ANO DE LANÇAMENTO
2007 (Japão)
DIRETOR

Ataru Oikawa

ELENCO
Eriko Hatsune
Yuka Itaya
Naoko Otani
Arata Furuta
Noriko Nakagoshi
ROTEIRO

Ataru Oikawa
Kei Oishi
Takamasa Sato

PRODUÇÃO

Chiaki Harada

FOTOGRAFIA

Tokusho Kikumura

LANÇAMENTO NO BRASIL:

5 de Setembro de 2007 (DVD)

DISTRIBUIDORA:

Focus Filmes

Comentários:

"esiste filme melhor do que essa ai mais ate que gostei mais quase todo mundo ñ gostou " (felipe)

"EU ADORO FILMES DE TERROR E EU ADOREI ESTE!!!! " (BARBARA)

"esse filme e muito legal , e dé muito medo " (bia)

"esse filme e horroroso porque é de terror e essa menininha é muito feia e me dá medo " (larissa)

APARTAMENTO 1303
(Apartment 1303)


O Apartamento 1303 está disponível para locação... novamente. Um belo imóvel, com uma enorme varanda, com vista para o mar e localizado no invejável bairro de Shonan, em Tóquio. Mas algumas coisas são boas demais para ser verdade. O suicídio da irmã mais nova de Mariko, a nova moradora, é o último de uma seqüência de mortes da varanda deste apartamento. Mariko não aceita a versão oficial dos fatos, e não acredita que todas as mortes sejam coincidência. Disposta a descobrir a verdade, ela encontrará uma história de violência, abuso e desespero em torno do amor e ódio entre mãe e filha, que nem mesmo a morte trouxe um fim.

CRÍTICAS

“Você não vai querer morar nele.”


O apartamento 1303 é um belo imóvel, com uma enorme varanda, vista para o mar, localizado num bairro nobre de Tóquio. E está disponível por um aluguel bem abaixo do cobrado em imóveis do mesmo padrão.

Mariko tenta entender a misteriosa morte de sua irmã, que saltou do 13º andar no dia em que se mudava para o apartamento 1303. Ela não aceita a versão oficial da polícia, que aponta para suicídio. Buscando a verdade, Mariko investiga o passado do imóvel. Uma seqüência suicídios idênticos e uma jovem que conviveu 6 meses com o cadáver da mãe dentro de um armário são peças de um quebra-cabeça que leva Mariko a reviver uma história de violência, abuso e desespero.



É impossível assistir a um filme de terror japonês e evitar comparações com os já clássicos “Ringu” e “Ju-on”. E as semelhanças sempre aparecem: a personagem principal feminina, fantasmas cabeludos, armários, telefones, grunhidos. A maioria das produções que surgiram pós-Ringu parecem apenas variações do mesmo tema. E é este o caso crônico do horror “Apartamento 1303”, lançado no final de 2007 pela Focus Filmes.

Escrito e dirigido pelo japonês Ataru Oikawa, de “Tommie” (1999) e suas continuações (“Tommie Beginning” e “Tommie – Revenge”, ambos de 2005), “Apartamento 1303” tenta sem sucesso reciclar algumas idéias usadas a exaustão pelo cinema de horror oriental. Após alguns segundos de exibição, o espectador “um pouco” mais experiente já mata a charada. Existe “um fantasma vingativo” por trás de tudo (e não se preocupem, isso nem chega a ser um spoiller). E mesmo o mote “suicídio” não é nenhuma novidade, já que foi explorado antes pelos Irmãos Pang no mediano “Visões” (The Eye 2).

Afora a falta de originalidade do roteiro (adaptado de um livro de Kei Ohishi, cujas obras teriam inspirado também “Ju-on” e “Oldboy”), o elenco (encabeçado por Noriki Nakagoshi como Mariko e Arata Furuta, de “Tokio Zombie”, interpretando o detetive) deixa muito a desejar. Aliás, quase tudo em “Apartamento 1303” deixa a desejar. Pra quem gosta de sangue: o filme tem muito pouco. Pra quem gosta da “complexidade” dos filmes de horror asiáticos: “Apartamento 1303” é muito superficial. Pra quem espera um novo “Ju-on” ou “Ringu”: esquece. Pra quem gosta de japonesas bonitas... bom aí até pode assistir, embora só apareçam “bem comportadas”.



O DVD americano é vendido como “dos criadores de Ju-on”, já a versão lançada no Brasil não faz este tipo de apelação. O disco nacional não traz nenhum extra, apenas alguns trailers (que, diga-se de passagem, bem mais divertidos que o filme).

Enfim, se você é um daqueles que nunca viu um filme de horror asiático não ouse começar com “Apartamento 1303”. Se você já é um expert no J-horror e fanático como eu, pode assistir... e depois ficar reclamando.

João Pires Neto


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