Jessica Graves
Lacey Bullard
Bill Watterson
Paul Cram
Alexandra Boylan
Gary Cairns II
Shannon Marie Codner Venice The Dog
ROTEIRO
Nicholas Favorite
Jay Benton
PRODUÇÃO
Jay Benton
FOTOGRAFIA
Pete Young
LANÇAMENTO NO BRASIL:
março de 2008
DISTRIBUIDORA:
Alpha Filmes
ARTE ASSASSINA (Chiseled)
Com a desculpa de irem a uma exposição de arte, um grupo de amigos parte para um local ermo da cidade. O convite na verdade é uma armadilha de um ganancioso louco sem escrúpulos que leva vítimas inocentes para que um psicopata as use em criações artísticas para depois vendê-las a colecionadores que pagam um preço altíssimo. Um a um eles sucumbem em nome da Arte Assassina...
CRÍTICAS
Num daqueles trocadilhos impossíveis de traduzir na língua portuguesa, o título original do filme ARTE ASSASSINA não poderia ser mais apropriado: Chiseled, que pode tanto significar "esculpido" como "enganado ou ludibriado". Pois enganado me senti quando acreditei que ARTE ASSASSINA poderia ser algo além do que parecia: um slasher barato e sem inspiração.
Filme de estréia do diretor e co-roteirista Nicholas Favorite, Chiseled sofre do mal que carrega a maioria dos filmes de baixo orçamento lançados em DVD no Brasil, o amadorismo aliado com a pretensão, que é tão grande quanto a do antagonista desta película.
A história, simples como só ela, abre com uma violenta cena em que uma jovem amarrada em uma cadeira é feita em retalhos por um maluco escultor utilizando marreta e talhadeira como se estivesse fazendo uma escultura.
Depois dos créditos iniciais, acompanhamos a história de um grupo de jovens estudantes de arte, ludibriados (como no título) através de um folheto para uma suposta amostra de quadros e esculturas numa galeria afastada da cidade - há a mocinha, uma garota cega, um negro, um babaca e um casal promíscuo, porém não vou perder o meu e o seu tempo descrevendo-os em profundidade, porque nenhum deles tem créditos importantes e não fazem a mínima diferença na trama.
O manezão que está dirigindo a van resolve tomar um atalho, acaba com o carro atolado e, por uma daquelas coincidências que só encontramos em produções deste nível, o veículo quebra exatamente ao lado do "ateliê" do maníaco artista. E por ateliê neste filme, pense numa marcenaria abandonada com todo o maquinário e repleto de carros abandonados do lado de fora, como num ferro velho.
E aí o filme se segue como em qualquer slasher tosco dos tempos atuais com correrias, clichês, muitas burrices e "concessões poéticas" a perder de vista. A diferença é que nosso assassino da talhadeira não está sozinho, ele tem um agente(!) que vende suas "obras" e um aprendiz(!!) que o ajuda. O aprendiz é uma figurinha a parte, pois ele é a cópia exata e mal interpretada do Chop-top de O Massacre da Serra Elétrica Parte 2, só ficou faltando a placa de metal.
O início chega a ser interessante, mas a medida que a história prossegue e se arrasta o interesse desvanece e nem os efeitos sangrentos - e convincentes para uma produção de 100 mil dólares - com alguma nudez consegue por as coisas no lugar.
Outra coisa, ARTE ASSASSINA é um filme diurno e sabemos que películas de terror (especialmente slashers) rodados inteiros durante o dia dificilmente empolgam por não causar tensão e este aqui não foge a regra.
Os diálogos risíveis junto com o amadorismo evidente do elenco colocam grande parte da diversão a perder, tudo agravado pela maneira pretensiosa do trabalho como diretor de Nicholas Favorite que devia estar pensando que realmente fazia uma obra de arte. Ao menos o filme é curto (80 minutos) e por isso não chega a chatear tanto.
E para fechar é preciso dizer que a imagem é muito ruim, repleta de granulações e falhas de contraste que aparentam sair de uma câmera VHS velha. Nesse caso eu não sei se culpo o diretor ou a transferência da distribuidora, mas em todo caso isso atrapalha bastante.
Irônico pensar que no momento que esta crítica é escrita, o filme ainda nem havia estreado nos Estados Unidos (lá foi direto pra DVD em 12 de Fevereiro), mas uma tranqueira como essa não vai fazer muita diferença. Eu não entendo de arte, mas sei do que eu gosto e esse filme é uma droga.