O outro lado da moeda
por Karlo Campos
Nota Legal: Os personagens e universo aqui representados são propriedade de Joss Whedon, 20th Century Fox, Mutant Enemy, Sandollar, e Kuzui Productions. Esse conto não visa infringir nenhum dos direitos autorais (copyrights).
Cai a noite, vem a escuridão. Até que enfim, a Liberdade!
Saio da cripta onde me escondi quando o sol começou a nascer. Mas agora não sou eu que devo me esconder,pois a noite é minha. Começo a caminhar a procura de comida. Sinto o meu corpo pedindo por sangue,e quanto mais penso nisso,mais começo a salivar. Não faz muito tempo que sou o que sou. Tudo seria diferente se eu não tivesse cedido aos encantos daquela bela moça com pele tão pálida. Porém não me arrependo. Depois da mordida,sentindo o sangue que ela me obrigara a tomar, o seu próprio sangue,me sinto livre de qualquer pressão, posso fazer o que quiser.
Enquanto contínuo minha caminhada entre arbustos, árvores, e claro,túmulos, percebo não estar mais sozinho, há outros como eu por perto. Todos caçando,como em bandos, gosto de fazer parte disto.
Espere! O quê é aquilo!? Sim! É o que estou pensando, uma moça indefesa, sozinha na noite, correção, COMIDA! Estou eu e mais três, como animais, isolamos as chances de fuga da presa, cada um cobre um lado, até que o primeiro ataca, mas ela não se assusta e muito menos cede seu pescoço para seu predador. Com golpes rápidos e seguidos,ela derruba-o,e retirando de sua cinturauma estaca, ela apunhala seu coração. Eu e os outros dois nos
apresentamos a ela, pulamos de uma vez sobre a garota de frágil aparência. Para mim,sobra uma cotovelada no estômago, enquanto os outros ganham um buraco do lado esquerdo do peito e somem no ar.
Caído, tento me levantar às pressas. Apesar de saber que devo fugir para me salvar, meu extinto de caçador me desafia a enfrentá-la,talvez seja o mesmo extinto que ela sente para ter coragem de enfrentar tais criaturas noturnas.
Tenho que admitir, ela tem um rosto muito meigo, mas quem conhece o ódio, reconhece em seus pequenos, mas no momento, arregalados olhos, que ela sabe o que é a dor, e sabe como acabar com ela.
Parto para cima dela, meio que berrando ou emitindo um som mais animalesco. Minhas presas pedem por seu pescoço, quero seu sangue, preciso dele! Acerto um soco em seu rosto, ela recua, me analisa e rapidamente volta ao combate. Tento uma rasteira, mas ela pula, logo começo a levar socos e chutes tão rápidos que são impossíveis de evitá-los. Caio no chão novamente, ela fica de pé, quase sobre mim,e como se não importasse com o momento, fala uma
frase irônica, na qual não prestei atenção, obviamente, pois enquanto terminava a frase, ela me apunhalava a estaca no coração. São no máximo uns dois a três segundos para o meu corpo se pulverizar, porém para mim, é uma eternidade, como a que irei passar no Inferno. É inevitável não fazer um breve filme da vida nesse momento, mas eu já não estava mais vivo, minha vida já havia sido retirada de mim à algum tempo atrás.
Então,apenas cumpro com meu destino, sumo entre cinzas e pó.
FIM
Envie sua crítica ou opinião sobre este conto e ela será publicada aqui!
|