CÃO


Ana Carolina Guedes


Com o poder do próprio demo, qualquer ser vivo seria portador de inimagináveis poderes que seriam usado somente para o mal. Foi o que aconteceu na cidade perto da grande metrópole de São Paulo, um lugar com aparência sepulcral, onde anos jazia o túmulo do demônio, vitima de um horrível acidente que liberou as trevas pelo mundo.
Como este ser não possuía forma, tinha de possuir um ser vivo capaz de se movimentar para espalhar o horror pelo mundo. Sua vitima foi um pobre canino que por ali passava em busca de carniça. Com tanto poder, ele dobrou de tamanho, desenvolveu músculos poderosos e grande quantidade de dentes resistentes e ameaçadores que podiam dilacerar suas vitimas em segundos. A primeira vitima deste terrível e abominável ser foi uma pobre criança que inocentemente andava sobre os escombros que haviam sobrado da cidade. A pobre criança nem teve tempo de ver o que lhe atacou pois perdeu a vida no primeiro golpe do demônio, que em seguida plantou-lhe a semente que a tornaria sua seguidora.
Foram inúmeras vitimas feitas pelo demônio, que podia alcançar grande velocidade e chegar a várias cidades em minutos. As suas vitimas não apresentam nenhuma anormalidade: todas as feridas eram rapidamente saradas após a implantação da semente. Dizem que ainda hoje elas andam por ai fazendo o mal como se fossem “pessoas normais” e o cão continua reunindo novos discípulos.
COMENTÁRIOS

"Parabéns, Carolina!
Seu conto é bem interessante. Me chamou a atenção a brevidade dele (admiro essa característa de síntese: dizer muita coisa em pouco espaço) e o artifício que você usou para que a história parecesse notícia de jornal.
Muito bem."
Rita Maria Felix da Silva




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