House 2: The Second Story
ANO: 1987 PAÍS: EUA DURAÇÃO: 088 minutos DISTRIBUIDORA: DIREÇÃO: Ethan Wiley ELENCO: Arye Gross; Jonathan Stark; Royal Dano; Bill Maher CARACTERÍSTICAS: Colorido; Legendado
SINOPSE: Uma "continuação" puramente comercial. Jesse é o novo proprietário de uma velha casa que pertencia a seus pais há cerca de 20 anos atrás até ambos terem sido misteriosamente mortos. Jesse convida uns amigos para uma festa e descobre graças a um tatatatataravô que há uns crânios de cristal escondidos na casa que podem abrir portas para outras dimensões e também ressuscitar os mortos. Para azar do protagonista, outras estranhas criaturas estão atrás dos misteriosos artefatos. Mais comédia do que terror...
CRÍTICAS: Palhaçada. Essa é a palavra-chave de “A Casa do
Espanto 2”. Se o filme original tentava ser um terror
com toques cômicos, o que se vê aqui é bem diferente,
pois essa seqüência pode ser considerada, no máximo, uma
comédia de humor negro. E surpreendentemente, esse filme
consegue ser muito mais engraçado do que a maioria
desses filmes de comédia adolescente que circulam por
aí. Até porque, as partes mais engraçadas são aquelas
que NÃO deveriam ser, o que faz dessa produção uma
pérola do humor involuntário. No início, até se tem a impressão de algo sério, sendo que ocorrem duas mortes já nos primeiros instantes. Pura enganação. O que se vê no filme inteiro é um infindável corre-corre, com muita pancadaria, trapalhadas, desencontros, e o desfile dos mais insólitos personagens, como bárbaros (!), pistoleiros do Velho Oeste (!!), sacerdotes astecas (!!!) e até dinossauros (!!!!). E o mais curioso é que essa loucura toda foi produzida pelo mesmo Sean Cunningham (Sexta- feira 13) do filme anterior, e o roteiro também foi escrito pelo mesmo Ethan Wiley (Colheita Maldita 5), que bolou o enredo do episódio original, e aqui se encarrega também da direção. Vai ver que os caras perceberam que apesar da proposta séria (bem, mais ou menos) do filme anterior, o que acabou agradando ao público foi mesmo as partes cômicas, e então decidiram avacalhar de vez. A trama do filme é mais ou menos a seguinte : Jesse (Arye Gross, de “Minority Report – A Nova Lei”) e sua namorada Kate mudam-se para uma enorme e antiga mansão, deixada como herança pelos seus pais, mortos em circunstâncias misteriosas há 25 anos. Logo na primeira noite na nova casa, eles recebem a visita do amigo Charlie (Jonathan Stark, de “A Hora do Espanto”) e sua namorada, que irão transformar o cotidiano da mansão em uma permanente confusão. Nota-se, que não existe nenhuma relação entre esse filme e o original. As coisas começam a ficar realmente esquisitas quando Jesse e o amigo decidem desenterrar o seu tataravô, na esperança de encontrar uma antiguíssima caveira de cristal, que na verdade é um amuleto sagrado da cultura asteca, com o poder de abrir portais para outras dimensões e até ressuscitar os mortos. Para o seu próprio espanto, a dupla encontra não só a caveira, mas também o tataravô de Jesse, transformado em um morto- vivo cheio de disposição e energia. É a partir daqui que o filme descamba definitivamente para a comédia, pois Gramps, o tal tataravô (Royal Dano, do hilário “Palhaços Assassinos”), é muito engraçado, e literalmente rouba a cena, se tornando de longe o personagem mais interessante da trama. Para se ter idéia, Gramps começa a dar uma de filósofo, criticando a poluição do mundo atual (“as estrelas brilhavam mais nos velhos tempos”), a televisão (“que porcaria! Tantos canais e nada de bom para se ver!”), e os figurões americanos (“esse Ronald Reagan é um marica! Não teria