The Brain ANO: 1988 PAÍS: EUA DURAÇÃO: DISTRIBUIDORA: DIREÇÃO: Edward Hunt ELENCO: Tom Breznahan, Cynthia Preston, David Gale CARACTERÍSTICAS: Colorido; Legendado SINOPSE: Numa cidadezinha norte-americana existe uma gigantesca estação de rádio e televisão comandada pelo doutor Anthony Blake (David Gale), que tem uma espécie de Show de TV altamente influente na vida da população local, que se mantém num estado de hipnotismo contagioso. O doutor Blake, na verdade, é apenas um instrumento utilizado por um cérebro gigante, que cresce ainda mais à medida em que vai se alimentando do corpo e da mente das pessoas... CRÍTICAS: Não tenho certeza absoluta quanto à data do filme O Cérebro (The Brain); calculo que seja algo em torno de 1988 ou 1989, talvez antes, mas garanto que é uma pequena raridade "trash" sem nenhum escrúpulo, digna de figurar ao lado das mais descerebradas e descaradas produções "B" dos anos 1950. (N.E.2: O filme é de 1988). Numa cidadezinha norte-americana existe uma gigantesca estação de rádio e televisão comandada pelo doutor Anthony Blake (David Gale), que tem uma espécie de Show de TV altamente influente na vida da população local, que se mantém num estado de hipnotismo contagioso. O doutor Blake, na verdade, é apenas um instrumento utilizado por um cérebro gigante, que cresce ainda mais à medida em que vai se alimentando do corpo e da mente das pessoas, até transformar-se numa coisa enorme, asquerosa, cheia de dentes pontiagudos e amarelados e dois olhos negros e sem brilho; anda para lá e para cá não se sabe como e imagina-se que seja de origem alienígena (pelo menos a estação de rádio e TV parece um típico disco-voador, desses bem grandes). O caso é que o Cérebro, através da hipnótica rede de televisão, mantém o domínio total do público, induzindo-o a cometer suicídios e assassinatos, principalmente àqueles que não assistem ao programa do doutor Blake, que, na verdade, também não é um ser humano, mas algo que talvez só deus saiba... E sua intenção é espalhar o domínio do cérebro psicopata para todo o mundo (é claro que se o Cérebro viesse ao Brasil e assistisse à televisão durante alguns minutos, digamos no domingo, ele ia voltar correndo e apavorado para seu planeta...). A história gira em torno de dois adolescentes insossos e patéticos; Jim Majelewski (Tom Breznahan), que se pretende rebelde, não passa de um idiota, talvez o mesmo se podendo dizer de sua garota Janet (Cyndy Preston). Eles descobrem acidentalmente a realidade que se esconde por trás do famoso programa de Televisão e passam a ser perseguidos implacavelmente pelo enfermeiro assistente do doutor Blake, um gordo-escroto-psicopata (interpretado por George Buza), que, num descuido, acaba sendo devorado pela própria massa cerebral gigante. O final é tão besta e patético que fica até difícil descrever: Jim e sua namorada ficam acuados pelo Cérebro no próprio instituto onde se realizavam as experiências secretas do doutor Blake e jogam uma lata com alguma substância química explosiva na boca da criatura, e esta termina por explodir, obviamente. E aí eles entram no carro e vão dar um passeio; mas antes que surjam os créditos finais, aparece novamente o Cérebro sob um fundo negro, grunhindo seus ruídos estúpidos e irritantes e sugerindo que o "pesadelo" ainda não acabou. Resumindo tudo: um filmezinho bem legal. Apesar de todos os absurdos e falhas (principalmente falhas de continuidade) e pela evidente canastrice dos atores, O Cérebro não é um filme maçante, desses que dá vontade de avançar a fita; dá para assisti-lo tranqüilamente e até se divertir muito no processo, deixando-o em seguida bem à vista na prateleira da estante. Mais um pouquinho e poderia até ser classificado como "splatter", pois existem algumas cenas rápidas de mortes muito legais, como o momento em que o Cérebro, ainda pequeno e tímido, devora ruidosamente uma enfermeira peituda; ou o momento em que o enfermeiro gordo-escroto-psicopata dá uma violenta machadada na cabeça de um policial, fazendo-a voar longe (detalhe: nenhuma gota de sangue aparece no machado); ou, ainda, o instante lamentavelmente rápido em que uma inocente esposa, influenciada pela TV, divide o marido em dois pedaços com uma moto-serra. Mas as cenas não são explícitas e o sangue não jorra em abundância, infelizmente. Mas o melhor de tudo mesmo é o tal Cérebro gigante que se pretende aterrador, indo direto ao que interessa e desprezando completamente o suspense, ao contrário da maioria das outras bagaceiras do gênero. É louvável, entretanto, a sua crítica aos meios de comunicação e aos métodos utilizados por essa para enganar e atrair as pessoas, ainda que tudo funcione em meio à avacalhação sem compromisso de um filme sem pretensões, felizmente, de ser demagógico. O filme já foi exibido uma ou duas vezes no já antigo "Cine Trash", da Band, que passava nas tardes da semana e era apresentado pelo Zé do Caixão, mas também pode ser encontrado em vídeo VHS selado, hoje raridade, em sebos e locadoras, lançado pela "Tec-Home". É claro que eu recomendo. E.R.Corrêa COTAÇÃO: |