Bug Buster ANO: 1998 PAÍS:   EUA DURAÇÃO: 98 minutos DISTRIBUIDORA: Europa Filmes DIREÇÃO: Lorenzo Doumani ELENCO: Randy Quaid; Brenda Doumani CARACTERÍSTICAS: Colorido; Legendado SINOPSE: Um maníaco mata e mutila mulheres sem deixar pistas. Uma pequena comunidade é invadida por enormes baratas assassinas, que se reproduzem em lugares úmidos perto de um lago. Aterrorizado com os insetos matadores, o xerife da cidadezinha chama um grande - e muito caro - caçador de baratas para resolver o problema. Um homem destemido, que vai enfrentar cara a cara seres que deixam as pessoas em pânico. Prepare-se para viver fortes emoções.
CRÍTICAS:
Shannon Griffin passou sua vida sendo atormentada por pesadelos envolvendo um ataque de baratas a seu quarto. Ela é sua família mudam-se para um hotel na pequena cidade do interior da Califórnia, chamada Mountview, o local perfeito para descansar e tratar de seu problema. Na nova morada, a jovem encontra seu interesse amoroso, Steve, e passa a enfrentar seus maiores medos, quando pistas revelam a possibilidade de insetos estarem fazendo vítimas na região. “Baratas Assassinas” é o típico filme-clichê: baseado em diversas produções do gênero bichos vs homens, o enredo aposta no bom humor e nas “homenagens” a outros filmes para atrair a atenção do público, mas deixa evidente seu fraco conteúdo, efeitos especiais de meia-tigela e um elenco composto por atores canastrões. Seguindo o estilo “Tropas Estelares”, o filme tem início com um comercial de TV onde vemos um especialista em matar insetos e criaturas repugnantes, General George (Randy Quaid, atuando mais uma vez como maluco), com seu discurso de ex-combatente do Exército e sua metodologia nem um pouco convencional na exterminação das pragas. Se o primeiro não foi interessante, o que dizer de uma série de propagandas do mesmo gênero que são exibidos no decorrer do longa, mostrando o General em situações bizarras – ora, fuzilando um rato de plástico, ora pendurado em um cipó, enquanto insetos falsos são atirados em sua direção. Na cena seguinte, um casal de jovens – tendo o já citado Steve (David Lipper) como o namorado - entra num lago da região para se banhar e fazer outras coisas mais, quando a jovem sente uma dor forte na perna, como se algo a estivesse mordendo. Curiosamente, momentos antes, o rapaz relembra uma situação que ocorrera no passado nesse mesmo local, onde um jovem teria morrido vítima de um suposto acidente. Se ele sabia do perigo, por que ainda assim resolveu entrar na água? (seria o mesmo motivo que faz com que jovens usem drogas, mesmo sabendo das conseqüências?) Logo depois do ataque, com a presença da polícia (lê-se dois bobalhões que ficam o filme inteiro citando outras produções como Tubarão, etc), o público é apresentado a Dra. Laura Casey (Brenda Epperson Doumani), veterinária, que atribui o incidente a uma possível mordida de um peixe encontrado no local. Em seu laboratório, a doutora descobrirá no interior do animal uma barata, talvez a responsável pela alteração genética e morte do peixe, e a enviará para seu ex-professor, o mestre das caras e bocas, Dr. Hiro Fujimoto (George Takei), cujo papel se resume a ficar num laboratório conversando com o elenco sempre via telefone, sem nunca contracenar com os outros atores. A partir daí, já dá para prever quase tudo: Shannon se interessará por Steven, que perderá a namorada vítima da “contaminação” gerada pela mordida do inseto; vários moradores da região irão morrer derretidos pelo ataque sempre crescente dos insetos, até que o General George será convocado a prestar socorro; será descoberta a relação entre as baratas mutantes e o incidente ocorrido no lago no passado; todo o elenco principal se verá diante de uma ameaça ainda maior do que as pequenas baratas; e por aí vai. Nem com seu estilo trash e humor irônico, o filme consegue se safar de uma avaliação extremamente negativa. Não há uma cena sequer interessante ou que seja digna de observação, já que tudo o que é mostrado já foi visto antes e de forma melhor em centenas de outras produções. Diferente de “Malditas Aranhas”, com sua sátira aos clássicos da era dos monstros gigantes, “Baratas Assassinas” é uma cópia vulgar que não possui nem sequer carisma ou criatividade para homenagear qualquer filme que seja. Os efeitos são tão incrivelmente ruins que define a classe da produção como Z – e pensar que ficaram a cargo de Jeanne Vosloo (Homens de Preto 2). Depois de ver formigas, abelhas, aranhas, lesmas, ratos, moscas e baratas assassinas, fico imaginando o que ainda está por vir: "joaninhas mortais", "louva-deus do Diabo", "pulgas monstruosas", "piolho que tudo vê"... Passe longe.... HISTÓRIA: GORE: EFEITOS: DIVERSÃO: Marcelo Milici |