CÃES DE CAÇA
(Dog Soldiers)
Conta a história de um grupo de soldados ingleses numa rotineira missão de treinamento numa floresta escocesa distante. Eles encontram um de seus soldados ferido, no que parece ser o ataque de um animal selvagem. Quando a noite cai, eles se vêem cercados por um exército de licantropos. Depois que seu líder é ferido, os soldados encontram com uma bela zoologista e acabam tendo que se abrigar numa casa abandonada nas proximidades....
IMAGENS

CRÍTICAS
Um dos melhores filmes sobre lobisomens depois de “Grito de Horror” (The
Howling, 1980) e “Um Lobisomem Americano em Londres” (An American Werewolf
in London, 81) é o inglês “Cães de Caça” (Dog Soldiers, 2002), com direção e
roteiro de Neil Marshall. O filme foi lançado no Brasil no mercado de vídeo,
numa produção de baixo orçamento, sem aqueles falsos e exagerados lobisomens
feitos em CGI, com uma história simples e repleta de muito bom humor.
Um
grupo de soldados do exército inglês está realizando um treinamento numa
floresta escocesa quando encontra o capitão de um outro grupo perdido no
mato, gravemente ferido e único sobrevivente de uma misteriosa chacina. Após
enfrentarem numa noite de lua cheia um ataque violento de várias criaturas
similares a enormes lobos, os soldados encontram uma zoologista que os leva
de carro até uma casa de campo afastada. Eles são então emboscados na casa
pelas feras sobrenaturais que revelam-se ferozes e inteligentes lobisomens
que querem devorar suas carnes, obrigando os soldados a lutarem por suas
vidas enquanto tentam entender o incrível mistério de seus reais inimigos.
“Cães de Caça” tem todos os elementos de um violento filme de horror,
através do ataque brutal de um grupo de lobisomens destroçando os frágeis
corpos de suas vítimas, com direito a sangue e vísceras espalhando-se para
todos os lados. Eu particularmente não sou muito fã da inclusão de piadas
nos roteiros de filmes de horror, mas o caso de “Cães de Caça” é uma honrosa
exceção, pois todos os momentos de humor negro realmente surtiram efeito
numa diversão hilariante como quando o sargento líder dos soldados ingleses
brinca com o fato de suas próprias tripas estarem expostas por causa de um
golpe de um lobisomem e que elas não poderiam mais caber de volta no abdômen
por causa do grande volume, ou quando um simpático cachorro puxa
insistentemente pela boca um pedaço de tripa do mesmo sargento, num duelo
incomum entre um cão faminto e um homem ferido por causa de um pedaço de
víscera desse último, ou ainda quando um soldado vencido numa briga com um
lobisomem, diz como últimas palavras que esperava que a fera sentisse dor de
estômago depois de devorá-lo vivo.
Resumindo, o filme é altamente
recomendável, e aliás até já foi anunciada a produção de uma sequência com
previsão de lançamento para 2005, com a história continuando exatamente após
os eventos do final do primeiro filme.
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Renato Rosatti