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Quando Pânico (Scream, 1996) fez sua estréia internacional, há exatos 10 anos,
grande parte da mídia tratou de qualificar o filme como “uma excelente produção do
gênero capaz de prender atenção e divertir ao mesmo tempo” assim como “capas de injetar
sangue novo no já batido tema dos assassinos psicopatas”. O filme trouxe fama e
reconhecimento, além de muito dinheiro, para as pessoas envolvidas na produção,
além de ter gerado um estilo próprio que acompanharia as produções dos anos
seguintes. Curiosamente, um pequeno grupo, formado por fãs de filmes de suspense,
não conseguia entender como Pânico era capaz de fazer tanto barulho, pois não viam
na obra um trabalho de qualidade. |
Mas afinal, quem estava certo? Aqueles que adoravam o filme ou quem o crucificou?
Antes de falar de Pânico, é preciso entender o período no qual ele foi produzido,
a metade de década de 90, na qual as obras do gênero viviam das sobras dos anos
80. Tratava-se de uma época sombria para os filmes de suspense que procuravam
esmigalhar os últimos grãos de seqüências, produzidas na década anterior ou
apostavam em novas produções que geralmente eram fracas e não agradavam ninguém.



Só para se ter uma idéia do tamanho do buraco, foi desse período, de 90 até 95,
que verdadeiras bombas do gênero foram produzidas como
Jason Vai para o Inferno
(Jason Goes to Hell, 1993),
Pesadelo Final (Freddy´s Dead, 1992),
Colheita Maldita
3 (Children Of The Corn , 1994),
Hellraiser 3 (1993),
O Anjo Malvado (The Good
Son, 1993),
Sonâmbulos (Sleepwalkers, 1992), além de diversas outras porcarias. Ou
seja, os produtores basicamente tentavam faturar com seqüências de qualidade
duvidosa dos filmes que fizeram sucesso nos anos 80 e com novas produções, que não
se mostravam como filmes interessantes. Foi nesse contexto que o diretor Wes
Craven começou a trabalhar em um projeto de suspense que voltaria a prender a
atenção do público.
Uma primeira observação deve ser feita, pois Craven é um sujeito capaz de fazer
excelentes filmes como
Quadrilha de Sádicos (The Hills Have Eyes, 1977) e o
primeiro
A Hora do Pesadelo (A Nightmare on Elm Street, 1984). No entanto, o homem
vive trocando os pés pelas mãos e já assinou bombas como
Quadrilha de Sádicos 2
(The Hills Have Eyes 2, 1985) e
Shocker (1989). O cara é picareta mesmo, pois já
declarou pra quem quisesse ouvir, que fez filmes ruins apenas para ganhar
dinheiro. Mesmo com uma filmografia que vai das ótimas produções para verdadeiras
tragédias cinematográficas, ele possuía (ainda possui) um nome forte no gênero.



O roteiro do que viria a ser
Pânico foi escrito por um sujeito completamente
desconhecido na época: Kevin Williamson. Fã de filmes de suspense, tendo
Halloween
(Halloween, 1978), como a sua produção favorita, o rapaz desenvolveu um roteiro
batizado originalmente de
Scary Movie, que foi aprovado pela
New Line Cinema e
entregue para as mãos de Craven. De forma resumida, este roteiro, que
posteriormente recebeu o título de
Scream, narrava as desventuras de um grupo de
amigos de uma típica cidade norte-americana, alunos de uma high-school qualquer,
que começavam a ser mortos por um misterioso assassino mascarado. No final
“surpresa”, conhecemos o cruel vilão e os motivos que o levaram a trucidar todo o
elenco. Mais clichê impossível, certo? Exato, mas com uma observação que faria
toda a diferença no produto final: o filme conseguia prender a atenção justamente
no mistério de quem seria o assassino.



Wes Craven não só percebeu como soube utilizar isso de forma positiva, pois fez
com que os clichês, tão comuns nas produções do gênero, fossem na verdade
recriados dentro do filme, para oferecer uma dose a mais de mistério na busca de
autor dos assassinatos. Alguns dos personagens são fãs de filmes de suspense e
brincam com as chamadas
“regras para sobreviver a um filme do gênero”. Total uso
de metalinguagem na história, que gerou resultado satisfatório, aliado com o tom
de suspense e as corriqueiras cenas de correria. O rostinho bonito dos atores e
atrizes, todos exagerados, mas com personagens desenvolvidos para criar simpatia
do público, também ajudou numa boa aceitação do filme.
