TEORIA HALLOWEEN

"Eu passei oito anos tentando alcançá-lo, e então outros sete tentando mantê-lo preso porque eu descobri que o que está vivendo atrás dos olhos daquele garoto era simplesmente o puro...Mal." (Dr.Loomis)


Ninguém pode negar que Halloween (1978) ditou uma nova maneira de realizar filmes de terror, ou melhor, slasher filmes. Halloween foi o “segundo” slasher após Psicose (1960) que deu certo, sendo assim, Michael Myers tornou-se um mito que originou outros serial killers mascarados como Jason Voorhees, Freddy Krueger, e a lista não para de crescer.

Chamam-nos de várias coisas: saudosistas e até polêmicos – meu Deus! -, porém, falando a verdade, somos completamente avessos a refilmagens e, por esta razão, nem chegamos perto do Halloween de Rob Zombie.

Não é falta de confiança em Zombie - muito pelo contrário -, ele deu a nós dois grandes experiências em filmes de violência que, do nosso ponto de vista, são incríveis: A CASA DOS 1000 CORPOS (2003) e sua seqüência superior e extraordinária REJEITADOS PELO DIABO (2005). O fato é: trata-se de uma refilmagem e dificilmente iremos a favor dela.
Podemos estar enganados, mas fomos conferir nos cinemas o novo filme do nosso mestre Jason, “Sexta-Feira 13” (2009) e... DEUS NOS ACUDA! Foi o fim da série para nós. Deve haver pessoas que gostaram do filme, mas, nós dois, definitivamente não, Michael Bay é um “assassino” de clássicos, mas isso não vem ao caso, não estamos aqui para falar do Jason e, sim, de Michael Myers.

Ele não é nosso mestre, como o Jason foi, é, e continuará sendo, mas temos uma verdadeira admiração e até carinho pelos seus filmes, porque são slashers soberbos – até um certo período – e além de tudo isso, ele apresentou nossa musa eterna pela primeira vez aos cinemas, Jamie Lee Curtis. Portanto, somos fãs de carteirinha de Michael Myers. Myers é tudo de bom!



Cruzar com Myers em uma esquina na madrugada é pior do que com o Jason. Myers com aquela máscara – linda, diga-se passagem – faria nós dois enfartar ali na sua frente, fazendo com que ele poupasse o esforço de manusear sua faca para nos matar.

De todas as sérias mais famosas do cinema slasher, Halloween é a que mais temos problemas, de acordo com alguns pontos da história e na sua tentativa frustrante de querer tentar superar o mega sucesso de Sexta-Feira 13. Como admiradores de Myers, queremos fazer uma crítica e uma analogia sobre sua série, totalmente parcial, para podermos compartilhar a nossa opinião com o pessoal do Boca do Inferno.

Já pedimos desculpas aos mais fissurados em Myers pelo que iremos escrever, mas podemos começar, sem rodeios, dizendo que Halloween 5, Halloween 6, Halloween H20 e Halloween Ressurreição, para nós, não existem de forma alguma e ponto final. O quê??!! Como assim??!! Calma, vamos explicar:

Imaginem em 25 de outubro de 1978 quando Halloween chegou aos cinemas. Wow! Deve ter sido incrível presenciar essa evolução do horror de uma forma inédita e inesperada.

Aquele suspense bem sigiloso e em silêncio que Michael proporciona ao personagem de Laurie Strode é magnífico, a trilha sonora – sem palavras – e a maneira como você é conquistado pelos personagens e ter que testemunhar suas mortes, vê-los sendo brutalmente assassinados e perguntar: mas porque ele está fazendo isso? Deparar com aquele sofrimento de Laurie pela sobrevivência, belissimamente filmado, num conjunto de obra excelente. E o final? Incrível! Um final aberto: Michael Myers é humano ou não? Pra onde ele foi? Ferido? O que vai acontecer agora? E... Sobem os créditos. Palmas, realmente um grande filme.



Claro que ele teria alguns probleminhas de efeitos, mas nada que afeta o resultado, afinal estamos falando de um filme que custou estimados 320 mil dólares: como a morte de Judith Myers no início, a mão de Myers quebrando o vidro do carro do Dr. Loomis na sua fuga do sanatório de Smith Groove, entre outros.

Isso é perdoável, afinal, são truques de câmera onde os realizadores fizeram o que podiam. O que não é perdoável é a falta de atenção do diretor John Carpenter em outros três momentos do filme.

