e repreendida pelo maridão, ela joga a máscara num canto e vai tomar banho, com direito à tradicional cena gratuita de nudez debaixo do chuveiro, mas então acaba a energia elétrica da casa e tudo fica na escuridão.

Como toda boa personagem de filme de horror, Ellen sai no escuro em busca de Bill, perambula pela casa apenas com uma lanterna, vai checar a caixa de fusíveis (que, também como em todo filme de horror, sempre fica no escuro porão ou no escuro sótão, como é o caso aqui), e é atacada por um homem vestido de preto e usando a tal máscara demoníaca. Inicialmente, ela pensa que é Bill tentando fazer uma brincadeira. Mas, ao arrancar a máscara, percebe que por baixo há uma carranca demoníaca ainda mais aterrorizante - o “Homem Pesadelo” do título. Sem poder fazer nada, a moça é estuprada violentamente.



Um corte abrupto e encontramos Ellen e Bill num carro a caminho de um hospital psiquiátrico. Ao que parece, o tal ataque seguido de estupro foi apenas coisa da imaginação da moça, mas ela ficou tão traumatizada que vive com medo de um possível retorno do Nightmare Man. Já Bill tem certeza de que a esposa está ficando maluca, e por isso pretende deixá-la no manicômio para que ela possa curar sua obsessão. Só um parêntese: a coisa mais apavorante do filme, disparado, é o inglês do pobre Luciano Szafir, e fico imaginando como é que a atriz Blythe Metz, que contracena com ele a maior parte do tempo, consegue segurar o riso (o sotaque do brasileiro lembra bastante o belga Jean-Claude Van Damme falando em seus primeiros filmes!).



Não demora para acontecerem aquelas coisas que são clichês em filmes de horror: ainda a caminho do hospital, o carro fica sem gasolina, o celular não funciona e Bill é obrigado a caminhar 16 quilômetros até um posto para pegar combustível, deixando Ellen sozinha no automóvel, numa estrada completamente deserta. Anoitece, nada do maridão voltar, e eis que o tal Nightmare Man dá as caras e começa a assombrar a pobre moça, ainda trancada dentro do carro. Ela enfim consegue escapar e, após uma longa perseguição pela floresta que lembra a série PÂNICO (porque o vilão fica tomando porrada da mocinha indefesa o tempo todo), Ellen chega a uma cabana perdida no meio do mato.



Ali estão dois casais de adolescentes à la SEXTA-FEIRA 13. A loirinha Trinity (Hanna Putnam, que está no elenco de FEAST 2) e o boa-pinta Jack (James Ferris, que integra o elenco habitual da produtora picareta The Asylum) vão se casar em breve (!!!), e estão curtindo umas férias com o casal de amigos safados Mia (a "djilícia" Tiffany Shepis, que fez filmes da Troma e, recentemente, ZOMBIES! ZOMBIES! ZOMBIES!) e Ed (Jack Sway). Quando os conhecemos, eles estão brincando de “truth or dare” (verdade ou desafio) e falando sobre sexo, obviamente, como os adolescentes costumam fazer nos filmes do Jason. É então que Ellen aparece na casa, ensangüentada e gritando. O pesadelo está para começar.



A partir de então, durante um bom tempo, NIGHTMARE MAN dá um verdadeiro nó na cabeça do espectador, o que não é pouca coisa em se tratando de um terror classe B. Enfim, será que o Nightmare Man realmente existe, ou é um truque de Bill para deixar a esposa maluca? Ou será ainda que é tudo coisa da imaginação esquizofrênica de Ellen, e ela mesma é o Nightmare Man, estilo Tyler Durden em CLUBE DA LUTA? E só por deixar o público no escuro, considerando estas três possibilidades, NIGHTMARE MAN já vale uma espiada, pois você fica realmente sem saber o que pensar sobre o desenvolvimento da história a partir da metade. Melhor ainda: três reviravoltas praticamente simultâneas acabam mudando completamente o que você pensava da trama no começo - embora a terceira e última reviravolta seja trash demais, e por isso mesmo é bom não levar a história muito a sério.



