CALAFRIOS
Shivers

ANO:   1975
PAÍS:    Canadá
DURAÇÃO:    110 minutos
DISTRIBUIDORA:    Continental Home Vídeo
DIREÇÃO:   David Cronenberg
ELENCO:     Paul Hampton, Joe Silver, Lynn Lowry, Allan Migicovsky, Susan Petrie, Barbara Steele, Ronald Mlodzik, Barry Baldaro, Camil Ducharme, Hanka Posnanska, Wally Martin, Vlasta Vrana, Silvie Debois, Charles Perley, Al Rochman
CARACTERÍSTICAS:    Colorido; Legendado/Dublado


SINOPSE:
     Num condomínio fechado localizado em uma bela ilha canadense, os turistas estão lentamente cedendo à loucura. Um estranho vírus toma conta de seus corpos , infectando a todos. Os sintomas são incontroláveis: homens e mulheres são acometidos de acessos de violência e desejo... Não há como escapar, nem onde se esconder ...Enfim, entregam-se a um comportamento sexual animalesco e bizarro. Nonsense, humor penetrante, terror e morte, o filme mais escatológico de Cronenberg. Neste filme a mortal epidemia ganha contornos de uma doença altamente contagiosa, que hoje em dia poderíamos associar com o HIV e a guerra biológica.


CRÍTICAS:     "Shivers" marcou em 1975 o começo da carreira do cineasta canadense David Cronenberg em longa metragens. Ele vinha de dois curtas, "Stereo" e "Crimes of the Future", bastante raros hoje em dia, mas é em "Shivers" que o estilo de Cronenberg já aparece. Isso desde os letreiros iniciais, em que uma música gélida serve de contraponto à apresentação de um enorme prédio habitacional, que é onde a história irá se passar. O clima de limpeza, típico de uma cidade como Toronto, ajudou a definir, em certos momentos, o cinema de Cronenberg como "médico", pois, mesmo com escatologia abundante os ambientes sempre estão limpos. O mesmo vale para sua estréia.

O filme abre, já nesse condomínio de luxo, com um cientista maluco atacando uma garota. Ao que parece, esse cientista desenvolveu um organismo, algo como mutantes parasitas, como substitutos para órgãos no corpo humano. O problema é que o sujeito descobre que seu plano não funcionou muito bem, e os pequenos vermes afetam o sistema nervoso das pessoas que os hospedam, as transformando em escravas de seus próprios desejos sexuais e violência animal. Após deixar a garota inconsciente, abre sua barriga com um bisturi, e logo em seguida comete suicídio. Mas que bonito, cria o problema e deixa o pepino na mão dos outros. No caso, os habitantes do local.

Enquanto isso, Roger (Paul Hampton) está em um dos apartamentos escovando os dentes, quando tem terríveis espasmos. Aos poucos, nos dias seguintes, uma fenda semelhante a uma vagina começa a nascer em seu abdomem. De lá, certo dia, começam a sair alguns desses vermes. O prédio fica infestado desses parasitas. Eles entram em suas vítimas pelos orifícios, e aos poucos o prédio vai se tornando um lar de zumbis tarados por sexo. Pode parecer roteiro de filme trash, mas o fato é que "Shivers", mesmo sem ter a qualidade dos trabalhos futuros do diretor, é um trabalho que já traz algumas das características que lhe são inerentes.

"Shivers" traz toda a escatologia, por exemplo, que foi vista nos posteriores "Rabid" e "Filhos do Mal". Os efeitos especiais são pobres, mas nada que incomode. A crítica na época o definiu como uma variação do tema de "A Noite dos Mortos Vivos" (68), só que adaptada ao estilo de Cronenberg. Embora mais simples do que se espera, é um item importante em sua filmografia. Só não espere muito.

Carlos Afonso

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COMENTÁRIOS

"Não vi mas me parece bem interessante. "
Claudia Faria

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