Mas então por quê tem gente que não gosta de
Pânico? Foi justamente essa
combinação roteiro-direção do filme que trouxe um dos maiores problemas na
concepção de algumas pessoas e que é determinante numa produção de suspense:
excesso de
“susto fácil”. Traduzindo:
Pânico foi um dos filmes que mais utilizou
aquelas cenas na qual uma cadeira quando cai faz o barulho de um trovão, ou em que
a trilha sonora aumenta de volume abruptamente em uma situação de perigo, ou o
ângulo de filmagem é utilizado para que somente o personagem tome susto, pois
qualquer outra pessoa do mundo, mesmo um caolho, teria visto alguém entrando. Não
que o
“susto fácil” tenha sido criado em
Pânico, mas foi utilizado ao extremo.



Tal elemento desagrada muita gente porquê coloca em discussão os pontos utilizados
para provocar medo na platéia do cinema, uma vez que, tecnicamente, uma boa
história deveria se sustentar nela própria e em uma boa direção ao invés de apelar
para momentos desnecessários que vão fazer a platéia pular para depois começar a
rir. Trata-se de uma discussão bem antiga, embora o filme, passando por uma
análise mais detalhada, apresente algumas falhas bem primárias, que vão de erros
de continuidade até problemas técnicos. Além do mais, como
“filme entretenimento”,
que visa lucro e diversão,
Pânico tem toda espécie de susto programado e isso
também não agradou certos fãs de suspense.
Febre Pânico:
Independente de você gostar ou não de
Pânico, o fato é que, quando fez sua
estréia, o filme foi um verdadeiro sucesso de crítica e bilheteria. Uma verdadeira
“febre Pânico” foi vista em forma desta nova linguagem: roteiro aparentemente
rebuscado, trama com mistério, o assassino
“é um de nós” e rostinhos bonitinhos no
elenco. Ah, e
“susto fácil”, muito
“susto fácil”. Essa foi a regra seguida pelos
filmes de suspense que fossem produzidos nos anos seguintes, pois os produtores
perceberam que o tema havia agradado e como lógica de mercado, poderiam faturar
com isso.
Kevin Williamson foi alçado a roteirista oficial de filmes de suspense daquela
época enquanto Wes Craven fez as pazes com fãs e crítica. Uma seqüência do próprio
Pânico, novamente comandada pela dupla, foi produzida e lançada menos de um ano
depois do original, com o mesmo formato do filme anterior e quase fazendo o mesmo
sucesso.
Foi nesta época, começo de 97, que começaram a surgir os filhos bastardos de
Pânico, como
Eu Sei o que Vocês Fizeram no Verão Passado (I Know What You Did Last
Summer, 1997), com roteiro de Williamson,
Lenda Urbana (Urban Legend, 1998), além
de produções antigas que foram requentadas com a fórmula mistério + susto fácil,
como
A Noiva de Chucky (Bride Of Chucky, 1997) e
Halloween H-20(1998),
co-produzido por Williamson.
O rápido final...
O que se mostrou no início como uma mina de ouro logo depois foi confirmado como
um caminho para o fracasso, pois todos os filmes derivados de
Pânico logo passaram
a apresentarem resultados repetitivos, como realmente eram. E não demorou muito
para que tais produções não conseguissem chamar a atenção da crítica até que o
próprio público consumidor começou a perder o interesse. A lógica foi mais ou
menos assim:
Pânico tinha um certo ineditismo por ter uma trama que conseguia
prender a atenção do público, além da utilização de
“susto fácil” durante quase a
história inteira, algo que a maioria das pessoas gostava. Já os filmes derivados
de
Pânico tentavam seguir basicamente essa mesma linha, mas esbarravam em roteiros
fracos, que geravam produtos ruins, enquanto os mistérios se tornavam verdadeiros
“sambas do criolo doido”. O próprio Williamson trocou os pés pelas mãos ao criar o
complicado e chato
Eu Sei o que Vocês Fizeram no Verão Passado.
Os produtores lucraram como puderam com estas produções bastardas, mas o estilo
“
Pânico” de fazer filmes estava fadado para ter vida curta e em 2000, com o
lançamento de
Pânico 3 (Scream 3), o ciclo praticamente se fechou, não só da
trilogia, como da própria receita conhecida. Wes Craven só aceitou dirigir o filme
porquê tinha interesse em assumir o drama
Música do Coração (Music of My Heart,
2001) e a New Line, produtora de ambas as produções, disse que só liberaria o
filme para Wes caso ele dirigisse
Pânico 3. Kevin Williamson ainda arriscou alguns
projetos, péssimos como
Tentação Fatal (Teaching Mrs. Tingle, 1999), para logo
depois cair no esquecimento.
