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ANO DE LANÇAMENTO |
| 2002 |
| DIRETOR |
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Danny Boyle
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| ELENCO |
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Cillian Murphy Christopher Eccleston Brendan Gleeson Naomie Harris Megan Burns Noah Huntley
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| ROTEIRO |
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Alex Garland
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| SITE OFICIAL |
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clique aqui
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| DURAÇÃO |
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113 minutos
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ESTRÉIA NO BRASIL:
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25 de julho (cinema)
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DISTRIBUIDORA:
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Fox Films
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COMENTÁRIOS:
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"Filme de deixar o cara desesperado, nao sei como, mas Danny Boyle consegue
de cara com que tu se coloque no lugar de Jim... beira o desesperador, MUITO bom,
mas MUITO BOM mesmo." (Henrique)
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"Eu gosto tanto desse filme que nem quando me apontam os seus defeitos eu
consigo concordar com eles. Eu gosto do jeito rápido que ele foi filmado, da um
toque mais dinâmico ao filme, esperar os zumbis morrerem hera o que os soldados
estavam fazendo, os demais não tinham pensado nisso e eu ainda não considero os
infectados como zumbis e por isso eles não comiam eles matavam apenas por causa do
vírus da raiva, isso justifica a introdução q deixo claro o porque de tudo aquilo, o
final realmente é meio forçado mas eu gostei dele, acho legal ver como Jim reagiu ao
perder tudo que lhe restava.
" (Arthur Sant´Ana Fernandes)
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"Roteiro perfeito,direção excelente,e uma historia angustiante...um filme de horror pra se ver muitas e muitas vezes.(Parabéns pelo otimo trabalho da equipe Boca do Inferno,os fãs do terror agradecem!)" (Ricardo Bertalha)
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"Extermínio é um dos melhores filmes de terror que eu vi recentemente. Lembra a claustrofobia já vista antes em clássicos como O Massacre da Serra Eletrica (1974) e Cujo (1983) !! Inteligente , convincente e assustador!!!" (Ricardo) |
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EXTERMÍNIO (28 Days Later)
Quatro semanas depois de um misterioso e incurável vírus tomar conta de toda Inglaterra, um rapaz acorda no hospital sem saber de nada e se vê cercado por pessoas infectadas. Sua única chance é sem unir a outros sobreviventes em busca de respostas....
IMAGENS
Clique aqui e confira a galeria completa do filme
CRÍTICAS
Ainda bem que o cinema de horror moderno não se resume aos
PREMONIÇÃO 2 e HALLOWEEN RESSURRECTION!
Hoje à noite assisti EXTERMÍNIO e achei um dos grandes filmes de
horror da última década... Começa que é mais drama e suspense do que
propriamente horror, e termina que o filme dá novo fôlego a um
gênero que estava em extinção - os filmes de zumbis.
EXTERMÍNIO é especialmente apavorante (acho que "angustiante" é a
expressão mais correta) quando se passa nas ruas desertas de
Londres, onde o herói Jim perambula, sem saber que um mortal vírus
da raiva exterminou a humanidade, transformando as pessoas em
espécies de zumbis raivosos...
As imagens daquele solitário labirinto de concreto que um dia foi
uma cidade são dramáticas e passam uma sensação de extremo pavor, de
imaginarmos que um dia uma catástrofe semelhante possa acontecer...
Bem, mas o filme não escapa de uma avaliação mais crítica...
[NÃO LEIA OS PRÓXIMOS PARÁGRAFOS POIS CONTA DETALHES QUE PODEM ESTRAGAR A SURPRESA]
S
P
O
I
L
E
R
S
A primeira metade registra a busca por sobrevivência na cidade
deserta e lembra A DANÇA DA MORTE; em seguida, temos o encontro dos
sobreviventes com um grupo de militares que tenta sobreviver em uma
base cercada de holofotes, cercas e um campo minado... A partir
daqui, os zumbis raivosos deixam de ser o inimigo e o filme mostra
como o ser humano ainda é a maior ameaça...
- Pontos positivos:
* As citações a outros filmes do gênero, principalmente DAWN OF THE
DEAD (as cidades desertas e os sobreviventes pegando apenas "o
necessário" num supermercado... 4 garrafas de uísque, por exemplo.
hehehehe) e DIA DOS MORTOS (no conflito com os militares). Notem que
os milicos até têm um zumbi como "animal de estimação", semelhante
ao Bub de DIA DOS MORTOS!
