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ANO DE LANÇAMENTO |
| 1996 (EUA) |
| DIRETOR |
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Brian Yuzna
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| ELENCO |
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Corbin Bernsen
Linda Hoffman
Michael Stadvec
Ken Foree
Tony Noakes
Molly Hagan
Patty Toy
Jan Hoag
Virginya Keehne
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| ROTEIRO |
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Dennis Paoli Stuart Gordon Charles Finch
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| FOTOGRAFIA |
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Levie Isaacks
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| PRODUÇÃO |
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Pierre David
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| EDIÇÃO |
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Christopher Roth
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LANÇAMENTO NOS EUA:
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18 de outubro de 1996
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DISTRIBUIDORA:
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Luna Vídeo
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DENTISTA, O (The Dentist)
Depois de descobrir que sua esposa o trai, um dentista perde progressivamente o equilíbrio, passando a torturar seus pacientes e funcionários de sua clínica, com sua excessiva preocupação com limpeza.
CRÍTICAS
Tem gente que tem medo mortal de ir ao dentista. Embora não compartilhe desse medo, acho plenamente justificável. Deve-se que se admitir que as brocas, agulhas e todo aparato destes consultórios lembram os antigos instrumentos de tortura da idade média e somada com a sensibilidade dos nervos que tornam a dor de dente uma das mais terríveis que um ser humano pode suportar. Dito isto, os dentistas tornam-se o pivô (sem trocadilhos) de um medo primário moderno que poderia gerar um bom filme de terror.
E pelo potencial que tinha, é de se admirar que só em 1996 um filme sobre um dentista sádico e ensandecido foi feito, cabendo ao experiente diretor Brian Yuzna (A VOLTA DS MORTOS VIVOS 3, PROGENY, FAUST) a tarefa de conduzir uma trama onde passo a passo, um renomado e metódico dentista vai chegando a loucura após descobrir a traição de sua mulher.
Dr. Alan Feinstone (Corbin Bernsen, ‘REFÉNS DA NOITE’ e ‘ENCONTRO COM A MORTE’) é um certinho e estressado dentista casado com a loiríssima e gatíssima Brooke Feinstone (Linda Hoffman) e que, justamente no dia de seu aniversário de casamento, descobre que ela o está traindo com o fortão limpador de piscinas Matt (Michael Stadvec de ‘ÀS VEZES ELES VOLTAM... 2’). A princípio Alan pensa em acabar logo com o assunto dando um tirombaço na cara do sujeito, mas como aí o filme acabaria sem graça, decide ir um pouco mais a fundo na história e descobre que Matt também anda pegando sua vizinha Paula (Lise Simms). Nesta espionagem, Alan acaba soltando acidentalmente o feroz cachorro de Paula e se vê obrigado a soltar um balaço no bicho, atraindo a atenção da polícia, mais especificamente dos detetives Gibbs (o grande Ken Foree, o Peter de ‘DAWN OF THE DEAD’) e Sunshine (Tony Noakes).
Transtornado com os acontecimentos, Alan resolve ir trabalhar em seu consultório onde seus problemas aumentam cada vez mais com a desconfiança de sua funcionária Jessica (Molly Hagan, que também esteve em ‘ÀS VEZES ELES VOLTAM... 2’) e com a visita de Marvin Goldblum (o veterano Earl Boen, que participou dos três filmes da série ‘EXTERMINADOR DO FUTURO’), o corrupto fiscal do imposto de renda que está no pé dele há um bom tempo.
Por sinal, Alan tem em seu consultório diversas salas temáticas, que segundos sua ótica, diverte e distrai os pacientes, tornando uma experiência interativa, calma e sem traumas (como se fosse verdade, hehehe...). E pouco a pouco Alan passa a ter alucinações, vai cometendo atos não muito coerentes com a sua reputação e acaba se enrolando cada vez mais, em uma bola de neve que com certeza vai causar muita dor em seus pacientes.
Mesmo não sendo seu filme mais inspirado e com algumas situações um tanto forçadas na metade final, Brian Yuzna faz um trabalho similar ao de seus filmes mais populares: com uma trama bem trabalhada e bons momentos de suspense, sem nenhum banho de sangue gratuito ou injustificado. Apoiado também pelo bom roteiro que foi escrito por seis mãos: os colaboradores habituais de Yuzna, Dennis Paoli e Stuart Gordon, mais o roteirista Charles Finch, entregando uma história enxuta, rasa e interessante.
Além disso, grande parte dos méritos do filme deve-se à atuação maluca de Corbin Bernsen que interpreta um dentista intelectual e perturbado, que associa seus atos a erradicação das impurezas da raça humana, como se fosse um primo pobre de Hannibal Lecter. Com um pouco mais de empenho, certamente poderia figurar entre os grandes assassinos em série do cinema.
E é lógico que quem já tinha medo de dentista vai ficar muito mais desconfortável e incomodado com o filme, pois mesmo que as situações de terror na cadeira do dentista não sejam tão freqüentes quanto poderiam ser, as cenas de torturas diversas são todas on-screen, não poupando o espectador de sangue saindo de dentes arrancados e brocas entrando até a raiz, tudo sem anestesia, é claro.
Gerou uma continuação inferior em 1998 dirigida pelo próprio Yuzna e desde então a franquia está morta e enterrada. Não é um novo clássico do terror, mas é diversão rápida e sangrenta, por isso merece uma conferida. A propósito, estou com uma dorzinha chata no molar, mas...pensando bem... acho que posso conviver um pouco mais com a dor...
HISTÓRIA:   
GORE:  
EFEITOS:   
DIVERSÃO:  
Gabriel Paixão
CURIOSIDADES
- Existe uma cena cortada em que a empregada de Alan, Maria (Aixa Maldonado, que não aparece no restante do filme) encontra o corpo de Matt na piscina durante a limpeza da casa. Quando vai procurar ajuda ela escorrega e cai na piscina, morrendo afogada. As cenas na escola, no final do filme, também foram encurtadas.
- As cenas finais no auditório foram sugeridas pelo diretor de fotografia Dennis Maloney, que foi substituído depois por Levie Isaacs por causa de uma emergência familiar.
- Brian Yuzna não estava contente com os armários do cenário do consultório temático ‘no Paraíso’ e dos brinquedos que estavam no set da sala de espera, como o produtor Pierre David não queria desembolsar mais grana, Yuzna deu seu próprio cartão de crédito ao departamento de arte para que a compra da mobília fosse feita.
- Segundo Brian Yuzna, no primeiro dia de filmagem seria rodada a cena em que o detetive (Ken Foree) descobre o cão que Corbin mata com um tiro. Acontece que a produção não conseguiu nenhum cachorro morto ou empalhado para a cena, então o gerente da produção Robert Lansing Parker veio com uma cabra (!!). Então nesta cena Yuzna girou a cabeça do bicho, de forma que os chifres não se tornassem visíveis, um pouco de sangue e pronto, rodaram com uma cabra interpretando um cachorro, hehehe…
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