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Provavelmente com a péssima impressão que o terceiro filme passou, os produtores finalmente fizeram uma decisão acertada: decidiram que o próximo filme sobre scanners seria uma história independente, com um título que apenas sugere o uso dos personagens criados por Cronenberg, desconsiderando todos os vínculos com os filmes anteriores.
Pierre David, um dos produtores dos três filmes anteriores, assumiu a bronca deste aqui, assinando história, direção e produção e mesmo fazendo um trabalho sem grandes inovações, tornando-o um bom filme.
Samuel Staziak (Daniel Quinn, de 'Spiders 2') é um garoto Scanner que tem o sonho de se tornar policial, cujo pai, também Scanner, é pobre e não consegue dinheiro para comprar o Ephemerol que alivia as vozes em sua cabeça, tendo alucinações por isso. |
Dois policiais entram no apartamento do pai de Samuel - pois ele não paga aluguel há alguns meses -, mas ele se livra do primeiro atirando-o contra a parede e enquanto está prestes a explodir o segundo, Samuel intervém e o impede.
Então o pai de Samuel acaba morto pelo sindico e, sem parentes para criá-lo, o garoto é adotado pelo policial que acabou de salvar, Peter Harrigan (Richard Grove, de 'Evil Dead 3').


Quinze anos depois, Samuel concretiza o seu sonho tornando-se um oficial, tendo como pai adotivo um comandante da polícia, que, logo, depara-se com uma série de assassinatos de policiais cometidos por pessoas comuns, sem antecedentes criminais.
Com a morte de mais um policial, por um médico que ficou em estado catatônico, o comandante pede a Samuel que deixe de tomar o
Ephemerol e entre em sua mente, pois pode ser o único a conseguir alguma pista dos acontecimentos.
A principio Samuel reluta, mas após um ataque feito pelo zelador da delegacia matando seu parceiro, ele decide ajudar. E com seus poderes e o auxílio da Dra. Joan Alden (Darlanne Fluegel, de '
Cemitério Maldito 2'), psiquiatra encarregada do caso, descobrem que houve uma lavagem cerebral, onde na cabeça delas todos os que estão vestidos com o uniforme da polícia transformam-se em coisas que estas pessoas temem e querem matar.
Samuel torna-se obcecado pelo caso, não toma mais o remédio, manifestando de forma cada vez mais perigosa seu poder, e o comandante toma uma decisão polêmica: todos os policiais trabalharão à paisana.


Não dá muito certo, porque agora as pessoas que sofreram as lavagens cerebrais passam a associar as alucinações às insígnias dos policiais. As investigações prosseguem e Samuel descobre que o responsável é o Dr. Karl Glock (o veterano Richard Lynch, de '
Necronomicon', '
Alligator 2' e '
Espantalho') auxiliado pela sua seguidora Zena (Hilary Shepard).
O Dr. Glock era um neurocirurgião famoso que teve a licença caçada depois de fazer experiência cerebrais ilegais, sumiu do mapa, foi preso na clinica psiquiátrica de Chatsworth, mas fugiu um ano atrás.
Continuando as investigações, Samuel vai com a Dra. Alden à clínica onde o Dr. Hampton (o também veterano Brion James, pelo qual absorvo uma profunda apatia desde '
House 3') conta toda a história do Dr. Glock durante sua passagem pela clinica e sua fuga.
Glock arma para que haja um atentado contra a vida de Harrigan, mas não consegue com que morra indo parar no hospital. Samuel o visita, encontra Zena e durante a perseguição ela é atropelada por uma ambulância e Samuel entra em sua mente para saber do paradeiro de Glock.
Samuel vai atrás de Glock, mas é capturado. Ele tenta usar Samuel para assassinar Harrigan, não consegue e então vai ele mesmo atrás de Harrigan. Vou parar por aqui, dizer mais seria entregar o final, que não chega a impressionar, mas depois do desfecho
"original" de '
Scanners 3' está de bom tamanho.


Quando o diretor Pierre David deixou de lado todo a continuidade dos dois filmes anteriores, fez o certo e talvez o medo de ser ousado tenha o feito fazer um trabalho mais convencional, ou seja, não acrescenta nada, mas também não compromete. E sinceramente, depois de ter assistido às continuações anteriores, é melhor que fique assim.
O elenco, finalmente, atua de forma séria, respeitosa e sem exageros. Daniel Quinn interpreta Samuel com dignidade e também temos como um destaque positivo o veterano Richard Lynch que faz um excelente vilão; a única que está um pouco deslocada é Hilary Shepard, mas sua participação não é tão grande que atrapalhe o conjunto.
Resumindo: Esta é a melhor das continuações e mesmo sendo mais um filme policial do que propriamente de ficção, merece ser considerado. Longe de ser inovador ou marcante, é diversão maior do que os anteriores.

Novos Poderes: Embora sem muitas diferenças, a força policial conta com o
scanner Samuel e novos poderes são apresentados:
Leitura Dinâmica: Durante as investigações Samuel dá uma de super-homem e lê uma pilha de dossiês sobre o caso em alguns minutos.
Radar: Usando os seus poderes de scanner, Samuel encontra a chave para o esconderijo de Glock em uma solução relativamente forçada, mas aceitável.

Um bom momento: A seqüência de Samuel na mente de Zena rende as melhores cenas do filme que culmina com uma cabeça explodindo, marca registrada da série.
Mas sua cabeça pode explodir quando: o filme peca novamente pela falta de inovação na história e nos diálogos sem maiores atrativos, além do final feliz e convencional. Quem estiver com saudades da polêmica e provocação do original provavelmente vai se decepcionar.
Gabriel Paixão
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SCANNER COP - O DESTRUIDOR DE MENTES (Scanner Cop, EUA, 1993). Duração: 96 Minutos
Direção: Pierre David
Roteiro: John Bryant; George Saunders; Pierre David - Baseado em personagens criados por David Cronenberg
Produção: Pierre David; Robert Lansing Parker
Produção Executiva: René Malo
Música: Louis Febre
Fotografia: Jacques Haitkin
Edição: Julian Semilian Desenhos de Produção: Deborah Raymond; Dorian Vernacchio
Maquiagem: David Barrett; Barbara Wilder
Efeitos Especiais: John Carl Buechler; Magical Media Industries Inc.
Elenco: Daniel Quinn (Samuel Staziak); Darlanne Fluegel (Dr. Joan Alden); Richard Grove (Peter Harrigan); Mark Rolston (Harry Brown); Richard Lynch (Karl Glock); Hilary Shepard (Zena); James Horan (Melvin); Gary Hudson (Damon Pratt); Cyndi Pass (Sarah Kopek); Luca Bercovici (Dr. Krench); Christopher Kriesa (Riley);
Savannah Smith Boucher (Margaret Harrigan); Ben Reed (Rick Kopek); Brion James (Dr. Hampton); Elan Rothschild; W. Duane Tucker; Fred Mata
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