Na cena da morte de Bob (John Michael Graham), o namorado de Lynda (P.J. Soles), Michael Myers crava uma faca em seu peito – “UMA FACA DE COZINHA” -, é nítido aos olhos de qualquer espectador, não precisa ser totalmente analítico como nós dois que a faca não era tão grande a ponto de fazer com que, ao enfiar, atravessasse seu corpo e atravessasse a porta do armário de tal maneira que segurou o corpo de Bob pendurado. Para piorar, ao mostrar de longe, ainda você consegue perceber uma parte da faca que Myers não enfiou no peito de Bob, ou seja, FALTA DE ATENÇÃO DO SENHOR CARPENTER, totalmente!

Bob e Lynda estão na casa de Lindsay (Kyle Richards). Aquela típica casa americana, que na certa deve ter uma garagem cheia de ferramentas e com toda certeza, um facão. Um bem maior do que aquela faca de cozinha que Myers usou para matar Bob, ou seja, um facão que realmente teria obtido o resultado que a faca obteve no assassinato.



O outro erro foi no momento em que Laurie Strode leva uma facada no braço de Myers fazendo-a cair da escada e dando início à perseguição. Vendo a cena é de causar náuseas a dor que Laurie deve ter sentido ao levar aquela facada, meu Deus, é uma “baita” facada. Onde está o erro? Quando Laurie consegue esconder-se provisoriamente de Myers, repararam no braço dela: parece que só rasgou a blusa, mas espera um momento, ela levou uma facada, isso é certeza, é fato, e olhando mais de perto tem um simples “risco” vermelho em seu braço! Cadê o corte? Myers não raspou a faca no braço dela, ele enfiou e rasgou, mas pela maquiagem parece que ele só raspou.

Conrad Rothmann (o responsável pelos efeitos especiais) fez um ótimo trabalho, mas poderia ter melhorado na maquiagem, não aumentaria tanto os custos. Este erro irá se agravar ainda mais com o lançamento do 2º filme da série.

Quando se inicia a perseguição, Laurie se tranca na cozinha e tenta abrir a porta que esta emperrada devido a um rodinho que esta segurando a fechadura. Quando Myers esta quase perto de agarra-lá, Laurie quebra o vidro da porta com as próprias mãos para tirar o rodinho da fechadura. Nota-se que depois o vidro esta na porta novamente. Será que Laurie limpou até os pedacinhos de caquinhos para poder passar a sua mão? John o que aconteceu?

Fora isso Halloween é nota 10 - podemos dar até uma nota 11 de 0 a 10. O que ele representou e ainda representa para o cinema de terror slasher é algo inexplicável, praticamente uma aula de fazer slasher e parece que hoje em dia os diretores ficaram de DP nesta aula.

Existe uma fama completamente equivocada a respeito de Myers. Ele é conhecido como “assassino de babysitters”. Por quê? Foi o que disse a personagem de Drew Barrymore no seu incrível prólogo do chatinho Pânico (1996).

Um minutinho: Michael Myers não persegue Laurie pelo fato dela ser sua irmã? Então porque este ‘tablóide’? Se ela fosse auxiliar de dentista, então Myers seria um “assassino de auxiliares de dentistas”? Ok, deixar essa noticia no primeiro filme tudo bem, mas e depois?

Uma vez assistimos uma versão de 101 minutos de Halloween e nessa versão sem cortes, nunca lançada, fica bem subliminar o motivo pelo qual Myers persegue Laurie. Aquela cena usada em Halloween II, onde Laurie, em seu quarto, sonha quando foi ver Myers num sanatório, pertence à parte 1.
A cena é longa e Myers escreve com suas unhas na porta do seu quarto a palavra ‘SISTER’ (irmã), é óbvio! Nesta versão, esta cena entra logo após o assassinato de Judith Myers, ou seja, essa sempre foi o objetivo de John Carpenter: Myers quer matar sua irmã, não as babysitters, porém ele guardou esse truque para uma seqüência para deixar o primeiro num mistério total.

Algumas coisas poderiam ter ficado no filme, mas existe uma cena que não havia necessidade de permanecer. Quando Laurie se apronta para ir à casa dos Doyle, ela saiu do banho, esta de roupão e uma toalha na cabeça em sua sala. Lynda lhe faz uma visita e azucrina sua cabeça pedindo uma roupa emprestada.

Existem muitas curiosidades a respeito de Halloween, mas algumas precisam ser ditas por serem especiais demais: a voz do Paul, namorado de Annie é a voz de John Carpenter (agora fica difícil imaginar Paul como um cara bonito hehe); cada atriz usou suas próprias roupas no filme, uma vez que não tinham dinheiro para pagar uma figurinista; Donald Pleasence (Dr: Loomis) gravou suas cenas em apenas 5 dias; Anne Lockhart foi à primeira escolha para viver o papel de Laurie Strode e Dennis Quaid era o namorado de P.J. Soles na época e Carpenter queriam que ele interpretasse Bob, infelizmente não foi possível, Quaid estava ocupado no set de filmagens de outro filme - talvez do telefilme trash fraco VOCÊ ESTÁ SOZINHA? (1978).