Como bom amigo que sou de todos os infernautas, vejo-me no dever de avisar que o primeiro ato de NIGHTMARE MAN é realmente bastante irregular, ruinzinho até, amontoando clichês (problema no carro, celular que não funciona, marido/namorado que desaparece) de maneira repetitiva e desinteressante, embora tudo tenha uma finalidade mais adiante. Isso sem contar o fato de o inglês de Szafir ser uma verdadeira tortura para os ouvidos. Vai saber como é que o sujeito conseguiu um papel de tanto destaque (e diálogos) num filme estrangeiro tendo tanto sotaque; talvez o fato de um dos produtores ser o pernambucano Frederico Lapenda tenha ajudado na decisão.

A história só começa a ficar interessante (e intrigante) a partir do momento em que Ellen chega na cabana, e tenho que tirar o chapéu para a maneira como o diretor-roteirista Kanefsky conseguiu prender a atenção, a partir dali, de alguém (eu, neste caso) que já estava pensando seriamente em dar um stop e ir fazer outra coisa mais útil.



Portanto, quem conseguir sobreviver ao primeiro ato terá pela frente um filme bastante divertido, com doses progressivas de gore e nudez gratuita. A lindinha Tiffany Shepis, por exemplo, fica pelada em várias cenas, e, interpretando uma personagem vagaba, protagoniza uma cena linda em que leva o namorado à loucura num striptease improvisado (eu mesmo quase fui à loucura junto com o cara!). Além disso, a visão da gatinha vestindo apenas calcinha, sutiã e botas de cano longo, e segurando nas mãos uma besta medieval (aquela arma que dispara flechas), é trash até a medula, mas e quem se importa se a moça é tão apetitosa?

Dá para perceber, também, que o diretor-roteirista tem certo conhecimento do cinema italiano de horror: a idéia da máscara demoníaca do Nightmare Man é algo que parece saído de DEMONS, de Lamberto Bava, enquanto cenas como a da flecha enfiada na boca de um infeliz e a punhalada que atravessa a mandíbula de uma garota (com direito a close da ponta da faca dentro da boca aberta da vítima) lembram, respectivamente, OS CAÇADORES DE ATLÂNTIDA, de Ruggero Deodato, e TERROR NA ÓPERA, de Dario Argento (eu mesmo homenageei esta cena da faca na boca no meu próprio slasher amador, ENTREI EM PÂNICO AO SABER O QUE VOCÊS FIZERAM NA SEXTA-FEIRA 13 DO VERÃO PASSADO!).



E mesmo que tudo acabe numa grande bobagem, com direito a efeitos bagaceiros, garotas peladas gritando, corações arrancados, cabeças esmagadas e muito sangue, NIGHTMARE MAN tem algumas cenas muito bem feitas, que revelam certo potencial do diretor. Minha preferida é aquela em que takes de Ellen correndo e gritando pela floresta são editados de forma intercalada com takes de Trinity se contorcendo e gritando ao fingir um orgasmo - difícil de explicar, só mesmo vendo para saber do que se trata. Também é um alívio ver filmes com adolescentes um pouquinho menos burros do que a média, que tentam fazer uma barricada na casa para se proteger do possível assassino, ao invés de ficar perambulando no escuro como vítimas em potencial (SEXTA-FEIRA 13, alguém?).

Na verdade, Kanefsky não nasceu ontem e já tem certa prática na área: este é seu 11º filme, sendo que ele estreou na função justamente ao dirigir um slasher cômico e auto-referencial chamado THERE’S NOTHING OUT THERE, de 1992 (você leu direito, isso anos antes de PÂNICO e TODO MUNDO EM PÂNICO). Um dos personagens de NIGHTMARE MAN inclusive veste uma camiseta com o nome deste filme. Antes de debutar como diretor, Kanefsky era “ajudante de ajudante” na parte técnica de filmes da Troma, o que deve ter inspirado o homem para produzir horror barato e divertido. Nos últimos anos, ele foi responsável por várias outras produções bagaceiras, de pornôs softcore da série EMANUELLE 2000 (quem curtia o Cine Privê conhece, com certeza) a terrores de gosto duvidoso direto para as locadoras, tipo DR. MORTE, de 2004, com Jeff Fahey, e A FÓRMULA, duas bombas que estão amontoando pó nas prateleiras das nossas videolocadoras.



