SEXTA-FEIRA 13: PARTE 10
JASON X

por Felipe M.Guerra

Sabe qual é o diferencial deste décimo episódio da série "Sexta-feira 13" (que agora ganhou o nome de seu famoso vilão)??? Bem, na história propriamente dita, nenhum: Jason Voorhees continua indestrutível, usando máscara de hóquei e exterminando adolescentes burros depois que eles fazem sexo ou resolvem andar sozinhos por corredores escuros. E o filme continua muito ruim, idiota e totalmente sem novidades, suspense e sustos, um lixo ! "Por que o filme ganha três estrelas então ???", você poderia perguntar. Acontece, meus amigos, que finalmente aconteceu aquilo que há muito tempo deveria ter acontecido: os produtores da série tomaram vergonha na cara e resolveram assumir que tudo o que foi feito desde "Sexta-feira 13 - Parte 4" é piada. Assim, "Jason X" virou gozação assumida, piada, uma brincadeira violenta e muito mais divertida do que os "Sexta-feira 13" do 5 ao 9, que tinham péssimos roteiros (só mudavam as vítimas e as formas de matar), mas,
espantosamente, se levavam a sério. Alguns deles se levavam a sério até demais, diga-se, especialmente a Parte 9, com seu "espírito de Jason" pulando de corpo em corpo. Ou seja, os diretores da série tinham um roteiro com o Jason nas mãos, mas queriam fazer "Cidadão Kane".

Nesta parte 10 isso não acontece: o diretor James Isaac resolveu fazer uma comédia de humor negro, com um amalucado roteiro de Todd Farmer - que foi corajoso em dar este rumo a uma série com tantos fãs e admiradores, e ainda faz uma pequena participação no filme, obviamente como uma das incontáveis vítimas do furioso assassino. Ah sim, e não é a estréia de Isaac como diretor, apesar do que muito crítico de quinta categoria tem escrito por aí. Ele estreou em 1989, com o interessante "House 3: The Horror Show". Esqueça o rótulo "terror", pois é impossível assustar-se com este filme, a não ser que você seja realmente muito frágil e inocente - e não saiba que aquele personagem vai ser estripado ao entrar sozinho naquela sala escura. "Jason X" é tão terror quanto "A Noiva de Chucky", outro filme divertido que tem coragem de brincar com os clichês do gênero.



O começo já é uma piada. Os créditos de abertura brincam com o início de "Clube da Luta", mostrando um monte de ângulos de câmera inusitados... Em um deles, a câmera passa por dentro de uma agulha de seringa.O roteiro: em 2010, cientistas resolvem congelar Jason criogenicamente por não encontrar uma forma de destruí-lo (por que não explodir seu corpo em pedacinhos bem pequenos, como fizeram, muito bem feito, no começo da Parte 9 ???). Graças a um cientista inescrupuloso, o Dr. Wimmer (o cineasta David Cronenberg, de "A Mosca" e "Scanners", mostrando realmente ter bom humor para fazer participação especial num filme destes...), Jason escapa, mata muita gente, mas é enfim congelado junto com uma cientista, a dra. Rowen, ferida mortalmente por ele antes de iniciar a criogenia.

Alguns séculos depois, a Terra é um planeta desabitado e os seres humanos vivem em estações orbitais, a maior delas criativamente chamada "Terra 2". No ano 2455, um grupo de estudantes consegue a façanha de pousar sua nave justamente em Crystal Lake, onde encontra os dois corpos congelados e os leva à bordo. Tirando o cenário futurista, é o típico "Sexta-feira 13": Jason acorda e começa a matar todo mundo. Uma morte é mais violenta que a outra, com efeitos bastante exagerados - mas é justamente isso que você quer ver num filme do Jason, certo ??? Os efeitos são melhores que a média e o filme banaliza a violência de um jeito que chega a dar dó. Afinal, o verdadeiro herói do filme é o próprio Jason, e não tem como não se sentir um pouco mal por torcer para o monstro matar logo todos os personagens em cena (mais sadismo, impossível).



