Alligator ANO: 1980 PAÍS: EUA DURAÇÃO: 85 minutos DISTRIBUIDORA: Paris Vídeo DIREÇÃO: Lewis Teague ROTEIRO: Frank Ray Perilli (história); John Sayles ELENCO: Robert Foster, Robin Riker, Michael V. Gazzo, Henry Silva, Perry Lang e Robert Doyle CARACTERÍSTICAS: colorido; Legendado SINOPSE: Família volta da Flórida para Chicago trazendo filhote de jacaré. O pai, querendo se livrar do problema de criar o réptil, joga o filhote na privada. Ele sobrevive e, nos esgotos, alimenta-se de lixo radiativo, tornando-se monstro gigantesco que sai às ruas da cidade fazendo vítimas. . COMENTÁRIOS: Famoso por ser reprisado inúmeras vezes pelo SBT, "Alligator" ainda lançou a lenda urbana de que existem crocodilos gigantes nos esgotos das grandes cidades americanas. O filme é menos ruim do que parece, embora não esconda sua intenção de imitar os filmes-catástrofe da época e também "Tubarão", de Spielberg. Até perto do final o monstro é mostrado de relance, revelando-se apenas no ataque final à cidade. Vale a pena conhecer.. (Felipe M.Guerra) CRÍTICAS: Talvez o mais convincente e aterrorizante dos filmes envolvendo animais furiosos e fora de controle tenha sido o Tubarão, que Steven Spielberg dirigiu em 1975, reforçando ainda mais uma temática já bastante freqüentada pelos roteiristas; mas se Tubarão foi uma super produção, em seu rastro veio uma verdadeira avalanche de produções inferiores, de baixo orçamento. Produzido cinco anos depois, em 1980, Alligator - O Jacaré Gigante foi uma dessas crias naturais, mas, ao contrário de muitas outras, não decepcionou - seu roteiro é divertido e tem ótimo rendimento visual. Dessa vez é um jacaré, se quisermos ser ufanistas, o vilão da história. Doze anos depois de uma garotinha ver seu bichinho de estimação - um filhote de jacaré - descer privada abaixo por causa de seu pai raivoso, o sistema de águas e esgotos da cidade de Chicago descobre restos de pessoas e animais boiando nas estações de tratamento e não demora muito para se chegar à conclusão de que há um gigantesco jacaré habitando o local. Na verdade é um jacaré que cresce nos esgotos subterrâneos da cidade depois de passar todo esse tempo se alimentando de restos de cachorros que haviam sido vítimas de experiências hormonais de crescimento; ou seja, o vilão, nessa história toda, é, mais uma vez, o próprio homem - no caso, os inescrupulosos cientistas responsáveis pelas experiências, que não se davam ao trabalho de cremar as cobaias, aliados aos políticos corruptos que os acobertam. Assim, além da estocada no governo, o filme critica os métodos científicos e a utilização indiscriminada de cobaias em laboratórios de pesquisa - ao menos é o que parece. Uma outra alfinetada ecológica inegável é o fato de uma das primeiras vítimas estar usando um sapato feito com couro de jacaré, como nos informa o chefe de polícia. Precisa mais? ![]() ![]() De qualquer forma a diversão é garantida, repleta de boas cenas de violência e ataques do monstro gigante - um jacarezinho de 10 ou 12 metros de comprimento, com outros tantos de largura - num roteiro muito bem equilibrado entre o suspense e a sangria (a versão exibida na TV foi cortada em algumas partes). Embora em algumas cenas seja visível a utilização de um jacaré comum rodeado por casas e carros miniaturizados, méritos para os envolvidos com os efeitos especiais, que se deram ao trabalho de construir uma engenhoca mecanizada (tipo o tubarão) que rende boas e convincentes seqüências de ataques - especialmente aquela seqüência na festa do prefeito da cidade (que vira um aperitivo do monstro), próximo ao final. Só é difícil de engolir que um bicho daquele tamanho possa se esgueirar tranqüilamente pelos subúrbios da cidade e se alojar em piscinas sem ser notado pela população, como o roteiro dá a entender que acontece - principalmente levando-se em conta a enorme publicidade dada ao caso do estranho animal. O caso é que, desde então, os jacarés já renderam várias películas similares, algumas até bem recentes. ![]() ![]() Dirigido pelo eficiente Lewis Teague (responsável por duas boas adaptações de obras de Stephen King para o cinema, Cujo, de 1983, e Olhos de Gato, de 1985), a partir do roteiro de John Sayles (o mesmo do divertido e paródico Piranha), Alligator traz no elenco Robert Forster no papel do chefe de polícia encarregado de descobrir as misteriosas mortes no subterrâneo; Robin Riker, como sua companheira improvisada, na verdade uma especialista em répteis; o canastrão Henry Silva (que diabo de nome!) como um caçador destemido e imbecil que se dá mal; e Bart Bravemann, como um repórter enxerido daqueles bem chatos, que a gente torce pra morrer logo - e que morre logo, para nossa felicidade completa - entre outros nomes menos cotados. É indispensável ver o grafite que conclui a película, na verdade um gancho introdutório para a seqüência que veio em 1991, bastante inferior. Além de ter sido reprisado na televisão aberta um milhão de vezes, o filme também está disponível no mercado nacional de Vídeo VHS, pela "Paris Vídeo". E.R.Corrêa COTAÇÃO: |