Dia 9 de maio de 1980 estreava o primeiro filme da série Sexta-Feira 13 nos cinemas. Este tópico frasal explica tudo (risos). O filme repetiu o sucesso de Halloween, quase empatou as bilheterias americanas, mas mundialmente superou, apresentou um mistério maravilhoso ao público, inovando um clichê, tornando-o ‘diferente’, digamos inédito em alguns pontos e Jason tornou-se o serial killer mais famoso do cinema. Ok!



Halloween não ia ficar de fora desta “bocada”. Fica a impressão de que uma seqüência foi feita as pressas, nas coxas por três motivos; - Superar o sucesso do primeiro Sexta-Feira 13; 2º - Repetir o sucesso de Halloween e 3º - Ser Lançado antes da seqüência de Sexta-Feira 13 para competir com ele.

Pesquisando sobre Halloween II descobrimos que logo após o sucesso de bilheteria do primeiro Halloween nos cinemas americanos, a Universal comprou os direitos do filme e ele foi filmado imediatamente nos seus estúdios. Vejamos: não foi feito as pressas, deduzimos que foi filmado em 1979! John Carpenter não quis dirigi-lo, porém participou da produção e roteiro do filme e no seu lugar foi colocado o totalmente estreante Rick Rosenthal, sem problemas! Frank ‘Paco’ Munoz, supervisionado por Lawrence J. Cavanaugh, ficou responsável pelos efeitos especiais. Escolhas erradas!

Como pode ter escapado tantos defeitos? Tudo bem Munoz realizou os efeitos de Sexta-Feira 13 Parte V – Um Novo Começo (1985), daí você compreende: o cara é fraco, porém Cavanaugh, meu Deus, que decepção: o cara realizou efeitos de nada mais, nada menos que: 007 – Na Mira dos Assassinos (1985), O Sobrevivente (1987), Seis Dias e Sete Noites (1998), Missão Impossível II (2000), entre outros. Rosenthal é mais imperdoável do que Carpenter no primeiro filme, mas antes de ditar os defeitos, vamos esclarecer uma coisa:

Halloween II, lançado em 31 de outubro de 1981 é de 0 a 10, nota 10! É ótimo em todos os sentidos. É uma verdadeira sequência e tem um desfecho de mestre. A idéia de continuar na mesma noite do filme anterior é uma tacada de gênio. Você presencia a transformação de uma pacata cidade como Haddonfield em um verdadeiro caos devido aos crimes é sensacional. Os assassinatos, a perseguição final, os personagens, todos, excelentes, ótimos, e etc... Opa... etc não existe mais? Bem, mas Halloween merece (risos).

O filme tem curiosidades incríveis que ao descobrirmos ficamos orgulhosos da série: aquela repórter loira, em frente à casa dos Doyle, dizendo para o fotografo - que precisa da autorização dos pais para usar as crianças e se não os encontrar use-os assim mesmo -, o fotografo é Dana Carvey; Darcy, a amiga da enfermeira Karen que pede carona a ela, trata-se de Eddie Benton, a Wendy do primeiro Prom Night (1980), atendendo como Anne Marie-Martin, porém seu nome não consta nos créditos, ela é ex-esposa de Michael Crichton e a estrela do seriado cult ‘Sledge Hammer’ (1986-1988); e a voz de Sally, a amiga de Alice, primeira vítima de Michael Myers, contando a ela sobre os crimes, é a voz de Nancy Loomis.

Mas a falta de atenção do diretor é de ficar chocado. Até aquelas pessoas que borram as calças ao ver filmes de terror e fecham os olhos nos momentos mais tensos conseguem perceber. Como a seqüência de Halloween não alcançou a bilheteria esperada, os estúdios da Universal desistiram do filme. Será que eles viram os defeitos especiais do filme? (risos).