Além de bastante divertido, NIGHTMARE MAN também torna-se muito engraçado para o público brasileiro por causa da participação do nosso amigo Luciano Szafir, que até tenta parecer sério e assustado, mas suas cenas ficam no limite do trash. Não sou um grande conhecedor da carreira de Szafir em telenovelas ou nos filmes da Xuxa, mas vi uma interpretação simplesmente pavorosa do rapaz num dos piores filmes brasileiros de todos os tempos, o dramalhão NOSSA SENHORA DE CARAVAGGIO - O FILME, de Fábio Barreto, que foi rodado em 2006 no Sul do país e, para a felicidade geral da nação, parece que não foi lançado fora do Rio Grande do Sul. Nesta bomba monumental, Szafir interpretava um caminhoneiro alcoólatra que era o retrato do clichê e do exagero. Considerando esse fato, até que o rapaz não está tãooooo mal em NIGHTMARE MAN, com exceção, claro, do inglês atropelado e cheio de sotaque. Como eu escrevi lá no começo, dá até para enxergar um jovem Bruce Campbell surgindo, e provavelmente Szafir não ganhe novas chances em Hollywood, mas achei bem legal vê-lo como vítima em potencial num filme bagaceiro de terror! Aliás, adoraria entrevistar o ator para saber como foi a experiência (Alô, Luciano Szafir, se você for um leitor contumaz da Boca do Inferno, entre em contato conosco!).



Filmado com câmera digital (Panasonic Vericam), o que reflete a pobreza geral da produção (o custo total foi de 250 mil dólares, o que corresponde a 1,56% do orçamento do novo filme do Jason, por exemplo), NIGHTMARE MAN provavelmente estaria condenado a mofar eternamente no limbo dos “filmes baratos produzidos diretamente para o mercado de DVD”, caso não tivesse sido escolhido para participar da mostra “8 Films To Die For” (8 Filmes de Morrer), que integra a programação de um festival norte-americano de cinema fantástico chamado After Dark Horror Festival, em 2007. Olha só que legal a proposta dos caras: todo ano eles selecionam oito filmes independentes de horror, que não têm grana suficiente para um grande lançamento, e bancam sua exibição em 350 cinemas dos Estados Unidos durante 10 dias! No caso, antes dessa mamata, os produtores de NIGHTMARE MAN só tinham conseguido exibi-lo durante uma semana num único cinema de Los Angeles, em 2006, sem qualquer repercussão. Foi o After Dark Horror Festival que deu uma segunda chance (e uma sobrevida) ao pequeno projeto, tornando-o mais conhecido nos ciclos "alternativos", embora o filme continue inédito por aqui.



Essa segunda chance também rendeu a Kanefsky e a sua obra alguns bons comentários de gente que, como eu, enxergou o potencial trash da coisa e sua divertida alegoria aos horrores exagerados dos anos 80, embora a maioria dos críticos tenha preferido detonar a pobreza da produção e os clichês da narrativa. Em entrevistas a alguns sites, o diretor tem se mostrado bastante articulado na sua defesa do próprio trabalho, e transcrevo aqui algumas frases dele para que o leitor possa perceber que de burro ele não tem nada: "Estúdios e distribuidores não conseguem diferenciar um bom filme de horror de um péssimo filme de horror porque normalmente eles nem mesmo gostam de filmes de horror. Então acaba em algo como: `Vamos adquirir qualquer filme, colocar uma bela capinha nele e aí ele vai vender, seja bom ou seja ruim'. E isso é deprimente, porque você coloca tanto esforço num filme e tenta fazer algo de qualidade, mas ninguém realmente se importa!".

