PAIXÃO - PARTE 2



por Carla


Nota Legal: Os personagens e universo aqui representados são propriedade de Joss Whedon, 20th Century Fox, Mutant Enemy, Sandollar, e Kuzui Productions. Esse conto não visa infringir nenhum dos direitos autorais (copyrights).
Nota da Autora: Vamos considerar que a série Buffy, a caça-vampiros seja exibida depois das 22h, em uma emissora que permita a liberdade de expressão integralmente.
Distribuição:Se você quer, pode pegar! Mas me avise, para que eu possa visitá-la de vez em quando no seu site!
Classificação: A história toda é para maiores de 18 anos (Cuidado!). Mas, cada parte terá uma classificação própria. Essa parte é para maiores de 18 anos.
Feedback:Por favor! Mas com delicadeza! - lorenzi@df.ibilce.unesp.br


Os flashes brilharam quase que simultaneamente, cegando-o por um momento. O grupo de fotógrafos e repórteres disputava uma posição privilegiada junto aos atores e restante da equipe que, aos poucos, ia chegando ao hotel.
A coletiva com a imprensa seria fechada para o público, mas este, não querendo perder a chance de ver seu ídolo de perto, se aglomerava na frente do Plaza Inn Hotel, gritando histericamente.
James fez o que era esperado. Parou para as fotos, deu autógrafos, abraçou algumas fãs mais afoitas. Não se importava com esse tipo de assédio. Até pouco tempo atrás era um anônimo no meio da multidão, lutando para ser reconhecido. Hoje, ouvia seu nome ser gritado com desespero.
A programação da noite incluía um coquetel oferecido pelos produtores executivos após a coletiva com a imprensa. James procurara vestir-se casualmente para a noite. Nada de smokings ou algo do gênero. Detestava roupas formais. Por isso optara por uma calça social escura, camisa de botões e casaco marrom de couro.
Ele permaneceu do lado de fora do hotel por mais alguns instantes, cumprindo com suas obrigações e depois entrou no hall ricamente decorado.
Mais fotógrafos. Mais sorrisos forçados. Seu humor não era dos melhores, desde a noite anterior.
Logo encontrou Joss e a esposa conversando animadamente com Aly Hanningan. Como sempre a atriz estava acompanhada de Alexis Denisof. Às vezes, James chegava a sentir uma pontinha de inveja do casal. A felicidade que irradiavam era genuína, algo difícil de encontrar nos dias de hoje, especialmente no showbizz.
Há cerca de um mês, James terminara seu relacionamento de longa data com uma atriz americana que conhecera na premiere de um badalado filme hollywoodiano. A relação fora saudável e até divertida no inicio, mas se desgastara e o fim foi inevitável. Após o término do namoro, os paparazzi, desesperados por um furo de reportagem, o perseguiram por todos os lugares, querendo descobrir quem era sua nova conquista, até que se cansaram e deixaram-no em paz.
Naquele dia também optara por comparecer sozinho. Era um tanto quanto exigente com suas companhias femininas. Espera delas mais que um par de seios fartos e pernas bem torneadas. Não que isso não fosse importante, mas para ele não era o suficiente. Gostava de estar com alguém com quem pudesse conversar algo mais profundo que compras e cirurgias plásticas.
Aproximando-se, James cumprimentou ambos os casais, mas não parou para conversar com eles. Precisava antes, circular um pouco. Socializar.
Ouviu então, um burburinho geral. Fotógrafos e repórteres, que antes se espalhavam entre os convidados, dirigiram-se apressadamente à porta de entrada do hotel.
James não precisava nem olhar para saber quem havia chego. **O Casal 20.** Escarneceu em pensamento.
Sarah adentrou ao recinto com toda a pompa que condizia à atriz principal e, ao lado dela, parecendo um guarda-costas, estava Freddie Jr.
Vê-la, foi como levar um soco na boca do estômago. Ela estava deslumbrante... Seu vestido era negro, confeccionado em um tecido leve e esvoaçante, que moldava com perfeição sua silhueta. Seus cabelos louros, presos nos lados, por pequenas presilhas, caiam soltos em ondas suaves pelas costas nuas graças ao decote, quase indecente, do vestido. Nos pés, calçava finas sandálias prateadas de salto alto. A maquiagem leve acentuava o verde especial de seus olhos e os traços delicados de seu rosto.
James permaneceu por alguns minutos como que enfeitiçado pela imagem dela, só despertando quando alguém esbarrou nele. **Seja mais discreto, homem!** Pensou, desviando o olhar.
Após pararem para algumas fotos, o casal se misturou entre os demais convidados e James não a viu mais.