* A situação bem resolvida entre sobreviventes versus milicos.
* O filme não exagera nos efeitos especiais...
* Os 15 primeiros minutos, com Jim caminhando pela Londres deserta...
* Violência (a melhor cena, disparado, é aquela em que Jim despacha
um soldado afundando os dedos nos seus olhos).
* Suspense de roer as unhas. Algumas cenas realmente me deixaram
aflito, e isso é raro nos filmes recentes, que são todos iguais e
exploram as mesmas e velhas situações. Aquela parte no túnel, por
exemplo, é apavorante...
* Aquela história de que o vírus transforma as vítimas em zumbis 20
segundos após o contágio! Isso elimina aquele clichê clássico dos
filmes do gênero, onde alguém era infectado e:
1-) ou escondia que tinha sido mordido, para virar zumbi mais tarde
e matar todo mundo
2-) ou relatava sua situação apenas para semear a discórdia e o
sentimentalismo entre seus companheiros...
- Pontos negativos:
* O estilo "Soldado Ryan" de filmar as cenas de ação e tensão são de
deixar o espectador com dor de cabeça... Em algumas cenas do ataque
dos zumbis, já é escuro, e ainda a câmera sacode tanto que se torna
impossível ver o que está acontecendo! (tipo, quando dois
contaminados atacam Jim e sua turma na casa dos seus pais, ou quando
eles estão subindo as escadas do prédio de Frank).
* Os zumbis deste filme, na real, não comiam carne humana, eles
apenas mordem e matam as pessoas, certo? Tanto que eles morrem de
fome lá pelas tantas... Logo, é só esperar num lugar isolado até
todos morrerem de fome e repovoar o planeta!
* A introdução, com aquele negócio dos macacos no laboratório. Seria
muito mais interessante começar o filme sem explicar nada, com Jim
acordando no hospital e tendo que descobrir por conta o que
aconteceu... Assim, o espectador ficaria tão assustado quanto o
herói, pois também não iria saber porque a cidade estava deserta!
* O final feliz forçado é meio xaropinho também. Como era o final
alternativo?????
DIVERSÃO:     
Felipe M.Guerra
ANÁLISE: Dentre os diversos sub-gêneros do horror, os filmes abordando a temática dos "mortos-vivos" ou "zumbis" sempre despertaram uma grande atenção nos admiradores do estilo. Desde o lançamento em 1968 do cultuado clássico em preto e branco "A Noite dos Mortos-Vivos", de George A. Romero, os filmes de zumbis assassinos e sedentos por carne humana passaram a ser produzidos em grande quantidade, povoando a imaginação dos fãs do cinema fantástico com os piores pesadelos....clique aqui para continuar...
(25/07/03)
ESTRÉIA!! Confira algumas informações divulgadas no Hot Site da Fox Films:
A premissa
Depois de terem feito A Praia, o produtor Andrew Macdonald e o roteirista Alex Garland começaram a pensar em fazer outro filme juntos. “Alex tem um dom natural para contar histórias e eu queria fazer um filme que possuísse a mesma energia e a emoção que se sente ao ler um de seus livros”, conta Andrew Macdonald. E completa: “Quando ele disse que sempre quis fazer ficção científica eu o incentivei a se inspirar em A Máquina do Tempo, de H. G. Wells, algo que se passasse na Inglaterra. Vejo o filme como uma espécie de filme de guerra de forma indireta, com um pouco dos filmes de zumbis dos anos 70 e da ficção científica da literatura inglesa, mais particularmente J.G. Ballard e John Wyndam”, diz Alex Garland.
“Alex escreveu um roteiro de 50 páginas que não se conseguia parar de ler, e que acabou por ser a base de Extermínio. Quando ele escreve um roteiro consegue-se visualizá-lo e dá vontade de saber o que vai acontecer em seguida, o que a meu ver é fundamental quando se conta uma história”, elogia Andrew Macdonald.
Macdonald, então, enviou o material para Danny Boyle, que tinha acabado de fazer dois filmes digitais, Strumpet e Vacuuming Completely Nude in Paradise, para a BBC. “Seu estilo visual era exatamente o que precisávamos para transmitir o que Alex tinha escrito”, diz Macdonald.