Com o aniversário de 10 anos do primeiro filme, é inegável que o mesmo serviu como
um divisor de água para o gênero em uma época na qual as produções amargavam em
qualidade e bons resultados. O estilo “
Pânico” serviu de referência para as
produções seguintes, que começaram a surgir como apenas forma de entretenimento. O
medo e o suspense ficaram em segundo plano dentro de uma história pronta, que era
servida na medida certa para oferecer diversão e alguns sustos para quem fosse ao
cinema. Mas a receita começou a falhar, uma vez que os fãs do autêntico suspense
passaram a sentir falta de algo mais denso do que apenas
“sustos fáceis” dentro de
roteiros que eram praticamente iguais. Dentro dessa realidade, o estilo “
Pânico”
logo demonstrou sinais de cansaço e hoje só é possível ser encontrado em raras
produções e sempre com resultados fracos.
Os filmes:
O primeiro grito:
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Na pacata cidadezinha de Woodsboro, um crime bárbaro choca toda a população. Dois
jovens, Casey Becker (Drew Barrymore) e Steve Orth (Kevin Patrick Walls) são
mortos nos moldes de um filme de terror. Nos dias seguintes, a polícia se empenha
na busca do assassino, enquanto a jovem Sidney Prescott (Neve Campbell) parece ser
o próximo alvo do matador, que começa a perseguir e trucidar pessoas próximas à
moça. Enquanto isso, a repórter Gale Weathers (Courteney Cox) parece estar a um
passo de conseguir uma grande história.
A tagline “Todos são suspeitos” consegue realmente deixar um clima de que o
assassino pode ser qualquer pessoa. Destaque para o excelente prólogo (nota 10) e
a capacidade de Craven em trabalhar, de forma declarada, com todos os clichês do
gênero e conseguir um resultado satisfatório. A descoberta do assassino e sua
motivação soam convincentes dentro da trama. O filme presta justa homenagem aos
filmes de suspense dos anos 70 e 80. |
O segundo susto:
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Dois anos depois do massacre em Woodsboro, a sobrevivente Sidney está morando em
um campus universitário, onde tenta reconstruir sua vida. Com a estréia do filme
Punhalada (Stab), baseado nos acontecimentos do primeiro Pânico, que foi escrito
pela repórter Gale Weathers, um misterioso assassino começa a perseguir novamente
Sidney e seus amigos.
Esse segundo episódio já não tem o ineditismo do original (que já não era tão
inédito assim) e a sensação de “eu já vi isso antes” está presente em grande parte
da história. Os momentos de suspense são semelhantes ao filme anterior e os sustos
fáceis estão em maior quantidade. Diferente do primeiro capítulo, o assassino, nem
sua motivação, convencem. Tudo neste filme parece exagerado, o assassino cai
muito, o prólogo é no mínimo surreal (nem uma sessão de Rocky Horror Show com
participação da platéia é daquele jeito) e o final, quase apocalíptico. |
O último massacre:
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Traumatizada pelos eventos dos dois primeiros filmes, Sidney passa a viver isolada
e com identidade falsa temendo que um novo assassino passe a persegui-la
novamente. Enquanto isso, em Hollywood, está sendo gravado o terceiro capítulo de
Punhalada e alguns dos atores envolvidos na produção começam a serem assassinados
de verdade. A polícia começa a creditar que o novo vilão quer a presença de Sidney
para um acerto de contas.
Mais comédia do que suspense, esse terceiro capítulo quase ou nada tem a oferecer
de novidade. |
O grande trunfo foi a caracterização da personagem Sidney, fria e
desiludida, além de morando afastada de qualquer presença com outras pessoas. As
cenas passadas na casa dela, no meio do campo, são as melhores deste filme, por
mostrar a atual situação da moça. De resto, a correria de sempre e os mistérios
bobos que não convencem mais ninguém. O prólogo é interessante e leva o espectador
a esperar que se esteja diante de um filme corajoso, o que nos primeiros 30
minutos, percebe-se que não é o caso.
Pânico 4?