************

Anunciaram que a coletiva se iniciaria dentro de poucos minutos.
James, que acabara de rir de uma das muitas piadas que Nicholas fizera a respeito das gravações, dirigiu-se, junto com o restante das pessoas que se encontravam no hall do hotel, em direção ao salão principal, local da coletiva.
No salão, uma grande mesa, destinada aos atores, produtores e demais membros da equipe, fora colocada em local de destaque. Nela, devidas identificações foram postas, indicando o local que cada um deveria sentar-se. A imprensa presente foi acomodando-se, aos poucos, nas cadeiras localizadas à frente desta mesa.
Do lado direito da cadeira que havia sido designada para ele, Tony Head, sentado confortavelmente, se servia de uma copo de água. Sentou-se, cumprimentando o ator. Gostava de Tony. Era um pessoa sensata e carismática. Havia lhe ensinado muito, especialmente com relação ao acento britânico que criara para Spike.
Do seu lado esquerdo, a cadeira ainda estava vazia. Viu, então, Joss vir em sua direção. Mas o amigo, sentou-se na cadeira seguinte à vazia, deixando a mesma para...
"Sarah..." Sussurrou, não acreditando na peça que o destino lhe pregava. Parecia que tudo conspirava contra ele.
Neste momento, seus olhos se cruzaram. **De novo o soco no estômago.** Mas, ela desviou o olhar rapidamente, puxando a cadeira e sentando-se.
Ele esperava que a coletiva não fosse muito demorada. **Pelo bem de minha sanidade.**

**************

Sarah localizou Freddie entre os convidados sentados em um local separado da imprensa. **Isso! Concentre-se nele.** Ordenou a si própria.
Quando chegara e entrara no hall do hotel, havia procurado por James inconscientemente. E o encontrara. Entre dezenas de pessoas, seus olhos conseguiram localizá-lo.
Nunca ele lhe parecera tão atraente. Enquanto a maioria dos homens vestia trajes formais como ternos e similares, James trajava uma roupa elegante, mas casual, que o destacava no meio dos outros. Porém, o que mais o tornava atraente eram os cabelos descoloridos, penteados naquele estilo rebelde, como se estivesse despenteado. Engraçado como, até pouco tempo atrás, nunca tinha prestado atenção na roupa que James vestia ou como o cabelo dele o tornava sexy. Agora chegava a sentir coceira nas pontas dos dedos de vontade de tocá-lo.
No início da noite, ela procurara circular, sempre de braços dados com o noivo, por locais onde ele não estivesse e conseguira evitá-lo muito bem. **Até aquele momento.**
Sem dizer uma palavra, Sarah acomodou-se ao lado dele, tomando o cuidado de manter uma distância segura entre ambos.
Mas, surpreendentemente, a coletiva acabou não sendo tão ruim quanto imaginara. James se comportou como se outra pessoa qualquer estivesse sentada ao seu lado. Sorriu, respondeu a todas as perguntas, inclusive fazendo brincadeiras a respeito de um futuro romance entre seu personagem e a caçadora. Resumindo: um perfeito cavalheiro.
Em compensação, Sarah não podia dizer que se comportara normalmente.
Logo no início da coletiva, enquanto respondia a uma das inúmeras perguntas dirigidas a ela, sentiu o joelho dele encostar-se no seu. Como seu vestido não era um modelo longo, sentiu o toque diretamente sobre sua pele e estremeceu, acabando por atrapalhar-se um pouco na resposta dada ao repórter, sendo salva por Joss, que completou o que dissera.
Outro momento que exigira um esforço supremo de seu autocontrole, foi quando James, procurando trocar algumas palavras com Joss, inclinou-se em sua direção. Os lábios de Sarah ficaram a poucos centímetros de seu rosto e ela pudera sentir o cheiro almiscarado que exalava do corpo dele. Um cheiro másculo que a fizera estremecer novamente. Por sorte, naquele momento, era Aly quem respondia a um questionamento dos repórteres.
A coletiva durou cerca de 1 hora e meia, só sendo finalizada quando o diretor executivo anunciou alegremente que já era hora de todos usufruírem do coquetel oferecido.
Assim, todos foram se retirando em direção ao salão especialmente preparado para o coquetel.
Sarah rapidamente juntou-se a Freddie, que a esperava de braços abertos. **Seu porto seguro.**

