ANO DE LANÇAMENTO
1981 (Itália)
DIRETOR

Lucio Fulci

ELENCO
Katherine MacColl
Paolo Malco
Ania Pieroni
Giovanni Frezza
Silvia Collatina
Dagmar Lassander
Giovanni De Nava
ROTEIRO

Elisa Briganti
Lucio Fulci
Giorgio Mariuzzo
Dardano Sacchetti
H.P. Lovecraft (história)

PRODUÇÃO

Fabrizio De Angelis

FOTOGRAFIA

Sergio Salvati

EDIÇÃO:

Vincenzo Tomassi

LANÇAMENTO NA ITÁLIA:

14 de agosto de 1981

DISTRIBUIDORA:

Reserva Especial

COMENTÁRIOS:

CASA DO CEMITÉRIO, A
(The house outside the cemetery / Quella villa accanto al cimitero)


Um jovem historiador se muda para uma pequena cidade com sua família e passa a morar numa casa que tem fama de ser amaldiçoada. De fato, depois de algum tempo, estranhos fatos começam a ocorrer. Ele vê uma menina misteriosa, sua mulher encontra um caixão num dos quartos da casa e, em seguida, pessoas são mortas violentamente, deixando um rastro de sangue, terror e mutilação.

CURIOSIDADES

- A CASA DO CEMITÉRIO originalmente se chamava apenas FREUDSTEIN - nome de personagem-chave da trama.

- O filme dura 87 minutos originalmente, mas a versão lançada no Brasil é a americana, com apenas 82 minutos. Curiosamente, toda a violência está presente na obra. O que acontece é que os americanos cortaram algumas cenas onde os personagens de Paolo Malco e Katherine MacColl discutiam, mostrando a degradação do casamento da dupla. A distribuidora ianque resolveu cortar estas cenas para tirar a tensão matrimonial, fazendo o espectador acreditar que a família continuava feliz lutando contra os mistérios sobrenaturais da casa, como é mostrado em filmes tipo POLTERGEIST.

- A versão lançada na Inglaterra, onde os censores são muito rigorosos, tinha ainda mais 7 minutos e 27 segundos de cortes, todos eles em cenas de violência ou nojeira. A poda foi tamanha que esta versão censurada quase nem mostrava os personagens morrendo!

- Nos anos 80, o filme foi lançado nos EUA pelo selo Vestron com um erro grosseiro: cenas editadas fora de lugar, sabe-se lá como. Isso tornava praticamente impossível entender a história, já que personagens mortos em determinada cena apareciam vivos e alegres logo depois.

- A versão americana lançada recentemente pela Anchor Bay é a única cópia totalmente "uncut" do filme, com as cenas de briga entre Norman e Lucy Boyle e toda a sangreira. Inclui, ainda, uma cena cortada de todas as outras versões, e que se passa logo após Norman matar o morcego que o tinha atacado: a câmera de Fulci dá um close no bicho esquartejado, passa lentamente pela família em estado de choque e pára na cara assustada de Lucy, que grita, em desespero: "Eu não vou ficar mais nem um minuto nesta maldita casa!".
- Apresentando uma cópia de ZOMBIE falada em italiano e sem legendas, em uma convenção de filmes de horror realizada nos Estados Unidos, em 1994, Lucio Fulci dizia que os espectadores não precisavam se preocupar em entender o que os personagens estavam falando, pois seus filmes valiam pelo visual e pelo clima, não pela história.

- Fulci disse, também, que adorava matar a atriz Daniela Doria - que, em A CASA DO CEMITÉRIO, interpreta a garota assassinada logo no começo, com o facão atravessado na cabeça. Daniela foi morta violentamente em outros três filmes do diretor: PAVOR NA CIDADE DOS ZUMBIS, BLACK CAT e NEW YORK RIPPER - neste último, ela é amarrada nua a uma cama e tem o bico do seio e o olho lentamente mutilados por um assassino usando uma gilete.

- O diretor teve seu nome indicado para "melhor realização" por A CASA DO CEMITÉRIO no Festival de Cinema Fantástico Fantasporto, de Portugal, em 1983, mas não ganhou o prêmio. O vencedor foi o espanhol Bigas Luna, diretor de CANICHE.

- O pôster mais famoso e usado do filme, adotado também no Brasil, mostra um tipo cabeludo com um enorme facão e um olhar maléfico, mas esta figura não tem nada a ver com o filme!