PSYCHO COP
NINGUÉM ESTÁ EM SEGURANÇA

por Felipe M.Guerra

Um filme tão ruim que é um caso de polícia!

Eu costumo dizer que há dois tipos de filmes ruins: aqueles que você vê e, no final, só pensa em matar até a terceira geração dos envolvidos, e aqueles tão-ruins-que-são-divertidos. À primeira categoria pertencem bobagens tipo a maior parte da filmografia de Uwe Boll, a maior parte da filmografia da produtora Dark Castle e inúmeras outras porcarias. À segunda categoria pertencem aquelas produções tão mal-feitas, tão toscas, tão porcas, enfim, tão horríveis que você fica hipnotizado e simplesmente não consegue desviar os olhos da tela da TV, por menos que esteja gostando daquilo tudo. Aí se incluem os filmes de Ed Wood, Fred Olen Ray, Charles Band e outros imprestáveis, além de bobagens tipo A GELADEIRA DIABÓLICA e o alvo da análise deste artigo, PSYCHCOP, um slasher movie tardio realizado em 1988, reprisado diversas vezes no saudoso Cine Trash (onde ganhou status de clássico) e lançado em VHS no Brasil com um subtítulo nada a ver: PSYCHO COP - NINGUÉM ESTÁ EM SEGURANÇA.
Como todos sabem - ou deveriam saber, já que acompanham um site informativo e cultural como a Boca do Inferno -, o auge da safra dos slasher movies foi entre 1978 (HALLOWEEN) e, vá lá, 1986. Neste ínterim, saíram filmes "saborosos" tipo SEXTA-FEIRA 13, THE BURNING - CHAMAS DA MORTE, SLEEPAWAY CAMP, O PÁSSARO SANGRENTO, A NOITE DAS BRINCADEIRAS MORTAIS e outros. Em 1988, entretanto, a safra já havia azedado, e produções tardias, como PSYCHO COP, deixam um inevitável gosto de ressaca na boca, especialmente esta obra em questão, que não se preocupa nem ao menos em ser criativa, simplesmente repetindo todos os clichês e convenções do gênero como se ninguém nunca tivesse assistido um slasher movie antes de PSYCHO COP. E em "convenções do gênero" inclui-se tudo aquilo que você já está cansado de ver: assassino que nunca morre, garotas burras que sobem as escadas ao invés de sair pela porta da frente, adolescentes idiotas que não percebem nem estranham o desaparecimento dos amigos, etc etc etc... Rotina, em outras palavras.



PSYCHO COP talvez tenha um único detalhe mais ou menos criativo em relação ao restante da safra: o fato de colocar um policial no papel de vilão. Porque, ao contrário do que acontece no Brasil (onde a maioria das pessoas têm tanto medo da polícia quanto dos bandidos), lá nos States, que é Primeiro Mundo, a polícia é respeitada, e ver um policial, especialmente num filme de horror, é sinônimo de "Ufa! Estou salvo!". A não ser, claro, em PSYCHO COP: quando os personagens buscam a ajuda do policial do título, encontram apenas a morte - e são pegos de surpresa, já que não acreditam nesta bizarra inversão de papéis. Numa cena emblemática, um rapaz dá de cara com o vilão fardado e percebe que ele está com um machado nas mãos e a pior das intenções. "Não pode ser verdade...", balbucia a surpresa vítima, ao que o policial malvado responde, sorridente: "Mas é!", antes de enterrar-lhe o machado bem no meio do crânio.



Ironicamente, nem mesmo o detalhe de colocar um policial como vilão é tãoooooo criativo em PSYCHO COP, já que no mesmo ano (1988) a dobradinha William Lustig/Larry Cohen lançou o clássico filme B MANIAC COP, este sim um saboroso e divertido slasher movie, que virou cult graças ao roteiro esperto de Cohen e à direção enérgica de Lustig. O sucesso do original deu sinal verde para duas seqüências. MANIAC COP ainda se beneficiava de um fantástico elenco de caras conhecidas do cinema "alternativo", como Robert Z'Dar (o Maniac Cop em pessoa), Bruce "Evil Dead" Campbell, Tom "Halloween 3" Atkins e Laurene "America 3000" Landon, além de William Smith, Richard Roundtree, Sheree North e até Sam Raimi (em participação especial). PSYCHO COP, por sua vez, não tem um único nome conhecido. Nem é tão "cool" quanto seu irmão bastardo, o MANIAC COP...



Não se sabe qual foi lançado antes, mas MANIAC COP chegou às locadoras americanas em 13 de maio de 1988 (fonte: IMDB), enquanto o ano de produção de PSYCHO COP é informado como 1989 em diversas fontes, o que me leva a crer que foi rodado em 88 e lançado apenas em 89. De qualquer forma, independente de quem saiu antes e de quem copiou quem, MANIAC COP aproveita muito melhor a idéia de um policial assassino do que o seu genérico - embora, em matéria de ruindade, PSYCHO COP seja muito mais engraçado como comédia involuntária.