Mas gente tão ridícula que só fala bobagem merece morrer, e Jason realmente faz o trabalho muito bem. Uma das melhores cenas é aquela em que ele congela a cara de uma loirinha e depois despedaça sua cabeça batendo-a contra a mesa.

Não há qualquer tentativa de criar suspense: na primeira hora do filme, todos que ficam cara a cara com Jason morrem, todos que entram em corredores escuros morrem, todos que saem sozinhos morrem, etc etc. Chega uma hora que você até pára de contar os mortos, pois são muitos. Por outro lado, os furos do roteiro não dá para deixar de contar. E um dos principais é: como Jason consegue estar sempre um passo a frente das vítimas dentro da nave espacial, um ambiente que para ele é desconhecido, ao contrário dos bosques de Crystal Lake? E vamos supor que várias das portas que ele encontra pelo caminho são abertas por computador, como ele faz nesse caso??? Usa seus conhecimentos adquiridos no cursinho de informática de Crystal Lake???



Algumas risadas que você dá com este filme são intencionais, mas as melhores são as involuntárias. Por exemplo, a maior parte da tripulação da nave, tanto cientistas quanto militares, são jovens aparentando menos de 25 anos, as meninas vestindo pouquíssima roupa e tentando convencer como "cientistas". E os diálogos são um primor. Um deles envolve o Sargento Brodsky, um ótimo personagem, soldado truculento em contraste com Jason - algo nunca aproveitado nos outros filmes, que só mostravam jovens medrosos. Pois Brodsky toma uma espetada de Jason, tem o tórax atravessado por uma facada, e grita: "Acha que só com isso vai conseguir me matar ???". A resposta de Jason é nova facada, centímetros ao lado da primeira. Brodsky, tristemente, responde: "Agora sim você está conseguindo". De rolar de rir.

Lá pelas tantas o filme vira bobagem assumida: Jason sofre um "upgrade" e vira um monstrengo metálico parecido com algum inimigo dos "Power Rangers", metade biônico, totalmente anabolizado e indestrutível. Para enfrentá-lo, os heróis criam uma simulação virtual da Crystal Lake dos anos 80 (quando os produtores aproveitam para fazer uma divertida auto-paródia dos primeiros filmes da série, mostrando duas jovens campistas usuárias de drogas e praticantes do sexo livre, bem parecidas com aquelas mostradas no filme original, de 1980).



Mas um dos melhores achados do filme é a andróide Kay-Em, cheia de armas e com habilidades especiais em artes marciais, dando o maior pau em Jason, numa cena que parece gozação de filmes com mulheres invencíveis, como "Alien" e "Tomb Raider", e copia até as piruetas de Daryl Hannah em "Blade Runner". Resumindo: desligue os neurônios e curta este "Jason X", que é bem divertido. Se preferir um programa sério, vá assistir outro filme.

CURIOSIDADES

- Os brasileiros viram "Jason X" antes dos produtores do filmes, os americanos! Aqui o filme estreou na metade de janeiro de 2002, enquanto lá a estréia foi empurrada primeiro para março, depois para 12 de abril e finalmente 26 de abril (data na qual finalmente foi lançado).

- O filme teve uma produção cheia de problemas e atrasos. Para se ter uma idéia, uma das primeiras datas cogitadas para a estréia do filme era uma Sexta-Feira, 13 de abril de... 2001!!!! E uma das primeiras notícias divulgadas sobre a produção - no Brasil foi no site "Cinema em Cena" - data de 18 de janeiro de 2000 !!!!!



- Foi o primeiro dos 10 filmes da série a ganhar um site exclusivo na Internet (http://www.jasonx.com). Neste site foi feito o lançamento do primeiro trailer da produção, mas ali foram incluídas pouquíssimas informações sobre o filme, dando prioridade a fotos.

- A Internet também foi usada por um grupo de fãs da série no começo de 2001. Eles reivindicavam que a New Line exibisse o filme em agosto de 2001, e não somente em 2002. Como podemos ver, não conseguiram seu intento - e nós ainda vimos o filme antes que eles, mesmo sem fazer abaixo-assinado, hehehehe!

