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Um caso sem solução, um assassino inteligente e provocador que foi responsável por paranóia e pânico no final dos anos 60 e começo dos 70 - poderia ser um roteiro de um filme de suspense e terror de primeira linha, mas foi uma história real. O assassino auto-intitulado "o Zodíaco" matou oficialmente cinco pessoas e feriu outras duas, embora tenha admitido o assassinato de 37 pessoas em dados não confirmados pela polícia; escrevendo cartas para confundir e justificar seus atos com mensagens criptografadas, algumas ainda não decifradas (conheça a verdadeira história mais abaixo).
Essa história de histeria e medo inspirou muitas produções do cinema (mais detalhes abaixo) e em 2005 o Alexander Bulkley assumiu a bronca de dirigir uma |
história sobre um dos mais enigmáticos (e fascinantes) serial killers da história. Alexander escreveu o roteiro com seu irmão Kelley Bulkeley e para isso foi atrás dos boletins oficiais e relatórios da polícia em um minucioso trabalho de levantamento de informações, para aumentar a veracidade de sua produção.
Entretanto existe um passo muito grande entre idealização e resultado final: o filme é bom e detalhado ao contar o "modus operandi" do assassino, melhor até do que aquelas simulações do Linha Direta (hehehe...). Porém é lento na trama fictícia, muita enrolação e encheção de lingüiça que, se bem trabalhada, poderiam deixar o filme mais dinâmico e interessante. Mas, primeiro vamos ao roteiro.


Na época do Natal do ano de 1968, dois jovens estão em uma beira de estrada curtindo seu primeiro encontro juntos, dentro de um carro como era hábito naquele tempo. O local deserto proporcionaria um pouco mais de privacidade para que o casal se conhecesse, porém um estranho carro estacionado na traseira acende seus faróis e de dentro sai um homem que caminha na direção do carro do casal. Sem dizer uma palavra, o misterioso homem começa a disparar contra o casal: o primeiro a morrer é o garoto, executado com um tiro na cabeça. A garota tenta fugir, mas pára de correr a mando do assassino e é alvejada pelas costas, morrendo em seguida.
Amanhece e o menino Johnny Parish (Rory Culkin,
SINAIS), junto com a amiga Bobbie (Shelby Alexis Irey), vão de bicicleta até o local onde seu pai está trabalhando. Mas a hora não poderia ser mais inconveniente, pois o pai de Johnny é o detetive Matt Parish (Justin Chambers do seriado
GREY'S ANATOMY), que está no local das mortes do dia anterior em busca de evidências com toda a equipe da polícia local, em busca do que o esperto assassino não deixou: pista conclusiva.
No local também está o repórter xereta Dale Coverling (William Mapother,
O GRITO e
SUSPEITO ZERO), que tenta arrancar alguma notícia bombástica para seu jornal - sua função durante todo o filme é representar a imprensa e informar sobre as descobertas e acontecimentos ao público, mas não tem nenhuma participação decisiva na parte fictícia da trama.


Matt volta para casa a noite e encontra sua esposa Laura Parish (Robin Tunney,
FIM DOS DIAS), que já sabe que seu marido é o encarregado pelas investigações e começa a demonstrar preocupação quanto a um suposto maníaco, já que a cidade tem se mostrado tranqüila e nunca um assassinato bárbaro como este havia ocorrido antes. Matt hesita, mas tem confiança em seu trabalho.
No dia seguinte o assassino misterioso vai tomar café em um restaurante da cidade e fixa os olhos em uma garçonete, ao passo que lê no jornal a repercussão de seu ato. Enquanto isso, Matt conversa com a mãe da vítima e a perícia indica que não houve abuso sexual, o que deixa a polícia mais perdida ainda, fazendo com que o detetive volte ao local do crime à noite, na esperança de encontrar algo que lhe fugiu aos olhos.
Matt começa a ficar envolvido emocionalmente com as investigações, pela pressão de sua esposa, seu chefe e da sociedade, mas a única coisa que se tem de concreto é que se trata de um profissional. Nisto, seu filho entra no escritório de Matt e começa a fuçar nos prontuários do caso e toma interesse no assunto também.