Confesso que me atraem as histórias onde coisas comuns do cotidiano repentinamente se transformam em ameaças - tipo O ELEVADOR ASSASSINO, A GELADEIRA DIABÓLICA e A AMBULÂNCIA. Considerando que um policial serve para ajudar as pessoas inocentes, e não para fazer mal a elas, pode-se dizer que tanto PSYCHO COP quanto MANIAC COP se encaixam nesta categoria. Entretanto, a obra conjunta da dupla Lustig/Cohen aproveita muito melhor a idéia paranóica de um policial maléfico, principalmente porque a história de MANIAC COP é ambientada numa grande metrópole (no caso, Nova York), e o roteiro não deixa de enfocar o pânico que a presença do personagem provoca nas pessoas - nunca me esqueço da cena em que uma pessoa mata um policial "bonzinho" achando que se trata do "Maniac Cop"...

Por outro lado, em PSYCHO COP, o roteiro do próprio diretor Wallace Potts é extremamente convencional: para começar, joga seu policial malvado num ambiente isolado (uma floresta, mais comum a psicopatas tipo Jason); para terminar, raramente aproveita o fato do vilão ser um policial. Qualquer roteirista talentoso teria percebido que este "detalhe" dá ao vilão carta-branca para circular entre as suas futuras vítimas sem levantar suspeitas, aproveitando-se do status de homem da lei; já no péssimo roteiro de Potts, o vilão passa o tempo todo escondido e se esgueirando no mato, como se fosse o próprio Jason, raras vezes "enganando" os personagens com sua roupa de policial.



E se o nome "Wallace Potts" não lhe diz nada, não se preocupe - não é pra dizer nada mesmo! O diretor/roteirista de PSYCHO COP era um arquivista que, certa manhã, acordou pensando que era cineasta. Potts foi diretor de segunda unidade de um musical de 1973, dirigiu e "escreveu" dois filmes pornôs (em 1976 e 79), e a partir daí não fez mais nada. Aparentemente, ficou 10 anos apenas pensando em sua obra-prima chamada PSYCHO COP (sim, isso é uma ironia). Com um período de 10 anos para debutar no cinema de horror, bem que Potts poderia ter planejado um pouquinho melhor as coisas... Mas vamos parar de falar mal do coitado que ele não pode nem se defender: Wallace Potts morreu em junho de 2006, na Califórnia, sem nunca ter dirigido nada após PSYCHO COP. Triste ficar conhecido por uma única obra - e ainda mais por uma única obra tão ruim!!!



PSYCHO COP já começa curto e grosso: numa cena de 50 segundos, embalada pela trilha sonora satânica e eficiente de Alex Parker e Keyth Pisani, vemos takes do "Psycho Cop" vestindo sua jaqueta e seu quepe, enquanto caminha de um lado para outro num apartamento escuro e imundo, repleto de pentagramas e símbolos demoníacos; aproveita, também, para lavar as mãos no sangue de sua última vítima. Dessa forma, numa cena de 50 segundos sem diálogos, falas ou explicações, Wallace Potts nos apresenta de maneira indefectível o seu vilão: ele é malvado, demoníaco e ameaçador, pura e simplesmente. É o começo de slasher movie mais conciso e "rápido e rasteiro" que lembro de ter visto desde SLUMBER PARTY MASSACRE, de 1982 - aquele que começa com um close na capa de um jornal onde a manchete anuncia a fuga de um serial killer... hahahaha

Após a introdução que nos apresenta o "Psycho Cop" - vamos chamá-lo a partir de agora pelo seu nome, ou seja, oficial Joe Vickers -, somos apresentados ao tradicional casal de carro, que está perdido numa estrada escura numa noite escura. Greg (David L. Zeisler, único filme) e Barbara (Denise Hartman, único filme também) batem boca discutindo de quem é a culpa por estarem perdidos, até que o motorista visualiza a moto de um policial na beira da estrada. Claro, ele resolve parar para pedir informações - o que é uma péssima idéia num filme chamado PSYCHO COP!!! Greg não demora a sumir e Barbara vai procurá-lo. Como é comum no gênero, ela caminha de costas pelo meio do matagal até que sente uma mão sobre o seu ombro; ao virar-se, vê o pobre Greg encostado numa parede, com uma faca enterrada no meio das guampas! Ela corre e encontra também uma mulher anônima sacrificada e amarrada num poste, antes de ser atraída pelo riso psicótico do oficial Vickers. Claro, é tarde demais: o vilão agarra a mocinha pela garganta e quebra seu pescoço.



A cena inteira deve ter uns 2 minutos, mas de cara já apresenta erros descomunais de lógica e verossimilhança. Por exemplo: a tal mulher sacrificada e amarrada num poste está num local bem visível e bem no meio do caminho (poderia ter sido vista da estrada, quando o casal passou com o carro). Milagrosamente, nem Greg encontra o cadáver quando vai procurar pelo policial e nem Barbara quando vai procurar por Greg - a não ser, claro, quando está fugindo do assassino! Outra: quando Barbara caminha de costas, o enquadramento da cena mostra claramente que não há nenhum cadáver atrás da moça. Mas eis que, após mais alguns passos de costas, ela dá um encontrão no cadáver de Greg, que apareceu magicamente no local, como se tivesse sido teletransportado! Detalhe: mesmo com uma faca enfiada no meio dos cornos, Greg ainda reúne forças para levantar o braço e colocar a mão sobre o ombro da esposa, dando-lhe um último susto antes de partir para o outro lado... E não perca as contas: em 6 minutos, já temos três mortos (sem contar, claro, aquele de quem Vickers tirou o sangue que usou para lavar as mãos em seu apartamento). Que colosso de filme!!!

