ANO DE LANÇAMENTO
1972 (EUA/México)
DIRETOR

Jack Hill
Juan Ibáñez

ELENCO
Boris Karloff
Julissa
Carlos East
Isela Vega
Yerye Beirute
Eva Muller Santanón
ROTEIRO

Jack Hill
Luis Enrique Vergara

PRODUÇÃO

Luis Enrique Vergaral

FOTOGRAFIA

Raúl Domínguez

LANÇAMENTO NO MÉXICO:

8 de dezembro de 1972

DISTRIBUIDORA:

Pole Vídeo

CÂMARA DO TERROR, A
(The Fear Chamber / Cámara del terror, La)


Um cientista percebe estranhas freqüências vindas de dentro da Terra. Ele e seu assistente descobrem uma rocha viva no interior de um vulcão. Eles a trazem para o laboratório e fazem mais uma importante descoberta: a rocha se alimenta de hormônios humanos produzidos quando há sensação de medo diante da morte. Então, os dois passam a raptar e sacrificar jovens garotas para manter a rocha viva...

CRÍTICAS

'A Câmara do Terror' foi um dos últimos trabalhos de Boris Karlof, sendo o último a ser oficialmente lançado após três anos de sua morte em 1969. Trata-se de uma pobre produção mexicana, com a participação de Karlof gravada nos Estados Unidos. E é uma pena que Karlof estivesse envolvido em uma produção tão malfeita e ruim.

Durante uma expedição no interior de um vulcão, através de interferências no sinal de seus equipamentos, uma equipe de cientistas encontra uma nova forma de vida, uma espécie de rocha, conduzida até o laboratório para estudos. O chefe de pesquisas é o Dr. Mandel (Karlof), que logo descobre que a rocha se alimenta de uma substância chamada Puriculum, que só é produzida em seres humanos aterrorizados.

Então para conseguir tal substância, o Dr. Mandel, com sua equipe, recruta garotas e as fazem passar pela tal 'Câmara do Terror', onde existem animais peçonhentos, caveiras e outras coisas assustadoras.

Mendel acredita que alimentando a rocha, ela pode fornecer informações sobre a origem da Terra e do Universo, porém devido à falta de resultados, ele decide que só fará mais uma extração.

Porém a próxima cobaia é uma criminosa que acaba morta pelos tentáculos da rocha após invadir o laboratório. Irritado, Mendel decide abandonar o projeto e acaba sofrendo um ataque pulmonar enquanto destruía o equipamento que mantinha o organismo vivo.

Mas outros membros da equipe pretendem continuar o projeto sem o consentimento de Mendel, aproveitando-se de sua fragilidade e incapacidade devido à doença. E a nova forma de vida vai manipular os computadores e as pessoas envolvidas para que sirvam ao seu propósito, exterminando todos os obstáculos..

O filme é lento e muito precário em todos os sentidos: produção, edição, direção e roteiro, parecendo mais um projeto caseiro. Os efeitos sonoros e o som que a rocha emite são intermitentes e irritantes, que dá vontade de assistir o filme sem volume.

Os personagens também são mal trabalhados e as atuações beiram o amadorismo, onde alguns podem encontrar momentos de risos involuntários. O destaque nesse aspecto vai para o personagem maluco Roland ('interpretado' por Yerye Beirute) que deve ter umas cinco frases feitas que fica repetindo insistentemente. A única exceção está em Boris Karlof, que, mesmo visivelmente abatido, é o único que interpreta com um pouco mais de dignidade, sendo o único motivo real para assisti-lo.

Ao final do filme pior que a sensação de perda de tempo vem a constatação de que a carreira de uma lenda como Boris Karlof merecia um desfecho a altura de sua importância e contribuição à sétima arte.

HISTÓRIA:    
GORE:    
EFEITOS:    
DIVERSÃO:    

Gabriel Paixão