***************

Ao vê-la afastar-se daquela forma, James sorriu.
Durante toda a coletiva, havia testado Sarah. Permanecera indiferente a maior parte do tempo, mas de uma forma amigável. Somente em duas ocasiões se aproximara dela e mesmo assim, procurara manter o tom casual no comportamento. E, para seu deleite, dera resultados. **Ela não é tão indiferente, quanto aparenta ser.** Sabia que era egoísmo de sua parte, mas gostara de descobrir que sua presença a afetava de alguma forma. Que toda aquela pose inatingível da noite anterior fora apenas fachada.
No coquetel, Sarah continuou a evitar sua presença, circulando ao lado de Freddie, com um sorriso tão brilhante quanto o anel que usava no dedo.
Vê-la ao lado daquele rapazola, sendo abraçada e beijada por ele, começava a enfurecê-lo. Dessa forma, não querendo causar nenhum constrangimento, resolveu andar pelos corredores e salões do hotel. Olhar as obras de arte espalhadas, lhe faria bem. Ajudaria a espairecer um pouco a mente.
Andou a esmo por algum tempo, parando de tempos em tempos, para apreciar um quadro ou uma peça interessante.
Quando se achava pronto o suficiente para voltar, ouviu um barulho de passos atrás de si. **Alguém deve ter tido a mesma idéia que eu.**
Virou-se na direção do barulho e deu de cara com Sarah, parada no meio do corredor, olhando para ele seriamente.
Ficaram em silêncio por algum tempo, encarando um ao outro, até que ele resolveu quebrar o gelo.
"Olá."
"Oi, James." Sarah respondeu com uma voz que, aos seus ouvidos, soou rouca, sensual.
"Você está perdida? Procurando alguém ou quem sabe o toalete?"
"Na verdade, sim." Ela respondeu após uma pequena pausa.
"Está procurando o toalete? Bem, acho que não está no caminho certo, porque..."
"Não!" Ela interrompeu-o, meio nervosa. "Estava procurando você." Nova pausa. "Acho que precisamos conversar."
"Você acha?" Ele disse em tom de escárnio. "Estranho... Tive a impressão de ser a última pessoa na face da terra com quem você gostaria de conversar. O que quer falar comigo, Sarah?"
"Você sabe o quê, James." Disse ela, irritada com o tom que ele usava. "Sobre ontem à noite."
"Mas, ontem você me disse que tudo estava esclarecido, que nada importante aconteceu. Mudou de idéia?" Disse, James, aproximando-se vagarosamente dela.
"O que aconteceu ontem a noite me incomodou muito." Ela respondeu, dando um passo para trás quando o sentiu próximo demais. Engoliu em seco. "E gostaria de deixar claro que estou noiva de um homem maravilhoso e que pretendo me casar o quanto antes e que nossa relação deve ser apenas profissional." Sarah disse em um fôlego só.
Ele já não ouvia o que ela dizia. Olhava, enfeitiçado, para seus olhos, seu rosto enrubescido, seus lábios...
"James, por favor..." Sarah sussurrou. "Nós não podemos. Não aqui."
"Você tem razão." Ele disse, saindo do transe e se afastando ligeiramente. "Aqui não. Mas eu sei de um lugar onde ninguém irá nos perturbar." E, segurando sua mão, puxou-a pelo corredor.
Chegando em frente a uma grossa porta de carvalho, James olhou para os lados, certificando-se de que ninguém os seguira e entrou, trazendo consigo uma Sarah calada. Como ela poderia dizer não ao que ansiara a noite toda? Desde o dia anterior?
Aquela era uma das muitas salas de jogos do hotel e estava vazia, sendo iluminada apenas pelo luar que se infiltrava através das largas janelas. James a descobrira, sem querer, enquanto caminhava pelo hotel. Sabia que lá, não seriam incomodados.
Ele trancou a porta e encostou-a nela, mantendo-a cativa com os braços apoiados um de cada lado de sua cabeça. "James..." Sussurrou ela, num misto de medo e excitação.
"Você quer, não é?" Ele disse ofegante próximo ao seu ouvido. "Passei a noite toda em claro, me atormentando por ter agido daquela forma. Mas, a verdade, é que você correspondeu. Não foi apenas uma maldita cena. Éramos eu e você."
Ela não respondeu nada. Sentir o hálito dele, sua respiração quente no ouvido, a fez arrepiar-se. Cerrou os olhos e, inclinando a cabeça, abriu levemente os lábios a espera do beijo que aplacaria sua sede.