- Depois de ver o primeiro trailer distribuído pela New Line, que entregava de bandeja o novo visual do assassino, fãs da série se referiram ao novo Jason como sendo uma mistura de Spawn com o Homem de Ferro.



- O slogan usado nos EUA é "Evil gets an upgrade", ou "O Mal ganhou um upgrade". E inicialmente era para o filme se chamar "Jason 2000".
- Sabia que "Jason X" foi totalmente filmado em câmeras digitais ??? Pois é, coube à décima parte da série "Sexta-feira 13", a mais ridicularizada do mundo cinematográfico, a honra de ser a primeira produção totalmente filmada em formato digital - "Star Wars Episódio 2" também foi feito assim, mas foi lançado depois...

- Todd Farmer, o roteirista, faz uma pequena participação como Dallas, uma entre tantas vítimas de Jason.

- Kane Hodder, o dublê que interpreta Jason no filme, disse que são 28 mortes ao todo nesta décima parte... Mas ele deve ter se perdido nas contas, pois a contagem de corpos parece ser bem maior. Sem contar que só na cena da destruição de uma estação orbital inteira devem ter morrido umas 500 pessoas !

- Em maio de 2000 (portanto vejam só o atraso na produção), o cineasta David Cronenberg falou, em entrevista, sobre seu personagem em "Jason X", o Dr. Wimmer. "Eu basicamente faço um doutor idiota que merece morrer", resumiu, perfeitamente, o diretor.



- Alguns nomes foram mudados sem maiores explicações: a Dra. Rowe era para se chamar Dra. Rizzo, e Lowe tinha, no roteiro, o nome Delongpre.

- O roteiro também previa uma montagem de cenas dos filmes anteriores da série no início. Isso provavelmente foi mudado pela semelhança que teria com o início das partes 4 e 7, que também começam da mesma forma.

- Embora "Jason X" seja apenas seu segundo filme como diretor, James Isaac tem uma extensa relação de filmes em seu currículo. Ele trabalhou na equipe de criação das criaturas dos filmes "A Mosca", "Mistérios e Paixões" (destes dois filmes deve ter vindo a amizade com David Cronenberg) "Gremlins" e "O Retorno de Jedi" (!). Foi supervisor de efeitos especiais em "Abismo do Terror" (de Sean S. Cunningham), "House 2" e "Existenz" (Cronenberg novamente!). E, por fim, foi diretor da segunda unidade nos filmes "A Colheita Maldita 5" e "Olha Quem Está Falando Também"... argh !!!!



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ACAMPAMENTO SANGRENTO 10
Curiosidades e breves análises do filme e seus bastidores

por Marcelo Milici

Jason Voorhees já foi para Manhattan e até mesmo para o Inferno. Como a série já tinha ido para o espaço, faltava apenas o próprio assassino imortal. Coube ao criativo roteirista Todd Farmer (“Os Mensageiros”) a missão de desenvolver uma nova saga de Jason Voorhees, trazendo não somente novas vítimas, mas a ousadia de transportá-las para séculos no futuro, ignorando completamente o que aconteceu nos últimos filmes. O resultado da brincadeira é mais um divertido filme da franquia, com mortes criativas e cenas interessantes, colocando o ícone do horror em locais e situações inusitadas.
O próprio produtor, Sean S. Cunningham (diretor do primeiro filme), disse numa entrevista que seria bobagem simplesmente colocar Jason num acampamento em Crystal Lake, repetindo o que já foi mostrado por diversas vezes. Ele se interessou pelo projeto quando soube que ele seria inovador e bem diferente do que já fora mostrado.



2008 foi o ano em que Jason foi capturado. Depois de várias tentativas de matá-lo, em 2010, os cientistas resolvem congelá-lo e aguardar que o futuro traga metódos que possam por um fim definitivo no assassino. No entanto, alguns homens inescrupulosos – liderados pelos Dr. Wimmer (o diretor David Cronenberg realizando seu sonho de ser assassinado por Jason) - planejam utilizar o corpo de Jason para estudos de regeneração de tecido e célula. Tudo dá errado, o assassino escapa das correntes no melhor estilo “Silêncio dos Inocentes” e mata todos os policiais. Quando está prestes a matar a médica, Rowan (a bela Lexa Doig), acaba caindo numa câmara criogênica sem deixar de feri-la mortalmente.