Sempre se falou de um
Pânico 4 e com o aniversário de uma década do filme
original, esse boato começou a tomar força. As informações são desencontradas, mas
vamos lá. Primeiro, Wes Craven declarou que o filme será produzido, mas que ele
não tem nenhuma ligação com a produção. Claro que isso pode mudar rapidinho (quem
conhece o passado de Wes, sabe bem disso). O roteiro é literalmente um mistério e
dificilmente será assinado por Kevin Williamson. O elenco permanece em aberto
também. O que resta aos fãs da série? Aguardar.
Curiosidades:
- Somando os três filmes, foram assassinadas 28 personagens.
- Para que Drew Barrymore chorasse de forma convincente, o diretor Wes Craven
ficou falando para ela, durante as gravações das cenas, relatos de crueldades
contra animais. A atriz é, na vida real, defensora da bicharada.
- A máscara do assassino de
Pânico foi encontrada pelo próprio Wes, em uma loja de
fantasias localizada perto das locações do filme. Por sua vez, essa máscara era
inspirada no quadro
“O Grito”, de Edvard Munch.
- Um total de 50 galões de sangue falso foi utilizado no
Pânico 1. Esse número foi
diminuindo com as seqüências, sendo 30 no segundo filme e apenas 10 no último.


- O personagem de
Pânico Billy Loomis ganhou esse sobrenome como homenagem ao Dr
Loomis (Donald Pleasence), da série
Halloween, que por sua vez, recebeu esse
sobrenome do personagem Sam Loomis (John Gavin), do clássico
Psicose (Psycho, 1960).
- Esta não foi a única referencia de
Pânico a filme antigos. Várias outras são
mostradas durante o filme, através da fala de alguns personagens, que comentam
sobre produções do gênero ou mesmo imagens de filmes que passam na televisão. Eis
algumas:
Halloween passa na televisão, no prólogo são mencionados além do próprio
Halloween,
A Hora do Pesadelo e
Sexta-feira 13. Na festa do final do filme,
fala-se de
Evil Dead e
Hellraiser.
- Todos os atores que participaram das duas seqüências tiveram que assinar um
contrato que os proibia de falar qualquer coisa sobre o roteiro, que por sinal,
fora entregue sem conter o final do filme. No caso de
Pânico 3, três finais foram
filmados e até a estréia do filme, nenhum dos atores sabia qual conclusão havia
sido escolhida pelo diretor.
Os atores:
É indiscutível que
Pânico serviu para impulsionar a carreira de alguns dos atores
envolvidos, mas será que todos se deram bem?
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Neve Campbell (Sidney Prescott, Pânico 1, 2 e 3). A atriz canadense nascida em
1973 teve em Pânico sua oportunidade de fama. Vinda de produções para TV e filmes
pequenos, conseguiu virar celebridade da noite para o dia como a eterna vítima
Sidney. Desde então procurou fugir da imagem que a trilogia lhe projetou
participando de projetos diversificados como o elogiado Garotas Selvagens (Wild
things, 1998) e Studio 54 (54, 1998). Em 2000 participou da comédia Quem não matou
Mona? (Drowning Mona) e três anos depois teve destaque em De Corpo e Alma
(Company, The, 2003). Atualmente está filmando o drama Closing the Ring. Já
declarou, em diversas entrevistas, que não existe motivo ou salário que a faça
participar de um Pânico 4. |
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Courteney Cox (Gale Weathers, Pânico 1, 2 e 3). A Monica do seriado Friends
(1994-2004) nasceu no Alabama em 1964 e durante anos foi a eterna coadjuvante de
produções típicas da Sessão da Tarde como Cocoon 2 - O Regresso (Cocoon: The
Return, 1988)) e Jogando para o Alto (Shaking the tree, 1990), além de ter
participado de vários projetos para a TV. Em 1994, pagou mico atuando na bomba Ace
Ventura - Um detetive diferente (Ace Ventura: Pet Detective). Após a trilogia
Pânico, não conseguiu muita sorte nos projetos cinematográficos, mas como ganhava
aproximadamente US$ 25 milhões por temporada em Friends, não devia estar muito
preocupada. Conheceu o marido David Arquette quando trabalhou no primeiro filme,
casando-se com ele em 1999. |
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David Arquette (Dewey Riley, Pânico 1, 2 e 3). O irmão das atrizes Rosanna
Arquette, Patricia Arquette e do ator Alexis Arquette nunca teve muita sorte na
tela grande amargando produções como a versão para o cinema de Buffy, a
Caça-Vampiros (Buffy, the vampire slayer, 1992). Após participar do primeiro Pânico
