ANO DE LANÇAMENTO
2004
DIRETOR

Anthony C. Ferrante

ELENCO
M. Steven Felty
Trish Coren
Michael Samluk
Dig Wayne
Nicole Rayburn
Jilon Ghai
Josh Holt
Rachel Melvin
Happy Mahaney
ROTEIRO

Anthony C. Ferrante

SITE OFICIAL

Não divulgado

TRAILER

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Lançamento no Brasil:

4 de dezembro de 2006

DISTRIBUIDORA:

Europa Filmes

HOSPITAL MALDITO
(Boo)



Na semana do Halloween, um grupo de jovens resolve se divertir em um sinistro hospital abandonado que tem a fama de ser mal-assombrado.

Mas o que deveria ser uma divertida brincadeira com sustos e risadas torna-se o pior dos pesadelos. Inicia-se uma série de arrepiantes acontecimentos com direito até a almas penadas. Agora é cada um por si e o azar para todos.

CRÍTICAS

“Eu não acredito em fantasmas.” – diz Allan para sua irmã Meg, que responde: “ Não se preocupe, vai acreditar.”

Esse diálogo entre um casal de jovens irmãos no interior de um hospital abandonado e assombrado poderia ser modificado para algo como:

“Eu não acredito que ainda existam filmes que continuam explorando os mesmos clichês com um grupo de jovens insignificantes invadindo um ambiente assombrado por fantasmas na época do Halloween.”

A resposta:

“Não se preocupe, vai acreditar, depois de assistir “Hospital Maldito” (Boo, 2005), que é mais um filme que aborda novamente esse mesmo tema.”



Uma turma de jovens totalmente descartáveis decide fazer uma visita noturna de brincadeira num antigo hospital psiquiátrico abandonado e com fama de assombrado no terceiro andar, onde funcionava a temida ala dos loucos internados, durante as festividades do Halloween, tradicional evento americano com inspiração em elementos de horror.

O grupo é formado pelo casal de namorados Kevin (Jilon Ghai) e Jessie Holden (Trish Coren), e pelos amigos Freddy (Josh Holt) e Marie (Nicole Rayburn). Antes deles, Emmett (Happy Mahaney), já havia ido ao local para preparar algumas armadilhas de brincadeira. Paralelamente, Allan (Michael Samluk), pede a ajuda do amigo Arlo Ray Baines (Dig Wayne), um policial decadente e ator de filmes bagaceiros, para procurar no hospital abandonado sua irmã Meg (Rachel Melvin), que tinha ido com amigos explorar o lugar e desaparecera misteriosamente.

O local abriga o fantasma de um antigo zelador, Jacob (M. Steven Felty), que foi preso por molestar uma criança (a garotinha Taylor Hurley), e que tenta se livrar do fantasma da enfermeira Russell (Dee Wallace-Stone), que está sempre fiscalizando suas ações, ao mesmo tempo em que pretende retornar para o mundo dos vivos se apossando dos corpos dos jovens invasores de seu território.



O filme foi lançado em DVD no Brasil pela “Europa” em Dezembro de 2006. A direção e o roteiro são de Anthony C. Ferrante (iniciante nesse ofício, mas com experiência na área dos efeitos especiais), e o elenco é amador ao extremo, sendo que a única exceção fica por conta de Dee Wallace Stone, numa participação rápida (ela que é uma atriz veterana e participou de filmes conhecidos dos anos 80 como “E.T. – o Extraterrestre”, de Steven Spielberg e “Cujo”, baseado em obra de Stephen King).

“Hospital Maldito” é mais um exemplo dispensável de história que explora o confronto entre jovens idiotas e um fantasma assassino. É verdade que tem sangue, algumas cenas violentas, tentativas de susto, aparições sinistras de fantasmas, perseguições tensas, mas tudo dentro de um padrão convencional que já conhecemos de inúmeros outros filmes parecidos, ou seja, não tem absolutamente nada de especial. Aliás, tudo parece reciclado, desde o início com uma cena que lembra “Pânico” (1996), passando pela aparição do fantasma de uma criança (fato já exaustivamente explorado), até a forma como os fantasmas explodem quando são alvejados por tiros, num efeito exagerado.



Os personagens são estereótipos tão fúteis que o espectador acaba desejando suas mortes (também fica bastante previsível adivinhar com antecedência quem irá sobreviver e quem serão as vítimas). Sem contar as várias tentativas de piadas que não funcionam, do tipo: “A última pessoa que eu vi parecida com você, eu dei um tiro na cara”, dita pelo panaca Kevin para o policial Arlo, no primeiro encontro entre eles e num momento de tensão. Ele retruca de forma igualmente ridícula: “Você atira na minha cara e eu chutarei seu traseiro”.

Um pouco de sangue e tripas espalhados e aparições de fantasmas ameaçadores não são suficientes para impedir de classificar “Hospital Maldito” como apenas mais uma bomba dispensável.

