Dead Pit ANO: 1989 PAÍS: EUA DURAÇÃO: 098 minutos DISTRIBUIDORA: Lamy DIREÇÃO: Brett Leonard ELENCO: Jeremy Slate, Steffen Gregory Foster, Cheryl Lawson e Joan Bechtel CARACTERÍSTICAS: Colorido; Legendado SINOPSE: Em uma instituição para doentes mentais, um sádico médico que vinha realizando experiências no cérebro de alguns pacientes é morto pelo diretor do hospital. Seu laboratório subterrâneo, onde os experimentos que deram errado eram jogados em um poço (o "poço mortal" do título original), é lacrado. Alguns anos depois, uma paciente com amnésia é internada no mesmo hospital e sua chegada coincide com um terremoto, que abre a entrada para o laboratório subterrâneo, de onde o médico sai para fazer novas vítimas, comandando um exército de zumbis. COMENTÁRIOS: Interessante filme de horror dirigido por Brett Leonard, o mesmo diretor do posterior "O Passageiro do Futuro". A história mistura referências aos filmes de mortos-vivos com experiências médicas ilegais, tendo algumas cenas perturbadoras onde o vilão opera o cérebro de suas vítimas. O final, quando os pacientes lobotomizados, transformados em zumbis, atacam o hospício, lembra os bons filmes do gênero. Infelizmente, a história é fraca e enrolada, com um personagem completamente descartável (o interesse romântico da heroína, que é uma pessoa aparentemente normal, mas mesmo assim está internado num hospício). Por sinal, a heroína interpretada por Cheryl Lawson aparece quase todo o filme vestindo apenas camiseta curta e calcinha.(Felipe M.Guerra)
CRÍTICAS:
“Nada se cria, tudo se copia.” Esta é uma frase que surte muito sentido, principalmente em se tratando de cinema. Existem vários filmes que são cópias cuspidas e escarradas de outros que deram certo, as idéias originais são realmente raras. Na realidade, algumas cópias são muito bem-vindas, quando feitas com boa vontade e proporcionando alguns momentos de diversão para o público. “O Abismo Infernal” (The Dead Pit) é um filme lançado em 1988, onde os roteiristas “emprestaram” a idéia central do grande clássico “Re-Animator” e fizeram um dos filmes mais mal aproveitados que eu já tive o desprazer de assistir. Mas que tinha potencial para ser um filme ao menos divertido, isto ele tinha. No fim acabamos com um filme de momentos e que no geral não passa de uma experiência monótona e broxante. Um cientista/médico louco (e não é o Herbert West), descobre uma maneira de reavivar os mortos com um líquido misterioso. Ele leva seus experimentos adiante no subsolo de um hospital psiquiátrico cheio de “louquinhos” prontos para serem cobaias. Quando o seu superior descobre, não concordando com o que ele vem fazendo, trata de matar o cientista/médico doidão com um tiro no meio da testa, lógico que antes ele diz que não pode morrer e que voltará. Depois de tudo, o médico que não é doidão, ao invés de chamar a polícia, o FBI, a CIA, a imprensa, resolve selar o subsolo, passando uma argamassa em volta da única porta que levava ao local. Vinte anos depois, uma doidinha chega à clínica. Ela tem problemas de memória e vive dizendo que não tem amnésia, mas que a memória foi tirada dela. No exato momento em que a moça chega, acontece um terremoto e a argamassa, que o médico que não é doidão nem tratou de dar uma segunda mão, se desfaz liberando o mal que vive ali dentro, que não é nada mais do que o cientista/médico e agora zumbi doidão. Além disto, ela também tem dons premonitórios e pesadelos com um certo cientista/médico/zumbi doidão que curiosamente ela também vê passeando tranqüilamente pelo hospital, mas ninguém mais vê. Lógico que a situação vai piorando até o grande clímax do filme, que é quando de um grande poço, saem vários zumbis prontos para arrancar o cérebro das pessoas. Como eu havia citado, o filme tem apenas alguns bons momentos, mas a maior parte é maçante. Depois do começo do filme, que mostra uma cena interessante de gore, o filme vai ficando cada vez mais com um ritmo tão lento que é difícil não fechar os olhos. O diretor tenta ao máximo criar um clima impossível de se criar em um filme deste tipo. Ele perde mais da metade do tempo do filme (e do nosso tempo assistindo) enquadrando cantos sinistros do hospital e chega a transformar parte de um filme que deveria ser de zumbis carniceiros em um mini-slasher onde o cientista/médico/zumbi/fantasma vira também um assassino serial, que escolhe suas vítimas e mata da mesma forma que os slasher mostram sempre. Não seria mal se fosse um filme de cientista/médico/zumbi/fantasma/assassino serial, mas é um filme de zumbis. Os únicos momentos que valem a pena ficar de olhos abertos são quando a mocinha resolve andar pelo hospital em trajes íntimos e em outras cenas em particular, como quando ela fica pendurada pelas mãos levando um jato de água, que rasga sua blusa, proporcionando um top-less básico para a galera. Quando a zumbizada aparece, já no final do filme, a coisa melhora. Temos cenas de mortos andando e atacando pessoas e algumas cenas de gore, que sempre é legal ver. Mas as bobagens não param de acontecer. Como a maneira de matar os zumbis, que é com água benta, benzida por uma interna fanática religiosa que não para de rezar. É só jogar água benta no morto-vivo que ele derrete e vira requeijão, misturado com geléia de morango. E o pior é que o final tenta proporcionar uma reviravolta que é digna de novela mexicana e não surpreende ninguém. No fim é um filme de zumbis, onde não acontece muita coisa, desperdiça personagens interessantes e tenta se levar a sério... Daí não tem como dar certo mesmo. HISTÓRIA: GORE: EFEITOS: DIVERSÃO: Gênesis Ramone |