como o policial Dewey, estrelou o interessante O Acordo (Dream with the fishes,
1997) e as agradáveis comédias Muppets no Espaço (Muppets from space, 1999) e
Nunca Fui Beijada (Never been kissed, 1999). Mas foi em 2002 com o cômico Malditas
Aranhas! (Eight legged freaks) que conseguiu ser lembrado pela crítica. |
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Matthew Lillard (Stuar Macher, Pânico 1). Começou a carreira no trash Os Ghoulies
Vão ao Colégio (Ghoulies 3: Ghoulies go to college, 1991) e participou depois da
comédia Mamãe é de Morte (Serial mom, 1994), fazendo sempre o papel coadjuvante
cômico. Com Pânico, conseguiu chamar atenção e pôde participar de projetos mais
dignos, mas nem sempre de qualidades excelentes. Depois de Pânico esteve em Sem
sentido (Senseless,1998), Ela é demais (She's all that,1999), além do fraco 13
Fantasmas (Thirteen ghosts, 2001). Em 2002 ganhou o papel de Salsicha na fraca
adaptação para o cinema de Scooby-Doo, assim como na sua boa seqüência Scooby-Doo
2 - Monstros à Solta (Scooby-Doo 2: Monsters unleashed2004). |
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Rose McGowan (Tatum, Pânico 1). A ex-esposa do roqueiro Marilyn Manson (foram
casados por três anos) nunca conseguiu nada além de papéis de coadjuvantes. E em
Pânico, que foi, até o momento o ponto de destaque da carreira da moça, ela também
ficou com o papel secundário da amiga de Sidney e irmã do policial Dewey, Tatum.
McGowan foi a escolhida para ocupar a vaga deixada na série Charmed (1998-2006)
após a demissão de Shannen Doherty. Em 2005 participou de um filme para a TV sobre
a vida de Elvis Prestley, onde fez o papel da canora Ann-Margret. |
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Skeet Ulrich (Billy Loomis, Pânico 1). Outro que teve em Pânico seu maior destaque
em matéria de cinema como o namorado da macinha Sidney. Ulrich começou a cursar
biologia marinha na University of North Carolina at Wilmington, mas logo foi para
Nova York estudar arte dramática até que conseguiu seu primeiro papel no cinema:
uma ponta não creditada no primeiro filme das Tartarugas Ninjas (Teenage Mutant
Ninja Turtles, 1990). Após Pânico, participou como coadjuvante em Melhor
Impossível (As Good as It Gets, 1997). Atualmente faz participações em séries
norte-americanas. |
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Jamie Kennedy (Randy Meeks, Pânico 1, 2 e 3). O insuportável cinéfilo que Jamie
interpretou na trilogia foi suficiente para que Kennedy ficasse conhecido, mas a
fama tem memória curta e hoje em dia, o ator pode ser visto apenas em projetos de
péssima categoria como O Filho do Máscara (Son of the Mask, 2005) ou ouvido, como
dublando a voz de animais em Dr. Dolittle 2 (2001). Uma pena para um ator que
começou fazendo ponta no ótimo Sociedade dos Poetas Mortos (Dead Poets Society,
1989). |
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Drew Barrymore (Casey Becker, Pânico 1). A única que dispensava apresentação
quando o primeiro filme foi lançado, Drew faz uma participação especial no ótimo
prólogo do filme. São apenas 12 minutos, mas que são lembrados como um dos
melhores momentos do suspense na década de 90. Drew começou a trabalhar cedo,
tinha sete anos que participou de ET (1982) e após um período viciada em drogas,
voltou para o hall de atrizes famosas de Hollywood. Entre seus filmes,
destacam-se: Para sempre Cinderela (Ever After, 1998), Nunca fui Beijada (Never
Been Kissed, 1999) e As Panteras (Charlie's Angels, 2000). |
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Liev Schreiber (Cotton Weary, Pânico 1, 2 e 3). A participação especial no
primeiro filme como o sujeito suspeito por ter assassinado a mãe de Sidney, deu a
Schreiber garantia para ter mais espaço nos dois capítulos seguintes. O sucesso
lhe fez ganhar papéis em filmes regulares até que recentemente foi contemplado com
o papel principal no remake de A Profecia (The Omen, 2006). |
Roger L. Jackson (Voz no telefone,
Pânico 1,
2 e
3). Quase ninguém sabe, mas
nenhum dos assassinos nos três
Pânicos falou realmente ao telefone. O dono da
aterradora voz nos três filmes de chama Roger L. Jackson, que trabalhou durante
anos em rádio e já emprestou a voz para mais de 90 projetos, entre filmes,
desenhos até jogos de vídeo-game.