Ao começar o filme – com um prelúdio do primeiro (maravilhosa idéia) -, porque eles não usaram a cena completa? Em Halloween II eles regravaram a queda de Myers da sacada da casa. No primeiro filme, Myers ‘rodopia’ a sacada e cai, aqui não. No momento em que Myers leva os tiros, parece haver uma “rampa” na varanda que leva Myers acima da sacada, ou Myers além de tudo é também um fantasma que atravessou os balaustres e caiu no chão? Grande erro! Acrescentaram pequenos diálogos em Laurie falando com as crianças irem até a casa dos Mackenzie e nos gritos das crianças no qual Dr: Loomis fica curioso para entrar naquela casa em busca de Myers. Resumindo: porque não usaram a cena do primeiro filme completa? Este é o primeiro de vários e vários erros que contêm Halloween II. Foi filmado após o primeiro Halloween, nenhum utensílio de figurino (cabelo e maquiagem) estaria diferente do filme anterior. Qual a resposta, Por quê?

Após a abertura, Myers pega uma faca na cozinha de uma senhora, nota-se que na TV esta começando o clássico de George A. Romero A NOITE DOS MORTOS VIVOS (1968), ótimo programa para o Halloween. Este filme é item na nossa imensa coleção de clássicos e por isso já o assistimos mais de 50 vezes. Sabemos exatamente o que acontece em cada cena do filme apenas ao ouvir a trilha, portanto, em Halloween II as horas passam, passam, passam e o filme não sai do inicio. Se quando Myers rouba a faca da casa da Senhora já esta na cena onde Johnny diz: -“Eles vão te pegar Barbara”. Então como que no momento em que Karen, a enfermeira atrasada e safadinha (Pamela Susan Shoop, a heroína do extraordinário O IMPÉRIO DAS FORMIGAS GIGANTES), chega ao hospital, de acordo com a trilha, ainda esta no momento em que os zumbis tentam entrar no carro de Barbara!
Cena que pertence à próxima seqüência do momento focado na casa da velha senhora. Sem mencionar que quando Karen esta indo ao hospital, ela da carona a uma amiga e diz: “- 5 minutos até sua casa e mais 5 minutos até o hospital, a senhora Alves vai me matar”. Como que o filme não avançou? Será que devido aos vários noticiários sobre os crimes de Haddonfield que atrasou a duração?!

Lembram-se da facada no braço de Laurie no primeiro filme? Eu disse que o erro aumentaria com a sequência. Quando Laurie chega ao hospital, Dr. Mixter diz que ela perdeu muito sangue. Ah... Ok? Como? Com aquele simples arranhão? Mais uma vez pesa a falta de maquiagem, não deixa o público ficar realmente chocado com a vítima. Esse é outro problema, o braço dela foi “rasgado” pela faca num corte bem grande e a faixa aparece acima do cotovelo bem pequena, você percebe o inicio e o fim da faixa. Mancha de sangue no ombro de Laurie, mas a facada não foi no braço? Falta de atenção hein Rosenthal, Jesus!

No momento em que Loomis confunde Ben Tramer com Michael Myers, este, por sua vez, bêbado, não vê um carro de policia se aproximando, é prensado num furgão, causando uma explosão e levando à sua morte. No momento que ocorre a explosão, o corpo cai carbonizado na tampa da frente do carro. Quero dizer “tampa” para deixar bem especificado. Quando o Xerife e Dr. Loomis chegam próximo ao corpo para comprovar se é ou não Myers, o corpo esta prensado, porém, encostado no furgão, não mais caído no carro. Essa doeu. Portanto, o corpo do pobre Bem Tramer no hospital é de causar calafrios: perfeito, carbonizado total. Gravem este detalhe, para uma observação mais à frente.

A morte do guarda do hospital. Precisa dizer mais? Ele leva uma martelada com as duas pontas no meio de sua cabeça (careca). Fica a impressão de que ele bateu num ferro, porque não enfia, não tem sangue, nada. Nem chega perto da realmente martelada perfeita que um guarda leva em Sexta-Feira 13 Parte 2 (1981) que arde até as costelas. Com o custo maior do que o primeiro filme, isso é imperdoável. Falta sangue em Halloween II: quando Laurie encontra seu corpo, parece que saiu de um banho.

Quem também não tem sangue no corpo é a enfermeira loirinha, bonitinha do hospital, que morre antes de começar o sofrimento de Laurie. Myers aparece por trás da moça e enfia o bisturi em suas costas, erguendo a moça com uma mão só. Além de não ter sangue na roupa dela e nenhuma gota no chão, ele ergue a moça de um jeito que era para rasgar as suas costas e nem isso acontece, seu sapatinho cai, ela dá um ultimo suspiro e cai morta “limpa”, no chão “limpo”, com a roupa “limpa” e o bisturi “pronto para uma cirurgia, limpo”. Inaceitável.