"Não. Eu não vou fazer nada." Ele disse afastando seu corpo do dela.
Ela abriu os olhos sem compreender o que acontecia e franziu as sobrancelhas. **Será que ele está brincando comigo? **
"Não vou fazer nada, até que me diga o que quer."
Por um momento ela permaneceu calada e imóvel, sem saber como reagir, até que, cansada daquele jogo, cedeu. Agarrando a gola do casaco dele, o trouxe para perto de si, colando seus corpos novamente e sussurrando: "James, eu quero você." E o beijou.
Dessa vez o beijo foi selvagem, quente, desde o princípio. Seus corpos se aproximaram ainda mais, enquanto suas línguas se encontravam com voracidade.
Sarah enroscou os dedos nos cabelos dele, surpreendendo-se com a maciez. Ela não podia acreditar no que estava acontecendo. No que estava prestes a fazer. Pensara em afastá-lo quando aquela loucura começara, mas ao sentir o gosto da boca dele, não conseguira fazer nada, a não ser render-se àquela paixão.
James percorreu o corpo dela com mãos famintas, sem se preocupar se a chocaria com sua rudeza. Estava excitado demais para ser gentil. Descendo a boca até o pescoço dela, James mordeu e sugou aquela pele sensível, fazendo Sarah gemer em delírio e agarrar seus ombros.
De olhos cerrados, Sarah inclinou ainda mais a cabeça, permitindo-o fazer o que quisesse. Então, saindo da passividade, arrancou o casaco do corpo dele e, com dedos trêmulos, começou a abrir os botões de sua camisa. Puxando-a para fora da calça, Sarah terminou de abrir os botões e se deleitou com o peito forte que ele possuía. Escorregou as mãos pelos músculos de James, até seu abdômen definido, que arranhou com sensualidade, fazendo-o gemer e agarrar seus quadris.
Não satisfeita, escorregou ainda mais as mãos. Queria tocar o membro ereto que sentia nas coxas. Abriu, com mãos desajeitadas, o cinto que ele usava e o botão de sua calça. Em seguida, desceu, com cuidado, o zíper, para ter melhor acesso ao corpo que a deixava louca de excitação. Ao tocá-lo por cima da cueca, surpreendeu-se com a dureza e proporção de seu sexo. Nos seus 24 anos, já tivera alguns amantes memoráveis, mas podia afirmar com certeza: James não deixava nada a desejar. Era um homem, no sentido pleno da palavra.
Ao senti-la tocá-lo daquela maneira, James voltou a beijá-la na boca. Beijos molhados, mesclados com mordidas que excitavam ainda mais. Não sabia o quanto agüentaria. Ela estava deixando-o louco com aquela manipulação.
Levou, então, uma das mãos aos seios dela, sentindo os mamilos duros através do tecido fino. Queria prová-los com a boca, com a língua. Queria descobrir o sabor que aqueles seios firmes possuíam.
Descendo as alças do vestido dela, James desnudou os seios perfeitos que, devido à respiração ofegante de Sarah, oscilavam sedutoramente. Agarrou-os com certa selvageria, fazendo-a dar um gritinho. Pensando que pudesse tê-la machucado, James afastou as mãos dos seios redondos. Porém, ela, com um brilho intenso nos olhos, gemeu em seu ouvido: "Eu quero que você os morda." E, com as mãos em sua cabeça, guiou-o até seus mamilos.
Ao ouvi-la falar daquela forma, James emitiu um som gutural, meio animalesco e inclinou-se em direção aos seios excitados. Não querendo assustá-la demais, se contentou, no começo, em apenas tocá-los suavemente com os lábios. Sentindo-a gemer deliciada, lambeu os mamilos rosados até deixá-los ainda mais sensíveis. E, por fim, não agüentando a situação, James sugou, faminto, os seios de Sarah.
Suas mãos continuavam a percorrer o corpo dela, incansáveis. Lentamente, escorregou-as até as nádegas firmes, apalpando-as por cima da roupa.
Sabendo o que ele queria, Sarah entreabriu as pernas vagarosamente, sentindo uma das coxas dele alojar-se entre as suas.
Voltando a apoiar as costas dela com uma da mãos, James deslizou a outra pela coxa acetinada, por baixo do vestido, só parando quando encontrou a calcinha delicada. Mesmo por cima do tecido, James podia sentir o quanto ela estava excitada.
