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ANO DE LANÇAMENTO |
| 1998 (EUA) |
| DIRETOR |
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Brian Yuzna
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| ELENCO |
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Corbin Bernsen
Jillian McWhirter
Jeff Doucette
Susanne Wright
Jim Antonio
Lee Dawson
Wendy Robie
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| ROTEIRO |
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Richard Dana Smith Dennis Paoli Stuart Gordon Charles Finch
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| FOTOGRAFIA |
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Jürgen Baum
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| PRODUÇÃO |
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Pierre David Bruce David Eisen Noël A. Zanitsch
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| EDIÇÃO |
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Christopher Roth
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LANÇAMENTO NOS EUA:
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11 de dezembro de 1998
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DISTRIBUIDORA:
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CIC Vídeo
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DENTISTA 2, O (The Dentist 2)
O dentista psicótico chega a uma nova cidade. E não demora para que estranhos e sanguinolentos crimes comecem a assolar a localidade.
CRÍTICAS
Em 1996, quando Brian Yuzna dirigiu o 'O DENTISTA', seu filme sobre tortura dentária, o sucesso pareceu iminente, afinal com um bom suporte de roteiro e elenco, trouxe um filme acima da média, com suspense e sangue na medida certa. Diversão ligeira, esquecível e nossas consultas não seriam mais as mesmas. E quando a continuação parecia inevitável criou-se expectativa, afinal Brian Yuzna também ficaria com a direção da seqüência e dois anos depois do original, não havia mais dúvidas que seria mais uma excelente realização. Talvez por isso a força da decepção tenha sido tão grande, não que o filme seja ruim de todo, não é isso, só que vindo de quem veio era de se esperar muito mais.
Após os eventos do final do filme anterior, o Doutor Alan Feinstone (Corbin Bernsen novamente no papel) foi preso em uma clinica psiquiátrica e agora durante uma entrevista com a psicóloga local ele arma sua fuga, colocando-a como refém utilizando uma lâmina que escondeu sob a pele - só não me pergunte onde ele arranjou isso e como ele colocou isso lá.
Pretendendo estabelecer um novo começo para sua vida, foge para Paradise, uma típica e pacata cidadezinha no interior dos Estados Unidos e sob uma identidade falsa plantada a muitos anos, resolve voltar a ter uma vidinha calma e longe de problemas. Só que sua ex-esposa Brooke (Linda Hoffman reprisando sua personagem no filme anterior) agora com o sobrenome Sullivan, não quer esquecer do ocorrido e pretende encontrar e se vingar do homem que cortou sua língua e arrancou seus dentes no filme anterior. E para alcançar seu objetivo, contrata o detetive particular Jenkins (Ralph Martin) para localizá-lo, baseado em cartões postais que estavam na clínica psiquiátrica.
Alan que agora atende pelo nome de Lawrence Caine, após um incidente profissional, acaba matando acidentalmente o dentista local e é convencido a substituí-lo e montar um novo consultório. O tempo passa e se sente atraído cada vez mais pela bela Jamie Devers (Jillian McWhirter, trabalhou com Yuzna também em ‘PROGENY’), sobrinha do dono do banco local Jeremy Wilkes (Jeff Doucette, do filme..cof..cof…‘MANGLER 2’), ela aparentemente vai cedendo, o seu consultório vai se tornando cada vez mais popular, Lawrence começa a se esquecer das atrocidades que fez no passado se tornando um homem são e pacífico, os pássaros cantam, a brisa é calma e a grama é verde, ou seja, está tudo um paraíso em Paradise (redundante, eu?).
Como não estamos em Everwood, as coisas começam a ficar muito complicadas novamente quando Alan/Lawrence recebe a visita de um homem falastrão (Clint Howard, irmão do diretor Ron Howard de ‘O CÓDIGO DA VINCI’), que o reconhece e o dentista é obrigado a matá-lo para que sua "identidade secreta" fique intacta (apesar que se eu encontrasse com um homem tão chato e irritante como ele, eu mesmo daria um jeito nele). Para piorar as coisas, Bev Trotter (Susanne Wright), uma desconfiada funcionária do banco, começa a investigar as circunstâncias da morte do antigo dentista e o passado de Lawrence Caine, além disso começa a sentir ciúmes de Jamie com seu amigo apaixonado Robbie Mauro (Lee Dawson) e teme que aconteça a mesma coisa que houve com sua esposa.