Na morte da enfermeira Karen, Myers a afoga numa banheira de hidromassagem com água fervendo. A pele da face da moça vai soltando do rosto, cozinhando seu cérebro e destruindo sua bela aparência, até a ponta dos dedos dela que ficou na água foram danificados. Myers que afogou essa moça nessa banheira de água borbulhante, colocando sua mão inteira na água para segurar sua cabeça... NADA ACONTECEU COM SUA MÃO, ela continua normal, sem arranhões, nem bolhas, nem vermelha ficou e nem a blusa desbotou.

Esquecendo esses defeitos, esse assassinato é um dos dois mais chocantes de Halloween II - se tivesse sido realizado de uma maneira correta, teria ficado perfeito. O outro crime do filme pelo qual comentei, é o da enfermeira Janet, quando Myers injeta ar em seu cérebro por uma agulha de seringa. Este não tem nenhum defeito, é arrepiante, perfeito e inesquecível.

Onde estão os outros pacientes do hospital? Haddonfield Memorial Hospital é exclusivo de Laurie Strode?

Quando Jimmy fica preocupado com o sumiço e o estado de Laurie, ele vai atrás da enfermeira chefe do hospital, Sra Alves. Ele a encontra morta numa maca, na sala de cirurgia e seu sangue tirado de seu corpo pela veia do braço com uma borracha encharcando todo o chão. Jimmy não percebe o sangue e ao tentar correr, eis que escorrega e cai de cabeça no chão EM CIMA DO SANGUE, num tombo extraordinariamente bem feito. Jimmy morre pela pancada que levou na cabeça devido ao tombo, mas antes de morrer, ainda tenta fugir. Entra num dos carros onde esta Laurie escondida de Myers e nota-se: sua blusa esta limpa!!!!!!!!!!!!!!!!! Difícil!
É incrível como Laurie esta apavorada com a presença de Myers e até se esquece dos seus ferimentos, pois ela tem uma mania de bater nas portas e se apoiar nas paredes com a mão enfaixada, sendo que a outra... Pelo menos ela sempre manca de acordo com seu tombo na escada no primeiro filme.

Agora o pior! Se não fosse tão boa esta sequência e se não fosse a performance de Jamie Lee Curtis, melaria todo o filme. No final, Laurie esta encurralada numa parede com um revólver a seus pés. Antes de atirar ela apela para o bom senso familiar de Myers, que claro, ignora. Então Laurie resolve manusear o tal revólver: Estamos falando de uma mulher pacata, que nunca atirou na vida ou ao menos segurou num revólver. Por que afirmo isso? Uma vez que ela se nega a pegar a arma das mãos de Dr. Loomis. Lembra-se que Laurie esta “tonta” devido à reação negativa do medicamento, apavorada, tremendo, dopada, cansada, sofrida, machucada (mais ainda) e mesmo assim, com os olhos fechados, eis que dispara dois tiros e WOW!... ISTO É INCRÍVEL. Ela acerta os dois tiros nos olhos de Michael Myers. É a mulher maravilha! Como ela mirou? Como ela acertou? Desculpe-nos, mas ficou piegas e todos que assistem nas famosas sessões aqui em casa, dão risadas.

O filme encerra com a “morte” de Dr. Loomis, suicidando-se e carbonizando Myers numa explosão. Por que escrevemos “morte de Dr. Loomis”? Reparem no guarda no final ao perguntar quantos corpos, e qual é a resposta? “10, até agora”. É só contar. Sobem os créditos com a incrível música Mr. Sandman e... Palmas, nota 10.

Apesar de todos esses erros inaceitáveis, Halloween II é um grande filme. Longe de ser um Sexta-Feira 13 (fase inicial 1, 2, 3 e 4), mas um belíssimo filme.

Halloween III. Bem... Adoramos Halloween III. Nota 10, sensacional e assustador. Tem um grande enredo, medonho e imprevisível. Gostamos ainda mais desta sequência devido a uma futura teoria sobre a franquia Halloween que ainda vamos contar. Uma vez lemos que Myers não ia mais voltar, ele morreu e que os novos filmes de Halloween seriam histórias diferentes. Mas devido ao fracasso e como o dinheiro fala mais alto em Hollywood, eis que Myers volta novamente para atacar. E depois falam do Jason!

1988. 10 anos após Halloween. É motivo de uma bela “festa de aniversário” e para comemorar, eis que Myers ressurge novamente em: Halloween IV – O Retorno de Michael Myers. Porém...