Vamos fazer uma pausa... Acho necessário abrir um parágrafo apenas para comentar o vilão que dá nome a esta maravilha da sétima arte. Se em MANIAC COP o oficial Matt Cordell, interpretado por Robert Z'Dar, era um assassino de rosto deformado e que não falava uma única palavra (o que lhe dava um tom legitimamente sinistro, entre Michael Myers e Leatherface num uniforme da polícia), PSYCHO COP apresenta um vilão falastrão e bem-humorado, praticamente uma pessoa normal (a única exceção é uma tatuagem de "666" numa das mãos). O oficial Vickers, interpretado por Robert "Bobby" Ray Shafer, fala como gente comum, mas não tanto quanto dá gargalhadas sinistras (aquele "ha, ha, ha, ha" exagerado, devidamente satirizado por Mike Myers na série AUSTIN POWERS). Pior: toda vez que abre a boca, com um sorrisinho irônico nos lábios, é para fazer alguma piadinha, no estilo imortalizado por Freddy Krueger na franquia A HORA DO PESADELO. O problema é que o roteiro de Wallace Potts não é propriamente criativo nas frases toscas disparadas pelo vilão (mais sobre isso no fim do artigo), e na maior parte das cenas, quando esperamos por uma provável piadinha inspirada, o que vem pela frente é uma frase estúpida. Somando as frases, o olhar esbugalhado, a voz esganiçada e as gargalhadas sádicas, nosso "Psycho Cop" mais parece saído de alguma comédia (ou de um clip do Village People) do que propriamente um vilão de filme de horror! Ironicamente, o ator Shafer interpretou vários policiais (desta vez bonzinhos!) numa batelada de outras produções posteriores! hahahahaha. E o Sean Connery que temia ficar preso para sempre ao papel de 007...



Mas voltemos à trama: após os três assassinatos da noite anterior, amanhece e tudo parece voltar ao normal... Num carro conversível vermelho, nossos seis jovens protagonistas e futuras vítimas dirigem-se a um inesquecível (hahahaha, se eles soubessem...) final de semana no campo. Eles batem papo e conversam sobre o motivo da viagem, e olha só a idéia de jerico do roteiro: parece que dois deles investiram o dinheiro da mensalidade da faculdade na Bolsa de Valores (!!!), e ganharam uma bolada. Assim, resolveram torrar tudo num final de semana numa casa de campo, tomando litros e litros de cerveja com as próprias namoradas - que falta de imaginação; ao invés de gastar tudo na zona!

A quem interessar possa, nossos "heróis" são:



- DOUG, ou DOUGGIE (para os íntimos): um loirinho com cara de panaca, que passa o tempo todo apavorado com a possibilidade de alguém estar observando a turma. É interpretado por Jeff Qualle, em seu único filme.

- ZACK: um moreninho com cara de panaca, que passa o tempo todo aprontando sacanagens com os amigos (porque todo slasher movie que se preze tem que ter o personagem que só sabe fazer brincadeiras idiotas, não é?). Interpretado por Greg Joujon-Roche, no primeiro de seus três filmes.

- ERIC: um ruivinho com cara de panaca, que passa o tempo todo segurando um walkman (mesmo quando tem que fugir do assassino). É interpretado por Dan Campbell, que felizmente não é parente do Bruce e nem tem a mesma "atitude" do mestre Bruce.

- LAURA: é a namorada burrinha de Zack, porém combina mais com Douggie, já que passa o tempo todo paranóica com qualquer sombra ou barulhinho. Tem a frase "garota que sobrevive no final" tatuada na testa desde a primeira vez que aparece em cena. É interpretada por Palmer Lee Todd, no primeiro de seus quatro filmes.

- SARAH: é a namorada burrinha de Douggie, e não faz absolutamente nada. Interpretada por Linda West, no primeiro de seus cinco filmes.

- JULIE: é a namorada burrinha de Eric, e passa o tempo todo escovando os cabelos (e o tempo todo MESMO). É interpretada por Cynthia Guyer, que na vida real é esposa do ator (e ex-ídolo adolescente) Corey Haim.



Os seis, como eu escrevi, estão num carro conversível, falando idiotices, bebendo cerveja e indo em direção à casa de campo alugada para o final de semana. Mas dão o azar de passar por uma sinistra viatura de polícia com o número "113" na lateral (dããã!), e obviamente é o oficial Vickers quem está no volante. Enfurecido com o fato dos jovens estarem bebendo e dirigindo, ou simplesmente em busca de novas vítimas para sacrificar em honra aos seus deuses satânicos, Vickers segue o carro da garotada até a tal casa de campo - que, na verdade, é uma mansão com piscina, jacuzzi e tudo mais, bem no meio do nada, de onde os pobres coitados não podem nem pedir ajuda e tal-e-coisa.