Alex Garland adorou voltar a trabalhar com a equipe de A Praia. “O Danny é esperto e muito criativo, ele nos faz rir e ao mesmo tempo pensar. O Andrew vê todos os detalhes, mas também consegue ter uma perspectiva geral melhor do que qualquer um. Quando conversamos, ambos têm grandes idéias sobre a realização de filmes e sobre o cinema em geral. Tenho sorte de poder trabalhar com eles de novo”.
Danny Boyle foi imediatamente seduzido pelo roteiro, mas não queria fazer um filme que se prendesse a um gênero. “Gosto de filmes de zumbi, mas eles pertencem a um período específico, de uma sociedade paranóica com o que poderia ser o resultado do uso de armas e energia nucleares. Não sou um grande aficionado do gênero, embora goste bastante, mas achei ótimo que Alex tenha feito uma inovação no tema do apocalipse causado por um vírus – o fato de não tratar-se de um vírus clínico, mas psicológico – então acho que o gênero foi respeitado, mas espero que tenhamos conseguido renová-lo”, diz ele.
“A premissa do filme é que os cientistas estão tentando desenvolver a cura para a fúria, uma droga equivalente ao Valium em relação à depressão. No decorrer do processo de pesquisa, chimpanzés são infectados por um vírus que provoca um estado psicótico permanente de raiva, de fúria”, explica Andrew Macdonald.
“A idéia do vírus psicológico é totalmente contemporânea”, acrescenta Danny Boyle. E continua: “Em vez de ser uma infecção física, o vírus reflete o fenômeno moderno da ‘raiva social’. Vemos isso se manifestar diariamente, nas ruas, nas estradas, nos hospitais e até nos supermercados! Quando se conversa com pessoas mais velhas, elas nos dizem que antigamente não havia nada disso; havia violência e brigas, claro, mas a ‘raiva social’ é um sintoma típico dos tempos modernos”.
“A história retrata um grupo de sobreviventes tentando se manter a salvo depois do vírus ter se alastrado pela Inglaterra e talvez pelo mundo. A Inglaterra foi evacuada em grande parte, o que gera uma paisagem apocalíptica”, descreve Boyle. E prossegue: “Era importante que eu descartasse a idéia de contingências civis. Um vírus é algo de que não necessariamente podemos nos defender. Este, em particular, tinha de ser tão incontrolável que não houvesse como combatê-lo, pois na verdade ele faz parte de nós – o ódio. Até o momento ainda não existe um vírus psicológico, mas quem pode garantir que não virá a existir? Recentemente, dois cientistas alemães criaram um vírus da poliomielite totalmente sintético. Trata-se de um vírus com uma estrutura genética relativamente simples, mas já existe tecnologia para criar um mais complexo, como o da varíola, por exemplo – é uma questão de tempo, mas do que de capacidade técnica”.
O filme começa depois de o vírus ter se espalhado pela Inglaterra. Este fato agradou ao diretor Danny Boyle. Ele comenta: “A história tem início 28 dias após e o público vai descobrindo coisas que aconteceram no passado. Há algumas pistas e o público vai preenchendo as lacunas com a imaginação, as coisas horríveis que aconteceram para se chegar àquele ponto. É uma grande vantagem, pois poupa milhões de dólares, tudo graças ao talento de Alex como escritor”.
O elenco
Foi estabelecido que os atores escalados para os papéis principais não seriam muito conhecidos do público. “Chegamos à conclusão de que era mais apropriado para o filme que não houvesse grandes astros”, declara Danny Boyle.
Para o papel de Jim, Boyle escolheu Cillian Murphy, que tinha visto na peça Disco Pigs e que julgou ter a inocência que o papel exigia. “A trajetória do personagem é a de alguém que, no início do filme, é forçado a amadurecer de um momento para o outro e, no final do filme, a se tornar quase primitivo. Achei que Cillian conseguiria retratar isso”, comenta o diretor. O ator ficou feliz com a oportunidade, não apenas por poder trabalhar com a equipe de criação, Boyle, Macdonald e Garland, mas pelo projeto em si. “O roteiro era completamente diferente de tudo que eu já tinha lido, e o personagem passa por uma longa trajetória, indo da absoluta confusão no início a uma terrível vingança no final”.
Naomie Harris foi escalada para interpretar Selena. “Adorei o roteiro. Minha personagem sobreviveu ao vírus sendo despachada e independente. Deixou de lado as emoções por uma questão de sobrevivência, o que representou um desafio”, descreve a atriz. “Naomie é muito talentosa. É elegante, mas consegue ser durona”, diz Boyle.
