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Quem conhece nossos artigos sabe que somos defensores do gênero terror de uma época especifica (1968 a 1989). Foram realizadas neste período grandiosas obras, com incríveis significados para o gênero, referências até hoje para os filmes que se classificam como “terror”. Essas produções trouxeram muitas alegrias e até hoje são insubstituíveis.
Mesmo com o inevitável declínio do gênero, tivemos de 1990 até os dias de hoje alguns títulos merecedores de atenção. Um deles é este que falaremos nesse artigo, SONAMBULOS, de Stephen King, lançando em 1992 pela Columbia Pictures.
Esse slogan - Eles se alimentam do seu medo... Está na hora do jantar - não chamou nossa atenção, acreditávamos ser mais um cansativo filme de vampiro onde tentam encontrar na diferença da construção do personagem a originalidade para durar 90 minutos.
Estávamos enganados! |
SONAMBULOS é um ótimo filme, rápido, enigmático e inteligente, mas... O que são os Sonâmbulos? Nada a ver com pessoas andando enquanto dormem. Para sermos mais específicos, são criaturas nômades, de origem felina, vulnerável apenas aos gatos, que se alimentam da força vital de mulheres virgens e é a provável fonte da lenda dos vampiros. Este é o inicio do filme – totalmente perturbador – mostrando essa explicação numa tela totalmente preta numa fonte como se fosse um pergaminho, acompanhado de uma trilha orquestrada por uma ventania e um pequeno som aterrorizante, faz o filme começar com o pé direito.
Assistir a esta obra de Stephen King, que ninguém encontrará em livro algum – fato inédito para o escritor, sendo SONAMBULOS é seu primeiro roteiro direto para o cinema –, é subir e descer uma escada várias vezes. Querem saber o porquê? Uma história fantástica, elenco impecável, uma boa trilha sonora (às vezes ótima, ora fraca) tudo parece a favor, mas OITO erros fazem os altos e baixos.

SONAMBULOS é dirigido por Mick Garris. Para nós, nunca foi
“o diretor”. Seu nome esta ligado a várias obras conhecidas. Episódios de seriados:
AMAZING STORIES (1986),
TALES FROM THE CRYPT (1994), Mini-série:
A DANÇA DA MORTE (1994), Filme para TV:
PSICOSE 4 (1990); Filmes para o cinema:
CRIATURAS 2 (1988),
ABRACADABRA (1992) com Bette Midler e vários outros.
Não descartamos a hipótese de conter mais erros, afinal não existe filme perfeito, mas estes são visíveis até para aqueles não amantes da sétima arte e com certeza poderiam ter sido evitados - não foram talvez pela falta de profissionalismo do diretor (deixando claro, essa é nossa opinião sobre Garris).
Durante nossa aventura literária, apontaremos os demais erros....

TOTALMENTE SPOILERS, CUIDADO! SÓ LEIA SE JÁ VIU O FILME
O filme começa em Bodega Bay, Califórnia, onde policiais entram numa casa aparentemente deserta com centenas de gatos mortos com requintes de violência à procura de mãe e filho desaparecidos sem deixar rastros, levando os vizinhos à preocupação. Na busca, acabam encontrando o cadáver de uma jovem garota com uma rosa vermelha presa no cabelo.
O titulo do filme entra em grande estilo, com muito barulho e muita luz, difícil de esquecer. A abertura mostrando imagens egípcias – tudo a ver porque o gato é de origem egípcia e os
Sonâmbulos são de origem felina – é ótima, poderia ter uma trilha melhor para acompanhá-la, pois a que Nicholas Pike escolheu, não combinou muito bem. Parece tudo, menos filme de terror, mas tudo ok.
Fim da abertura. Vamos para a cidade de Travis conhecer os
Sonâmbulos. A mãe e o filho, Mary e Charles Brady, os desaparecidos em Bodegay Bay. Charles é um rapaz jovem, bonito, loiro, forte. Esta paquerando a foto de uma jovem chamada Tanya Robertson, e para homenageá-la, com uma faca ele se faz uma tatuagem – obviamente a letra T – em seu braço. Sua mãe é linda, alta, cabelos longos, finos, loira, olhares e presença fortes, espera ansiosa pelo gato andando despreocupado pelo seu quintal seja pego na armadilha para matá-lo. Mãe e filho começam a dançar, ao som da bela e incrível musica
Sleepwalker, de Santo e Johnny. Na dança, o
“casal” conversa sobre uma garota da qual Charles convidara para sair – Tanya no caso - Mary fica com ciúme e beija seu filho apaixonadamente nos lábios. Charles a segura em seus braços e vão para o quarto fazer amor.