“Hospital Maldito” (Boo, Estados Unidos, 2005) # 443 – data: 30/05/07

Renato Rosatti
"Boo!" tem início com uma citação direta ao cultuado filme teen "Pânico". Uma jovem loira, aparentemente sozinha em casa, preparando uma abóbora na noite de "Halloween", recebe um telefonema enquanto aguarda a chegada do namorado. Do outro lado da linha, uma voz tétrica pronuncia seu nome, fazendo com que a garota rapidamente tranque as portas. Logo que volta a falar ao telefone, descobre que se trata de uma brincadeira de sua amiga Marie. A campainha toca. Vemos no reflexo da televisão um vulto mascarado, observando seus passos. Após atender uma garotinha em busca de doces, a jovem é atacada pelo "assassino", que passa uma faca sobre sua garganta, deixando um rastro vermelho. Calma...era apenas uma brincadeira do namorado Kevin, com uma máscara de borracha e uma faca com lâmina falsa. Ela diz: "Quem você pensa que é? Um fantasma?", ao passo que ele responde: "Buuu, Jessie!".

"Boo" ou "bú" (em português) é uma expressão que se refere diretamente à intenção de causar medo. È bastante comum encontrá-la relacionada a eventos que sugerem arrepios e sustos fáceis como as sextas-feiras 13 e a típica festa americana "Halloween", festejada no dia 31 de outubro, num ritual envolvendo fantasias e as mais diversas brincadeiras como a tradicional "trick or treat" (gostosuras ou travessuras).

Fazendo uso desse argumento, todos os anos uma infinidade de produções de terror chega às locadoras e cinemas, trazendo assassinos mascarados, vinganças sobrenaturais, lendas urbanas e principalmente bruxaria. Um dos maiores clichês - e que sempre funciona - desses longas é mostrar um grupo de adolescentes invadindo um local abandonado e misterioso com a desculpa de explorar alguma maldição ou lenda. Em "A Noite dos Demônios 2", por exemplo, durante o Halloween, alguns adolescentes resolveram brincar num velho casarão, onde no passado morou (e ainda morava) um demônio em forma de mulher: Angela era o seu nome. O resultado não poderia ser diferente: sangue, mortes violentas, tripas expostas e pesadelo sem fim - ainda que, nesse caso, contenha alguns toques de humor.

No filme "Boo!", do diretor e roteirista Anthony C. Ferrante, a história é a mesma. Em busca de algumas risadas e bons sustos, um grupo formado por dois casais entra sem ser convidado em um hospital abandonado, o aterrorizante Vista Mira Hospital, em Los Angeles, para a realização de uma festa particular. Não demorará muito e o local será o palco para todo tipo de manifestação sobrenatural já vista num filme de horror - mensagens no espelho embaçado, garotinha fantasma, vultos e sombras, bolinha misteriosa, visões do passado, corpos decompostos, possessão, sons estranhos, elevador sinistro...

O grupo é composto por personagens já vistos em centenas de outros filmes: Jessie (Trish Coren), a jovem do começo do filme, sensitiva, comunica-se com a mãe morta através de telefonemas; namora com o já apresentado valentão Kevin (Jilon Ghai); Marie (Nicole Rayburn) é a garota fogosa e interesseira, que está com o tipo "gay" Freddy (Josh Holt), mas que guarda algum "sentimento" pelo namorado de Jessie.

Se esses já são conhecidos, "Boo!" também conta com outros tipos comuns: Emmett (Happy Mahaney) e seu cachorro Duchess - que resolvem visitar o local antes para preparar armadilhas para assustar seus amigos; Allan (Michael Samluk), que está atrás de sua irmã, Meg (Rachel Melvin), que desapareceu há alguns dias nesse mesmo hospital em outro evento proibido, e que pede ajuda ao policial Arlo Baines (Dig Wayne), um astro de produções blaxploitation que utiliza o apelido "Dynamite Jones". Apesar de ser um herói nas telinhas, Arlon foge dos compromissos - evita até entrar no hospital mesmo tendo ouvido tiros - enquanto ensaia em vão um dos golpes de seu personagem: acender um fósforo apenas com a mão e chutá-lo em direção ao inimigo.

Combinado com Kevin, Emmett entra sorrateiramente no apavorante hospital - curiosamente, um lugar real que inspirou o diretor a desenvolver o filme - e, em companhia de seu fiel cão, começa a preparar surpresas para seus amigos, com sangue falso, linha de pesca que puxa uma cadeira de rodas e esqueletos..."Não é preciso fazer muita coisa, esse local já é assustador por si só.", diz Emmett. "Não esqueça de preparar o terceiro andar.", avisa Kevin.

