ANO DE LANÇAMENTO
2005 (EUA)
DIRETOR

Joe Dante

ELENCO
Dexter Bell
Wanda Cannon
Beverley Breuer
Sean Carey
Candus Churchill
Nathaniel Deveaux
ROTEIRO

Sam Hamm
Dale Bailey

PRODUÇÃO EXECUTIVA

Keith Addis
Morris Berger
Stephen R. Brown
Andrew Deane

EDIÇÃO

Marshall Harvey

LANÇAMENTO NO BRASIL:

agosto de 2006

DISTRIBUIDORA:

Paris Filmes

CANDIDATO MALDITO
(Homecoming)


Terror e escândalo aderem à Nação quando a imprensa descobre que um zumbi venceu as eleições presidenciais. Essa adpatação do conto premiado de Dale Bailey. "Death & Suffrage", estrelada por Jon Tenney e Robert Picardo, mistura terror zumbi com uma sátira política contemporânea. Arrepiante!

CRÍTICAS

Zumbis. Criaturas que insistem em sobreviver após a morte e que têm como principal característica um apetite voraz por...votos????? Pois é, os ex-comedores de carne humana aparecem bem diferentes nesse episódio 6 da série “Masters of Horror” que poderia bem receber a tradução de “Eleição dos Mortos” no Brasil.
E o filme começa quente, com um casal de amigos quase atropelando um zumbi de muletas no meio da estrada.
Mas quando a mulher fala “é um deles” bate o desânimo porque já sabemos que algo de muito importante aconteceu antes e serão usados os famigerados flashbacks para contar a história. O clima do início é ótimo, aparece mais uma horda de zumbis atrás da dupla curiosamente saídos de um caminhão, ou seja, zumbis dirigindo!!!



Mas tudo que é bom dura pouco, e voltamos ao tempo para descobrir que os dois trabalham para a reeleição do presidente, que numa semelhança incrível com a realidade americana inventou uma guerra para ganhar popularidade. Na verdade o filme é uma crítica totalmente explícita a George Bush e à guerra do Iraque que às vezes funciona e às vezes cai em situações até inocentes, onde os políticos estão sempre mentindo ou distorcendo os fatos em proveito próprio e que pouco se importam com a conseqüência dos seus atos desde que mantenham seu emprego, seu status, poder... é tal e qual a realidade? Obviamente... mas acho que o assunto é mais interessante para eles que vivem esse momento delicado, nós que queremos apenas nos divertir e ver os zumbis devorando todo mundo acabamos frustrados de tanta propaganda anti-Bush no estilo “ei, olha como nosso presidente age...”. Tem até alteração de votos após a derrota numa certa cidade... Imagina se alguém do Brasil cria um filme de zumbis que são contra o mensalão por exemplo, soaria mais caricato que uma crítica construtiva e talvez até Joe Dante ganhasse mais usando seu habitual bom humor das situações que poderiam ser criadas e não levar muito a sério isso de jogar tomate no Bush. Até porque será que ainda tem algum americano que não saiba onde está metido? Hmmm....



Enfim, e o que têm os zumbis a ver com tudo isso? Bem, quando o personagem principal, David, está num programa de entrevistas defendendo o indefensável, que é a guerra iniciada por mentiras, aparece a mãe de um soldado morto obviamente revoltada e triste por ter perdido o filho em algo tão sem sentido, ao passo que David fala uma dessas frases feitas de políticos onde no final afirma que se lhe fosse concedido um único desejo, pediria que o filho dela voltasse da morte para dizer o quanto não estaria arrependido por lutar pela pátria. De alguma forma o desejo vira realidade (assim como o episódio 5 esse tem um toque de “Amazing Stories”) só que o filho dela não está contente pela forma que morreu e o motivo. E assim como ele, vários outros soldados voltam à vida e resolvem...votar.

Alguns bons diálogos, umas piadas boas aqui e ali e muita enrolação. Quando parece que mais nada vai acontecer temos uma boa surpresa final, e uma “homenagem” a Romero bem interessante. Aliás as cenas feitas em cemitério nesse episódio me lembraram muito “Noite dos Mortos-Vivos”. Temos perto do fim um defeito grave também: os soldados mortos há décadas voltam à vida mas com a aparência de quem morreu ontem.



Razoável, uma obra-prima se comparado ao episódio anterior, “Chocolate”. Nos Estados Unidos a reação foi extremamente favorável à história, o que é um bom sinal, mas como diz um personagem em determinado momento, “porque eles não comem uns cérebros, arrancam algumas gargantas?” . Pode ser que não coubesse no contexto, mas que seria mais bacana seria.

HISTÓRIA:    
GORE:    
EFEITOS:    
DIVERSÃO:    
Antonio R. Filho