O tempo passa e no dia 4 de julho de 1969 ocorre um outro ataque a tiros contra um casal, sendo que uma das vítimas é a garçonete que havia estado sob a visão do maníaco há um tempo atrás. Desta vez, o homem sobreviveu para fornecer dados a polícia e um primeiro retrato falado é feito, apesar de que, como anteriormente, nenhuma prova concreta foi encontrada, mas Matt estranha o fato do assassino usar um procedimento padrão da polícia ao abordar os jovens, com uma lanterna e pelo lado do motorista, o que reforça a teoria que o culpado é um oficial ou recebeu treinamento para isso.


Dias depois o Zodíaco manda suas primeiras cartas para três jornais diferentes contendo detalhes dos crimes, para provar sua identidade, e cada carta com uma parte de uma mensagem cifrada, que deveriam der publicadas sob a ameaça do maníaco de uma matança em massa no fim de semana. A situação faz com que Matt sugira uma emboscada colocando dois policiais dentro de um carro no local de um dos assassinatos, tentativa que obviamente falha e as mensagens são divulgadas pelos jornais.
Johnny volta para o escritório do pai para olhar as evidências e investigar por si só, enquanto isso Matt procura pistas e encontra um suspeito, um homem com problemas mentais que havia sido namorado da garçonete. O chefe de polícia solicita publicamente que o maníaco envie uma nova correspondência, pois afirma que as cartas enviadas não possuem provas definitivas da veracidade do autor dos crimes. Pedido este que é atendido em uma nova carta, onde o homem dá mais detalhes e passa a se identificar como sendo
"o Zodíaco".
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Johnny consegue associar as datas dos crimes com eventos astrológicos, justificando o nome do assassino, mas Matt não dá crédito ao garoto quando sua esposa liga para ele. A partir daí a obsessão de Matt aumenta a medida que é desafiado já que uma dupla de detetives amadores estava fazendo o que a polícia não fora capaz: decifrar a primeira mensagem codificada. Esta engolidora crise culmina após o terceiro ataque, onde uma mulher e um homem são esfaqueados, enquanto faziam um picnic. Neste crime o Zodíaco usava uma roupa de carrasco e deixou sua marca para que fosse reconhecido.
Toda esta pressão por uma resposta vai ruir sua estrutura familiar e fazê-lo se entregar a bebida. Agora Matt só tem a pista do ex-namorado da garçonete morta e fará o que for necessário, mesmo que tenha que passar por cima de seu chefe e arriscar sua carreira, para seguir e prender o culpado pela barbárie antes que ataque novamente.
Não seria spoiler nenhum revelar o final do filme, pois como você bem sabe o Zodíaco nunca foi capturado e sua identidade permanece um mistério até os dias de hoje, mesmo com toda a tecnologia forense que existe atualmente. Inclusive pode ainda estar vivo e até estar lendo este artigo neste exato momento (paranóico, eu?)!! |
O diretor Alexander Bulkley fez muito bem em nunca mostrar o rosto do Zodíaco, até porque ninguém sabe quem ele é na realidade, apenas alguns planos que mostram a nuca do assassino revelam que ele usava óculos, como realmente ele havia sido mostrado no único retrato falado oficial, mas nada além disso. Outro ponto positivo são as fontes em que o roteiro foi baseado (os relatórios oficiais de polícia) e a boa utilização destas informações na tela, sem ficar inventando moda - como tornar o assassino um maníaco retardado mental - a figura mostrada é de um homem meticuloso, detalhista e muito frio, chegando a lembrar o John Doe de
SE7EN. A voz do Zodíaco, nas ligações e narrações das cartas, consegue reforçar este semblante de frieza e calma, o tornando mais assustador.
