Na desolada e contaminada área de testes nucleares conhecida como Terra dos Sonhos, nas montanhas de Nevada entre Las Vegas e Reno, o jovem casal Megan e Dylan param em um bar de beira de estrada, onde ouvem sobre a infame “Área 51”, uma base secreta do governo a algumas milhas dali.
Depois de retornarem à estrada, Dylan liga o rádio... e a única transmissão que conseguem pegar é um discurso de Hitler nas Olimpíadas de 1936.
De repente, o motor do carro morre, e Megan, Dylan e seu Lincoln enguiçado ficam abandonados no deserto escuro.
De dentro da noite, um visitante aparece na janela traseira do carro… um visitante de outra época. Apavorados, Megan e Dylan correm do carro para a escuridão, onde sua incrível jornada está apenas começando...
A área 51 é uma das mais secretas bases militares dos Estados Unidos. Localizada no deserto de Nevada, a 170 km ao norte de Las vegas, foi construída para testes de aviões e tecnologias de ponta. Tanta segurança seria justificada porque o governo não quer que nenhum inimigo os copie. O espaço aéreo é totalmente vigiado e nenhuma aeronave tem permissão para sobrevoar a área. Curiosos que se aproximam são detidos por seguranças.
Mas há rumores de que ali são feitas pesquisas com naves extraterrestres que se acidentaram na Terra e até de que seres de outros planetas - mortos e vivos - são examinados nas partes subterrâneas deste complexo que até hoje não existe em nenhum mapa do governo americano.
CRÍTICAS
Área 51. Deserto de Nevada, nos Estados Unidos. Dreamland, a lendária Terra dos Sonhos, local onde o governo norte-americano realizava testes nucleares e estaria escondendo espaçonaves alienígenas capturadas desde a década de 50.
Neste inóspito cenário, o casal Megan e Dylan tem uma simples viagem transformada num pesadelo irracional, onde o presente e o passado, o real e o irreal se fundem de forma absurda.
Num bar à beira da estrada, entre Reno e Las Vegas, os jovens ouvem de um barman chamado Blake histórias sobre a famosa queda de um OVNI em Roswell e experiências secretas do governo na região, entre elas algo relacionado a viagens no tempo. De volta à estrada, o rádio do velho Lincoln preto sintoniza uma estranha transmissão: um discurso de Adolf Hitler proferido no início das Olimpíadas de 1936, mas que de acordo com o radialista teria acontecido na noite anterior. O carro sofre uma pane e o casal acaba abandonado no meio do nada. Mas não é escuridão absoluta do deserto de Nevada o único problema para Megan e Dylan. Afinal, eles não estão tão sozinhos quanto imaginam.


É extremamente difícil destacar algum ponto positivo no longa de estréia do veterano especialista em efeitos sonoros James P. Lay. Apesar de ter o seu nome associado a produções mais conhecidas, como “A Casa dos 1000 Corpos” e “Olhos Famintos”, Lay demonstra pouco talento (pra não dizer nenhum) quando assume a direção em “Área 51 – Zona Mortal”. O roteiro, também escrito por Lay, é uma confusão que faz pouco sentido, mesmo quando tenta se explicar no final.
Poderíamos até enaltecer as “boas intenções” de Lay, já que parece uma grande idéia misturar viagens no tempo, Hitler, discos voadores, carros pretos num roteiro onde a verdade só seria entregue nos últimos minutos, mas infelizmente o resultado é muito abaixo do “aceitável”, mesmo considerando o baixo orçamento da produção, feita diretamente para a TV.
No elenco pouco conhecido, vale ressaltar a participação do imponente Jonathan Breck, como o misterioso Barman. Breck viveu o monstro Creeper nos filmes da série “Olhos Famintos”. O casal principal é formado pelos novatos Shane Elliott, como Dylan e Jackie Kreysler (“The Legend of Bloody Mary”) como Meghan.
A construção das personagens Dylan e Meghan é feita com certa ousadia. De forma fragmentada e gradual, algumas informações são fornecidas, justificando o perfil psicológico das personagens. Dylan é um rapaz que está sempre de bom-humor, que dificilmente encara os problemas com seriedade. Mas toda esta felicidade mascara uma pessoa atormentada pelo sofrimento causado por frequentes ataques epiléticos (o que só é revelado durante a segunda metade do filme). Quanto a Meghan, a situação é parecida, mas suas características são inversas. A irritação constante da garota se justifica quando descobrimos que Meghan tem problemas mentais que são controlados por uma forte medicação. No entanto, a falta de empatia dos atores que interpretam o casal impede que haja qualquer identificação entre o espectador e as personagens, tornando impossível sentir pena ou raiva destes.
Pelo menos um bom momento do filme merece ser mencionado, seja pela ideia ou pela bizarrice. Quando o velho Lincoln quebra em meio à noite escura do deserto de Nevada, por alguma motivação do além, o carro cria vida e tenta atropelar o casal. Bom, até aí tudo bem, de carros possuídos o cinema está cheio. O problema é quem está pilotando. Quando a porta se abre, nada menos que Adolf Hitler está ao volante, gritando um discurso em alemão que ninguém quer ouvir.
No final das contas, o único ponto positivo de “Área 51 – Zona Mortal” é a duração. São apenas 77 minutos (que em alguns momentos parecem intermináveis). O filme foi lançado no Brasil em 2008 pela Flashstar, numa edição simples e sem extras, como seria de se esperar. Bom, pelo menos a distribuidora brasileira não apelou como a americana, que estampou o comentário “sinistro” do diretor Victor Salva na capa do DVD: “Dreamland é um dos mais originais e inesquecíveis arrepios que senti num filme em muito, muito tempo!”. Outra armadilha da capa americana é afirmar que o longa cometido por James P. Lay segue a linha de “Arquivo X” e “Além da Imaginação”. Quanto sacrilégio!
João Pires Neto
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