Enquanto Eric descarrega o carro, uma figura misteriosa se aproxima com um machado nas mãos... Mas é claro que não é o vilão, pois o roteiro precisa enrolar por mais uma meia hora antes de começar a matar a galera. É apenas um susto falso, pois o homem que se aproxima silenciosamente por trás é o zelador ("caretaker" no original, e cujo intérprete, misteriosamente, não é creditado nem no filme nem no IMDB!!!). Anônimo, o zelador diz aos jovens que foi contratado para tomar conta da propriedade, depois que o dono foi à falência e a casa foi tomada pelo banco - mas nada disso tem utilidade na trama, portanto esqueça. O zelador também diz para a galera que estará sempre nas redondezas, pois mora num trailer próximo à mansão, e se coloca à disposição para o caso de qualquer problema. Ironicamente, o pobre rapaz é a primeira vítima do "Psycho Cop".



Pelos próximos cinco minutos, teremos uma patética tentativa de dar um pouco mais de consistência aos personagens, quando vemos os seis amigos na piscina, tomando cerveja, escovando infinitamente os cabelos (no caso de Lucy) e falando bobagem. Apesar de serem três casais, nunca vemos qualquer demonstração de afeto entre eles, sejam beijinhos ou, muito menos, cenas de sexo (aliás, nudez gratuita é um detalhe que faz falta, já que não aparece nada remotamente parecido com um peitinho ou uma bundinha no filme inteiro!!!).

Finalmente, do bosque, chegam aos ouvidos dos jovens os sons de alguém cortando lenha com um machado. "Esse som me dá arrepios...", declara Laura, e vá você saber qual o motivo para ficar arrepiado com o barulho de um machado cortando lenha... Mas não é o zelador quem está cortando lenha no meio da floresta. Não senhor: o dito cujo sai do trailer e descobre que seu amado machado foi roubado - e descobrimos isso da forma mais grotesca possível, quando o diretor Potts dá um close num suporte de ferramentas onde há o desenho, pintado com spray, de um machado, assinalando, para nós espectadores idiotas, que DEVERIA haver um machado ali naquele local, mas ele foi roubado!!! Qua qua qua qua!



Furioso com o fato de alguém ter levado seu machado de estimação, o anônimo zelador entra na floresta berrando "Apenas me devolva o machado e fica por assim!", frase tão máscula e corajosa que me deixou com medo da provável reação do zelador - e tenho certeza que o vilão também arregou por alguns minutos... O zé-mané só não esperava dar de cara com o oficial Vickers, e então rola aquele diálogo que mencionei no início do artigo: "Não pode ser verdade!", lamenta o zelador, enquanto o guarda emenda um "Mas é!", e devolve ao rapaz o seu tão amado machado, só que enterrado na cabeça!!! (Ora, pelo menos ele devolveu o maldito machado!!! Não é tão malvado assim...). Somente uma observação: embora o diálogo tenha ficado razoavelmente interessante, que tipo de animal exclamaria "Não pode ser verdade!" diante de um policial com um machado nas mãos, ao invés de um "Por favor, não me mate!", ou "Para quê esse machado, oficial?"????

E maldito o momento em que o filha-da-puta do "Psycho Cop" mata o zelador!!! Sabe por quê? Porque o assassinato acontece lá pelos 10 minutos de tempo corrido, quando muito. Ainda tem bastante filme pela frente. E, acredite ou não, os outros personagens passam todo o resto da película pedindo pelo zelador!!!! "Onde está o zelador?", "Faz tempo que não vejo o zelador...", "O zelador não disse que estaria sempre por aqui?", "Cadê o zelador?", "Vou até o trailer do zelador ver se ele voltou...", etc e tal... Enfim, pelo menos umas 30 vezes, ao longo do restante da trama, a palavra "zelador" é citada, mesmo que não exista uma razão concreta para os personagens se preocuparem com o zelador (eles apenas estranham o sumiço do dito cujo, como se toda pessoa em férias numa mansão no meio do bosque iria se preocupar com o fato do maldito zelador estar sumido há, sei lá, 20 minutos!!!!).



Pior: o roteiro de Potts é tão bisonho, tão primário (e espero que seu fantasma não venha me puxar as pernas por dizer isso...), que todo o restante da película é um eterno exercício de paranóia de dois dos personagens, Laura e Douggie, que juram que algo estranho está acontecendo, mas ninguém nunca acredita. Para completar, se os seis jovens não falaram nada de útil até então, a partir da morte do zelador qualquer possibilidade de um diálogo inteligente se esvai. Isso porque, quando não estão perguntando pelo zelador, os idiotas estão procurando por coisas que perderam. E tome frases do tipo: "Onde está minha escova? Sem ela eu fico muito agitada...", "Onde está a garrafa de champanhe?", "Eu tinha certeza que havia seis pacotes de sopa, onde está o pacote que falta?", "Onde eu deixei minha escova de dentes?", "Alguém viu minha bolsa?", "Não acho meu tênis...", "Cadê a cerveja que estava aqui?", etc etc etc. Acredite: você nunca viu personagens tão mal-construídos, e tão idiotas, quanto os de PSYCHO COP...

Provavelmente apaixonado pelo másculo zelador, Douggie também passa o restante da trama querendo saber o que aconteceu com a criatura. Reproduzo aqui um dos diálogos brilhantes:

- Douggie: "E se aconteceu alguma coisa? O cara desapareceu!"
- Zack: "Só porque ele não está aqui não significa que algo aconteceu."
- Douggie: "Mas ele desapareceu há muito tempo!"
- Zack: "Não tempo suficiente para ficarmos preocupados com ele!"