Obviamente que o fato de ser baseado em fatos reais e ter o roteiro criado em versões oficiais altamente confiáveis, torna a experiência mais arrepiante e para reforçar o realismo, Bulkley utilizou locações na própria cidade de Vallejo. Isso também demonstra seu o empenho em manter a integridade da pesquisa que foi feita para a execução do filme.



A forma de direção e edição enquanto o Zodíaco prepara a sua roupa para o terceiro ataque ao mesmo tempo em que o primeiro criptograma é decifrado, é uma das melhores partes do filme: Intercala imagens de guerra e violência no Vietnã, filmes e eventos de época enquanto o matador está confeccionando sua roupa e treinando com armas ao som de
"Time has come today" do grupo The Chambers Brothers anunciando que
"as regras mudaram, a hora chegou e não há para onde fugir".
Mas se toda a história do assassino é bem contada e dirigida, o mesmo não se pode dizer da trama envolvendo o detetive Matt Parrish. Os três personagens centrais, a família Parrish, perdem tempo demais falando muito e fazendo pouca coisa. As investigações também saem muito fora de foco e andam a passo de tartaruga, chegando a ser irritante a incompetência da polícia local (o filho do detetive é mais esperto do que ele!) e da polícia federal (embora neste aspecto seja quase tudo verdade).
As interpretações são outro problema: Justin Chambers convence como o detetive obcecado e embora Robin Tunney faça um bom trabalho como a mãe de família aterrorizada pelos acontecimentos, ela aparenta ser muito nova e insegura para o papel. Rory Culkin como o filho do detetive é muito ruim, parece que está fazendo um filme com sono, tal a expressão deslocada, artificial e imutável do jovem ator em todas as situações.
Também se pode dizer que foi um pouco de oportunismo da produção lançar um filme sobre o assassino do Zodíaco ao mesmo tempo em que o renomado diretor David Fincher roda
"ZODIAC / THE CHRONICLES", sua adaptação dos livros
"Zodiac" e
"Zodiac Unmasked" de Robert Graysmith.


Como o filme foi lançado em apenas poucas salas de cinema nos Estados Unidos, uma delas em Vallejo, pode ser considerado um direto-para-o-vídeo, injustamente, porque apesar de suas falhas é um retrato bem montado dos atos e com passagens bem inspiradas. Agora é continuar aguardando o novo de Fincher, mas pode-se assistir
O ZODÍACO como um interlúdio sem receio, principalmente para conhecer um pouco mais sobre o famoso assassino.
A VERDADEIRA HISTÓRIA DO ZODÍACO
"Caro Editor, Aqui é o Zodíaco Falando"
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Uma pessoa racional, inteligente e meticulosa. É assim que a polícia descreve um dos mais procurados e intrigantes assassinos da história dos Estados Unidos. Zodíaco como se auto definiu, foi o algoz de cinco pessoas e dois sobreviventes em quatro ataques oficiais registrados entre os anos de 1968 e 1969, causando terror entre os moradores de uma pacata cidadezinha de Vallejo e San Francisco, no estado da Califórnia.
O filme O ZODÍACO narra os acontecimentos entre o primeiro e o último ataque e não avança mais no tempo, mesmo que o matador tenha mantido contato com a imprensa e a polícia oficialmente até 1974. Então traçando uma linha cronológica, vamos acompanhar rapidamente a trajetória do maníaco conhecido como Zodíaco, hoje em Linha Direta (hehehe...).
No dia 20 de dezembro de 1968, Betty Lou Jensen e David Faraday param seu carro na estrada para o lago Herman para namorar, em seu primeiro encontro juntos e o primeiro da vida de Betty. |
Pouco depois das 23 horas o
Zodíaco estacionou seu carro atrás do casal e começou a atirar com uma pistola calibre 22: a primeira vítima foi o rapaz que levou um tiro na cabeça e a garota foi alvejada com cinco tiros pelas costas enquanto fugia do local. Minutos depois a policia foi acionada por uma mulher que passava por lá, mas nenhum indício que pudessem levantar suspeitos foi encontrado e a investigação trabalhou com a hipótese de um roubo frustrado.