O que?????!!!!! Mãe e filho?????!!!!! Sim, para os
Sonâmbulos isso é normal. Por quê? Para nós, (opinião pessoal, risos) deve ser uma tradição antiga, os
Sonâmbulos mantêm relações sexuais entre eles para proteger seus poderes. A cena é incrível, faz prender nossa atenção ao filme. Com um inicio desse, com certeza, o restante será incrível.
Uma pausa, por favor, para esses dois atores:
Charles Brady, interpretado por Brian Krause. Coitado! O ator teve um início nada agradável, estrelando a seqüência de um filme no qual o original já é completamente chocho – é fácil essa em amigos, vamos dar uma dica: o original já passou mais de mil vezes na televisão, passa até hoje e imortalizou a bela Brooke Shields, na época uma ninfeta. Claro que estamos falando do
“inédito” LAGOA AZUL (1980). Krause estrelou a horrível seqüência
DE VOLTA A LAGOA AZUL (1991) bluéééééééé... Pedimos desculpas aos fãs do filme, mas pra nós... Ah tchau!!! Depois de
SONAMBULOS, vários seriados, para citar um deles,
CHARMED, de 1998 a 2006.
Mary Brady, interpretada brilhantemente por Alice Krige. Grande atriz, rouba a cena de todo o elenco. Vibramos com cada aparição e interpreta seu personagem com tamanha ferocidade. Impossível sentir raiva dela e olha que se trata de uma vilã e tanto, e nesse quesito está entre as melhores junto com o estupendo trabalho de Glenn Close no perfeito e sombrio
ATRAÇÃO FATAL de1987. É leitores... As mulheres também são perigosas, não apenas os Jasons e Freddies da vida. Krige já atua há muito tempo, desde a época do vencedor do Oscar de melhor filme de 1981,
CARRUAGENS DE FOGO,
GHOST STORY (1981),
REI DAVID (1985),
BARFLY – CONDENADOS PELO VICIO (1987), uma impressionante atuação em
STAR TREK FIRST CONTACT (1996) e muitos outros.

Voltando ao filme...
À noite, Charles vai ao cinema e lá conhece de maneira super
“comédia romântica” a jovem Tanya Robertson. Funcionária do cinema, toda livre leve e solta dança ao som da musica
‘Do you love me’. Ninguém estava por perto com exceção de Charles que flagra seu
“show” e da início ao flerte. Charles oferece uma carona para Tanya após o filme. Ela sem graça diz que o papai virá buscá-la. Trata-se de uma moça de família. Esta cena é tão... tão... As mulheres pensaram:
“Ah que cavalheiro, não se trata de um filme de terror"! (risos). Voltando para casa, alerta a mãe: encontrou uma garota pura.
Ahan... Lembram-se, os
Sonâmbulos se alimentam da força vital de mulheres virgens. Tanya é a próxima vitima. Tudo parece ser um mistério, mas todas as perguntas terão respostas.
Tanya apresenta Charles para sua mãe quando o levou para sua casa após a aula. Ambos estão na mesma classe. A mãe fica fascinada pelo charme do rapaz, mas nem com todo mundo esse charme obteve sucesso. O professor Sr. Fallows desconfiou desde o momento quando percebeu o comportamento de Charles na classe. Ele descobre informações sobre a documentação feita para o rapaz entrar no colégio, completamente falsa, bem feita, mas falsa. Todo cheio de si, segue o garoto e inicia-se uma conversa em que o professor tenta intimidá-lo do lado de fora do carro, mantendo Charles sempre dentro do veiculo, chegando até a fechar seu pulso na porta.
Charles sente muita raiva e usando apenas sua força arranca fora a mão do professor, transforma-se num vampiro – podemos chamar de vampiro, eles são a provável fonte da lenda – e é o fim do Senhor Fallows.