O apaixonado Douggie enche tanto o saco que Zack resolve montar um "grupo de busca pelo zelador": ele, Douggie e Laura entram no bosque e se separam para ver se encontram algum sinal do sujeito. É claro que não, caso contrário saberiam muito cedo que há um psicopata à solta; em compensação, Laura encontra gigantescas cruzes de madeira recém-construídas, bem no meio da floresta - e era para isso que o "Psycho Cop" estava usando o machado!!! Incrivelmente, Zack não fica nem um pouco preocupado com a descoberta. Laura e Douggie, que já eram paranóicos, passam a encher o saco ainda mais. Segue-se novo diálogo brilhante:

- Laura: "Vamos chamar a polícia!"
- Zack: "O quê? Para eles ficarem xeretando por aqui a noite inteira?"
- Laura: "Mas algo de estranho está acontecendo."
- Zack: "Ora, só você pensa isso..."




(Lógico, pois todos sabemos que enormes cruzes de madeira construídas no meio da floresta não são motivo para ter medo, certo?)

Anoitece e os personagens continuam zanzando para lá e para cá, perdendo e procurando suas coisas, ou falando bobagens. Douggie insiste em repetir frases do tipo "Tenho a sensação de que alguém está nos vigiando...", deixando enfurecido até o espectador mais paciente. E sempre que algo estranho acontece, e Douggie ou Laura querem chamar a polícia, logo surge um dos outros personagens dizendo que é exagero, paranóia, etc e tal. Resumindo: estes manés merecem morrer!

Numa jogada ardilosa, o "Psycho Cop" esconde a coisa mais valiosa do sexteto: seu estoque de cerveja gelada! Isso provoca uma briga tão furiosa entre o grupo (com frases contundentes, tipo "Você tomou toda a cerveja, vá comprar mais!!!"), que Zack resolve pegar o conversível e ir até a cidade para repor o estoque de álcool etílico. A estrada, porém, está bloqueada - com um galho de madeira tão fininho que até uma bicicleta passaria facilmente sobre ele, mas não o carro dos personagens, óbvio. E assim Zack se transforma na nova vítima do oficial Vickers, que enfia seu cacetete goela abaixo no pobre coitado (opa! sem malícia!), enquanto diz, sorridente: "Você tem o direito de ficar... em silêncio!".



Com Zack morto, descobrimos mais um aspecto interessante sobre nosso simpático grupo de personagens: eles ficam mais preocupados com o desaparecimento do zelador, da cerveja e do sexto pacote de sopa do que com o desaparecimento do pobre Zack - cujo nome, vejam só, não é mais citado até o final, embora todo mundo continue perguntando pelo anônimo zelador!!! Por que será que Zack é tão odiado pelos companheiros ao ponto de sua morte/desaparecimento não fazer nenhuma diferença para os amigos, ironicamente nem mesmo para sua pouco interessada namorada Laura? Mas esqueçamos o finado Zack. Ele está morto e só reaparecerá no final, quando seu cadáver é encontrado junto com as outras vítimas, no clichê máximo dos slasher movies - sabe como é, todo serial killer precisa obrigatoriamente levar os mortos até determinado local e arrumar os cadáveres bem bonitinhos para que a garota sobrevivente possa encontrá-los e assim gritar bastante...

Calma, calma, estou me adiantando demais: com a morte de Zack, o "Psycho Cop" não tem maiores dificuldades em atrair todos os outros manés para a morte, sempre da forma mais simples possível (ou seja, roubando alguns de seus pertences, como uma escova de cabelo ou um rádio, para que eles entrem sozinhos no meio do bosque, à noite, e possam ser mortos com a maior facilidade). Objetos policialescos também são usados nos crimes, como aquele aparelinho de dar choque, algemas e até a própria viatura. No final, sobram apenas os dois manés que todo mundo espera que sobrevivam, Douggie e Laura, que passam mais uns 20 minutos correndo de um lado para o outro na floresta, topando com os cadáveres dos companheiros e tentando sobreviver às piadas infames e gargalhadas exageradas do policial Vickers.

No auge da palhaçada, entram em cena dois policiais "normais" (mas os atores, com cabelo comprido e cara de surfistas, em nada lembram policiais). Eles estão caçando o vilão, mas nunca explicam como é que chegaram até ali. Não se preocupe em tentar entender: a dupla não tem função alguma na trama além de adicionar mais dois corpos à contagem de cadáveres. Apenas um deles sobrevive tempo suficiente para contar a "história" do vilão, um clichê obrigatório em slasher movies: aparentemente, Joe Vickers é o nome falso utilizado por um sujeito chamado Gary Henley, que ficou puto com o mundo após ser expulso do orfanato onde vivia quando jovem. A partir disso, abandonou Deus e resolveu virar um adorador do diabo; mas, claro, a polícia só descobriu isso tarde demais, quando Vickers/Henley tirou o dia de folga para matar algumas pessoas inocentes, e os colegas da delegacia encontraram vestígios de magia negra em seu apartamento... hahahahaha