Sete meses depois, em 04 de julho de 1969, em um estacionamento localizado a apenas alguns quilômetros do local do duplo homicídio, Darlene Ferrin e Michael Mageau também namoravam em um carro, quando um homem estacionou atrás do veículo e utilizando uma lanterna para cegar o casal disparou com uma pistola 9mm enquanto estão sentados nos bancos da frente. Algumas horas mais tarde, o
Zodíaco liga anonimamente para a polícia local reportando o crime e assume os créditos pelo crime anterior. Ferrin morreu a caminho do hospital, mas Mageau sobreviveu mesmo tendo sido baleado no rosto, pescoço e torso. Ferrin era popular por ter muitos namorados, apesar de ser casada, com isto a polícia fez uma lista de suspeitos, porém nunca houve evidências suficientes que ligassem o
Zodíaco com um ex-namorado.

No dia 1o de agosto de 1969,
Zodíaco envia sua primeira carta para os jornais Vallejo Times-Herald, San Francisco Chronicle e San Francisco Examiner. As três cópias da carta tomam crédito pelos homicídios, contando detalhes dos assassinatos para provar sua identidade. Cada carta também continha um terço de um criptograma com um total de 408 caracteres que foram publicados na primeira página dos jornais, como uma exigência do
Zodiaco para que não matasse uma dúzia de pessoas naquele fim de semana.
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Três dias depois, o San Francisco Examiner recebe mais uma carta do Zodíaco, onde revela o nome que seria conhecido. Tal carta continha mais detalhes sobre os crimes de sua autoria e foi uma resposta ao chefe de polícia de Vallejo que pediu uma prova mais concreta do autor dos assassinatos.
No dia 8 de agosto de 1969, o casal de detetives amadores Donald e Bettye Harden, decifram o código dos três criptogramas das cartas, ao contrário do que o Zodíaco sugeria, o código não revela sou nome e apenas trata de seus objetivos: "Mato pessoas porque é muito mais divertido do que caçar na floresta. O Homem é o animal mais perigoso de todos e me proporciona uma experiência emocionante", entre outras coisas, além de 18 caracteres aleatórios no final que não foram decifrados.
No dia 27 de setembro de 1969, Bryan Hartnell e Cecelia Shepard fazem picnic as margens do lago Berryessa em uma pequena ilha nos arredores de Valejjo. Zodíaco, usando uma roupa preta de execução e um capuz, aproxima-se das vitimas com uma pistola e força Shepard a amarrar seu namorado, deitado de bruços e em seguida a amarra na mesma posição. |
O
Zodíaco esfaqueia o casal pelas costas, escreve na lateral do carro de Hartnell como uma forma de se identificar e liga para a polícia reportando o assassinato como anteriormente. Cecelia entra em coma e morre dois dias depois, mas Bryan consegue sobreviver aos ferimentos. A polícia estava tão confusa que até Ted Bundy, outro famoso serial killer, foi suspeito deste ataque.
Apenas duas semanas depois, em 11 de outubro de 1969, o
Zodíaco pega um taxi dirigido por Paul Stine em San Francisco. Ao chegar no local, o
Zodíaco executa Paul com um tiro de pistola 9mm na cabeça, pega a carteira, chaves e um pedaço da camisa de Paul para remover provas e impressões digitais. É quando acontece a melhor chance que a polícia já teve para capturar o assassino: o
Zodíaco foge andando calmamente a pé quando é parado por uma viatura conduzida pelo oficial Don Fouke e Eric Zelms, a duas quadras do local do crime, onde perguntam sobre um suspeito negro (como erroneamente fora informado pela central) pelos arredores. O encontro não durou mais do que dez segundos e essa falha de comunicação custou a prisão do
Zodíaco. Momentos mais tarde, com a informação correta, tentaram fazer uma busca pelo local, mas sem sucesso.


Três dias mais tarde, o
Zodíaco entra em contato novamente com o San Francisco Chronicle. Na carta um pedaço da camisa ensangüentada de Paul Stine e uma declaração sobre seu desejo de atirar em um ônibus escolar e matar crianças.
