House
ANO: 1986 PAÍS: EUA DURAÇÃO: 093 minutos DISTRIBUIDORA: DIREÇÃO: Steve Miner ROTEIRO: Mac Ahlberg ELENCO: William Katt; George Wendt; Kay Lenz; Richard Moll; Allyce Beasley CARACTERÍSTICAS: Colorido; Legendado
SINOPSE: Roger Cobb é um escritor famoso que, após se separar de sua esposa devido ao desaparecimento de seu filho, decide se mudar para a velha casa de sua finada tia para escrever um romance sobre suas experiências no Vietnam. Logo que chega descobre que sua tia se suicidou porque forças maléficas a fizeram cometer o terrível ato. Com o passar do tempo, o rapaz irá descobrir também que as tais forças sobrenaturais estão atuando com a única intenção de se vingar do escritor por ter cometido um erro no passado...uma mistura de terror e comédia...
CRÍTICAS: Essa produção, de 1986, é tão esquisita que
continua até hoje dividindo opiniões. Alguns consideram
o filme muito bom. Outros, porém, vêem neste “A Casa do
Espanto” uma verdadeira bomba. Incrivelmente, o filme
parece ser as duas coisas ao mesmo tempo. E pior do que
isso, parece ter sido feito justamente com a intenção de
ser assim. Senão, vejamos : já nos créditos iniciais,
ficamos sabendo que o filme foi feito pelos mesmos caras
que alavancaram a série “Sexta-feira 13”. O diretor é
Steve Miner (que dirigiu as Partes 2 e 3 de Sexta-feira
13), o produtor é Sean Cunningham (que dirigiu o
primeiro filme da franquia), a música é de autoria de
Harry Manfredini (que trabalhou em vários filmes da
série, e compôs o famoso “tchi, tchi, tchi, ah, ah,
ah, ...”), e o dublê Kane Hodder, que mais tarde ficaria
famoso interpretando Jason nos filmes da Parte 7 em
diante, aparece aqui sob a maquiagem do “Soldado-
Caveira”, que surge no clímax do filme. Quem conhece o
trabalho desses caras sabe que seus filmes costumam
ficar sempre entre a tênue linha que divide o “muito
bom” do “muito ruim”. Alem disso, essa obra foi
concebida em uma época em que os filmes de terror eram
direcionados quase que exclusivamente ao público
adolescente, e com isso vinham quase sempre acompanhados
dos clichês do susto fácil e do humor barato (que
geralmente não tinham graça nenhuma, diga-se de
passagem) . Basicamente, a trama do filme esta centrada em torno de Rogger Cobb (William Katt), um escritor e ex- combatente do Vietnã, que após se separar da esposa, muda-se para uma grande e antiga casa, deixada como herança por uma tia que suicidou-se. A partir de então, a vida de Rogger se transforma em um horrível pesadelo, pois além de ter de conviver com a lembrança do filho, que desapareceu misteriosamente justo nesta casa, terá ainda que se defrontar com uma série de assombrações e criaturas sobrenaturais que começam a surgir de forma cada vez mais intensa. De uma maneira geral, o filme não assusta, nem mesmo nas aparições dos monstros, pois os efeitos (a cargo da mesma equipe de “Caça-Fantasmas” e “MIB” 1 e 2) são apenas medianos, e o diretor Steve Miner parece mais interessado em criar cenas espalhafatosas do que momentos de tensão e suspense como visto em seus filmes anteriores. Além disso, algumas cenas parecem ter sido “demasiadamente” inspiradas em outras produções, como no momento em que a ex-mulher de Rogger se transforma em um monstro, acaba lembrando bastante “Evil Dead”. Inclusive, a voz da mulher/monstro parece ser a mesma da namorada de Ash, depois de possuída pelos demônios. Outras idéias, como os objetos e ferramentas que se movem sozinhos, já eram batidas, e vinham sendo usadas em filmes do gênero desde os anos 70. Porém, “A Casa do Espanto” não é de todo um filme ruim, pois possui alguns bons momentos, como as aparições da tia falecida, a parte em que alguns monstrengos saem arrastando o filho da vizinha (curiosidade: o menino na vida real é filho do diretor Steve Miner), e a revelação final sobre o motivo de tanta maluquice, que se não é a idéia mais original do mundo, pelo menos justifica boa parte das doideiras vistas ao longo do filme. A versão em DVD traz extras bem interessantes, como Making Of , entrevista com os atores e técnicos em efeitos especiais, biografia dos atores e o trailer original da produção. Quem não for muito exigente, certamente irá se divertir com esse filme. No mais, serve como curiosidade. André Bozzetto Junior COTAÇÃO: COMENTÁRIOS: "É um filme muito com consegue segurar a pessoa na poltrona e dá pra dar uns sustos " Marcelo Fontenla NOTA: "O filme é bem divertido e chega a dar uns bons sustos. Tem como ponto forte o humor negro. Se quiser ver terror de verdade assista Amityville. " Gabriel Paixão NOTA: "A cena do soldado fantasma é macabra e bém original. " Antonino Queiroz Filho NOTA: Envie sua crítica ou opinião sobre este filme e ela será publicada aqui! |