ANO DE LANÇAMENTO
1973 (Itália/Alemanha/Espanha)
DIRETOR

Mario Bava
Alfredo Leone

ELENCO
Telly Savalas
Elke Sommer
Sylva Koscina
Alessio Orano
Gabriele Tinti
Kathy Leone
Eduardo Fajardo
Carmen Silva
Franz von Treuberg
Espartaco Santoni
Alida Valli
Robert Alda
ROTEIRO

Mario Bava
Alberto Cittini
Alfredo Leone
Giorgio Maulini
Romano Migliorini
Roberto Natale
Francesca Rusishka

FOTOGRAFIA

Cecilio Paniagua

PRODUÇÃO

José Gutiérrez Maesso
Alfredo Leone

ESTRÉIA NA ITÁLIA:

2 de abril de 1975

DISTRIBUIDORA:

inédito no Brasil

CASA DELL´ESORCISMO, LA
(Casa dell'esorcismo, La/Lisa and the Devil/The House of Exorcism)


Lisa é uma turista numa cidade antiga. Depois que se perde, ela acaba encontrando uma mansão, onde decide se estabelecer. Logo, ela é sugada por um vortex de decepção, devassidão e maldade, presididas pelo mordomo Leandro.

CRÍTICAS

Por uma série de estranhas coincidências, garota turista acaba indo parar numa enorme mansão gótica – juntamente com um casal em crise conjugal – habitada por estranhos indivíduos: uma velha cega cheia de manias (como a coleciomania de bonecos de cera), seu filho neurótico e mulherengo, e um mordomo divertidamente sinistro com a mania de chupar pirulitos. Lá, a garota passará por estranhas e enigmáticas experiências, enquanto assassinatos brutais dizimarão, um a um, os próprios habitantes e os demais hóspedes do casarão.

Produção italiana escrita e dirigida por Mario Bava, a história gira em torno do personagem mais estranho do filme, o mordomo Leandro, sensacional performance de ninguém menos que o grande Telly Savalas, divertindo-se de verdade e esbanjando carisma & talento – supostamente, ele seria a reencarnação do diabo, como deixa bem claro um obscuro desenho medieval na parede de uma catedral que aparece bem no começo do filme, para perseguir e atormentar Lisa (Elke Sommer), a garota “exorcizada”, como pretende o título da história.

É pena que, no todo, a fita seja truncada e o roteiro se desenvolva confusamente, sem oferecer muitas explicações e deixando uma sensação de irrealidade bem típica do cinema italiano em geral, e de Mario Bava em particular, num clima de alucinação que, longe de encontrar um termo, espirala-se de encontro a enigmas cada vez mais obscuros, até o final surpresa.



Eu vejo, aliás, nesse filme, um precursor do genial Suspiria, rodado por Dario Argento em 1977: tanto pela história, obscura e repleta de representações simbólicas, quanto pelo visual, exuberante, ultracolorido e maravilhosamente fotografado, com direito a alguns poucos, mas divertidos momentos gore – tendo o suspense como principal elemento propulsor.

Giallo com G maiúsculo. Não é o melhor momento de Bava no cinema (este continua sendo, sem dúvida, o cultuado A Máscara de Demônio\Black Sunday, 1960), mas longe de desagradar, o filme rende ótimos momentos e algumas cenas de morte verdadeiramente geniais, como somente o primitivo cinema italiano era capaz de fazer; destaco a cena em que um homem é atropelado pela esposa, muito bem realizada e dona de um sadismo exemplar.



Aquele monte de máscaras e bonecos de cera espalhados pela mansão também consegue causar efeitos bastante interessantes. O elenco ainda traz Sylvia Koscina, Alida Valli, Robert Alda e Gabriele Tinti, entre outros. The House of Exorcism é o título que o filme ganhou nos Estados Unidos, quando foi relançado por lá com o suporte de cenas inéditas que foram censuradas na época de lançamento – cenas alternativas de mortes com mais sadismo & violência (destacando-se os momentos gore) e erotismo hard. É inédito no Brasil.

E.R.Corrêa