ANO DE LANÇAMENTO
2007 (EUA)
DIRETOR

Tommy O'Haver

ELENCO
Ellen Page
Hayley McFarland
Nick Searcy
Romy Rosemont
Catherine Keener
Ari Graynor
Scout Taylor-Compton
Tristan Jarred
Hannah Leigh Dworkin
Bradley Whitford
Michael O'Keefe
Carlie Westerman
Michelle Benes
Patricia Place
Calvin Keet
Jeremy Sumpter
James Franco
Brian Geraghty
Channing Nichols
Eliza Dean
Michael Welch
ROTEIRO

Irene Turner
Tommy O'Haver

PRODUÇÃO

Jocelyn Hayes
Katie Roumel
Kevin Turen
Christine Vachon
Henry Winterstern

EDIÇÃO

Melissa Kent

FOTOGRAFIA

Byron Shah

DESENHO DE PRODUÇÃO

Nathan Amondson

ESTRÉIA NO BRASIL:

22 de agosto de 2008

DISTRIBUIDORA:

California Filmes

CRIME AMERICANO, UM
(An American Crime)


1965. Sylvia (Ellen Page) e Jennie Likens (Hayley McFarland) são irmãs deixadas na casa de Gertrude Baniszweski (Catherine Keener) por uma longa temporada, já que seus pais trabalham em um circo. Gertrude é uma mãe solteira com 7 crianças e que, devido a dificuldades financeiras, aceita cuidar das garotas. Só que ela não esperava o quanto presença delas afetaria sua natureza instável.

CRÍTICAS

Cinema é uma coisa engraçada. Não estou falando do gênero de comédia, mas da capacidade que os filmes têm de conseguir convencer os espectadores que é tudo verdade. Quem não ficou nervoso ao ver Sigourney Weaver fugindo de monstros na série "Alien"? Acreditando ou não na ficção, a sétima arte consegue envolver e fazer sonhar. O recurso pode ser usado para diversas finalidades. Seja para cultivar aquele sentimento bonito de esperança nos corações de solteiros que gostam de comédias românticas ou até mesmo para alertar sobre alguma outra coisa bem diferente. "Um crime americano", filme que estréia nesta sexta-feira, é um exemplo de como uma produção pode mexer com as pessoas. Esta introdução não foi escrita a toa, o longa-metragem realmente consegue impressionar e não é mais um filme em cartaz. Você assiste e dificilmente vai se esquecer depois.



Boa parte do incômodo é causado pelo fato do roteiro ter sido baseado em uma história real. Assim, as representações convencem muito mais e aproximam a trama da realidade. Estrelado por grandes atrizes (ambas indicadas ao Oscar), o filme destila a perversidade humana e choca pela violência do que aconteceu. Não é explícita e gráfica como "O albergue 2" ou o tailandês "Arte do demônio", mas psicológica. Tudo começa quando as irmãs Sylvia e Jennie Likens passam a morar na casa de Gertrude Baniszewski, por sugestão da própria mulher. Ela possui muitos filhos e se oferece para cuidar das meninas ao preço de 20 dólares por semana. Os pais aceitam a proposta por trabalharem em um parque de diversões e viajarem sempre.



Matriculadas em uma escola, as irmãs começam a conhecer as pessoas e vizinhos de Indianápolis, capital de Indiana, nos Estados Unidos. Tudo começa a mudar quando é revelada a verdadeira personalidade de Gertrude (interpretada muito bem por Catherine Keener, de "O mundo de Jack e Rose", "Capote"). Endividada e sem saúde, a mãe solteira tem dificuldades em cuidar da casa. Ela possui um relacionamento decadente com Andy (James Franco, de "Homem aranha" e "Ligeiramente grávidos"), um rapaz mais novo que só pensa em extorquir o dinheiro da mulher. A soma dos problemas financeiros com problemas de ordem psicológica resultam em uma barbaridade assustadora.



Sylvia (Ellen Page, de "Juno", "Menina má.com" e "X-men, o confronto final") é uma garota santa e vive com Jennie no meio do fogo cruzado. A situação de duas irmãs que correm perigo em um ambiente estranho lembra "Medo", excelente filme sul-coreano. A diferença é que não existe espaço para o sobrenatural e a maioria dos diálogos foi baseada nos relatos reais dados durante depoimentos dos envolvidos. A direção do longa fica por conta de Tommy O'Haver ("Uma garota encantada"). Os mais críticos podem notar que em alguns momentos a trama aproveita para carregar no melodrama, mas é impossível negar que o resultado foi perturbador. É um daqueles filmes que deixa um nó na garganta, sensação semelhante à assistir "Dogville" e ver Nicole Kidman passando por momentos angustiantes. Grande filme, grande elenco e uma história difícil de se esquecer.

Michel Toronaga
www.daiblog.com.br


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