Com lentidão, deslizou um dedo por debaixo do elástico da calcinha. Sentiu-a ficar tensa por um segundo e tentar fechar as pernas, mas na posição que se encontrava, isso já não era possível. Ainda sugando seus mamilos, James foi enfiando lentamente um dedo dentro de seu sexo. "Ah, meu amor! Você está tão molhada e quente. Pronta para mim." Ele sussurrou, desprendendo, por um instante, a boca de seus seios.
Ao ouvir aquilo, Sarah gemeu e se contraiu toda, apertando o dedo que a penetrava.
Voltando a sugar o pescoço delicado, James começou um movimento de vai e vem com o dedo e sentiu Sarah mexer os quadris em sintonia com ele.
Mas, ainda não era o suficiente. James queria mais. Queria sentir o gosto real que Sarah possuía.
Então, tirou o dedo que a invadia e ouviu-a gemer insatisfeita. "Shhhhh, minha querida. Não se preocupe que vou lhe satisfazer." Disse ele, afastando as mãos delicadas de Sarah, que ainda percorriam seu corpo e ajoelhando-se na frente dela.
"James?" Perguntou ela, meio assustada. E calou-se, afinal, estava disposta a qualquer coisa que ele pudesse oferecer. Ela queria tudo. Levantando a barra de seu vestido, James pediu-lhe que o segurasse na altura da cintura. Meio encabulada, ela acatou a ordem e sentiu James deslizar vagarosamente calcinha dela por suas pernas, retirando-a em seguida. Sarah fechou os olhos novamente. Por um momento, James se permitiu apenas sentir o aroma que saía do corpo dela. Então, a fez afastar um pouco mais as pernas e flexionar os joelhos. Com os dedos, afastou cuidadosamente os pêlos acastanhados que encobriam seu sexo e inclinou-se.
Ao primeiro toque de sua língua, James sentiu-a enrijecer. Mas, ao aprofundar a invasão, ouviu-a gemer alucinada e se entregar sem reservas.
Ao provar seu sabor, foi a vez dele gemer. Era intoxicante. Viciante. Poderia morrer depois daquilo, que morreria satisfeito.
Sentiu-a jogar os quadris para frente, em direção à sua boca e aumentou a velocidade das estocadas que fazia com a língua. Retirando a mão que estava apoiada na porta, James levou-a até sua feminilidade, encontrando o pequenino botão de carne que pulsava. Esfregou-o, enquanto sua língua entrava dentro dela.
Ao ouvi-la gemer mais alto, James levou a mão que estava livre até os lábios de Sarah, para evitar que alguém os descobrissem ali. Rapidamente, ela agarrou sua mão, sugando um de seus dedos para dentro de sua boca, lambendo-o e mordiscando-o com sensualidade.
Sem membro vibrou e endureceu ainda mais dentro da cueca. Se demorassem mais um pouco, ele provavelmente gozaria sem ser tocado.
Sentiu o orgasmo de Sarah se aproximando e enfiou mais um dedo dentro de seu sexo. E ela gozou. Com uma das mãos fincadas em sua nuca e com um dos dedos dele na boca, Sarah gemeu alto e mexeu os quadris, de tal forma que seus dedos a penetraram ainda mais.
Ele podia sentir seus músculos se contraírem em torno de seus dedos invasores. Continuou a lambê-la, sugando os líquidos resultantes do prazer que ela obtivera.
Permaneceram assim, por vários minutos, até que ele se levantou e, segurando-a pela nuca, beijou-a com paixão.
Sarah pôde, então, sentir na boca e na língua dele, o próprio gosto.
Ainda ofegante, ela perguntou, olhando em seus olhos: "E você?"
"Não se preocupe comigo. Ter você assim, já me satisfaz."
Começando a se recompor, Sarah perguntou: "O que nós faremos agora?"
"Neste momento, a melhor coisa a fazer é voltarmos para a festa, pois já devem estar sentindo nossa falta."
"Oh, meu Deus! Freddie!" Ela exclamou. Tinha se esquecido completamente do noivo.
"É melhor você ir na frente, para ninguém suspeitar." Ele disse, tentando disfarçar o desagrado ao ouvi-la dizer o nome do homem para quem voltaria. O homem que dormiria ao seu lado.
Ela ainda abriu os lábios para dizer alguma coisa mas, mudando de idéia, calou-se. Continuou a olhar para ele por alguns instantes, até que ouviu-o dizer com certa rudeza: "Vá! Estão lhe esperando."
Abrindo a porta, Sarah saiu rapidamente, sem olhar para trás.
James voltou a fechar a porta e, encostando a testa na sólida madeira, disse para si mesmo, em uma voz baixa e angustiada: "Maldição! Acho que estou apaixonado."

****************

A continuar...


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