Pet Sematary
ANO: 1989 PAÍS: EUA DURAÇÃO: 103 minutos DISTRIBUIDORA: CIC DIREÇÃO: Mary Lambert ELENCO: Dale Midkiff; Fred Gwynne; Denise Crosby; Blaze Berdahl; Miko Hughes; Brad Greenquist; Michael Lombard CARACTERÍSTICAS: Colorido; Legendado
SINOPSE: Médico e sua família se mudam para uma pequena cidade do interior de Chicago. Quando o gato de estimação da família morre atropelado, ele enterra o animal num cemitério índio, que tem o poder de ressuscitar tudo o que for deixado naquele terreno amaldiçoado. Da obra de Stephen King.
CRÍTICAS: Quem nunca teve um animal de estimação? Um bichinho amigo, que nos acompanhou na infância e a deixou um pouco mais divertida. O cachorro companheiro, cúmplice de nossas traquinagens, o gatinho sempre disposto a deitar-se em nosso colo e passar um pouquinho de tempo conosco, aquele hamster peralta correndo em sua jaula.
Eu particularmente nutro boas lembranças de meus animais de estimação: possuíamos até um cemitério especial para estes nossos companheiros no quintal de minha casa. E é justamente sobre um cemitério de animais que irei falar agora. "Cemitério Maldito (Pet Sematary)" foi a primeira adaptação para as telas de um livro de Stephen King que teve roteiro adaptado pelo próprio escritor. Baseado em um de seus melhores romances, "O Cemitério", esta produção não faz feio e é uma das adaptações mais rentáveis do Sr. King, com lucros em torno de $80 milhões. Afinal não é qualquer filme de terror que aparece com cacife suficiente para ser considerado clássico dentro do gênero. As adaptações de King para o cinema, sempre são recebidas com um pé atrás. Já foi lançada muita porcaria estampando o nome do diretor acima do título. "Cemitério Maldito" é aquele tipo raro de adaptação, que funciona tão bem na tela quanto nas páginas do livro, caso semelhante aconteceu no filme "Vôo Noturno". Parte do crédito pode com certeza ser passado à diretora Mary Lambert, mais conhecida por dirigir clipes polêmicos da cantora pop Madonna. Ela soube dirigir muito bem cenas que, se filmadas de maneira errada ou exageradas, poderiam perder o encanto e o crédito de assustar de verdade, como poucos filmes conseguem fazer. Uma das exigências de King para que a história pudesse sair das páginas do livro para a telona foi a total fidelidade ao seu roteiro, exigência essa feita em razão do filme "O Iluminado" ter sido praticamente reescrito e ficado muito diferente de seu livro. Em compensação, essa produção ganhou toques de genialidade incomparáveis do grande mestre Stanley Kubrick, o que deve ter deixado o escritor com uma certa inveja. Se isto é um ponto positivo já é outra história, pois temos filmes que seguem a risca a cartilha ditada pelo King e mesmo assim não dão certo. Felizmente "Cemitério Maldito" é exceção à regra. Este filme tem o mérito de provocar certas emoções no telespectador que muitos filmes de hoje em dia nem sequer tentam fazê-lo. Medo, angústia, pena e compreensão são algumas das muitas variações de sentimentos que passamos, chegando ao fim com uma total satisfação e uma lição valiosa passada pelo velho personagem Jud Crandall: "Às vezes a morte é melhor!". O médico Luis Creed (Dale Midkiff) e sua família composta pela sua bela esposa Rachel Creed (Denise Crosby), a sua filha espertinha Ellie Creed (Blaze Berdahl), o caçulinha Gage Creed (Miko Hughes - o garotinho filho de Heather Langenkamp em "O Novo Pesadelo", que sofreria horrores na garra do famoso molestador de criancinhas Freddy Krueger.) e o gatinho de estimação de Ellie, Winston Churchill, ou apenas Church (foram utilizados 7 gatos para fazer o papel do Church, desculpe senhores eu não sei o nome real de cada um deles) estão se mudando para o interior por motivos profissionais. Ao chegarem em sua nova casa são recepcionados pelo vizinho boa praça Jud Crandall (Fred Gwynne - o eterno Herman Munster da série de TV "Os Monstros"), que os alerta sobre o perigo da estrada que passa em frente, onde os caminhões que por ali trafegam não parecem respeitar limites de velocidade e também os avisa que atrás da casa existe um cemitério de animais, onde as crianças que perdiam seus bichinhos em decorrência dos velozes caminhões eram todos enterrados ali. Jud os leva para conhecer o cemitério. Ao chegar deparam-se com uma placa escrito -Pet Sematary-, escrito com a grafia incorreta - já que o certo seria Pet Cemetery (Cemitério de Animais) -, pois quem construiu o cemitério foram crianças. No local a pequena Ellie começa a fazer perguntas sobre a morte, Jud tenta responder a todas tentando mostrar à menininha que ela não deve temer a morte. Um dia em seu trabalho Luis se depara com um garoto que foi atropelado: essa é a primeira cena gore do filme. O rapaz se chama Victor Pascow (Brad Greenquist) e teve parte de sua cabeça destruída, que é mostrada sem piedade do telespectador. Quando Luis vai examinar o garoto já estava morto ao chegar, se depara com uma situação um tanto apavorante. Com o suicídio da