Não conseguimos ficar sem as pausas... O elenco novamente.
Tanya Robertson é interpretada graciosamente por Madchen Amick, do seriado
TWIN PEAKS. Uma bela atriz, não vingou no cinema não sabemos por que, a jovem é bem mais interessante do que muitas que conseguiram seu lugar ao sol de Hollywood.
A mãe e o pai de Tanya são nada mais nada menos que Cindy Pickett e Lywan Ward, os pais de Ferris Bueller em
CURTINDO A VIDA ADOIDADO de 1986.
O Senhor Fallows é interpretado por Glenn Shadix. Quem?! Para ficar fácil, ele dançou em volta da mesa de jantar ao som da musica
‘Day-o de Harry Belafonte’ na hilária e fantástica comédia de Tim Burton
OS FANTASMA SE DIVERTEM de 1988.
Um elenco conhecido para os amantes da sétima arte.
Como prometemos:
O primeiro erro: a mão do Sr. Fallows! Nítido perceber a mão de borracha e pior, na fracassada tentativa de fuga do professor do selvagem monstro Charles Brady, ele nem sequer grita, treme ou geme de dor. Minha nossa, o cara acabou de perder a mão, leva um tombo na hora da fuga e nem sequer um pequeno ruído de dor, apenas quando sua mão se separava de seu braço. Difícil entender!

De novo... De volta ao filme.
Mary Brady fica trancafiada em casa. Os gatos de toda a cidade sentem sua presença – por ser mais velha, sua força é mais poderosa - e a cada momento, o quintal, cheio de armadilhas fatais, fica repleto de gatos.
Chegou o momento do melhor coadjuvante da história. Nossa, depois de tantos astros, existem mais? Sim! O personagem que fica grudado em nossas mentes quando termina o filme – o gatinho Clóvis, interpretado por um gato com nome artístico! Isso mesmo, ele é
SPARKS. Esse astro nunca foi visto em um filme novamente, uma pena (risos).
Clóvis é o parceiro do policial Andy Simpson (Dan Martin). Agora entra no filme vários policiais de grande importância para a história, criando um clima super interessante. Enquanto Simpson brinca com Clóvis, Charles ultrapassa todos os possíveis limites de velocidade bem na cara do policial. Na perseguição, Charles se mostra tranqüilo, não esta preocupado com a policia, tenta atropelar por gosto uma menininha saindo do ônibus escolar, o motorista a salva e aumenta a fúria do policial.
Quando consegue ficar cara a cara com Charles, esse não da à mínima para a autoridade até perceber Clóvis. Numa das seqüências mais incríveis do filme, Quando ve o gato, Charles passa por uma rápida transformação de todas as suas aparências, desde a uma criança, a um monstro horrível, tornando-se Charles novamente. Simpson vê a transformação maluca. Charles avança o carro e usando seus poderes se torna invisível, junto com o carro, despistando o policial Simpson, mas Clóvis sente sua presença.
Os companheiros de trabalho de Simpson não acreditam no acontecido. Este promete encontrá-lo. Mary esta faminta, precisa da força de Tanya para se saciar, desconta em Charles, ou seja, todos estão nervosos. A mais tranqüila é Tanya, toda animada, marcou um piquenique com Charles num cemitério antigo da cidade. Charles gosta de desenhar lápides antigas (estranho hobbie não acha, talvez não para um
Sonâmbulo).
Tanya decide conhecer a casa de Charles. É super bem tratada por Mary Brady que coloca uma rosa vermelha em seu cabelo. As peças estão se encaixando, olha a rosa vermelha ai de novo!

