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ANO DE LANÇAMENTO |
| 1994 (EUA) |
| DIRETOR |
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Mick Garris
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| ELENCO |
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Molly Ringwald Gary Sinise Jamey Sheridan Laura San Giacomo Ruby Dee Ossie Davis Miguel Ferrer Corin Nemec Matt Frewer Adam Storke Ray Walston Rob Lowe
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| ROTEIRO |
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Stephen King
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| PRODUÇÃO |
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Mitchell Galin Robert Singer
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| FOTOGRAFIA |
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Edward J. Pei
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EDIÇÃO:
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Patrick McMahon
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LANÇAMENTO NOS EUA:
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8 de maio de 1994
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DISTRIBUIDORA:
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Warner
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COMENTÁRIOS:
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"Se você gosta de King tem que assistir este filme, além de ler o livro, claro. O filme é bem bolado e tenso. Tem algumas mudanças, como sempre, mas nada que comprometa. Uma das melhores adaptações do mestre King." (Jeffa)
"Este filme é realmente muito legal,a primeira vez que aluguei o filme passei o domingo inteiro na frente da tv,duas fitas com quase quatro hora cada,mas valeu a pena!" (Fabio Romano)
"Quando saiu o filme, que na verdade é uma mini-série no original, eu já tinha lido o livro! O filme ficou muito bom, claro, que devido ao tamnho do livro, que tem mais de 700 páginas, tiveram que cortar e readaptar muita coisa! Não é meu filme preferido, porém, é o filme do meu livro do SK preferido!
Vale a pena!
L-U-A! É assim que se soletra "lua"! -Tom Cullen (Rs!) " (Marcelo "Rapa" Simões)
"Simplesmente o melhor filme que eu já assisti" (Ednei Ferreira de Almeida)
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DANÇA DA MORTE, A (The Stand)
Vírus mortal espalha-se pela terra, deixando milhões de mortos. É neste cenário desolado que os sobreviventes tomam partido entre o Bem e o Mal. Compilação de minissérie baseada no best-seller de Stephen King.
CRÍTICAS
Se o mundo fosse um lugar mais justo para os fãs de horror, filmes como DAWN OF THE DEAD não seriam refilmados como uma produção de 120 minutos, mas sim como uma minissérie de 12 horas, com tempo de sobra para trabalhar os personagens e o drama de uma situação tão apavorante - o fim da humanidade e da sociedade moderna. Cheguei a esta conclusão depois de ler as mais de mil páginas do livro THE STAND, de Stephen King, lançado no Brasil como A DANÇA DA MORTE.
Para quem tem preguiça de ler, existe nas locadoras uma compilação em duas fitas, com oito horas de duração, da minissérie feita para a TV americana em 1994, baseada no livro de King. A boa notícia: ao contrário de outras adaptações do autor para a TV, como a de O ILUMINADO, esta não é enrolada nem se perde nos efeitos especiais. Na verdade, é fidelíssima ao livro e foi feito um trabalho excelente de adaptação, deixando o espectador com uma vontade enorme de ver a minissérie na íntegra.
A DANÇA DA MORTE é uma história diferente sobre um possível fim do mundo. Não aquele mostrado sempre em outros filmes, com bombas nucleares, e também não há zumbis. Aqui o culpado é um ironicamente pequeno vírus assassino, que escapa de um laboratório de pesquisas do governo e se espalha rapidamente pelo mundo, exterminando a humanidade. Algumas pessoas, entretanto, misteriosamente sobrevivem à doença. Curiosamente, são pessoas boas e más.
Isso tudo será explicado mais tarde: na verdade, o vírus foi uma espécie de preparação para o Armaggedon, a guerra entre o céu e o inferno. Os sobreviventes se dividem em duas facções, uma com os bonzinhos, liderados por uma velha negra, e outra com os malvados, tendo o demônio por líder e Las Vegas como sede (legal não?). Do lado dos bonzinhos temos gente como Gary Sinise, Molly Ringwald e Rob Lowe; do lado malvado, Miguel Ferrer, Laura San Giacomo e Jamey Sheridan.
A DANÇA DA MORTE desenvolve sem pressa a sua trama. Da maneira como a doença se espalha até a paranóia criada pela contaminação, as quarentenas, as pesquisas militares, as mortes em massa, a desgraça, a situação de pânico, lá se vão praticamente as primeiras quatro horas do filme. Esqueça bobagens como aquele EPIDEMIA, de Wolfgang Peterson, onde o "herói" descobre a cura da doença mortal em meia hora depois que sua namorada é contaminada.
