ANO DE LANÇAMENTO
1999 (EUA)
DIRETOR

Daniel Myrick
Eduardo Sánchez

ELENCO
Heather Donahue
Michael Williams
Joshua Leonard
Bob Griffin
Jim King
Sandra Sánchez
Ed Swanson
; Patricia Decou
Mark Mason
ROTEIRO

Daniel Myrick
Eduardo Sánchez

PRODUÇÃO

Robin Cowie
Gregg Hale

FOTOGRAFIA

Neal Fredericks

LANÇAMENTO NO BRASIL:

1 de outubro de 1999

SITE OFICIAL:

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DISTRIBUIDORA:

Europa Filmes

COMENTÁRIOS:

BRUXA DE BLAIR, A
(The Blair Witch Project)


Três estudantes de cinema embrenham-se nas matas do estado de Maryland para fazer um documentário sobre a lenda da Bruxa de Blair e desaparecem. Um ano mais tarde, uma sacola cheia de rolos de filmes e fitas de vídeo é encontrada na mata. As imagens registradas pelo trio dão algumas pistas sobre seu macabro destino.

CRÍTICAS

Como fã de filmes, histórias, causos e contos de terror quero colocar minha opinião crítica a respeito do filme.
Eu e alguns pangarés temos um conclave de fã que nos permite (e obriga) a ir assistir a todos os filmes de terror na pré-estréia (ou antes, se possível). Foi assim, com Lendas Urbanas, toda a série Pânico, entre outros. Será assim com Drácula 2000, Hannibal e todos os do futuro.

O primeiro Bruxa de Blair revolucionou o cinema americano e mundial por três motivos: Utilizou divulgação alternativa (internet, boca-a-boca, etc.) / Por quase um ano, fingiu tratar-se de um filme "real" / Gastou pouco, economizou na técnica (custou US$ 35 mil e rendeu US$ 100 milhões).

As pessoas que sabiam que era um filme fictício adoraram ou detestaram, sem meio termo. Eu me incluo nas que adoraram.

As pessoas que achavam que o fato era real gostaram muito. Principalmente nos EUA, onde - antes da estréia - foi feito um documentário mostrando os rolos de filme sendo encontrados tipo um "Linha Direta".

A grande vantagem do primeiro filme é que o "monstro" não aparece, dando vazão à imaginação. Filmes assim são chamados de "perturbadores" e causam mais comoção dada a sutileza. Lembram-se de "Coração Satânico"? Quem assiste ao "Além da Imaginação" no canal 45 sabe do que falo...

Achei o segundo filme muito bom. Não dá para comparar com o primeiro, pois a forma-conteúdo dos dois é diferente. A diferença é que o segundo filme é realmente um filme. Não há pretensão de ser real.Nos EUA, os americanos esperavam um segundo filme revolucionário, o que não ocorreu, por isso, essa segunda versão não conseguiu nem se pagar ainda.

Notem que o Bruxa de Blair 2 tem um quê de "Morte do Demônio" (Evil Dead), lembram? O terror escondido que se mostra grotesco na dança nua, nos flash-backs de uma chacina ou nos flash-forwards da polícia interrogando os sobreviventes.

Além disso, há sobreviventes.

Contrariando o primeiro filme, onde três jovens morrem, no Bruxa de Blair 2 exatamente três jovens sobrevivem! Enquanto no primeiro a ação se passa numa floresta aberta, no segundo, o terror é in-door. A idéia da mídia explorando um filme de terror é semelhante à trilogia Pânico. Como se nós, do Clube fossemos a Nilbog procurar os Smurfs.

Nesse segundo filme, há sugestões de que a Bruxa Elly Kedward não seja realmente assassina de crianças, mas sim uma vítima do preconceito da cidade.

Da mesma forma, notamos que o assassino Rustin Parr, que matou sete crianças, possa ser o verdadeiro culpado ou talvez, uma vítima da Bruxa (que fez com que os protagonistas do segundo filme se matassem).

Apesar de não entender o motivo do filme chamar-se "O Livro das Sombras", percebi que há uma forte relação da Bruxa com as câmeras, com alucinações e com o histeria coletiva e isso aumenta o terror, na medida que vislumbramos que nenhum dos filmes apresenta PROVAS sobre a existência da Bruxa. São apenas filmes, imagens gravadas, pessoas desaparecidas (como no primeiro) ou mortas (como no segundo). Isso nos deixa uma questão:

- Quem garante que a bruxa não existe?

Luciano Milici
COTAÇÃO:    
CURIOSIDADES

- O fenômeno de bilheteria "A Bruxa de Blair" (The Blair Witch Project, 1999) tinha a previsão de se chamar originalmente The Black Hills Project (ou O Projeto das Colinas Negras). No filme, os três atores principais (Josh, Mike e Heather) filmaram praticamente todas as cenas sozinhos, manipulando suas próprias câmeras, algo totalmente diferente do comum, explicando a má qualidade das imagens com falhas de enquadramentos, luminosidades e constantes tremidas. A maior parte dos diálogos foram improvisados enquanto os três filmavam e todos os acontecimentos que se passaram na floresta onde estavam acampados, envolvendo a lenda de uma bruxa assassina, foi surpresa para eles. A produtora do filme, "Haxan Films", baseou seu nome num filme antigo de 1922 chamado "Haxan", dirigido por Benjamin Christensen, cujo tema falava de bruxaria e inspirou a realização de "A Bruxa de Blair".