Possivelmente, a fala de Emmett tenha sido pronunciada também pelo diretor Anthony C. Ferrante, durante a produção deste seu primeiro filme. Ele apenas faz o que foi sucesso em outras produções, tentando ao máximo desenvolver uma atmosfera assustadora, mas falhando exageradamente por conta de um roteiro já batido e um elenco fraquinho. Ainda assim, "Boo!" consegue divertir, tem bons efeitos especiais, e pode ser facilmente digerido com o acompanhamento de alguma pipoca, num sábado à noite.

À medida em que os personagens conhecem o edifício, alguns morrem e o público nem percebe, pois há um fantasma maligno que possui seus corpos para a realização de seu intento. Quando a máscara cai, com direito a rosto derretido e gosmas, basta um tiro para seu corpo explodir em pedaços de carne humana - num recurso já visto no filme "Os Espiritos". Nesse ponto, conhecemos a "jogada" do diretor: qualquer um pode estar possuído, assim como há os injustiçados que, por conta de algumas gotas de sangue na camisa, são acusados e condenados.

Enquanto o público se diverte ao tentar descobrir os falsos-vivos, o diretor ainda reserva um momento que vai arrepiar os coulrofóbicos. Cansado de somente possuir os mortos, o espírito maligno entra numa fantasia de palhaço. A cena é assustadora! Ver a fantasia assustadora flutuando rapidamente em direção aos jovens já vale o preço do convite. È ver para crer.

HISTÓRIA:    
GORE:    
EFEITOS:    
DIVERSÃO:    

Marcelo Milici

NOTÍCIAS E IMAGENS


(03/11/06) Boo será lançado no Brasil pela Europa Filmes no dia 4 de dezembro. O título escolhido: Hospital Maldito.
(21/10/05) Novas imagens que o site Arrow conseguiu com exclusividade. Clique para ampliar:


(02/09/05) Confira novas imagens de Boo, divulgadas na internet:


(19/08/05) Depois de muito alarde em torno da produção, Boo será lançado somente em DVD nos EUA, no dia 25 de outubro. Se for ruim, virá logo para o Brasil....
(20/05/05) Disponível um novo trailer de Boo e você pode conferi-lo no link 2 ao lado.
(13/05/05) No alto da tela você confere o terceiro e melhor poster do filme Boo!. O diretor/roteirista Anthony C. Ferrante contou ao Fangoria sua expectativa quanto à estréia próxima do filme: "BOO terá sua primeira exibição oficial em Cannes na sexta-feira 13. Nós terminamos a pós-produção e o filme parece ótimo. O trailer estará disponível online em breve. A idéia era fazer um filme de terror realmente assustador, e eu definitivamente acredito que ele esteja repleto de sustos."
(08/04/05) Enquanto não há divulgação sobre um provável lançamento no Brasil, confira novas imagens do filme:


(29/10/04) Divulgado o trailer do filme Boo. Clique no link ao lado e confira:
(30/07/04) O site Creature Corner divulgou mais um cartaz e imagens do filme Boo



[Colaboração: Thales Fernandes]
(23/07/04) Confira no alto da página um poster do filme Boo, um dos primeiros filmes do estúdio Graveyard Filmworks, do produtor de Cães de Caça, David Allen.
(04/06/04) Numa recente convenção em Burbank Airport Hilton, em Burbank, Califórnia, o editor-chefe da Cinescape, Anthony Ferrante, conversou com as garotas do filme Boo! (Trish Coren, Nicole Rayburn e Rachel Melvin) e também com o produtor David E. Allen (Cães de Caça). Todo o material da entrevista pode ser conferido na revista Cinescape de junho..
Confira abaixo uma imagem do editor e seus entrevistados:


(14/05/04) Divulgada as primeiras imagens de Boo! que você pode clicar para ampliar depois de ler as palavras modestas do produtor David E. Allen: "Eu tenho que dizer que, seriamente, este é um dos filmes mais assustadores que eu tenho visto a um bom tempo. O hospital é como um grande personagem do filme. Eu realmente acredito que capturamos uma fantástica e sinistra aura nesse filme que irá excitar os fãs do horror. Com sua genuína e assustadora atmosfera, Boo! se sairá como um dos melhores filmes envolvendo casas assombradas."


(20/02/04) O diretor e roteirista, Anthony C. Ferrante, contou ao site Sci Fi Wire que a idéia da trama surgiu durante uma sessão de filmagens do hospital Linda Vista em Los Angeles.: "Estávamos entediados, certa noite, então descemos, amarramos uma cadeira de rodas com uma linha de pesca e levamos várias pessoas lá. Todos ficavam com medo" De acordo com o diretor, as pessoas que participaram da "pegadinha" acreditavam realmente que estavam diante de um fantasma.
O diretor acrescenta: "Se Pânico era sobre quem seria o assassino em série, esse filme é sobre quem pode ser o fantasma. Até certo ponto, não revelamos como acontece a possessão ou o que acontece com a pessoa. E começamos a eliminar os membros do elenco."