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Mais uma história sobre futuro pós-apocalíptico, tema usado muito freqüentemente no cinema e que teve seu auge nos anos 80, principalmente em filmes B. Só que esses filmes quase sempre precários quase sempre conseguiam o que esse "Dance of Dead" com seu grande orçamento não consegue em nenhum momento: divertir. |
E infelizmente a maior parcela de culpa vem da direção pesada, preguiçosa e fraca de Tobe Hooper, que já nos deu grandes clássicos como "Funhouse" ou "Poltergeist" mas que nos últimos anos demonstra estar precisando de férias urgentes. Talvez permanentes.
Uma coisa que me irrita em alguns filmes é quando várias situações são jogadas na tela aparentemente sem elo entre elas e que só lá pra metade do filme começam a fazer sentido. Aí já é tarde demais. O filme pode até não fazer muito sentido mas ser tão bom que isso se torna irrelevante, como em algumas obras de Dario Argento, só citando um dos diretores italianos. Mas são exceções. "Dance of Dead" comete seu primeiro erro nisso, ele é muito curto para que os primeiros 15 minutos sejam apenas situações soltas: uma festa infantil onde algo escuro aparece no céu (já falei que os efeitos são horríveis?) e de repente todos começam a queimar, uma menina que trabalha com a mãe num restaurante, dois motoqueiros que atacam velhinhos roubando seu sangue, uma boate modernosa com gays e lésbicas se agarrando enquanto Robert Englund, que é especialista em ganhar papéis com diálogos imbecis, anuncia algo surpreendente e que nunca aparece, corpos de pessoas aparentemente mortas mas que se mexem sendo queimados numa lixeira. Ah, e também temos de meio em meio minuto inexplicáveis "tremidas" de câmera, um dos piores efeitos que já vi e que não fazem nada além de irritar.


Bem, aparentemente houve uma terceira guerra mundial e somente poucas pessoas sobreviveram. Alguns ficaram deformados e são discriminados. A maior fonte de diversão parece ser essa boate e seu maior show: a "dança dos mortos". Sabe-se lá como o sangue que os motoqueiros roubam fazem os cadáveres se mexerem quando tomam uma espécie de choque...e dentro da boate com música fica parecendo que eles estão dançando. Meio bizarro e até interessante apesar de mal desenvolvido.
Os clichês pipocam: temos o bandidinho que não é malvado com os outros(na verdade ele parece um zumbi, péssima atuação), a jovem e inocente menina que se apaixona por ele, a mãe castradora que não deixa ela sair e que obviamente não adianta porque a menina foge, etc...o final então tenta ser surpresa mas é outro clichê, qualquer pessoa saca o que vai acontecer.


Outro ponto negativo é a explícita apologia às drogas. São consumidas todas as drogas do futuro numa viagem interminável de carro e o motorista, apesar de estar tão chapado que dorme mais que dirige, não perde o controle do carro nenhuma vez. Essa cena totalmente sem necessidade dura tanto que até dá vontade de tomar alguma coisa e ver se assim o filme fica mais interessante. Acho difícil.
HISTÓRIA: 

GORE: 
EFEITOS: 
DIVERSÃO:
Antonio R. Filho