Não tem como negar, Krige nessa cena arrasa em sua hipocrisia civilizada com uma pitada de falsidade amorosa.
No cemitério, tudo está as mil maravilhas – por incrível que pareça, apesar do local sinistro. Começa com sorrisos, abraços, beijinhos, para beijos mesmo entre Tanya e Charles. Tanya está se apaixonando. Charles está atuando.
De repente...
Tanya sente-se fraca quando percebe sua força sendo sugada. Charles fica agressivo e violento, batendo na garota, agindo como se fosse estuprá-la transformando-se na sua frente num
“vampiro”.
O segundo e o terceiro erro: a mudança da personalidade de Charles! Claro, o publico espera uma atitude diferente do jovem
Sonâmbulo em ação, mas a utilizada, realmente não teve coerência com o que vimos entre a relação de Charles e sua mãe. Entra em ação um Charles infantil, sem graça, com umas respostas pra lá de clichê. Numa cena em que Tanya enfia um saca-rolha em seu olho e derrama sangue por todo seu suéter, ele grita não de dor, mas sim pelo fato da mancha de sangue na blusa que sua mãe passou varias horas lavando. Até imagino Mary Brady no tanque lavando o suéter do filho com os gatos em volta esperando ela terminar para arranhá-la. Fala sério, humor negro desnecessário, isso deu certo apenas com Freddy Krueger e Chucky e... Opa... O terceiro erro. Tanya não feriu o olho de Charles com o saca-rolha? Então... Num determinado momento, Tanya cai de barriga no chão, agarra com dificuldade o utensílio e quando se vira, não faz nenhum esforço para esconder a arma, Charles também não dá muita atenção, parece não enxergá-lo e está bem próximo de sua visão. Qualquer assassino principalmente com grandes poderes saberia, aquele saca-rolha deveria servir para fazer um belo estrago.
Tanya pede socorro ao policial Simpson que fazia a ronda pelo cemitério e reconheceu o carro de Charles. Ele, distraído, não percebe a presença ameaçadora do
Sonâmbulo. Com um dos lápis (usado para desenhar as lápides), Charles enfia no ouvido direito do policial, ao cair, o lápis crava mais fundo. Triste não? Mas... Chegamos ao próximo
“tomate”.
O quarto erro: Tanya novamente sozinha tenta se defender dos ataques de Charles, mas mesmo com o lápis cravado em sua orelha, Simpson não morreu, levanta apenas meio tonto e consegue acertar um tiro nas costas do sonâmbulo. Este, se levanta, agarra a arma e atira desta vez para matá-lo. Como alguém pode estar vivo com aquele lápis cravado na orelha até o fundo? Forçou a amizade, hein, Garris, King e sei lá mais quem?
O gato Clóvis é o herói. Ele salva Tanya, desfigurando com mordidas e arranhos o rosto de Charles machucado pelo saca-rolha, fazendo os ferimentos se tornarem mais graves. Charles volta para a casa imediatamente, Tanya chama a polícia pelo rádio-escuta e Clóvis chora a morta do parceiro. Realmente, essa cena do gato Clóvis é triste!!!

Mary toma conta do filho, que não consegue transformar seu rosto novamente na forma humana. Ela sabe a gravidade dos ferimentos. Luta como toda mãe, para salvar seu filho. Mais um destaque para Alice Krige, convence qualquer um no papel de mãe desesperada.
Os policiais, pelo testemunho de Tanya, avançam em direção da prisão de Charles. Através da invisibilidade, Mary se esconde levando junto Charles já completamente fraco e sentindo a chegada da morte.
Tanya pede ao xerife o gato Clóvis. Gravem bem isso, o xerife está com o gato. Um policial acompanha o dia todo a família Robertson. A única maneira de salvar Charles e sugar toda a força de uma mulher pura. Mary sai em busca de Tanya, sozinha e determinada.
Palmas mais uma vez para Alice Krige. Não cansamos de rasgar elogios. Talentosa atriz! Realmente, fez por merecer.
Mary chega à casa de Tanya com um vaso de vidro com algumas flores. O Senhor Robertson atende a porta, mas não consegue dialogar porque Mary quebra o vaso de vidro em seu rosto.
O quinto erro: O pai de Tanya... Morreu ou não? A resposta não chega. No filme aparecem falas como:
“Eu acho que ela o matou” A gravidade do ferimento parece não ser o suficiente para levar um ser humano à morte. Isso ficou em aberto.
Repare agora que os quatro últimos erros são um atrás do outro.
Mary Brady chega fazendo horrores. Derruba um policial, atira a mãe de Tanya pela janela da sala numa cena inesquecível e muito bem feita e com um soco bem na cara, desmaia nossa vitima Tanya.