agüentado nem dez minutos nos velhos tempos!”). A dupla de amigos decide manter Gramps escondido no porão da casa, e tudo correria bem, se em uma festa à fantasia promovida por Charlie, a caveira sagrada não tivesse sido roubada por um bárbaro vindo de outra dimensão ! Desse momento em diante, Jesse e Charlie embrenham-se em uma louca aventura para recuperar a caveira e mantê-la longe das forças do mal, que rondam incessantemente a velha mansão com o intuito de utilizar o objeto sagrado para fins maléficos. Sem dúvida, um dos pontos altos dessa esculhambação, é quando, durante a festa, aparece Kane Hodder (sim, ele mesmo, o Jason !) usando uma ridícula roupinha de gorila. Tudo que o futuro astro faz aqui é levar um soco na cara, ser arremessado escada a baixo e sair de cena. Surreal. Na verdade, é difícil parar de rir durante esse filme, pois mesmo o ator escalado para interpretar o galã da história tem uma cara de idiota tamanha, que certamente faria inveja para qualquer protagonista de “American Pie”. E as cenas das lutas ?! Com certeza, nem Renato Aragão e sua turma conseguiriam parecer tão desengonçados. Também é impossível não achar graça do fato de que todos os carros que aparecem acabam batendo em um poste na entrada da mansão. O poste cai e instantes depois lá está ele de novo, em pé, pronto para ser derrubado pelo próximo carro. E como se não bastasse, lá pelas alturas do filme aparece um filhote de pterodátilo, tão mal feito que chega a lembrar o papagaio “Loro José”, da Ana Maria Braga. Sem falar em um monstrinho que Gramps adota, e que tem corpo de centopéia, cara de gremlin, e late como um cachorro (valha-me Deus!) . E por falar em Gramps, ele passa o filme todo apanhando dos tipos mais esquisitos, sem nunca se abalar. Basta tomar uns goles de cerveja e tudo fica bem de novo. Até que em um momento, Bippy (o monstrinho com cara de gremlin) aparece de surpresa saindo do escuro, e Gramps grita “Bippy, seu danadinho! Quase me mata de susto!”. Como se ele já não estivesse morto ! É de se rachar de rir ! No mais, o filme é bem irregular, com cenografia e produção oscilantes, sendo que em alguns momentos o que se vê até empolga, mas em outros, em compensação, a coisa despenca de tal forma que até parece proposital. Um exemplo disso é a cena do cemitério, tão tosco que parece querer rivalizar com aquele de “Plan 9 fron Outer Space”. Outro aspecto negativo se refere a personagem Kate (interpretada pela bela Lar Park Lincoln), que simplesmente some da metade do filme em diante, nos privando de apreciar seus belos olhos azuis. Se você quiser dar muitas risadas, não deixe de assistir, pois vale a pena. Agora, se a sua intenção for ver algo assustador, passe longe, pois até “A Família Adams” causa mais “espanto” que esse filme. André Bozzetto Junior COTAÇÃO: "Muito mais engraçado que o primeiro e muito menos assustador. Definitivamente não deve ser levado a sério. " Gabriel Paixão NOTA: "Pelo ano que ele foi lançado eu acho bom, não pelo terror mas pela tentativa de faze-lo... " Carlos NOTA: "O filme mais parece comedia! O passaro pre-historico, a minhoca-cachorro, o defunto dirigindo o carro!! fala sério né?? o 1º filme foi indiscutivelmente mais tenso. Se o 3º e 4º filme(ainda nao assisti)forem como o 1º, a série está salva,mas tudo na vida tem sua excessao né! em Matrix, o 3º devia fechar c chave-de-ouro,mas.... um abraço a todos!!! " Eduardo Marinho NOTA: "HAHAA quase morri de rir desse filme,ele é bem legal é um belo exemplo para o genero "terrir" " Thales Oss NOTA: Envie sua crítica ou opinião sobre este filme e ela será publicada aqui! |