Boyle tinha claro em sua mente que desejava Brendan Gleeson para atuar na pele de Frank, o pai viúvo de Hannah. “Vi os filmes em que ele atuou e queria esse homem afetuoso, essa verdadeira figura paterna. Nota-se a mudança no filme quando ele entra em cena. É uma daquelas pessoas que eu gostaria de ter em todos os meus filmes”, elogia Danny Boyle. Gleeson ficou absorvido pelo roteiro ao lê-lo, mas confessa não se tratar do tipo de material que normalmente procura. “Não sou muito bom para o futuro ou o passado, porém o fato de Danny estar envolvido no projeto e a energia que o roteiro continha foram irresistíveis. O papel encerrava muita afetuosidade nesse sanduíche de terror e eu o adorei. Danny possui uma fantástica sensibilidade e foi maravilhoso trabalhar com ele”.
Christopher Eccleston já havia trabalhado com Boyle duas vezes, em Cova Rasa e mais recentemente em Strumpet. O ator foi escalado para interpretar o major Henry West. “Eu me diverti muito trabalhando com Chris em Strumpet. Ele está sempre se aprimorando como ator e achei que se sairia muito bem como Henry. Ele sempre acrescenta uma certa dose de humanidade ao que faz, e ele faz com que compreendamos aquele homem”, comenta Boyle. Por sua vez, Eccleston achou o roteiro assustador e envolvente. O ator declara: “Danny cria uma atmosfera positiva que deixa todos muito à vontade para trabalhar, e há ainda a vitalidade com que ele movimenta a câmera. Foi bom voltar a trabalhar com ele”.
Megan Burns, de apenas 15 anos, nunca imaginou que conseguiria o papel de Hannah, a filha de Frank. “Procurei ser eu mesma no teste, mas achei que não tinha conseguido, pois todo mundo era muito diferente de mim”, conta ela. Boyle já tinha visto em Liam, trabalho pelo qual a menina recebeu o prêmio de Melhor Atriz no Festival de Veneza, no entanto, foi o teste que mostrou que ela era perfeita para o papel. “Ela tem uma naturalidade, algo de radiante que é simplesmente lindo”, diz o diretor.
Em uma das cenas, a personagem Hannah está deitada no chão e um monte de ratos passam correndo por cima dela. “Quando li sobre os ratos no roteiro, pensei, ‘Não, eles não vão passar pelo meu rosto nem coisa parecida’, mas depois vi que eu estava enganada. Não só tive que deitar como também que segurar os ratos no meu rosto porque eles fugiam, e o Danny ficava sussurrando, ‘Não se preocupe, os ratos são limpinhos. Foram todos lavados com xampu de manhã!"
Para os papéis dos soldados foi escalado um talentoso grupo de jovens atores. Leo Bill como Jones, Ricci Harnett como Mitchell, Stuart McQuarrie como Farrell, Marvin Campbell como Mailer, Sanjay Rambaruth como Davis, Ray Panthaki como Bedford, Junior Laniyan como Bell e Luke Mably como Clifton. Embora apareçam durante um curto espaço de tempo, Danny Boyle pretendia que o público se identificasse com eles e os visse como uma comunidade. “Eles são muito promissores. Há no mínimo dois grandes astros em potencial ali. Não me atrevo a dizer quais deles, é claro!”, declara o diretor.
Com o intuito de prepará-los para representarem soldados, incluindo Christopher Eccleston, eles passaram um fim de semana num campo de treinamento militar. “Eu sabia que o ritmo e a rotina do exército seriam úteis para eles, para que se comportassem como soldados, e deu certo”, comenta Boyle. Os atores assistiram palestras de ex-soldados e praticaram exercícios militares. “Aprendemos bastante sobre o manejo das armas. Apesar do tempo reduzido, aprendemos um pouco sobre como nos movimentarmos e, obviamente, como pensarmos como soldados”, relata Eccleston. A experiência também ajudou os atores a se sentirem uma unidade. “Os atores têm isso naturalmente, é uma das coisas boas de ser um ator, estamos acostumados a nos juntar a um grupo e logo estabelecer uma camaradagem”, acrescenta Eccleston.
As filmagens
As filmagens tiveram início em 1º de setembro e se estenderam por nove semanas. Antes disso, no entanto, houve quatro dias de filmagem no mês de julho, das cenas em que Jim anda nas ruas desertas de Londres. As cenas foram filmadas de manhã bem cedo, antes da hora do rush, para facilitar o fechamento das ruas.
