AÇOUGUEIRO, O
(The Butcher, EUA, 2006)


Direção: Edward Gorsuch
Roteiro: Michael Hurst
Produção: Michael Feifer
Edição: Adam Severin
Música: Dennis Smith
Elenco: Myiea Coy (Sophie); Hazel Dean (Sarah); Ashley Rebecca Hawkins (Atlanta); Bill Jacobson (Franklin Mayhew); Tiffany Kristensen (Liz); April Lang (Sra. Mayhew); Annie Mackay (Angel); Tom Nagel (Adam); Alan Ritchson (Mark)


SINOPSE
Há coisas piores do que a morte. Pergunte para alguém que já esteve na velha Mayhew - se você puder encontrar alguém que já tenha voltado de lá vivo - pois onde termina a estrada, começa o terror. Quando seis universitários envolvem-se em um terrível acidente de carro, eles não imaginam o que os aguardam. Abandonados em um local isolado e longe do próximo posto policial, eles decidem procurar por ajuda, mas encontram apenas uma casa em uma isolada fazenda. Lugar onde uma estranha família guarda um terrível segredo.

Lançado em DVD no Brasil no final de 2007 pela “Platina Filmes”, “O Açougueiro” (The Butcher, 2006) é mais uma tranqueira americana completamente dispensável, explorando pela enésima vez a ideia de alguns jovens acéfalos perdidos numa estrada secundária, que encontram uma casa isolada no mato e são atacados por seus sinistros habitantes, principalmente um homem desfigurado (o “açougueiro” do título), que aprecia retalhar a carne dos invasores de seu território.



O grupo de jovens imbecis é formado por dois homens, Mark (Alan Ritchson) e Adam (Tom Nagel), e quatro garotas, as lésbicas Liz (Tiffany Kristensen) e Atlanta (Ashley Rebecca Hawkins), além de Rachel (Catherine Wreford) e Sophie (Myiea Coy). Em viagem de carro pelo interior dos Estados Unidos e após pegarem uma estrada deserta e sem asfalto, um confronto com um misterioso motorista em seu caminhão causa um acidente que mata uma das garotas. Perdido no meio do nada, o grupo procura ajuda e encontra uma casa de campo habitada por uma família pouco hospitaleira.



É inacreditável como ainda existem profissionais do cinema que continuam insistindo em fazer filmes com roteiros extremamente desgastados e clichês em profusão. A falta de criatividade é constrangedora. “O Açougueiro” até tem algumas mortes violentas, certa dose de sangue, perseguições, mas nada que não seja esquecido completamente logo depois de visto. Provavelmente, o único momento que deverá ficar na memória por um pouco mais de tempo e por causa de seu caráter absurdo de tão improvável seja a cena em que uma garota morre com o corpo decepado ao meio no acidente de carro no início da história. Filmado sem realismo, de forma não convincente e com pouco sangue, o resultado acaba surtindo um efeito contrário, tornando a cena ridícula em vez de perturbadora.

Renato Rosatti