Em 8 e 9 de novembro o
Zodíaco envia respectivamente um criptograma com 340 caracteres e uma carta de sete páginas ao Chronicle onde afirma que falou por três minutos com os policiais na noite da morte de Paul Stine: a mensagem codificada nunca foi solucionada embora muitas supostas soluções tenham sido apresentadas, nenhuma delas foi considerada válida.
A partir daí muitas cartas foram enviadas em intervalos irregulares, em uma das últimas datada de 29 de janeiro de 1974, o
Zodíaco considera
O EXORCISTA como
"a melhor comédia satírica que ele já viu" e após mais três cartas no mesmo ano, desapareceu de vez. Algumas cartas foram enviadas em 1978, mas não ficou comprovado se eram mesmo do
Zodíaco.
Foram investigados mais de 2500 suspeitos, mas nunca houve nenhuma prova que pudesse incriminar qualquer um deles, até o caso ser fechado oficialmente em 2004. O assassino sumiu e pode ainda estar vivo, o caso permanece sem solução e talvez continuará assim. Entre os anos de 1990 e 1994, apareceu em Nova York um outro maníaco que imitava os passos do
Zodíaco, matando três e ferindo cinco pessoas, mandando cartas para a polícia e pegando uma vítima de cada signo. Mas ele foi preso em 1996, julgado em 1998 e condenado a uma pena de 236 anos de prisão.
OS FILMES DO ZODÍACO
"Eu ainda estou esperando um bom filme sobre mim. Quem irá me interpretar?".
Claro que um caso tão mórbido e ao mesmo tempo interessante motivou um bom número de cineastas, além de Alexander Bulkley, a contar a história do assassino ou criar uma personagem inspirada nele. Portanto aqui vai uma pequena lista de seis filmes sobre o
Zodíaco.
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THE ZODIAC KILLER, EUA, 1971.
A História: Um filme ruim de baixo orçamento e muito oportunista que tenta contar a história do Zodíaco, porém ele é retratado de forma quase caricata, com seus atos são mostrados excessivamente exagerados e enxertando pedaços de história que não aconteceram, como o Zodíaco ser um carteiro e ter o hobby de matar coelhos antes de passar para os humanos, além de outras barbaridades. Alguns diálogos chegam a ser hilários de tão ridículos e as atuações são no mesmo nível da produção: Canastra e pobre. É apenas vagamente inspirado no verdadeiro assassino do Zodíaco em algumas reconstituições, servindo mais como uma comédia trash. |
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DIRTY HARRY, EUA, 1971.
A História: O filme mais famoso inspirado no Zodíaco, que mostra um criminoso que se auto-intitula Scorpio, e mata várias garotas e deixa cartas para a cidade e sequestra um ônibus escolar cheio de crianças e planeja matar cada uma delas, tal como Zodíaco anunciou que gostaria de fazer em uma de suas cartas. Claro que diferentemente do Zodíaco, Scorpio terá Clint Eastwood em seu encalço, sob a forma do Detetive Harry Callahan que também não joga de acordo com as regras. Um retrato de um assassino frio, que não é um maníaco ensandecido, mas uma pessoa que conhece os direitos civis e age premeditadamente em um grande filme dos anos 70. |
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O EXORCISTA III, EUA, 1990.
A História: William Peter Blatty não queria que este fosse uma segunda seqüência para o filme O EXORCISTA, pois a história original tem muito pouco de exorcistas e demônios, mas os produtores queriam ganhar uma grana a mais e decidiram que seria mais rentável filmar o thriller de mistério baseado em seu livro "Legion" e adicionar uns exorcismos e gore, adivinha quem venceu? Pois o resultado é um filme vagamente inspirado em Zodíaco onde acompanhamos a amizade entre um padre e um detetive da polícia quando o espírito de um assassino executado na noite do exorcismo da menina Regan vários anos atrás possui um homem que começa uma nova matança. O maníaco chamado "Gemni Killer" usa um 'modus operandi' similar ao Zodíaco e é um bom filme de investigação, nem tanto de exorcismo e conta com Brad Dourif fazendo um excelente trabalho. |
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THE LIMBIC REGION, EUA, 1996.