E para complementar a delicada situação do doutor, o detetive consegue achar o local em que ele está e Brooke, sedenta por uma oportunidade de ir a forra, vai ao seu encontro. Todos estas coisas vão se empilhando e consequentemente vão trazer o velho e psicótico Alan Feinstone de volta a ativa e desta vez sem nenhuma equipe de policiais em seu encalço.
Falando deste jeito até parece ser um filme legal, entretanto não me convenceu. Pode até agradar alguns pelo gore que só acontece da metade pro final, mas só vai impressionar realmente quem tem pavor de ir ao dentista e ainda sim em uma escala muito menor que no filme anterior. Corbin Bernsen faz novamente um bom trabalho, mas fica devendo um pouco pela carga dramática maior que o roteiro da continuação exige. O restante do elenco é bem ruinzinho e ninguém merece nenhum destaque.
Brian Yuzna pisa na bola entregando o filme com um rítimo muito leeeeeeeeeento que causa uma grande deficiência na construção da tensão e suspense adequados. Para você ter uma idéia, a primeira cena de morte com um impacto real acontece com mais de uma hora de filme! Enquanto isso, o roteiro fica enchendo linguiça com algumas alucinações e diálogos dramáticos que se fossem limadas não fariam a menor diferença. Tem inclusive uma cena em que Alan/Lawrence começa a brigar com Jamie sobre seu envolvimento com Robbie e no auge da discussão acalorada o dentista.... pega uma bucha e começa a limpar o fogão da mulher ?! Ah, fala sério... Depois desse interlúdio enfadonho começa o derramamento de sangue, o filme engrena e o bom ritmo do velho Yuzna volta, mas até lá o estrago está feito. Portanto para não se decepcionar completamente comece a assistir pelos trinta minutos finais.
Apesar de falhas escabrosas no roteiro (como a cidade não ter um policial) escrito pelo estreante e desconhecido Richard Dana Smith, ainda acho que o maior de todos os problemas nesta parte 2 é tentaram transformar o vilão FDP do filme anterior em um anti-herói neste aqui, mais ou menos o que fizeram entre 'O SILÊNCIO DOS INOCENTES' e 'HANNIBAL'. E aquela loucura que tornou Alan Feinstone um assassino cruel e sádico, simplesmente é ignorada sob a explicação de uma suposta dupla personalidade, sendo que a maioria dos seus atos no filme são conscientes e premeditados até os momentos finais em que ele 'lembra' que já foi um doido varrido. De legal mesmo só a capa com a mulher e seus dentes de aço. Uma franquia promissora, um assassino de cinema com bastante potencial que acabou deixando um sorriso amarelo (desculpe, foi inevitável) nos espectadores com um final destes.
HISTÓRIA: 
GORE:  
EFEITOS:  
DIVERSÃO: 
Gabriel Paixão
CURIOSIDADES
- O orçamento foi estimado em 1,8 milhões de dólares.
- Houve um impasse para saber como a personagem de Clint Howard iria morrer, tanto que foi construída uma cabeça inteira de Clint que acabou não sendo usada, pois o diretor Yuzna resolveu utilizar uma agulha retrátil entrando pela orelha do ator.
- A foto no pôster, a mulher com os dentes de aço, foi feita com lâminas de aço reais colocadas sobre um molde de acrílico. Já a que aparece no filme é feita de plástico para não machucar a atriz Linda Hoffman.
- Brian Yuzna foi contatado pelos produtores Pierre David e Amir Malin para uma terceira parte da saga de Alan Feinstone, mas recusou por estar envolvido em outro projeto. A distribuidora Trimark, dos dois primeiros filmes, chegou a anunciar em 2000 a produção de ‘O DENTISTA 3’, porém a idéia foi engavetada e não há previsão para uma retomada da franquia.
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