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ANO DE LANÇAMENTO |
| 1994 (EUA) |
| DIRETOR |
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John Carpenter
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| ELENCO |
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Sam Neill Julie Carmen Jürgen Prochnow Charlton Heston
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| ROTEIRO |
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Michael De Luca
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| DURAÇÃO |
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95 minutos
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| MÚSICA: |
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John Carpenter Jim Lang
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LANCAMENTO NOS EUA:
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3 de fevereiro de 1995
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DISTRIBUIDORA:
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Video Company
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COMENTÁRIOS:
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"Uma das melhores obras de Carpenter dos anos 90, misturando citações respeitáveis aos mestres da literatura de horror H. P. Lovecraft, Edgar Allan Poe e Stephen King. O filme tem sacadas geniais, desde o início (que na verdade é o final do filme), ao mapa montado a partir de desenhos das capas dos livros de Cane e uma mesma cena repetida infinitas vezes (quando Trent tenta descobrir a saída da cidade). Algumas cenas assustadoras contrastam com efeitos nojentos e final surpresa. Excelente filme, que vale a pena ver e rever. (Felipe M.Guerra) |
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À BEIRA DA LOUCURA (In The Mouth of Madness)
Após terminar livro, escritor de romances de terror desaparece misteriosamente. Seu editor contrata o investigador John Trent para encontrá-lo. Seguindo pistas das tramas de seus livros, Trent chega a cidade macabra onde vive terrível pesadelo do qual talvez não acorde mais.
CRÍTICAS
"Está faltando alguma coisa..."
Já pensou nessa frase ou em algo parecido ao ver um filme aparentemente bom? Esse "À beira da loucura" é um ótimo exemplo para essa situação. O filme tem momentos excelentes contrastando com outros que fazem pouco ou nenhum sentido. Os defensores ainda podem argumentar que o objetivo era esse mesmo, que o filme assim captura a atmosfera das histórias de H.P. Lovecraft sendo assim uma das adaptações mais fiéis à sua obra... mas friamente falando, o resultado é muito aquém de outras obras baseadas em histórias de Lovecraft como "Do Além" ou "Re-Animator" sendo essas duas fiéis ou não.
As pessoas envolvidas no filme na verdade é que o ajudam a parecer melhor do que é. O talento do diretor John Carpenter nem precisa ser discutido, é um dos mestres de horror do cinema há muito tempo; e o elenco é encabeçado por Sam Neill, talvez em seu melhor momento - ele realmente convence como o investigador John Trent, que aos poucos vai perdendo a sanidade; Jürgen Prochnow como o vilão Sutter Cane (levemente baseado em Stephen King, pensei até que o número de letras fosse igual, seria um detalhe legal) não está no mesmo ritmo e temos também a interessante presença de Charlton Heston antes do escândalo de "Tiros Em Columbine". Os efeitos especiais são da ILM, a empresa de George Lucas, e são muito bons. A música é do próprio John Carpenter mas é discreta e muito fraca.
O começo mostra o investigador preso num hospício e a partir daí veremos o desenrolar da história para saber como ele foi parar ali e porquê. Uma grande sacada(e que foi citada na minha comunidade no Orkut) é quando colocam uma música no hospício e Trent, achando aquilo uma tortura, solta a frase "Oh, mas logo os CARPENTERS? " Muito boa! Poucos minutos depois vemos uma das muitas coisas sem sentido no filme... um ataque de um louco com machado a pessoas em um restaurante (onde Trent toma café com o editor que o está contratando). O ataque é justificável, afinal o cara está louco, mas a pergunta é: por quê o machado? Se fosse uma cena isolada, mas perto do fim os ataques sempre são com machados, até John Trent já louco de pedra usa um deles...imagine que você lê um livro e aquilo afete você, te deixe agressivo e louco aos poucos...assustador, não é? Mas... você sairia procurando um machado para matar todo mundo? Sei que é apenas um detalhe, mas é dispensável. Aliás, o louco olha para Trent e pergunta "você já leu Sutter Cane?". Se ele (que descobrirmos ser o agente de Cane e único a ler o livro até então) já sabia ao ler a história de tudo que Trent iria passar porquê a pergunta? Hmm... não ligue também para as pessoas falando "ele vê você" ...
Mas não vou ficar aqui apontando só erros... o cartaz no beco com um buraco que esconde uma surpresa é interessante (aliás nessa cena vemos um dedo ser arrancado e comido!!!!), o carro saindo do mundo comum e entrando no mundo de Cane , o quadro com a imagem que muda, a velhinha psicopata, o efeito da menina-aranha chupada do "O Exorcista", o carro que tenta sair da cidade mas acaba sempre parando no mesmo lugar. Acho legal a idéia do mapa feito pelas capas, mas não a forma que o investigador descobre... e eu curto finais não convencionais mas quando possuem alguma verossimilhança. Em alguns momentos realmente é assustador imaginar a situação só que no final fica muito pouco plausível ter chegado onde chegou e ainda mais terem feito um filme sobre o livro.
Gosto muito dessa frase: "Realidade é o que dizemos um ao outro que é. A loucura pode virar sanidade se os loucos forem maioria." .
Faltou pouco, muito pouco, para ser um clássico como muitos que Carpenter já assinou. Vale a pena conferir num fim de semana chuvoso...
HISTÓRIA:   
GORE:  
EFEITOS:    
DIVERSÃO: 
Antonio Filho
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