Com os dois policiais mortos após sua rápida participação, Douggie e Laura são obrigados a enfrentar por conta própria o "Psycho Cop". E no final, acredite ou não, o diretor/roteirista Wallace Potts nos brinda com o que, para ele, deve ser uma fantástica revelação, mas que simplesmente não faz qualquer sentido: no rádio, um locutor anuncia que o oficial Joe Vickers, que todos achavam ser Gary Henley, na verdade é um serial killer chamado Ted Warneke (!!!), que há alguns meses havia escapado do manicômio e, de alguma forma, conseguiu se infiltrar facilmente na força policial e criar não uma, mas DUAS identidades falsas!!! Não que o fato de Vickers chamar-se na verdade Gary Henley ou Ted Warneke mude alguma coisa no roteiro, obviamente; e o filme termina com o "aparentemente morto" Vickers/Henley/Warneke abrindo os olhos e gargalhando sadicamente, preparando sua volta no posterior (e muito mais divertido) PSYCHO COP RETURNS, de 1993 - um daqueles casos raros de continuação muito superior ao original, até porque tem um roteirista e um diretor decentes.

PSYCHO COP é absurdamente ruim: do elenco à edição, dos erros grosseiros aos efeitos risíveis das mortes, da trama ridícula à caracterização "YMCA" do assassino, praticamente NADA se salva. É um desastre total e completo, que um site mais exaltado chamou de "o PLAN 9 FROM OUTER SPACE dos slasher movies" (e acho que não é tão injusto, embora existam diversos slasher movies MUITO ruins para poder fazer tal comparação).



Além de tudo que eu já escrevi sobre os defeitos da obra(principalmente a falta de nudez, que seria corrigida, até excessivamente, na continuação), é preciso salientar que PSYCHO COP ainda tem erros grosseiros de continuidade. Quando o zelador é assassinado, por exemplo, ele morre silenciosamente com o machado enfiado na cabeça; mas Douggie, que está ouvindo música no walkman, tira os fones de ouvido e diz: "Acho que ouvi um grito...". Entendeu bem? hahahahaha. Além do fato de o zelador não ter gritado ou feito qualquer barulho anormal, como é que o mané poderia ter escutado o cara berrar no meio da floresta SE ESTAVA OUVINDO MÚSICA COM FONES DE OUVIDO??? Mais adiante, quando Laura encontra os cadáveres dos amigos, um deles, que havia morrido eletrocutado, aparece com a garganta misteriosamente cortada!!! A única explicação que consigo encontrar para o fato é que o vilão divertiu-se abrindo o pescoço do sujeito após matá-lo eletrocutado, talvez para garantir que ele estava mesmo morto! hahahaha. E por aí vai... São tantos erros e bobagens em PSYCHO COP que este texto, que era para ser originalmente uma crítica curta, transformou-se num extenso artigo, talvez longo demais para a qualidade da fita em questão...

Se Wallace Potts era um fiasco como cineasta (sua incapacidade de criar suspense ou horror é gritante, ainda que os primeiros 15 minutos até tenham um crescente e convincente clima de ameaça), como roteirista ele era ainda pior - e me perdoe o finado pelos xingamentos póstumos. Não bastasse a inutilidade dos diálogos da turma de vítimas (com seus milhares de "Onde está a puta-que-o-pariu que eu deixei aqui?"), Potts ainda consegue a façanha de desperdiçar quase todos os diálogos do oficial Vickers. Do jeito que o cara fala bobagem, seria melhor ter colocado o vilão mudo, copiando o oficial Cordell de MANIAC COP! A frase mais engraçada do sujeito é quando ele diz "Você está obstruindo a justiça!", para uma garota que tranca a porta do quarto numa inútil tentativa de escapar do matador - imagine, então, a qualidade da frase MENOS engraçada! Outras tiradas chegam a ser embaraçosas de tão infames ("Precisando de um pouco de energia?", antes de eletrocutar um infeliz), ou simplesmente muito ruins (ao encontrar um "colega" policial, com tanta coisa que poderia dizer, Vickers simplesmente larga um "Como está o clima?" antes de dar um tiro na cabeça do "parceiro"!!!).

Já a produção é tão chinfrim, tão vagabunda, que os "efeitos especiais" se resumem a uns esguichos de sangue falso aqui e ali, ou mortes "off-screen". No final, quando a polícia aparece para controlar a situação, vemos uma única viatura entrando em cena e dois policiais saindo do carro, de costas. Acredite se quiser, mas os dois policiais são interpretados pelos dois atores que "morreram" anteriormente, o casal que interpretou Greg e Barbara na primeira cena (!!!), e que voltam numa aparição de três segundos, de costas, só para os produtores não gastarem dinheiro contratando outros extras!!!



