ANO DE LANÇAMENTO
1989 (Itália)
DIRETOR

Michele Soavi

ELENCO
Hugh Quarshie
Tomas Arana
Barbara Cupisti
Asia Argento
Feodor Chaliapin Jr.
Antonella Vitale
Giovanni Lombardo
Roberto Corbiletto
ROTEIRO

Lamberto Bava
Fabrizio Bava
Dario Argento
Nick Alexander
Franco Ferrini
M.R. James
Dardano Sacchetti
Michele Soavi

PRODUÇÃO

Dario Argento
Mario Cecchi Gori
Vittorio Cecchi Gori

FOTOGRAFIA

Renato Tafuri

EDIÇÃO

Franco Fraticelli

LANÇAMENTO NA ITÁLIA:

10 de março de 1989

DISTRIBUIDORA:

Look Vídeo

A CATEDRAL
(The Church / Chiesa, La)


Visitantes liberam um mal interrado num interior de uma sombria igreja e agora são obrigados a enfrentar demônios para sair vivo do terrível local....para os fãs do horror italiano um prato cheio...

CRÍTICAS

Os inquietos espíritos dos cavaleiros teutônicos medievais (ordem religiosa formada para a defesa dos peregrinos pós-cruzadas, mas que rapidamente se desvirtuaram de suas origens e se tornaram conhecidos pela crueldade e sadismo com que combatiam aqueles acusados de heresia e/ou bruxaria) vivem nos subterrâneos de uma catedral e infernizam a vida daqueles que lá trabalham: os três padres (um velho conservador, um pedante e outro bem-intencionado); o sacristão e sua família (mulher e filha); e os contratados temporariamente: um megalômano bibliotecário e uma restauradora distraída que parece se interessar mais por revistinhas do Mickey Mouse a uma tradução de descoberta arqueológica. Também não escaparão à sanha dos espectrais teutônicos um incauto grupo de estudantes, bem como os noivos e convidados de um casamento.

Produção italiana, ao que parece, feita para o mercado norte-americano - e nada mais justo: A Catedral (mesmo se tratando de uma produção caríssima se comparada à outras de Soavi e Argento), possuiu orçamento infinitamente inferior à média das produções estadunidenses, e não fica nada a dever aos similares ianques. Pelo contrário, chega a superar quase tudo que já foi feito em Hollywood em todos os tempos. Um delírio visual (aca)chapante, efeitos bagaceiros gore em profusão, a visualização de um demônio que me fez lembrar o clássico Haxän, tudo isso e, como se não bastasse, na seqüência inicial há uma reprodução histórica da Idade Média que me deixou tontinho, tontinho, embasbacado. Já coloquei este filme na minha prateleira de favoritos.

José Salles