Filipe Falcão
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PÂNICO (Scream, EUA, 1996) Duração 111 minutos
Direção: Wes Craven
Roteiro: Kevin Williamson
Produção: Cathy Konrad; Cary Woods
Produção Executiva: Marianne Maddalena; Bob Weinstein; Harvey Weinstein
Música: Marco Beltrami; Nick Cave; Mick Harvey; Moby; Thomas Wydler; Alice Cooper
Fotografia: Mark Irwin
Desenho de Produção: Bruce Alan Miller
Figurino: Cynthia Bergstrom
Edição: Patrick Lussier
Direção de Arte: David Lubin
Elenco: David Arquette (Dwight 'Dewey' Riley); Neve Campbell (Sidney Prescott); Courteney Cox (Gale Weathers); Skeet Ulrich (Billy Loomis); Rose McGowan (Tatum Riley); Matthew Lillard (Stuart Macher); Jamie Kennedy (Randy Meeks); W. Earl Brown (Kenneth Jones); Drew Barrymore (Casey Becker); Joseph Whipp (Xerife Burke); Lawrence Hecht (Neil Prescott); Roger Jackson (voz ao telefone); David Booth (Mr. Becker); Liev Schreiber (Cotton Weary); Kevin Patrick Walls (Steven Orth); Carla Hatley (Sra.Becker); Lois Saunders (Sra.Tate); Lisa Beach; C.W. Morgan (Hank Loomis)
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PÂNICO 2 (Scream 2, EUA, 1997) Duração 120 minutos
Direção: Wes Craven
Roteiro: Kevin Williamson
Produção: Cathy Konrad; Marianne Maddalena
Produção Executiva: Bob Weinstein; Harvey Weinstein; Kevin Williamson
Música: Marco Beltrami; AK Brothers; Jessica Craven; Danny Elfman; David Grohl; R. Kelly; Kottonmouth Kings; Michael Maccini; Master P; Ed Roland
Fotografia: Peter Deming
Desenho de Produção: Bob Ziembicki
Figurino: Kathleen Detoro
Edição: Patrick Lussier
Direção de Arte: Ted Berner
Elenco: David Arquette (Dwight 'Dewey' Riley); Neve Campbell (Sidney Prescott); Courteney Cox (Gale Weathers); Sarah Michelle Gellar (Casey 'Cici' Cooper); Jamie Kennedy (Randy Meeks); Laurie Metcalf (Debbie Salt); Elise Neal (Hallie McDaniel); Jerry O'Connell (Derek Feldman); Timothy Olyphant (Mickey Altieri); Jada Pinkett Smith (Maureen Evans); Liev Schreiber (Cotton Weary); Lewis Arquette (Lewis Hartley); Duane Martin (Joel Jones); Rebecca Gayheart (Lois); Portia de Rossi (Murphy); Omar Epps (Phil Stevens); Paulette Patterson; Heather Graham
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PÂNICO 3 (Scream 3, EUA, 2000) Duração 117 minutos
Direção: Wes Craven
Roteiro: Kevin Williamson (personagens); Ehren Kruger
Produção: Cathy Konrad; Marianne Maddalena
Produção Executiva: Bob Weinstein; Harvey Weinstein; Andrew Rona; Cary Granat
Música: David Arquette; Marco Beltrami; Gabriel Cowan; John Dolmayan; Edsel Dope; Sully Erna; Dez Fafara; Finger Eleven; Sam Music; Shavo Odadjian; Staind; Wayne Static; Corey Taylor
Fotografia: Peter Deming
Desenho de Produção: Bruce Alan Miller
Figurino: Abigail Murray
Edição: Patrick Lussier
Direção de Arte: Thomas Fichter
Elenco: David Arquette (Dwight 'Dewey' Riley); Neve Campbell (Sidney Prescott); Courteney Cox (Gale Weathers); Patrick Dempsey (Det. Mark Kincaid); Parker Posey (Jennifer Jolie); Scott Foley (Roman Bridger); Deon Richmond (Tyson Fox); Emily Mortimer (Angelina Tyler); Lance Henriksen (John Milton); Jenny McCarthy (Sarah Darling); Matt Keeslar (Tom Prinze); Patrick Warburton (Steven Stone); Liev Schreiber (Cotton Weary); Kelly Rutherford (Christine Hamilton); Jamie Kennedy (Randy Meeks, em Video); Josh Pais (Det. Jason Wallace)
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