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ANO DE LANÇAMENTO |
| 1997 (Canadá) |
| DIRETOR |
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Vincenzo Natali
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| ELENCO |
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Lionel Atwill Fay Wray Glenda Farrell Frank McHugh Gavin Gordon
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| ROTEIRO |
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Vincenzo Natali André Bijelic Graeme Manson
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| PRODUÇÃO |
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Mehra Meh Betty Orr
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| FOTOGRAFIA |
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Derek Rogers
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EDIÇÃO:
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John Sanders
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LANÇAMENTO NO CANADÁ:
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9 de setembro de 1997
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DISTRIBUIDORA:
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CIC Vídeo
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COMENTÁRIOS:
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"È muito bom esse filme! È muito intrigante e inteligente! Vale a pena assistir!" (Zito Tenorio)
"Esse filme é muito original, surpreendente! Um final em aberto que deixa o espectador com um sorriso no rosto" (Danilo Gonçalves)
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CUBO (Cube)
Seis extraordinárias pessoas (expert em matemática, um engenheiro, um policial, um trabalhador social, ex-presidiário e um rapaz excepcional) acordam presos em um labirinto de cubos interligados sem a menor aparência de fuga. Eles não sabem porque estão lá e porque foram escolhidos. Não há comida, nem água e algumas salas contêm armadilhas mortais de última geração. Passado o pânico inicial, eles descobrem que suas habilidades podem ser úteis para encontrar uma saída daquele labirinto, mas para isso terão que trabalhar juntos. Será que conseguirão escapar com vida dessa terrível armadilha?
CRÍTICAS
É tão raro ver filmes inteligentes, intrigantes e, principalmente,
diferentes hoje em dia que, quando eles aparecem, só podemos dar
nota 10 direto. É o caso desse "Cubo", uma pequena obra-prima do
final dos anos 90 que foi e ainda é injustamente criticada por um
tipo de espectador acostumado a espetáculos made in Hollywood, ou
seja, tudo explicadinho tintim por tintim.
Sem qualquer explicação lógica, o filme começa direto dentro de um
enorme cubo, onde um grupo de sete pessoas acorda vestindo um
uniforme idêntico contendo apenas o seu nome. Elas não sabem onde
estão e nem como foram parar ali. O cubo é composto por milhares de
pequenas salas coloridas, onde não há nada além de paredes e quatro
portas que levam para outras salas idênticas, algumas com armadilhas
mortais, como as pobres vítimas vão descobrir da pior forma possível.
O filme já começa atordoando o espectador: um dos prisioneiros entra
em uma das salas e é atingido por uma enorme grade invisível,
desmoronando em pedaços quadriculados [nota do autor: esta cena foi
copiada posteriormente, com a grade sendo substituída por um laser,
em "Resident Evil - O Hóspede Maldito"].
Logo fica óbvio para o grupo (e para o espectador) que cada
integrante do "time" tem uma capacidade especial que permitirá
encontrar a saída. Basta, para isso, que se unam para procurar uma
forma de escapar daquela imensa prisão.
Como o ser humano é um bicho bem esquisito, esta união será
impossível, por um motivo ou outro, e acabará em violência e inútil
derramamento de sangue. Logo, a conclusão é que o verdadeiro vilão
não é o cubo labiríntico e nem as armadilhas, mas o próprio ser
humano, que mata por paranóia, medo e vaidade.
A grande jogada de "Cubo", além de deixar o espectador em suspense o
tempo inteiro, é fazer pensar. Sua mensagem sempre será atual (ainda
mais hoje em dia), pois mostra que a relação entre os seres humanos
é marcada por mesquinharias, intrigas e violência, seja dentro de um
cubo gigante, seja no Afeganistão, seja no Rio de Janeiro... [nota
do autor: ou no Iraque, mais recentemente]
O espetáculo também é assustador pelo cenário claustrofóbico, pois o
filme se passa totalmente em salas minúsculas e iguais, mudando
apenas a cor entre elas e a existência ou não de armadilhas.
Nunca é explicado quem construiu o cubo ou o porquê, muito menos
como as pessoas foram parar ali. Mas isso, sinceramente, não
interessa e não influi no andamento do filme. Até o final é aberto,
para que o próprio espectador imagine o que acontecerá, sem dar uma
mínima idéia do destino dos personagens.
Por isso mesmo, "Cubo" não é indicado para os indigentes mentais e
espectadores com preguiça de pensar. Eles certamente darão nota zero
para o filme porque não vão receber tudo mastigadinho em uma
bandeja. Mas que é um dos mais curiosos filmes dos últimos anos, ah,
como é!
[Diferente do "Cubo 2: Hipercubo", que tenta soar propositalmente
complicado e misterioso como o sucessor, mas só consegue ser idiota
e decepcionante.]
Felipe M.Guerra
COTAÇÃO:   
CURIOSIDADES
- Cubo foi filmado em apenas uma pequena sala (14 x 14), onde eram trocados os painéis para dar a idéia de mudança de sala.
- Todos os personagens possuiam nomes de presídios pelo mundo: Quentin (San Quentin, California), Holloway (England), Kazan (Russia), Rennes (France), Alderson (Alderson, West Virginia), Leaven e Worth (Leavenworth, Kansas). Ainda bem que não colocaram nenhum Bangu I....
- Não somente tinham nomes de prisão como também suas personalidades refletiam tais prisões. Por exemplo, Kazan (o personagem com problemas mentais) é o nome de uma desorganizada prisão Russa; Rennes (o mentor) é o nome de um presídio francês que serviu de molde para muitas outras; Quentin (o detetive) é um presídio conhecido por sua brutalidade; Holloway é uma presídio feminino; Alderson é conhecido por seu isolamento como forma de punição...
- Produção canadense de 1997, Cubo representa uma renovação na ficção-científica e foi premiado no Festival de Toronto. Ganhou também o Fantasporto, festival de filmes de terror de Portugal.
- O diretor Vincenzo Natali tem apenas 31 anos e filmou Cubo quando estava com 27.
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