empregada da família, Missy Dandridge (Susan Blommaert), aparecem mais minhoquinhas na cabeça da garota. Aqui King brincou com algo que é um verdadeiro tabu para as pessoas, explicar a morte para as inocentes crianças. Como todos sabemos, crianças se apegam facilmente à pessoas e animais. Como explicar para elas para onde uma pessoa vai quando morre, se nem nós temos certeza disto? Como fazê-las aceitar o fato que nada é para sempre e isto não depende de nossa vontade? Aqui nós não obtemos estas respostas, mas aceitamos tudo o que vem pela frente pelo simples fato de que eu ou você faria o mesmo no lugar dos envolvidos. No feriado de ações de graças, Rachel viaja com as crianças para passar os festejos com seus pais. Luis fica em casa e recebe um telefonema de Jud dizendo que havia um gato muito parecido com os deles morto em frente de sua casa, era o pobre Church. Sabendo que filha de Luis não reagiria bem, Jud leva Luis e o finado Church para um cemitério de antigos índios Mic-Mac, onde enterra o gato e ele volta à vida, mas ele não volta o mesmo: de um gato manso e carinhoso, ele se torna arisco e selvagem e, como a própria Ellie viria a dizer depois, "ele fede". Parece que tudo voltou ao normal, todos estão felizes novamente. Estão todos fazendo um piquenique em frente de casa, Luis está ensinando o pequeno Gage a empinar pipa, neste mesmo instante é mostrado um caminhoneiro descendo a estrada ao som de "Sheena is a Punk Rocker". Totalmente distraído com a música ele pisa no acelerador cada vez mais. Em um momento de distração de Luis, Gage perde a pipa e começa a ir atrás dela em direção da estrada. Este é um dos momentos mais dramáticos do filme: nós passamos por uma angústia muito grande e um sentimento de impotência por não poder correr atrás do garotinho, assim como seu pai tentou ao ver que ele se aproximava da morte. O caminhão atropela Gage e vemos então o desespero de Luis. É impressionante como ficamos tristes e com um nó na garganta ao assistirmos esta cena pela primeira vez. Não é mostrado uma gota de sangue. Tudo o que vemos é o tênis de Gage no meio da estrada, mas a sensação é de que presenciamos tudo. Parece que nós observamos um acidente horrível sem ao menos vermos o seu resultado. Sem sombra de dúvidas é uma das cenas mais impressionantes do cinema de terror já feita. Com a morte de Gage o desespero toma conta de Luis, a família desmorona, o que fazer agora? A atitude que Luis toma é a atitude que todos nós tomaríamos caso tivéssemos chance. Ele leva seu filho ao cemitério, ele volta a vida, mas ele não é o mesmo Gage... O filme ainda conta com mais alguns sustos até o seu final, e com a ótima interpretação do pequeno ator Miko Hughes na época com apenas 2 anos de idade. Certas cenas o substituíram por bonecos, mas em sua última cena, devo confessar que chegou a descer uma lágrima deste marmanjo que vos escreve. King mostrou tanto no livro, quanto no filme, como os homens são frágeis diante deste assunto. Como negamos o fato que um dia, tudo acaba e passamos deste estágio para um próximo, ou até mesmo para a total inexistência. Todos temos medo de encarar isto de frente. Se tivéssemos uma chance de sermos ressuscitados após a morte, será que gostaríamos de voltar a viver? Como diz a música do grupo de punk rock "The Ramones" ao subir os créditos finais: "I don't want to be buried in a Pet Sematary, I don't want to live my life again." "Eu não quero que me enterrem no Cemitério de Animais, Eu não quero viver minha vida novamente." Dúvidas lançadas por um escritor, que nem sempre acerta, mas quando consegue, não faz feio. Gênesis Ramone COTAÇÃO: "Filme maneríssimo! É o único filme que tem a ver com Stphen King que ahcei bom (pq o resto é tudo porcaria!). Já entrou na minha lista de filmes favoritos. Eu tb me amarro na atriz!! Pena ela morrer... " Fernando de Carvalho NOTA: "O melhor filme da melhor obra do Rei King. " Bruno Silva NOTA: "Ótimo, o filme é bastante assustador e dá muito medo. A primeira vez que eu vi não dormi. " Felipe Henrique F. Garcia NOTA: "Tirando o atentado à minha sanidade que fizeram quando dublaram para o português, o filme é perfeito! " Naya Ferraz NOTA: "leal ao livro "o cemiterio"esse negocio de reviver pessoas mortas eh muito macabro nota 10 para o mestre..king" " Cleiton Costa da Silva NOTA: "O filme é fantástico, destaque para trilha do "RAMONES" " Patrick NOTA: "O Filme é D+ e ainda tem Ramones na hora do atropelamento do garoto... Acho que não conheço quem não goste deste filme... " Fabrício Paulo da Silva NOTA: "É UM DOS MELHORES FILMES DE TERROR JÁ VISTOS. " Marcos Fábio NOTA: "QUEM DIRIA QUE A CLIPEIRA MARY LAMBET DIRIGIRIA UM FILME TÃO ESPETACULAR. FÃ INVENTARIADA DA OBRA DE STEPHEN KING, MARY CONSEGUIL PASSAR O CLIMA DO LIVRO PARA O FILME. O FINAL É MACABRÍSSIMO!!! " Danilo Gonçalves NOTA: "o filme é d+,e dá medo até em adultos. " Peter de Goes Garcia NOTA: Envie sua crítica ou opinião sobre este filme e ela será publicada aqui! |