O sexto e sétimo erro: o policial no chão se levanta, saca a arma e tenta atirar na mãe
Sonâmbula,
“policial, treinado para atirar e controlar suas emoções” consegue errar todos os tiros e foram vários. Sua mira foi capaz de destruir ainda mais a casa dos Robertson, mas nenhum tiro passou de raspão em Mary Brady. Tudo bem foi um erro, mas você se apaixona tanto pela vilã que seria injusto ela levar um tiro, o publico em si não deseja isso. Com certeza, é devido ao grande carisma da atriz. Desesperado, o policial liga para o xerife. Num prato na mesa da cozinha tem algumas espigas de milho servidas no jantar. Mary chega, agarra uma espiga de milho e crava nas costas do policial. O que? Uma espiga de milho? Com tantos utensílios cortantes existentes numa cozinha ela foi escolher justamente uma espiga de milho? Desculpe, mas não conseguimos enxergar uma espiga de milho como uma arma fatal para se defender de um criminoso, quem dirá de um monstro, mas sua classe em manusear uma espiga de milho como uma arma é fantástica e Mary, maravilhosamente, encerra seu lindo crime dizendo:
“Sem verduras, sem sobremesa, essas são as regras”, brilhante! Com outra atriz, isso ficaria tosco, mas Alice Krige da conta do recado, outra semelhança com Glenn Close, em
ATRAÇÃO FATAL, que segurou as pontas na cena da banheira, e os críticos foram obrigados a dizer:
“se fosse outra atriz, seria patético”.
Bem... Dizíamos...
Mary Brady sai arrastando a desmaiada Tanya pelos cabelos até o carro da policia para levá-la até seu filho, mas antes, ela explode alguns carros de policia atirando no tanque de gasolina para ninguém a seguir, arranca com uma mordida os dedos de um policial e não contente, ainda quebra seu braço – com direito a ossos expostos- numa cena realmente merecedora de elogios... PERFEITA!!!
Existe um detalhe... Mary Brady fora de casa, com certeza! Se dentro da casa sua presença já atraia alguns gatos, imagine agora. Todos, mas todos os gatos da cidade e da região se dirigem para a casa dos
Sonâmbulos. É realmente impossível sair do carro para levar Tanya para Charles. Ao chegar, vê os milhares de gato em seu quintal, no muro, no teto, em tudo. Qual a solução? Entrar na casa com carro e tudo. Mãe é mãe né.
Tanya adverte Mary -
Charles esta morto. Ela nega, obrigando a garota dançar com o monstrengo. Mary faz seu filho levantar e dançar com Tanya, através de seus poderes telecinéticos. Ainda movido pela mãe, Charles começa a sugar a força de Tanya, porém o processo é interrompido quando Tanya crava seus dedos nos olhos dele.
O xerife chega à cena. Ficou sabendo das baixas policiais e só tem um lugar onde Tanya poderia estar. Na casa dos Brady e, ainda em seu poder, está o gato Clóvis.

Nessa seqüência final, vemos pela primeira vez a versão de Mary monstro, realmente é chocante. Lógico, vários gatos pulam em cima dela, mas todos têm seus pescocinhos quebrados.
Daí pra frente tem a ação final. O xerife acaba morto. Tanya tenta fugir entrando no carro policial, Mary vai atrás ficando à disposição dos gatos.
Essa cena é incrível. Milhares de gatos pulam em cima de Mary e começam a arranhá-la. Ela não consegue ir contra, são muitos e, de repente, todos os arranhões se transformam em chamas e o fim esta próximo para a mãe
Sonâmbula.
Em mais um momento de elogios para Alice Krige. Antes de morrer, sua forma humana aparece de repente no pára-brisa do carro queimando em chamas e num tom totalmente doloroso, ela grita para Tanya:
“Matou meu filho. Meu único filho!”. Não resta duvidas, Alice Krige
“FEZ” este filme acontecer e o salvou das vaias de todos os erros.
Um dos gatos responsáveis pelo ato heróico é Clóvis, que acaba em poder de Tanya. Na última cena do filme, ela o abraça e diz:
“Apenas eu e você Clovis, apenas eu e você”. Brilhante! A frase perfeita de uma sobrevivente no meio dos destroços, acompanhado pela super trilha feita por Enya. Aquela sensação de paz após muito barulho. Grande
Stephen King.
Ficamos devendo o oitavo e ultimo erro:
O oitavo erro: Charles Brady morreu? Não posso afirmar, não mostra, apenas pela frase de sua mãe em chamas, mas nada confirmado. Eles só morrem com o arranho do gato. Bem, ele não foi arranhado até a morte, não mostrou no filme. Quem cravou os dedos em seus olhos foi uma
“gata”, pois Madchen Amick é lindíssima, mas falta nela às quatro patas (risos). Ficou essa pergunta no ar, dedada nos olhos não mataria um monstro. Ele foi um ótimo vilão, poderia ter posto aquela morte bonita para o rapaz igual a sua mãe.