Este é o melhor filme de Michael Myers para nós. Entre todos os melhores, este é o melhor! Simply The Best. De 0 a 10, este é 20. Incrível, sublime, etcssssssss!!! Nunca uma parte 4 foi tão original como este. É realmente uma seqüência verdadeira. Até o “clima” de Halloween IV é igual aos de Halloween 1 e 2. Clima que não contêm nas outras sequências horríveis de Halloween. Serão as folhas secas amarelas nas árvores e não tão coloridas? Não sei, mas o clima desta parte 4, parece que você vê a cidade de 1978. Detalhes é a melhor parte, sabe por quê? Até as letras da abertura (mesma fonte e cor) são semelhantes aos filmes anteriores. Trilha Sonora! É sem palavras, extraordinária.
Trata-se de uma música, uma melodia, tipo uma ventania, infernal, como se fosse uma marca do legado maldito deixado por Myers em Haddonfield. Nota 100.

Enredo e roteiro, nota 10! Myers encontra-se em outra cidade e será transferido após 10 anos ao sanatório de Smith Groove. No caminho descobre que tem uma sobrinha e renasce sua sede de vingança contra sua família. Ele se liberta, volta a Haddonfield e por onde passa deixa um rastro de morte antes de voltar à cidade para massacrar aquele povo novamente e fazer a vida de sua sobrinha um inferno na Terra. Sinopse básica, mas o suficiente.

Myers nunca esteve tão medonho. O percurso à volta para Haddonfield é de arrepiar e quando ele chega à cidade, o filme melhora ainda mais. A lembrança dele na cidade é viva e todos sentem medo do passado, ótimo! A mascara esta mais assustadora do que de costume. A mocinha (irmã adotiva de Jamie – sobrinha de Myers) é uma verdadeira heroína, capaz de deixar Alices e Nancys de Jason ou Freddys com inveja. Seu nome é Rachel e sua intérprete é a lindíssima Ellie Cornell. A sobrinha, Jamie, é interpretada por Danielle Harris, que chuta Tommys de Jason para escanteio.

Tudo neste filme funciona, foi onde nasceu uma analogia que fizemos de Myers. Tem seus defeitos, mas neste, são poucos, muito poucos, são erros de roteiro, então vamos a eles, antes de descrever nossa teoria sobre a origem de Myers.



Lembra-se do corpo de Ben Tramer que falamos acima? Então Myers sofreu uma explosão até pior. O problema é que devem ter feito plásticas em Michael, porque ele só tem algumas veias inchadas, causadas pela MEGA explosão no final do segundo filme. Ficaria dez vezes mais assustador se Myers estivesse com as mãos carbonizadas neste filme, afinal até uns 40 minutos de filme ele esta “mumificado”.

Michael Myers não ficou cego devido aos tiros nos olhos no final de Halloween I? Aqui ele enxerga muito bem! O ‘“mal” em seu corpo deve ter curado.

Como que Dr. Loomis esta vivo? Ok, Halloween sem Loomis não é Halloween. Portanto, poderiam ter explicado como ele saiu daquela explosão do segundo filme e ter feito uma maquiagem mais convincente de queimaduras no ator Donald Pleasence. Imagina que sensacional ver o herói do filme se parecer com o próprio mal que tanto caça nesta seqüência. Poderia ter sido assim, ficaria bem melhor.



Quando Rachel e Jamie estão fugindo de Michael Myers, eles acabam no teto da casa, numa das seqüências mais famosas e angustiantes do filme. Elas quebraram uma janela do sótão que leva ao teto. Por que Myers não usou a mesma passagem uma vez que ele estava bem atrás delas? Ele sobe por outra parte do teto. Quer dizer que Myers desceu até o primeiro andar daquela casa e subiu pelas paredes do lado de fora? Aquelas escadarias floridas que todas as casas americanas contêm estão do outro lado da casa. Ficamos meio sem entender.

Myers encontra no sótão uma faca pela qual ele a transforma em seu bichinho de estimação e tem até estimação demais. Após a apavorante seqüência da escola. Rachel e Jamie fogem de Haddonfield junto com uma trupe de “soldados”, machões nativos da cidade. Na estrada eis que surge Myers que estava na parte de baixo da caminhonete, viajando o tempo todo, segurando e subindo na traseira da pick-up quando um nevoeiro domina a estrada.

Rachel e Jamie estão no banco da frente junto do motorista Earl e seus quatro companheiros na luta contra Myers estão na traseira. Myers sobe e mata um por um e foi um de cada vez porque ele foi tão “cuidadoso” que nenhum outro percebeu para ajudar. Impossível! Será que ninguém o ouviu subindo e matando o primeiro? Todos foram surpreendidos, como? Poderia ter sido diferente. Em seguida Myers enfia a mão no vidro do carro, dilacerando o rosto de Earl com as unhas, forçando Rachel a atirar o corpo para fora do carro e dominar a direção.