Já para um repórter que muito bem percebeu que NIGHTMARE MAN acaba homenageando três décadas de cinema de horror (anos 70, 80 e 90), Kanefsky comentou o seguinte: "De certo modo, você já viu essa história umas 900 vezes antes, mas nós a fizemos um pouco diferente. O que eu tentei fazer foi começar com um aspecto de anos 70, onde as coisas são mais sugeridas, e você tem todas estas sombras e ruídos estranhos, algo no estilo de TRILOGIA DO TERROR e DON'T BE AFRAID OF THE DARK, aqueles grandes filmes feitos para a TV nos anos 70. Então mudamos para o estilo anos 80 de filmar, estilo SEXTA-FEIRA 13, um slasher movie, embora tentando começar o filme como se estivéssemos no terceiro ato de um SEXTA-FEIRA 13, com a 'final girl' correndo do assassino. Então eu brinquei novamente com toda a estrutura: você não começa com os jovens colocando as malas no carro e dirigindo; quando conhecemos os jovens, eles já estão lá. O filme não te dá tempo para respirar, você vai descobrindo o que está acontecendo no meio da ação, e assim você entra na história. Aí nos partimos direto para os toques sobrenaturais de Sam Raimi em EVIL DEAD no terceiro ato, Achei que era uma maneira divertida de dar ao público um pouco de tudo que ele espera. E, felizmente, muita gente embarcou na proposta e disse: 'Ah, que legal, não era exatamente o que eu imaginava que ia ser'."



E enquanto o "Homem Pesadelo" não ataca em nossas locadoras, esquecido no limbo dos filmes B de pouca projeção (apesar de ter um conhecido ator brasileiro no elenco, volto a ressaltar), resta-nos conferir a atuação do nosso estimado Luciano Szafir em outros trabalhos bem mais assustadores (em matéria de qualidade, neste caso), como as novelas "Vidas Opostas" e "Amor e Intrigas", certamente bem menos divertidas do que NIGHTMARE MAN. Ou então esperar alguns meses: segundo o Internet Movie DataBase, em breve Szafir estará tomando um banhinho básico de sangue falso em outro filme de horror classe B norte-americano, THE REAPERS, escrito e dirigido por Sargon Yoseph, e atualmente em pré-produção.



Poderá Luciano Szafir transformar-se no Bruce Campbell brasileiro? Creio que ainda demorará alguns anos para termos a resposta, mas descontando o Luciano Huck (em quem eu alegremente dei um banho de sangue falso no meu curta MISTÉRIO NA COLÔNIA), Szafir é, hoje, quem está mais perto de representar o Brasil no universo do cinema de horror barato mundial. Portanto, méritos ao rapaz pela coragem! Se bem que nada pode realmente ser pior do que NOSSA SENHORA DE CARAVAGGIO - O FILME ou XUXA E OS DUENDES 2... Acho que ainda é melhor enfrentar demônios e assassinos baratos lá fora do que a péssima qualidade de alguns filmes nacionais por aqui.



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NIGHTMARE MAN (Nightmare Man, EUA, 2006. 89 minutos)
Direção: Rolfe Kanefsky
Roteiro: Rolfe Kanefsky
Produção: Rolfe Kanefsky; Esther Goodstein; Victor Kanefsky; Frederico Lapenda
Música: Christopher Farrell
Fotografia: Paul Deng
Edição: Victor Kanefsky
Direção de Arte: Ann Nord
Figurino: Stacy Ekstein
Maquiagem: Christopher Bergschneider; Jeffrey S. Farley; Heide Kacser
Elenco: Tiffany Shepis (Mia); Blythe Metz (Ellen); Luciano Szafir (William); James Ferris (Jack); Jack Sway (Ed); Hanna Putnam (Trinity); Robert Donavan (Dr.Evans); Richard Moll (Capitão McCormac); Aaron Sherry (Nightmare Man); Victor Kanefsky (Oficial Val); Alice Glenn (Oficial Kan); Gwen Davis (Oficial Wendy Simmons)


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