A História: Esse made-for-tv foi encomendado pela HBO e conta a história do Zodíaco, mas seu nome foi mudado para "The Scorekeeper" e mostra a história de um policial que perdeu a família e se entregou ao vício do álcool por sua obsessão por encontrar um maníaco que aterrorizou uma cidadezinha 20 anos atrás. Através de flashbacks mostra o policial e seu parceiro investigando este assassino que provoca a polícia através de cartas ameaçadoras, mas as coisas se complicam quando o detetive mata erroneamente um homem que afirmava ser o maníaco e sofre pressão da mídia que mantém os homicídios do maníaco afastados do público. Considerando que é um filme direto para a televisão, é bem executado e atuado, embora a correlação com o Zodíaco acabe ficando um pouco afastada dos fatos originais. |
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ASSASSINO DO ZODÍACO, EUA, 2005.
A história: Uma cópia do Zodíaco aparece e começa a matar e enviar cartas para a polícia assinando "the Z-man", o verdadeiro Zodíaco volta a escrever para a polícia sobre seu admirador, um policial que tem por volta de 30 anos e estava investigando o Zodíaco original tenta impedir sua cópia. Simples demais? Não, confuso demais. E com atuações péssimas, pobre em efeitos e sangue, não gera suspense e falha mesmo como um documentário dos atos do Zodíaco. Como linha final vou usar a mesma definição em uma crítica que eu vi na Internet: "É como assistir um filme pornô, sem o pornô...", sentiu o drama? |
ZODIAC / THE CHRONICLES, EUA, 2006.
A História: Em uma adaptação dos dois livros de Robert Graysmith,
"Zodiac" e
"Zodiac Unmasked", agora para as telonas e com o aval de ninguém menos que David Fincher que dispensa apresentações. No elenco estrelado por Anthony Edwards, Jake Gyllenhaal, Mark Ruffalo, Robert Downey Jr., Brian Cox entre outros, irão contar novamente a história de
Zodíaco sob a perspectiva de quatro homens, cujas vidas e carreiras podem ascender ou ruir através dos atos do assassino: Dave Toschi, o detetive que lidera as investigações com seu parceiro Bill Armstrong, o jornalista Paul Avery e o próprio Robert Graysmith, que trabalhou como cartunista no jornal San Francisco Chronicle na época das cartas do
Zodíaco. Ficou interessado? O filme estréia em terras yankes em 22 de dezembro, ainda sem data de lançamento no Brasil.
Gabriel Paixão
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O ZODÍACO (The Zodiac , EUA, 2005). Duração: 92 minutos
Direção: Alexander Bulkley
Roteiro: Alexander Bulkley; Kelley Bulkeley
Produção: Corey Campodonico; Jeanine Rohn
Fotografia: Denis Maloney
Música: Michael Suby
Edição: Greg Tillman
Desenhos de Produção: Jack G. Taylor Jr.
Efeitos Especiais: Tom Sindicich; Mike Tosti
Elenco: Justin Chambers (Matt Parish); Robin Tunney (Laura Parish); Rory Culkin (Johnny Parish); William Mapother (Dale Coverling); Brad William Henke (Bill Gregory); Rex Linn (Jim Martinez); Philip Baker Hall (Frank Perkins); Marty Lindsey (Zodíaco); Shelby Alexis Irey (Bobbie); Natassia Costa (Mary); Kris Palm (Michael); Nate Dushku (Scott Washington); Katelin Chesna (Patsy); Jodi Feder (Gina Chambers); Kathryn Howell (Sra. Boucher); Ian Scott McGregor (Paul Carmichael); Munda Razooki (Paul Stein); Carolyne Smith (Gail Lewinson); David Tenenbaum; Brian Napolitan; Randy Robertson; George Maguire
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