Último erro. Myers sobe na traseira com A FACA NA MÃO, como ele segurou sem soltar a faca? Com apenas uma mão? Ele estava durante todo tempo embaixo do carro na estrada até aparecer o nevoeiro e sobe com a faca na mão. Depois se ele rasgou o rosto de Earl com uma mão, enfiando-a pela janela, sendo que ele esta em cima do carro, como ele segurou se a faca está na outra mão? Rachel breca o carro jogando o corpo de Myers longe e ele não solta a faca na mão. Rachel vai a toda velocidade com a caminhonete em cima de Myers, num dos atropelamentos mais perfeitos do cinema e joga Myers mais para longe e ele NÃO SOLTA A FACA NA MÃO, mesmo após aquela “baita” porrada que levou da caminhonete. Eita faca difícil!

Poucos defeitos, graças a Deus! O diretor Dwight H. Little fez um trabalho de mestre, porque Halloween 4 é surpreendente e para nós o melhor capitulo de toda franquia. H. Little e os roteiristas criaram um desfecho de gênio para este filme e no final fazem todos ficarem de queixo caído. É a partir deste soberbo e sublime final que criamos nossa teoria a respeito de Michael Myers...



Michael Myers era apenas um simples menino até o dia das bruxas de 1963. O mal (Samhain?) entrou em seu corpo, se apossou de sua mente e daí em diante ele não era mais aquela simples criança, ele era o mal em pessoa. Um espírito de Halloween, desta mórbida comemoração, fazendo despertar nele um desejo incontrolável de aniquilar sua família. Seria uma lei deste “mal” no corpo de Myers? A partir disso, esse menino, Myers, na noite de Halloween, pegou uma faca e assassinou a própria irmã, Judith. Estava com uma fantasia inocente (um palhaçinho) e por isso fora internado. Esta cena gravada pelos olhos da máscara é incrível.

Seu médico Dr. Loomis não consegue entender seu paciente. Após 15 anos, quando Myers lembra-se de sua outra irmã, Laurie, levanta e vai atrás dela para matá-la. Ele tenta e não consegue. Seu médico lhe deu seis tiros e sua irmã o cegou e juntos colocaram fogo em seu corpo ferindo Dr. Loomis, o que deixou Myers incapacitado por algum tempo e sem poder levantar para concluir seu objetivo.

Sua irmã casa-se e tem uma filha, mas num acidente ambos morrem deixando a criança (Jamie) órfã. Michael não sabia da existência desta criança e portanto com a morte de sua irmã Laurie, não havia mais necessidade de levantar e continuar sua vingança.



Em 1988 seu corpo estava na cidade de Richmond e seria transferido para Smith Groove. Myers não ia fazer nada, afinal teve várias chances de matar os médicos responsáveis, uma vez que eles estiveram sozinhos no quarto com Myers. Na ambulância eles citam a existência desta sobrinha, ainda criança, fazendo com que Myers mesmo com o corpo danificado, levanta outra vez e vai terminar sua vingança.

A chacina começa novamente e até Haddonfield ele promove um banho de sangue. Seu médico Dr. Loomis ferido e marcado pelo fogo vai atrás dele para proteger a menina. Com a ajuda da polícia e da irmã adotiva de Jamie, chamada Rachel, eles conseguem salvá-la.

Jamie sofre com o passado de sua mãe na cidade. No dia de Halloween está tendo vários sonhos e alucinações estranhas a respeito de seu tio e de um menino vestido de palhaço com uma faca na mão. É fato que o destino de Jamie esta traçado desde o inicio: se Myers fracassar em matá-la, o mal já tem outro lugar para se hospedar, já que Myers está com o corpo danificado. Será que o menino de seis anos em 1963, Michael Myers, também estava tendo alucinações naquele dia e como todo adulto desacredita em crianças, ninguém deu ouvidos a ele?

Michael tenta de todas as maneiras matar a menina. No final, quando ele é violentamente atropelado, Jamie já começa a agir estranho e olha para seu “tio” de uma maneira diferente. Num impulso vai até o seu corpo e pega a sua mão. Neste momento o “mal” sai do corpo de Myers e possui Jamie. Em seguida Myers é fuzilado e soterrado numa espécie de poço, ou seja, Myers esta finalmente morto. Com o corpo danificado, ferido e sem a proteção do “mal”, ele não agüenta o fuzilamento.