Há uma cena em Piccadilly Circus que foi filmada antes da tragédia de 11 de setembro. “A imagem foi baseada numa fotografia que eu tinha visto de um terremoto na China, mas é claramente baseada num impulso completamente humano – pessoas tentando se comunicar umas com as outras, tentando estabelecer vínculos quando os canais normais deixaram de existir ou parecem inadequados. Obviamente, o Marco Zero é o exemplo mais recente disso e talvez o maior, mas ao se analisar qualquer dessas catástrofes que já aconteceram, em que as pessoas ficam sem saber exatamente o que se passou, vê-se que é uma atitude natural das pessoas. Eu não teria filmado depois do 11 de setembro; então, na edição procuramos nos assegurar de que essa parte do filme não parecesse invasiva ou inconveniente relativamente à dor que as pessoas viviam na vida real”.
“A filmagem das seqüências em Londres foi simplesmente fantástica. Antes de começarmos as filmagens principais, trabalhamos uma semana em julho, iniciando cada dia às três ou quatro da manhã, esperando o sol nascer”, recorda Andrew Macdonald. E continua: “Podíamos filmar por uma hora ou mais antes que a cidade ficasse movimentada e com muito trânsito. Foi empolgante, e quando se via o trânsito parado e não se ouvia nenhum barulho era ao mesmo tempo emocionante e estranho”.
“A idéia inicial de Alex para uma Londres deserta era de silêncio, o que conseguimos com relativa facilidade, contudo, tivemos que filmar muitas vezes o ‘dia fazendo-se passar pela noite’, pois era mais fácil escurecer as imagens do que remover digitalmente todas as luzes dos edifícios”, revela Macdonald.
E o diretor Danny Boyle completa: “Andar por uma Londres deserta foi incrível, pois esse era um dos principais objetivos do filme, fazer com que parecesse real. Somente conseguimos fazê-lo usando muitas câmeras digitais, pois quando se sabe usá-las habilmente, pode-se alcançar como resultado uma seqüência final que aparenta ser elaborada e complicada, em vez de uma única tomada”.
Incluir as cenas em Londres era extremamente importante para Danny Boyle. Ele esclarece: “Queríamos ver a Inglaterra como uma paisagem mítica. Infelizmente é um lugar relativamente pequeno e o público tende a estar familiarizado com os cenários. Achamos que era importante fazer com que deixasse de ser familiar, para que o público olhasse para o lugar de forma um pouco diferente do que faz normalmente”.
Ao definirem as locações em Londres os realizadores decidiram filmar numa única área. Era preciso encontrar uma área que se pudesse fazer parecer abandonada sem grandes dificuldades e o East End pareceu o local ideal. “Sei que no East End as pessoas conseguem se locomover mais facilmente do que no West End”, observa Danny Boyle. E acrescenta: “Não há tantos engarrafamentos, é mais fácil obter permissão para filmar e, além disso, a indústria do cinema já deu muita atenção à parte oeste de Londres”.
Dentre as demais locações estão Trafalgar Park, em Salisbury, e o TRL Research Centre, em Crowthorne, sendo que a última semana de filmagens foi realizada na Alemanha, no Schwaben Park, onde foi filmada a cena do laboratório.
Um dois maiores desafios que o filme apresentava era filmar numa auto-estrada deserta. A produção obteve autorização para fazê-lo numa manhã de domingo, entre as sete e as nove da manhã. Com o auxílio da polícia, que foi gradualmente detendo o tráfego de ambos os lados, e utilizando 10 câmeras, os realizadores conseguiram captar um minuto com a estrada vazia, com Frank dirigindo, indo em direção a Manchester. “Em termos técnicos, foi um pesadelo, mas tornou-se uma cena fantasticamente estranha. Dá a sensação de que a Inglaterra inteira foi abandonada”, observa Boyle.