O elenco é tão ruim - e está tão mal em cena - que poucos tiveram chance de ir além no cinema. Ironicamente, uma atriz que entra muda e sai calada - a "cadáver" que aparece pendurada num poste no começo - foi a que mais conseguiu chances no cinema depois deste filme. Julie Araskog, a "atriz" em questão (creditada como "dead woman" no final!!!), apareceu em produções conhecidas, como SEVEN e NIXON, e até séries de TV (MELROSE PLACE, LOIS & CLARK...). Mas quem realmente se deu bem após PSYCHO COP foi Greg Joujon-Roche, intérprete do insuportável Zack: ele desistiu da carreira de ator e virou preparador físico de estrelas de cinema. E não é que o sujeito já foi personal trainer de Demi Moore (em STRIPTEASE), Tobey Maguire (em HOMEM-ARANHA) e Brad Pitt (em TRÓIA)??? Nada mal para quem começou a carreira morrendo com um cacetete enfiado na boca num filme classe Z!!!

No geral, eu não poderia indicar PSYCHO COP a qualquer fã de horror ou pessoa de bom gosto. Mas, como meus cinco leitores bem sabem, eu volta-e-meia fico fascinado por produções muito, mas muito ruins (sou fã confesso de quase toda a obra do Bruno Mattei, caramba!). E esta tralha de Wallace Potts é um belo exemplar de cinema trash e mal-feito até a medula. Minha recomendação: seis cervejas antes e três caipirinhas durante, e assim PSYCHO COP certamente se transformará numa das mais divertidas e engraçadas comédias involuntárias que você pode ver. Pois se as comédias produzidas atualmente estão cada vez mais sem graça e apelativas (tente agüentar APROVADOS até o fim...), pelo menos bobagens que eram feitas para serem sérias, tipo esta, continuam sempre engraçadíssimas. Junte os amigos, encha a cara e role de rir!!!

E agora falando sério: num país onde bandidos se vestem como policiais e fazem falsas blitz para assaltar cidadãos de bem, e onde policiais "de verdade" às vezes são tão truculentos e selvagens quanto os próprios bandidos, o vilão de PSYCHO COP é um verdadeiro amador, que não mete medo nem na vovozinha. Bem que PSYCHO COP 3 poderia ser filmado no Rio de Janeiro...
OUTROS POLICIAIS "DO MAL"

MANIAC COP


Filme: Maniac Cop (idem, 1988, EUA)
Direção: William Lustig
Um assassino vestido de farda aterroriza as ruas de Nova York, matando gente inocente e espalhando uma onda de pânico pela metrópole - inclusive fazendo os cidadãos atacarem os policiais "verdadeiros". Um jovem detetive chamado Jack Forrest (Bruce Campbell) é acusado pelas mortes, mas tenta limpar o próprio nome auxiliado pela parceira e amante Theresa Mallory (Laurene Landon). Juntamente com um velho inspetor chamado Frank McCrae (Tom Atkins), o casal descobre que o "Maniac Cop" não é um psicopata, mas sim um zumbi - no caso, o heróico oficial Matt Cordell (Robert Z'Dar), que foi condenado por um crime que não cometeu e acabou sendo assassinado na cadeia, pelos próprios criminosos que ajudou a prender. Realizado no mesmo ano que PSYCHO COP, e também com um orçamento minúsculo, MANIAC COP aproveita muito melhor a idéia do policial assassino, graças ao roteiro do especialista Larry Cohen. Virou cult, deu origem a uma segunda parte fantástica e a um terceiro filme tão ruim que a dupla Lustig-Cohen abandonou as filmagens antes do fim.

HELL COP


Filme: Estrada Para o Inferno (Highway to Hell, 1992, EUA)
Direção: Ate de Jong
Personagem coadjuvante nesta amalucada aventura trash escrita por um jovem Brian Helgeland (que anos depois ganharia o Oscar pelo roteiro de LOS ANGELES - CIDADE PROIBIDA), o "Hell Cop" é um bizarro policial do inferno, literalmente. Dirige uma viatura com um pentagrama desenhado na porta (ao invés do símbolo da polícia) e tem o rosto coberto de tatuagens com os nomes de suas vítimas. Ele é o responsável por levar as almas para os confins do inferno, numa estrada perdida por onde quem passa está amaldiçoado. E é justamente por ali que viaja um casal de adolescentes (Chad Lowe e a gracinha Kristy Swanson). Ela é raptada pelo Hell Cop e ele, um banana que de herói não tem nada, obriga-se a descer ao inferno e lutar contra demônios e contra o próprio Satã (Patrick Bergin!) para trazer a amada de volta, quase como uma versão adolescente do Ash, da série EVIL DEAD. Como curiosidade, C.J. Graham, intérprete do Hell Cop, fez Jason Voorhees em SEXTA-FEIRA 13 PARTE 6, de 1986.

DEMON TROOPER


Filme: Fantasma 4 (Phantasm 4 - Oblivion, 1998, EUA)
Direção: Don Coscarelli
Nesta continuação da fantástica quadrilogia (por enquanto) PHANTASM, dirigida e roteirizada por Don Coscarelli, o "Demon Trooper" também surge como coadjuvante de luxo. O herói Reggie (Reggie Bannister) sai a mil pela estrada para salvar seu amigo Mike (A. Michael Baldwin) das garras do sinistro Tall Man (Angus Scrimm), quando acaba sendo parado por uma viatura policial, já que andava beeeeem acima do limite de velocidade. Para seu azar, não é um policial normal, mas o Demon Trooper (interpretado pelo dublê Bob Ivy, que, ironicamente, trabalhou nos bastidores de PSYCHO COP!). Policial com cara de demônio, o vilão ataca Reggie numa luta mortal, mas nosso herói leva a melhor, fuzilando o Demon Trooper com sua própria arma - pena que leva um jato de gosma no rosto como conseqüência!!!