Que o “mal” esta em Jamie, é verdade, é fato, é visível a qualquer um que acompanha a série. Jamie com a roupinha de palhaço, coloca sua máscara e repetindo a primeira cena do primeiro Halloween, com a câmera vista aos olhos da máscara, Jamie pega uma tesoura e mata sua madrasta. Esta montagem é a resposta de que o “mal” está em Jamie e pelo grito dado pela sua madrasta e pela quantidade de sangue que tem na tesoura; ela esta definitivamente morta! Afinal ela não daria tesourada de aviso em uma pessoa, não o próprio “mal”, e como nada mostrou, apenas um grito, ela, óbvio, morreu!



Dr. Loomis grita ao ver aquela cena, tanta matá-la, mas o Xerife o impede. Rachel e o padrasto de Jamie olham aquela cena, exatamente como os pais de Michael o surpreenderam em 1963 com a faca cheia de sangue, neste caso a tesoura. A expressão de Loomis é a certeza desta teoria: de que o “mal” está em Jamie e o filme encerra, ou seja, a maldade de Myers agora em Jamie nunca terá um fim e agora Rachel e seu pai correm grave perigo, eternamente.

Que final trágico! Como eu disse é sublime e soberbo essa parte 4, por isso ela é a melhor seqüência de Halloween. Se a ideia de fazer filmes com histórias diferentes a respeito de Halloween tivesse dado certo. Imaginem fazer uma parte 5, agora com Jamie matando as pessoas e Rachel e seu pai como as principais vitimas? Uma excelente ideia em nossa opinião. Para isso teria que mudar a série mais uma vez, mas nem tentaram, para nós a série Halloween terminou na parte 4 e nem adianta falar nada, ponto final.

Agora escrevemos por obrigação. No ano seguinte – desta vez às pressas – lançam Halloween 5. Terrível! Jamie esta muda e internada, a madrasta viva e todos cheios de amor por ela. E o suposto “mal”? Então Myers tinha cura em 1963?

Não vamos nem perder tempo em explicar como Myers volta neste filme, a ideia é horrível e boba demais. Sem o “clima” Halloween, é uma montagem de boçalidades. E o final? Aparece um personagem surreal e que não tem explicação para sua existência para libertar Myers no final que foi para CADEIA! Que horror! Quando um escritor ruim de serviço não sabe contar uma história, inventa algo sem explicação para chamar a atenção, pois o tiro saiu pela culátra. Um filme fraco e digno de esquecimento.

Dinheiro fala mais alto? Sim! Em Halloween também, não somente em Jason e Freddy Krueger. Após este fiasco, lançam um ainda maior: Halloween 6, era para ser a morte de Michael Myers. Vimos o filme e cadê a morte dele? Foi escrito mais ou menos em cima de uma partitura do primeiro filme, trouxeram Tommy Doyle de volta à história (que ideia de jerico, e Lindsay?), aquela “homem” misterioso sem explicação da parte 5 não é explicado nesta parte 6, mas esta tudo bagunçado e tentaram colocar uma justificativa para ele, colocando Myers em volta a uma seita... Vixe, nem lembramos mais, é péssimo. Nota? Números negativos; tem que ser esquecido.

Após essa burrada, quando fez 20 anos de Halloween, decidiram fazer uma parte 7, anulando do 3º em diante e voltando ao ponto do segundo filme. Uma pena anularem o 4.

Ficou inferior ao 1º, 2º e o 4º, mas é melhor que os péssimos 5º e o péssimo duplo 6º. Inferior por quê? Usou a trilha sonora da sempre pedra no sapato ‘Pânico’ (1996), Por quê? Desculpem, ficou ridículo! Tirando Jamie Lee Curtis (que é sempre maravilhosa ao extremo), os atores são medíocres: Josh Hartnett e Michelle Willians (hoje bem melhor hein mocinha?). Mas como Myers voltou? Como ele chegou até Laurie? Só explica como ela mudou de nome, forjou sua morte em Haddonfield e hoje é diretora de uma escola.

Duas ideias boas: trazer Marion Chambers (Nancy Stephens) novamente e que realmente Dr. Loomis morreu na explosão do segundo filme (risos). O ator Donald Pleasence infelizmente já havia falecido em 1998. Mas se estivesse vivo, será que ele estaria neste filme?

Após tantas decepções, nem chegamos a conferir Halloween Ressurreição e os Halloween de Rob Zombie. Se houvesse uma escolha, veríamos os novos, porque o Halloween Ressurreição, nem pensar! (risos). Ao ler a sinopse, já doeu o coração.

Esta é nossa visão de Halloween. No fundo adoramos Michael Myers de coração e essa analogia é a nossa prova de admiração. Porém seu destino poderia ser melhor se o dinheiro não falasse mais alto que o amor pelo cinema slasher em Hollywood.

André e Marcos Luiz




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