Esses erros atrapalham o filme? Não! É muito bom assistir e rever
SONÂMBULOS.
FIM DOS SPOILERS
Agora é hora de falar com a boca cheia. A trilha composta por Enya é maravilhosa, fenomenal e fantástica. Tem tudo a ver com o filme e seus personagens.
SONAMBULOS arrecadou 30 milhões de dólares nos cinemas americanos, sendo que abriu com 10 milhões e ganhou 4 prêmios no
Fanta festival:
Melhor Filme,
Melhor Diretor,
Melhor Roteiro e
Melhor Atriz (claro para Alice Krige).
É o melhor, o the Best, trabalho de
Stephen King? Não! Daria um livro maravilhoso? Sim! Imagina ler a origem dos
Sonâmbulos, talvez num primeiro capitulo. Infelizmente não tivemos essa sorte, mas com certeza esta num top 10 de todos os filmes de King.
Sonâmbulos é uma obra de conteúdo, roteiro e principalmente interpretações. Os escritores hoje em dia deveriam ousar mais dessa criatividade e viajar na maionese de vez em quando para criar historias e monstros fantástico ao invés de gastar dinheiro, realizando filmes de serial killers repleto de mortes absurdas e nojeiras. Ah...
"Que tempo bom, que não volta nunca mais!” Conhecem essa musica? Ela é perfeita para nós dois. Lembramo-nos de quando locamos este filme pela primeira vez, na época, um lançamento em 1993 - como era gostoso a expectativa de um filme de terror com inteligência...onde será que eles estão?
OBSERVAÇÃO: Quase esquecemos, mas adivinha quais cinco grandes estrelas do mundo do terror que atuam por trás das câmeras e fazem uma pequena participação no filme?
Stephen King,
Clive Barker,
Tobe Hooper, Joe Dante e John Landis. Barker e Hooper interpretam guardas-florestais preocupados junto da policia com o ataque do maníaco Charles a Tanya no cemitério, Landis e Dante fazem técnicos com especialização em laboratórios; King faz o zelador, desesperado em explicar que não é responsável por deixar
“jovens delinqüentes” entrarem no cemitério, uma cena feita especialmente apenas para os astros aparecerem. King é quase um Hitchcock aparecendo em pontas nos seus filmes, mas com um pouco mais de ambição, já que suas aparições continham roteiro, diferente do Papa do suspense.
Mark Hamill também faz uma ponta não creditada como um oficial...
Para entrar em contato com os irmãos André e Marcos Luiz:
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SONÂMBULOS (Sleepwalkers, EUA, 1992). Duração: 91 minutos.
Direção: Mick Garris
Roteiro: Stephen King
Produção: Michael Grais; Mark Victor; Nabeel Zahid
Produção Executiva: Dimitri Logothetis; Joseph Medawar
Desenho de Produção: John DeCuir Jr.
Edição: O. Nicholas Brown
Maquiagem: John Blake; David P. Barton; Tony Gardner; Vance Hartwell; Stephen Robinette; Mike Smithson; Rick Stratton
Efeitos Especiais: Dennis Dion; Eric Fiedler; Tom Hester; Richard L. Hill; Tom Martinek; Carolyn Oros; Brian Penikas; Brian Sipe; Carolyn Oros; Tim Turner
Música: Nicholas Pike
Fotografia: Rodney Charters
Direção de Arte: Sig Tingloff
Elenco: Brian Krause (Charles Brady); Mädchen Amick (Tanya Robertson); Alice Krige (Mary Brady); Jim Haynie (Xerife Ira); Cindy Pickett (Sra. Robertson); Ron Perlman (Capitão Soames); Lyman Ward (Sr. Don Robertson); Dan Martin (Andy Simpson); Glenn Shadix (Sr. Fallows); Cynthia Garris (Laurie Travis); Monty Bane (Horace); John Landis (Técnico de Lab); Joe Dante (Técnico de Lab); Stephen King (caseiro do cemitério); Clive Barker; Tobe Hooper (técnicos forenses); Frank Novak; Rusty Schwimmer (dona de casa); O. Nicholas Brown; Richard Penn; Ernie Lively; Bojesse Christopher (Crawford); Lucy Boryer (Jeanette); Judette Warren (Carrie); Stuart Charno; Karl Bakke; Diane Delano; Roger Nolan; Joey Aresco; Michael Reid MacKay; Charles Croughwell; Karyn Sercelj; Mark Hamill; Norman Fessler
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