Aqui o vírus realmente não tem cura, e somos brindados com cenas de forte carga dramática, como os poucos sobreviventes caminhando, às vezes sozinhos, por cidades vazias, tomadas de cadáveres putrefatos e carros parados nas auto-estradas. Entra também o drama pela falta de comida, pela solidão, pelo medo do desconhecido - uma das melhores situações envolve o prisioneiro vivido por Miguel Ferrer, único sobrevivente em uma penitenciária, que precisa comer um rato cru para não morrer de fome atrás das grades, já que não há ninguém vivo para libertá-lo da cela.
Nesta primeira parte, A DANÇA DA MORTE desenvolve satisfatoriamente os dramas dos personagens centrais, vendo seus amigos e familiares morrerem e o mundo se esfacelando diante de seus olhos, mesmo sabendo-se que muitas cenas foram cortadas (a minissérie tinha 12 horas de duração). Nas três horas seguintes, o filme acompanha as conquistas dos personagens para reconstruir um pequeno mundo onde possam viver, e aí percebemos quanta falta fazem "detalhes" como energia elétrica e comunicações.
É na última uma hora que o filme vai registrar o inevitável confronto entre as facções do Bem e o Mal, mostrando que nem mesmo em um planeta devastado e com poucos sobreviventes a humanidade vai deixar de guerrear. Com pinta de épico, o espectador fica completamente fascinado pela batalha iminente pelo futuro da raça humana e aguarda um final absolutamente apocalíptico. Infelizmente, na hora H, A DANÇA DA MORTE nega fogo, brocha e entrega uma conclusão muito fraca para compensar uma história quase perfeita.
E nem é culpa do diretor Mick Garris, mas a tradicional bananada do escritor Stephen King. O homem tem milhares de fãs e até acerta algumas vezes (os livros "O Cemitério", "Sombras da Noite" e o próprio "A Dança da Morte" são excelentes). Mas convenhamos: King é um autor medíocre na hora de concluir suas tramas. Excetuando-se o final irônico de alguns contos curtos, todos os seus romances terminam mal, e A DANÇA DA MORTE não é exceção.
Felizmente, na adaptação cinematográfica os personagens são muito bem desenvolvidos e interpretados por ótimos atores. Como há um bom tempo de filme e acompanhamos as conquistas individuais de cada um deles, não tem como não se sensibilizar quando algum morre - e vários deles vão morrer. Há uma infinidade de nomes e detalhes para o espectador decorar, mas a história prende a atenção do começo ao fim (e olhe que estamos falando de seis horas de filme!).
Além do final xaropão, A DANÇA DA MORTE tem alguns poucos detalhes bem forçados, como a caracterização do demônio - um tipo motoqueiro, cabeludo e vestido com jeans rasgados -, além dos ridículos efeitos especiais quando ele muda da forma humana para a demoníaca. Mais provoca risos do que sustos, e seria melhor o benefício da dúvida (nunca mostrar o cara se transformando em diabo).
Pelo menos o diretor Mick Garris não se rende aos efeitos especiais, que estragaram uma outra adaptação de King que ele fez para a TV, a de O ILUMINADO. Garris tem prática em trabalhar com TV, já que antes havia dirigido episódios dos seriados CONTOS DA CRIPTA e FREDDY KRUEGER´S NIGHTMARES. Dirigiu, também, o filme CRIATURAS 2 e o péssimo PSICOSE 4, além de SONÂMBULOS, com roteiro de Stephen King.
De qualquer forma, são poucos pontos fracos para uma produção de seis horas que praticamente voam. Mas é fundamental pegar o filme em vídeo, pois a Globo o exibiu numa oportunidade totalmente mutilado, com muitas horas a menos, tornando-o completamente confuso e até suprimindo personagens da edição.
Agora, de lembrar dos personagens andando por cidades devastadas, fiquei novamente pensando em uma versão de 12 horas de DAWN OF THE DEAD... Já pensaram se houvesse tanto tempo para explorar melhor o dia-a-dia e as relações das pessoas presas naquele shopping (que ficaram meio vagas na refilmagem de Zack Snyder), e um bom tempo para mostrar como a humanidade foi para o brejo e os zumbis dominaram o planeta? Pois é, sonhar é preciso...
Felipe M.Guerra
COTAÇÃO:   
CURIOSIDADES
- O livro de Stephen King tem 1.141 páginas e foi transformado em um roteiro de 460 páginas.
- As filmagens duraram 100 dias e foram feitas em seis diferentes Estados americanos, o que foi fundamental para passar uma idéia de apocalipse.
- O filme tem 125 personagens com falas.
- Jeff Goldblum foi convidado para o papel de Randall Flagg (o demônio), mas não aceitou. Assumiu o fraco Jamey Sheridan, quando um ator melhor faria a diferença.
- Grandes atores e celebridades fazem pequenas participações, a maioria sem receber crédito. É o caso de Ed Harris (como um militar), o jogador de basquete Kareem Abdul-Jabbar, a atriz Kathy Bates e os diretores Sam Raimi e John Landis, além do próprio autor Stephen King.
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