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ANO DE LANÇAMENTO |
| 1983 (Itália) |
| DIRETOR |
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Lamberto Bava
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| ELENCO |
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Andréa Occhipinti
Anny Papa
Fabiola Toledo
Michele Soavi
Valeria Cavalli
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| ROTEIRO |
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Elisa Briganti
Dardano Sacchetti
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| FOTOGRAFIA |
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Gianlorenzo Battaglia
Floyd Crosby
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| PRODUÇÃO |
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Luciano Martino Mino Loy
Lamberto Bava
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| EDIÇÃO |
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Lamberto Bava
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ESTRÉIA NA ITÁLIA:
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11 de maio de 1983
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DISTRIBUIDORA:
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inédito no Brasil
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A BLADE IN THE DARK (Casa con la scala nel buio, La)
Um compositor se esconde numa casa de campo para escrever a trilha sonora para um filme de horror B. Lá, ele descobre algo sobre uma misteriosa garota chamada Linda, enquanto várias pessoas próximas a ele começam a ser assassinadas. Provavelmente, a solução do mistério esteja na cena final do filme no qual ele está trabalhando.
CRÍTICAS
A produção de filmes Gialli nos anos 80 não tem um grande número de clássicos como nas décadas de 60 e 70. Alguns títulos, porém, merecem destaque como TENEBRAE, 1982, de Dario Argento, THE NEW YORK RIPPER de Lucio Fulci e A BLADE IN THE DARK, de Lamberto Bava, filho do Mestre do Horror Cinematográfico Italiano Mario Bava. Como assistente do pai, Lamberto trabalhou em filmes importantes como Kill Baby, Kill aka Operazione Paura, 1966, além de colaborar com Dario Argento em Inferno aka A Mansão do Inferno, 1980. Essa colaboração com Argento e a forte amizade que une os diretores de filmes de gênero na Itália proporcionou produções como DEMONS 1 onde Lamberto assina a direção sendo produzido por Argento. Em A BLADE IN THE DARK Lamberto dirige um Giallo muito interessante e com bons e atmosféricos momentos. A locação utilizada é a mansão de um dos produtores do filme: LUCIANO MARTINO, irmão do genial e eclético SERGIO MARTINO.
Na abertura do filme vemos três garotos entrando em uma sombria casa. Dois deles começam a provocar o mais frágil para que este desça uma escadaria sinistra. Ele ouve dos garotos uma série de humilhações que colocam em cheque sua masculinidade. O menino então desce as escadas, ouve-se um grito e uma bola de tênis ensanguentada surge da escuridão batendo com força na parede. Esse prólogo, de grande importância para a resolução dos mistérios que virão em seguida tem na figura do menino que desce as escadas um destaque especial. O menino em si é o mesmo que protagonizou filmes clássicos de Lucio Fulci como: HOUSE BY THE CEMETERY e MANHATTAN BABY. Após os créditos iniciais vemos que estamos diante de uma trama metalingüística. A mesma cena do início do filme está sendo filmada por uma equipe em cima do roteiro de uma diretora que explora o passado traumático e sangrento de uma mulher obcecada, entre outras coisas, por bolas de tênis. O popular ator italiano na época: Andréa Occhipinti, interpreta um músico que está compondo a trilha sonora para o tal filme. Tudo parece tranqüilo até que ouvimos vozes misteriosas aparecendo em uma gravação e um brutal assassinato de uma bela mulher, cometido com uma daquelas lâminas de cortar papel, passam a construir uma trama de suspense crescente e elaborada violência gráfica. Um detalhe importante na cena do primeiro homicídio é que ele ocorre simultaneamente quando ao fundo o músico toca a trilha sonora do filme em seu estúdio, criando assim um efeito diegético entre a música e ação ocorrendo ao mesmo tempo.
A sangrenta seqüência da morte da mulher que molha os cabelos em um banheiro de tons brancos é muito bem realizada, ao mesmo tempo que choca por sua intensa crueldade. O filme japonês EVIL DEAD TRAP 2 cita essa mesma seqüência que com certeza tem lugar de destaque nos grandes momentos dos filmes Gialli. A medida que o filme avança o roteiro segue várias regras clássicas de gênero como “culpar” vários personagens para depois descobrir que eles não eram os culpados. A imagem das lâminas brilhando na escuridão, além de uma referência ao título em inglês aparecem como imagens punitivas, frutos de um pesadelo infantil que parece não ter fim. A presença em cena do brilhante diretor italiano MICHELE SOAVI é mais uma das atrações desse Giallo muito interessante, feito entre amigos e com poucos recursos. Existem várias versões disponíveis, mas as que possuem menos cortes da censura tem mais de 105 minutos de duração. A edição da Anchor Bay tem ótimos extras como entrevistas com Lamberto Bava e um dos roteiristas, além do Trailer. Diversão garantida.
Marcelo Carrard
mondopaura.zip.net
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