SCANNER COP


Filme: Scanner Cop (idem, 1994, EUA)
Direção: Pierre David
Produtor do clássico SCANNERS, dirigido pelo canadense David Cronenberg em 1981, Pierre David quis dar um formato "diferente" aos personagens. Saiu-se, então, com esta bizarra aventura misturando ficção, ação classe B e horror. Daniel Quinn é o policial Samuel "Sam" Staziak, um oficial do Departamento de Polícia de Los Angeles e também um scanner (pessoa com poderes mentais e telepáticos avançados, um efeito colateral do remédio tomado por suas mães na gravidez). Obviamente, nosso heróico "Scanner Cop" utilizará seus poderes para derrotar o vilão, um cientista louco chamado Karl Glock (Richard Lynch). Num filme repleto de atores conhecidos de produções classe B, é possível reconhecer Brion James, Darlanne Fluegel e Luca Bercovici. "Scanner Cop" é o único da relação que não é propriamente malvado. Teve uma seqüência.

DEMON COP


Filme: Demon Cop (idem, 1990, EUA)
Direção: Rocco Karega, Hal Miles e Fred Olen Ray (não-creditado) Uma picaretagem das mais violentas, com o dedo do produtor-diretor Fred Olen Ray. Ele simplesmente comprou uma produção classe Z que nunca foi lançada, chamada originalmente "The Curse of Something Bestial", e gravou algumas novas cenas com o veterano Cameron Mitchell (na época, mal das pernas, precisava de dinheiro para pagar o aluguel e as garrafas de cachaça que enxugava com vontade). Mitchell, obviamente, não interage com nenhum dos personagens da trama principal já filmada. Depois, Ray mudou o título para DEMON COP e jogou a tralha nas locadoras. É a história de um policial e herói de guerra (Ray E. Klein) que está preso num hospital psiquiátrico, mas escapa, matando pessoas para beber sangue fresco - única forma de "controlar" a maldição que está fazendo com que ele se transforme numa criatura misto de demônio e lobisomem, o "Demon Cop" do título. (Inédito no Brasil)

ZOMBIE COP


Filme: Zombie Cop (idem, 1991, EUA)
Direção: J.R. Bookwalter
O cinema já mostrou vários policiais zumbis, alguns malvados (Maniac Cop), outros bonzinhos (o personagem de Treat Williams em DEAD HEAT - POLICIAIS EM APUROS). No caso deste "Zombie Cop", dirigido pelo mesmo J.R. Bookwalter dos impagáveis A MORTE e OZONE, o morto-vivo da lei é bonzinho. Trata-se do detetive Robert Joshua Gill (Michael Kemper), um oficial da narcóticos que vai dar uma batida na boca-de-fumo comandada por um poderoso traficante, o Dr. Death (James Black). Vem a calhar o fato do Dr. Death ser um feiticeiro vodu, que é pego pela lei bem no momento em que está fazendo um ritual de magia negra. O vilão e o detetive trocam tiros, e ambos morrem. Mas voltam, claro, como zumbis. E sobra para o "Zombie Cop" melar os planos de dominação mundial do "Zombie Dr. Death". (Inédito no Brasil)

VAMPIRE COP


Filme: Vampire Cop (idem, 1990, EUA)
Direção: Donald Farmer
Se há um Zombie Cop, um Maniac Cop e até um Demon Cop, por que não pensar num óbvio Vampire Cop??? Pois do diretor de filmes obscuros como CANNIBAL HOOKERS e AN EROTIC VAMPIRE IN PARIS, surge esta preciosidade sobre um policial vampiro, muitos anos antes de BLADE (tá, eu sei que BLADE é baseado em quadrinhos da Marvel feitos nos anos 70...). Basicamente, conta a história de Lucas (Ed Cannon), um policial - e vampiro, obviamente... - que ronda as madrugadas exterminando outros vampiros malvados, ao mesmo tempo em que deita e rola com a repórter Melanie, interpretada pela gracinha Melissa Moore, que foi uma desconhecida scream queen dos anos 80. (Inédito no Brasil)

Felipe M.Guerra
PSYCHO COP - NINGUÉM ESTÁ EM SEGURANÇA (Psycho Cop, EUA, 1988)
Direção: Wallace Potts
Roteiro: Wallace Potts
Produção: Cassian Elwes; Jessica Rains
Fotografia: Mark Walton
Música: Alex Parker; Keyth Pisani
Maquiagem: Dawn Bradford; Dennis Conklin; Ray Greer; Roy Knyrim
Efeitos Especiais: Mark Williams
Edição: Ian McVey
Elenco: Robert R. Shafer (Oficial Joe Vickers); Jeff Qualle (Doug); Palmer Lee Todd (Laura); Dan Campbell (Eric); Cindy Guyer (Julie); Linda West (Sarah); Greg Joujon-Roche (Zack); Bruce Melena (policial 1); Glenn Steelman (policial 2); Julie Araskog (mulher morta); Denise Hartman (Bárbara/policial 3); David L. Zeisler (Greg/policial 4)


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