Séculos depois, em 2455, quando o Planeta Terra já se encontra em extinção, a população mundial se transferiu para um outro Planeta chamado Terra 2. Entre bases espaciais, flutuam naves avançadas, que exploram a antiga Terra em busca de pessoas e instrumentos úteis para a nova vida. Durante uma exploração ao extinto laboratório de Crystal Lake, uma equipe de resgate, formada por estudantes, traz para sua nave o corpo da médica e o de Jason, ambos completamente congelados. Com o processo de restauração molecular, Rowan volta à vida, preocupada com o fim dado ao assassino mascarado, sem saber que num laboratório próximo dali, uma bela médica examinava o corpo de Jason, aparentemente sem vida. Não demorará muito para a doutora ter o rosto derretido e destruído por Jason, que sairá matando todos os tripulantes da nave.



Jason X” tem tudo o que os fãs da série gostariam de ver: mortes violentas, mulheres bonitas, homenagens aos filmes da franquia (inclusive com uma cena de sexo), inimigos realmente fortes e até mesmo um visual atualizado para o famoso assassino. Kane Hodder, inspiradíssimo, traz um Jason forte, com sua respiração profunda e bastante ameaçador. Aqui, ele possui cabelo, mas não os fios ridículos do filme anterior. Ele também não mais solta os grunhidos que destruíram a nona parte, nem fica jogando suas vítimas para todo lado. Ele mata sem piedade, arranca a cabeça, corta em pedaços e ate enfrenta um monstro virtual, numa das cenas mais engraçadas do filme.

Aproveitando o ambiente futurístico, Jason enfrenta a agilidade de uma cyborg extremamente preparada para uma luta com o assassino e ainda participa de uma realidade virtual, ambientada em 1980, em Crystal Lake. Com a repetição da famosa musiquinha (reeditada no segundo filme), Jason bate os sacos de dormir com as garotas contra uma árvore, sem dó. A cena foi inspirada em “Sexta-Feira 13 – Parte VII”, onde Kane Hodder acabou ficando muito cansado em carregar os sacos pesados por repetidas vezes. De acordo com o roteiro original, a idéia era fazer Jason reencontrar sua mãe em 1980 e matá-la, mostrando sua total irracionalidade e maldade. A cena acabou não sendo filmada.

Mas as citações não param por aí: uma das personagens do filme se chama Adrienne, numa referência direta à atriz Adrienne King, que interpretou a heroína do primeiro filme. Em determinado momento, Jason encontra seu velho facão e decide utilizá-lo novamente no Prof. Lowe, o alivio cômico do filme, assim como a própria cyborg. Jason repete várias mortes clássicas da série neste filme, como a tradicional garganta cortada e a faca arremessada de longe; a máscara de Jason é retirada em certo momento, apresentando um Jason deformado que lembra bastante o personagem no filme original.

Jason X” foi o primeiro filme realizado totalmente com câmera digital. Assim, os efeitos de computador ficaram mais incríveis e realistas.



Jason X” teve o título provisório “Jason 2000”, mas como o filme teve um certo atraso no lançamento tiveram que alterar o título. O longa chegou aos cinemas brasileiros antes do lançamento nos EUA, um fato inédito...

È óbvio que nem tudo é perfeito no filme (digo, “perfeito” no sentido “diversão”). A seqüência final, com Jason voando e tudo mais, é ridícula. A transformação rápida do assassino no “Robocop” é culpa da edição ruim (onde a máquina conseguiu desenvolver a nova máscara, ninguém sabe); e até mesmo o roteiro falha ao dizer que tentaram matá-lo de todo jeito e não conseguiram, sem dar menção às características sobrenaturais do personagem. Ora, algumas vezes, ele voltou por sorte macabra mesmo; quando Jason arrebenta a nave por fora e acontece a despressurização, o efeito termina depois que uma vítima é sugada para fora. Jason continua quebrando as portas, mas ninguém mais é puxado...

