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Diego Silva
O relógio de cabeceira marcara 02:00 , Edward contorcendo-se na cama, pela milésima vez o maldito pesadelo:ele caminhara até uma porta, atravessando-a e se deparava com um roseiral enorme –onde os olhos não viam fim-, para sua surpresa e espanto... nada possuía cor.Edward fitava o campo, encantado e curioso, procurando cor em algum canto e tentando acreditar no que estava acontecendo, quando de repente tem sua atenção desviada por uma voz:
-Lindo não?Sempre que posso venho para cá, aqui me sinto segura e não tenho medo de nada- disse a voz doce e angelical.
Edward espantado surpreende-se quando vê uma menininha ao seu lado:cabelos negros e compridos, aparência angelical, e o mais curioso... o castanho de seus olhos era intenso, possuía cor ao contrário de tudo que os cercava:
-Quem é você?!-diz Edward dando dois passos para trás, tentando se desviar do olhar da menina.
-Eu não tenho nome, você pode me chamar como quiser...- diz a menina caminhando para cima de Edward.
-Você quer algo de mim?
-Sim.Vamos, caminhe comigo pelo roseiral, eu sempre caminho sozinha, agora que você está aqui pode ser diferente- disse a menina, fitando-o com brilho nos olhos.
Edward sem resistir, deixou-se levar pelo encanto da menina, e os dois adentraram no roseiral.A medida de que iam entrando, Edward sentia seu corpo pesado, como se tivesse blocos de concreto em seus joelhos, mas ele conseguia suportar... pois a menininha andava tão tranqüilamente e feliz, que o incentivava a caminhar com ela.Estavam caminhando a segundos, horas, dias...Edward não sabia dizer, pois as coisas mudavam conforme os dois iam adentrando no roseiral.Árvores trocavam de lugar, o céu hora enegrecia e hora limpava, e Edward começava a sentir dor em suas pernas.
Edward sentia o sangue escorrendo em suas pernas, então resolveu parar de caminhar:
-Estou sangrando, não entendo como fui cair em si apenas agora, estamos em um roseiral, e os espinhos das rosas nos cortam-disse ele puxando a menininha pela mão e encarando-a.As lágrimas escorreram pelo rosto pálido, os olhos castanhos já não tinham mais o brilho de antes:
-Você não vai mais caminhar comigo, vai me deixar sozinha de novo?!
-Podemos caminhar, mas não aqui!Estou todo machucado... mas você nem se arranhou, o quê é isso?!
-Eu não sangro mais aqui- diz ela esfregando os braços- mas sangro aqui-pega a mão de Edward e a coloca-a no peito...ele se espanta ao não sentir o coração da menininha e por impulso deixa de tocar-lhe...em segundos não há menininha;não há campo, árvores ou céu...há apenas o cheiro das rosas.Edward havia acordado
Como que saindo de um transe, Edward abre os olhos e olha a sua volta “de novo, de novo esse pesadelo” pensava ele intrigado.Edward não sentia mais medo como antes, agora ele sentia curiosidade em saber do que se tratava, pois o sonho era o mesmo, não mudara nenhuma vez e a intensidade era maior a cada vez que acontecia.Com mais uma noite de sono perdida, Edward levanta da cama(o relógio de cabeceira marcara 04:07)e caminha até a janela do quarto:ele adora fotografar as ruas vazias, com o frio que fazia e o tempo pesado, dava um tom totalmente sombrio e belo ao lugar, despertando um conforto.
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