Os infectados
O diretor Danny Boyle pensou muito acerca da aparência que deveriam ter os infectados pelo vírus. “Quando se faz um filme com monstros, seja o tipo que for, é preciso ter clareza quanto à forma que se dará a eles e eu sempre desejei que os monstros – os ‘infectados’ – se movessem numa velocidade quase inumana. Eu já tinha feito alguns filmes digitais para a TV em Manchester, e acabei de certa forma encontrando um modo de trabalhar com a câmera, em que se filma com a câmera acelerada, e as câmeras digitais captam essa informação de uma forma que é não é a ideal, porque não fica fluido como se espera que um filme seja”. Outro elemento-chave em relação aos ‘infectados’ foi a decisão de escalar a maior quantidade de atletas possível para representá-los. “Quando se vê um atleta atuar, percebe-se que ele faz coisas que deveríamos ser capazes de fazer, mas sabemos que nunca conseguiremos. Achei que quando se tratasse de agressividade, de um atleta se voltando contra você, seria genuinamente assustador”, explica Boyle.
Em termos físicos, o vírus foi baseado, inicialmente, na febre hemorrágica do Ebola, que é transmitido por primatas (incluindo os seres humanos), através do sangue, e geralmente é fatal. A doença se manifesta abruptamente e em alguns pacientes pode causar erupções na pele, vermelhidão nos olhos e hemorragia interna e externa. No filme, cada ‘infectado’ teve de usar lentes de contato especiais para dar a impressão de sangramento interno. O produtor Andrew Macdonald comenta:“Havia muito sangue, muitos olhos. Foi nisso que gastamos a maior parte do orçamento!”
(27/06/03)
O site Yahoo Movies está divulgando um clip chamado Rage em que mostra cenas do filme Extermínio. Há também várias imagens inclusive dos bastidores da produção. Para ter acesso a esse material, clique aqui.
Ao invadirem um laboratório de pesquisas com macacos, um grupo de ativistas pelos direitos dos animais encontra chimpanzés presos em jaulas diante de telas que exibem cenas de extrema violência. Ignorando os avisos do pesquisador, que insiste em afirmar que os animais estão ‘infectados’, eles libertam os chimpanzés e são imediatamente atacados pelas criaturas enfurecidas.
28 dias depois… Jim (CILLIAN MURPHY) acorda de um coma na deserta unidade de terapia intensiva de um hospital de Londres. Confuso, ele anda pelos corredores do hospital e em seguida pelas ruas, em busca de ajuda, mas tudo o que encontra são cadáveres e monstruosos seres “infectados”, que o fazem fugir em pânico.
Com a súbita explosão de uma bomba de gasolina surgem outros “sobreviventes”, Selina (NAOMIE HARRIS) e Mark (NOAH HUNTLEY), que levam Jim para um local seguro e contam a ele sobre a infecção que, transmitida pelo sangue, em segundos já estão contaminadas, e sobre o fato de a Inglaterra ter sido devastada pelo vírus, sem que eles saibam se já espalhou-se pelo mundo.
Depois de muito relutar, Selina e Mark concordam em ajudar Jim a ir em busca de seus pais. Andando pelas ruas escuras, Selina e Jim vêem uma luz no alto de um edifício e vão investigar se trata de outros sobreviventes. Encontram Frank (BRENDAN GLEESON) e Hannah (MEGAN BURNS), pai e filha cuja reserva de água está perto do fim.
Eles se refugiam no edifício e então ouvem uma transmissão por rádio. Um grupo de soldados comandados pelo major Henry West (CHRISTOPHER ECCLESTON) alega ter a ‘solução’ para a infecção e convida todos os sobreviventes a se juntarem a eles. Vendo-se sem outra alternativa, eles vão ao encontro dos soldados, sem saberem que o pior ainda está por vir.
Extermínio é o sexto trabalho em parceria do diretor Danny Boyle e do produtor Andrew Macdonald. Através da produtora de Macdonald, a Figment, eles filmaram Cova Rasa, Trainspotting - Sem Limites, Por uma Vida menos Ordinária, Alien Love Triangle e A Praia, além de terem sido produtores executivos de Twin Town, dirigido por Kevin Allen. Desde 2001 o roteiro dessa produção inglesa já estava pronto, mas o diretor encontrou algumas dificuldades para a realização do seu trabalho. No dia primeiro de novembro de 2002, o filme estreou na Inglaterra e as opiniões foram divididas quanto à sua qualidade. Alguns disseram que não havia nada no filme que você não tenha visto em produções de George Romero; outros garantem a diversão do expectador.
O site brasileiro da FOX está anunciando a estréia para o dia 25 de julho. Enquanto aguarda o dia, que tal assistir ao TRAILER do filme? Então, CLIQUE AQUI.
A Fox Searchlight disponibilizou no site da Apple os primeiros SEIS MINUTOS do filme. CLIQUE AQUI para assistir!
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