Enfim, um filme cheio de falhas, mas divertido e diferente. O DVD do filme traz o making of e várias entrevistas com atores, além do roteirista e do produtor. Vale a pena “have a peek”



CONTAGEM DE CORPOS

Assassino: Jason Voorhees
1 (126) : Segurança Johnson – cabeça ferida, corrente em volta do pescoço
2 (127) : Guarda 1 – arma na cabeça
3 (128) : Guarda 2 – batido e arremessado, levou um tiro do guarda 3
4 (129) : Guarda 3 - face bashed in by noose pole
5 (130) : Guarda 4 – corrente em volta do pescoço
6 (131) : Dr. Wimmer – empalado por uma barra de ferro
7 (132) : Sgt. Marcus – arremessado sobre uma porta de metal
8 (133) : Adrienne – rosto derretido em nitrogênio liquido, cabeça estourada
10 (134) : Stoney – cortado no estômago por um facão do futuro
11 (135) : Azrael – costas quebradas até o joelho
12 (136) : Dallas – cabeça esmagada contra a parede
13 (137) : Sven – pescoço quebrado
14 (138) : Condor – empalado num ferro em forma de parafuso
15 (139) : Geko – garganta cortada com um facão
16 (140) : Briggs – empalado em um gancho
17 (141) : Kicker – cortado no meio com o facão
18 (142) : Fat Lou – cortado em pedaços (offscreen)
20 (143) : Professor Lowe – decapitado (offscreen)
22 (144) : Crutch – eletrocutado no painel da nave
24 (145) : Janessa – sugada por uma fenda da nave
25 (146) : Sgt. Brodski – empalado com duas laminas, ferido com o facão, morre ao entrar na atmosfera do Terra 2, junto com Jason

MORTES ACIDENTAIS
19 : Dieter Perez – morre na explosão da Solaris

MORTES NÃO RELACIONADAS COM JASON
21 : Kinsa – tenta fugir numa nave e acaba explodindo...
23 : Waylander – com as costas quebradas, morre na explosão

MORTES NA REALIDADE VIRTUAL
Azrael – corpo rasgado pelo facão
Dallas – decapitado pelo facão
Garota da Realidade Virtual 1 – batida até a morte com o saco de dormir
Garota da Realidade Virtual 2 - batida até a morte com o saco de dormir

Além dessas mortes, 60 soldados além da população inteira da Solaris morreram com a explosão da base.

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SEXTA-FEIRA 13 - PARTE 10: JASON X (Jason X , EUA, 2001). Duração: 93 minutos
Direção: James Isaac
Roteiro: Todd Farmer; Victor Miller (personagens)
Produção: Noel Cunningham
Produção Executiva: Sean S. Cunningham; James Isaac
Fotografia: Derick V. Underschultz
Música: Harry Manfredini
Edição: David Handman
Desenho de Produção: John Dondertman
Direção de Arte: James Oswald
Figurino: Maxyne Baker
Maquiagem: Damon Bishop; Mark DeLuca; Stephan Dupuis; Paul R.J. Elliot; Kyle Glencross; Frances James; Irene Kent; Allison Mondesir; Christopher Pizzerelli; Mike Pyette; Sean Sansom; David Scott; Adrian Stansfield; Nancy E. Warren
Elenco: Kane Hodder (Jason Voorhees/Jason atualizado); Lexa Doig (Rowan); Chuck Campbell (Tsunaron); Lisa Ryder (Kay-Em 14); Peter Mensah (Sargento Brodski); Melyssa Ade (Janessa); Derwin Jordan (Waylander); Jonathan Potts (Prof. Lowe); Dov Tiefenbach (Azrael); David Cronenberg (Dr. Wimmer); Boyd Banks; Melody Johnson (Kinsa); Kristi Angus (Adrienne); Phillip Williams (Crutch); Yani Gellman (Stoney); Robert A. Silverman (Dieter Perez); Barna Moricz (Kicker - E-X Grunt); Dylan Bierk (Briggs - E-X Grunt); Todd Farmer (Dallas - E-X Grunt); David Cook; Tania Maro; James Isaac (Doutor)

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